sábado, novembro 04, 2023

 

Não levem o Corpo de Cristo para casa!

 

Temos de ter atenção ao que se anda a fazer a Jesus! Só esta semana já ouvi duas coisas que são mesmo sacrilégio, ou seja, ofendem a Deus, são pecado capital. Primeira: levam o Corpo de Cristo para casa para O colocar em feridas. Segunda: Seguram o Corpo de Cristo e tiram fotos com o telemóvel.

Até acredito que estas pessoas tinham as melhores intenções na sua ignorância. Mas, mesmo assim, não podemos compactuar com isto. Assim como não aceitamos que façam mal ao nosso filho, também não podemos ficar calados quando se trata de Jesus.

Não podemos usar o Corpo de Cristo para qualquer coisa, por mais bonita que possa parecer aos nossos olhos imperfeitos. Quando vamos comungar devemos ter a Confissão “em dia” e receber Jesus naquele momento, levando-O apenas dentro de nós. Jamais podemos levá-lo para casa, nem que seja uma pequena partícula. Já bastam os satânicos e pessoas que vão às ditas “bruxas” e que vão à Igreja para receber Jesus para usar naquilo que não devem.

Sempre que tiverem dúvidas sobre o que se pode ou não fazer, falem com um padre. Basta ir ter com ele no final da Missa. Não vamos atrás do que diz esta ou aquela pessoa.

Convido-vos a fazer uma oração – qualquer uma – para reparação por estes ultrajes ao Santíssimo Sacramento.

 

 

domingo, outubro 22, 2023

 

 Mesmo sem comungar, era amada por Deus

 


Uma das grandes questões dentro da Igreja é quem pode ou não comungar. É importante, sem dúvida, porque Jesus disse que aquele que O tomar indevidamente será réu do Corpo e Sangue de Cristo (1 Co 11, 23-34). Mas quando se fala desta questão, devíamos lembrar-nos também de dizer: mesmo quem não comunga é amado por Deus.

Também há uns anos passei por esta situação. Não podia comungar. Dói, não é fácil, mas conhecia a Palavra de Deus e só tive de ter a humildade de aceitar. Nesse tempo – que já lá vai, graças a Deus – tive a graça de nunca me sentir abandonada por Deus. Não consigo explicar bem por palavras. Só sei que sentia que Deus me dizia que, apesar da minha queda, Ele não desistia de mim e amava-me.

Compreendo bem o que se sente quando não se pode comungar e percebi como é tão importante transmitir este amor de Deus. Mesmo quem não comunga pode ser Igreja, realizar obras em e na Igreja - mesmo que alguns ministérios não lhe sejam permitidos.

Acho que falhamos muito, enquanto Igreja, neste ponto. Apontamos o dedo, rotulamos os nossos irmãos e irmãs e impedimo-los de sentirem o amor e a misericórdia de Deus com essa atitude.

Há vidas e vidas. Imaginemos uma mulher que volta ou descobre Jesus. Vive em união de facto e tem filhos. O companheiro não quer seguir Jesus e recusa-se ao matrimónio. O que faz esta mulher? Separa-se? Se o fizer, quem mais sofre são os filhos. Há quem diga que se deve abster de ter relações sexuais. Mas isso, todos sabemos, vai levar à separação…

O que esta mulher precisa é de uma Igreja que a acolha, que ore com ela pela conversão do companheiro e que lhe diga de que forma pode ajudar em e na Igreja. Porque ela é muito amada por Jesus. Não tem que sofrer, achando que é um caso perdido e que jamais pode ser Igreja ou sentir-se filha muito amada pelo Pai.

Deixemos os rótulos, as portas fechadas! Os julgamentos cabem a Deus, que sabe o que está no coração e por que razão houve esta ou aquela queda ou por que razão uma pessoa sentiu o chamamento de Deus apenas a partir de certa idade.


quinta-feira, outubro 19, 2023

 

Amar o inimigo evita a morte de inocentes


Quando penso nestas guerras todas, que levam a atrocidades tão grandes como ataques em hospitais ou decapitação de crianças, só penso como o mundo seria muito melhor se todos aceitassem a proposta de Jesus: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" 

Mt 5, 44


sábado, outubro 14, 2023

 

Não baixemos os braços perante tanto ódio



Na escola aprendemos como nos tempos dos reis se maltratavam os escravos. Eram torturados, passavam fome, não tinham assistência médica… Ficamos escandalizados e pensamos: naquele tempo era tudo terrível. Não havia dó nem piedade.

Pois não! Mas o pior é que hoje, em pleno século XXI, quando se fala de Direitos Humanos, ainda temos grupos que decapitam e queimam crianças na maldita guerra entre Israel e Palestina. Temos pessoas a morrerem de fome e de sede, em Mariupol, na guerra da Ucrânia. Temos genocídios no Sudão, temos… Enfim, até em Portugal temos tanta desgraça…

Há quem diga: isto não vale a pena! Que se lixe, vamos todos morrer, vou manter-me aqui no meu cantinho e paciência… Pois bem, não concordo: perante tanta atrocidade é preciso dar um murro na mesa para afugentar o desânimo. Temos de arregaçar as mangas e continuar a lutar contra a maldade.

Nós, cristãos, em particular, não podemos parar de divulgar e pôr em prática os ensinamentos de Jesus. Devemos empenhar-nos ainda mais na oração, no jejum/abstinência, na oração do rosário, na adoração, na leitura da Palavra de Deus. Tal como Moisés, não podemos baixar os braços (Ex 17, 11-13), porque Jesus também não o fez.

Não se trata de uma utopia, mas da esperança cristã. A nossa oração pode salvar uma pessoa da morte eterna ou pode impedir que alguém sofra mais. O mal quer-nos desanimados, mas nós temos de nos erguer e continuar de pé em oração!

A Mãe pede para rezarmos o terço todos os dias pela paz. Se não o fazemos ainda, comecemos a fazê-lo. Inicialmente, pode parecer difícil e até aborrecido – para quem ainda não descobriu a beleza desta oração -, mas isso não deve demover essa pessoa. Continue, peça a graça de não parar, porque os nossos irmãos precisam de nós…


 

sábado, outubro 07, 2023

 

Na Igreja és tradicionalista ou progressista?



Eis a questão dos últimos tempos. Pois bem, a minha resposta é esta: sou cristã católica e acredito numa Igreja una, santa e católica (universal). Obviamente, não vou tapar o sol com a peneira: existem ideologias na Igreja desde sempre. Esta dicotomia entre tradicionalista e progressista já vem desde os tempos da Igreja primitiva (com outras designações, claro).

O problema é quando se instala a desunião, os ataques verbais a uns e outros, como se a Igreja fosse exclusivamente dos tradicionalistas ou dos progressistas.  É preciso escutar-nos uns aos outros e tentar perceber, sob ação do Espírito Santo, o que deve mudar ou manter-se na Igreja. Neste caso, não me refiro à Sua Palavra que é, obviamente, imutável. Falo antes de maneiras de expressar a fé. Uns levantam os braços, outros usam véu, uns falam em latim, outros na língua materna…  Por exemplo: para uns, a Missa tridentina é a “correta”, para outros a “incorreta”. Mas por que temos de pensar assim? Desde que haja respeito...

Vejam isto: Deus tem-me encaminhado muito para aqueles que ninguém quer e que estão afastados da Igreja. E, como qualquer pessoa, têm vidas cheias de matizes, não se ficam pelo preto ou branco. A Missa tridentina, por causa da sua formalidade (não digo isto num sentido pejorativo, note-se), não atrai quem está afastado. Não é uma questão de estar certo ou errado, apenas não se sentem acolhidos, porque desconhecem ainda muito a Palavra de Deus. Andam às apalpadelas…

Mas, para outras pessoas, esta Missa é onde se sentem realmente bem. E então? Qual é o problema? Por que não podemos todos conviver na mesma Igreja, unidos em nome de Deus? O próprio Jesus adaptava o seu discurso consoante quem O ouvia. Note-se: não mudava o que o Pai ensinava, apenas falava e agia consoante os conhecimentos e a vida de cada um.

Vem esta reflexão a propósito do sínodo que estamos a viver. Há muitos medos e expectativas sobre as principais questões que estão em cima da mesa. Medo que a Igreja deixe de seguir a Palavra de Deus, medo que nada mude, esperança em se conseguir X ou Y. Falar, expor o que nos vai na alma não é um problema e basta ler na Bíblia Atos dos Apóstolos para vermos como a Igreja já se reunia para debater certas questões (At, 15, 1-6). Exemplo disso foi a questão da circuncisão. 

Como nesse tempo, não deixemos a ideologia falar mais alto, porque somos Igreja de Deus, não somos membros de um partido político. Todos juntos unamo-nos em oração e jejum/abstinência para pedir que o Espírito Santo traga o que é melhor para a Igreja dos nossos tempos.


domingo, outubro 01, 2023

 

 

Seguir Jesus numa alegre liberdade



Hoje, de manhã, a Joana fez os seus votos perpétuos como missionária comboniana. A sua missão é no Sudão do Sul, a terra de S. Daniel Comboni. Conheci esta grande amiga no Fé e Missão, o grupo de jovens dos Missionários Combonianos. Foram tempos maravilhosos de missão, com muita dedicação, em especial, ao nosso querido Bairro do Barruncho. Um bairro de barracas, onde fiz vários amigos e onde vivi e li a Bíblia…

O sorriso deslumbrante da Joana, em toda a Eucaristia, arrepiou-me e, confesso, jorraram lágrimas de alegria. Olhando para ela, via uma mulher livre e alegre, apesar das missões em terras de guerra e de fome. A sociedade olha para os consagrados como uns “coitadinhos”, “totós”, que vão para “esta vida” porque tiveram um grande desgosto de amor. Como estão errados!

Hoje, olhando para a minha amiga, percebi algo essencial para um cristão: a liberdade (alegre) em seguir Jesus. Uma liberdade que liberta, que nos leva, mesmo no meio de muitos espinhos, a não parar de levar a Boa Nova. Como seria bom que houvesse maior aposta no discernimento de vocações para todos sentirmos esta liberdade e esta alegria que, mesmo na cruz mais pesada, nos leva a caminhar para e com Jesus.

Isto vale para os consagrados, mas também para outras vocações: seculares, matrimónio, solteiros celibatários… Peçamos ao Senhor mais trabalhadores para a messe (Mt 9, 37-38), mas, antes disso, peçamos luz para saber como podemos melhorar nesta questão do discernimento da vocação…

Oremos pelas missões, oremos pela Joana! Que Jesus a encha de bênçãos e que a Mãe a proteja sob o seu Santo Manto. Ámen.  


sábado, setembro 23, 2023

 

É urgente visitar Jesus!

 


“Todos, todos, todos.” Permitam-me voltar a esta frase do Papa Francisco. Num momento em que se fala muito de quem pode ou não comungar, penso que é importante lembrar que na Adoração Eucarística, Deus está lá à espera de “todos, todos, todos”.

Infelizmente, Jesus continua muito sozinho em todos os sacrários, mesmo não impondo quaisquer condições para O visitarmos. Quantos problemas se resolveriam, quantas cruzes se carregariam com maior facilidade se estivéssemos mais tempo com Ele… Nem todos conseguimos estar uma hora ou mais, é verdade. Não podemos esquecer, por exemplo, quem vive numa localidade longe de uma igreja. Ou quem tem filhos pequenos e uma família não crente, onde ir à missa já é uma ‘ginástica’ de todo o tamanho.

Mas, nesses casos, pode-se ficar perante uma capela online ou num local em silêncio. Podem ser apenas 5 ou 10 minutos por dia, mas é melhor do que não dar qualquer atenção a Jesus. Neste apelo do “todos, todos, todos” é preciso incluir, com urgência, a Adoração ao Santíssimo. E por que é urgente? Porque Jesus sofre por não irmos ter com Ele. Sofre por ver que tem tantas graças para nos dar e que não as vamos buscar. Graças que são para nós, para os nossos e para quem não conhecemos.

Vamos todos ter com Jesus na Eucaristia e criemos uma relação de amor e proximidade com Ele. Levemos também Jesus ao encontro das pessoas, convidando-as a estar, em silêncio, com Jesus, para sentirem o Seu Amor e Misericórdia. Podem estar afastadas da Igreja, podem ser divorciadas, casadas, solteiras, recasadas…Podem até estar no meio da miséria e dos vícios… Na Baixa de Lisboa veem-se, por vezes, mendigos e toxicodependentes a entrar na Igreja para orar. Jesus fica, com certeza, bastante feliz por ver que todos podem ir ter com Ele…

Nestes encontros vamos com certeza crescer na nossa fé e amor por Deus – independentemente dos altos e baixos – e, em vez de irmos buscar apenas graças, vamos querer também fazer-Lhe companhia e fazer reparação. Porque, no amor, é assim: queremos o bem de cada um. Deus quer o nosso bem e nós queremos o Seu bem.


 

domingo, setembro 17, 2023

 Se queremos a cura, perdoemos…


Não vou fazer comentários. Apenas vos convido a meditar a Palavra de Deus sobre o perdão, que é bem simples e direta. Quem quiser, pode partilhar o que mais o tocou.

 Livro do Eclesiástico (Ben Sira) 27,30.28,1-7

“A ira e o furor são duas coisas execráveis; só o homem pecador os nutre no coração.
Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus pecados.
Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas.
Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure?
Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados?
Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das suas faltas?
Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos.”


 

 

sábado, setembro 09, 2023


 

Quando a desgraça é a salvação


O sismo em Marrocos fez-me voltar uns anos atrás, quando houve uma catástrofe idêntica. Não me recordo do país, mas lembro-me como se fosse hoje a foto de uns escombros onde se via a mão de uma mulher a segurar o terço.

Quantos terão olhado para aquela imagem e terão questionado? “Onde está o teu Deus?” ou “Onde estás, meu Deus?” Aquela mulher era crente, ainda conseguiu agarrar o terço - ou estava a rezá-lo no momento do abalo -, mas não sobreviveu.

São histórias como esta que levam a uma crise de fé ou até ao abandono de Deus. E porquê? Porque nos habituámos, desde pequenos, a ver a fé como um escape ou como uma superstição. Não fomos habituados a viver a fé como uma relação de amor entre nós e Deus, que nos leva a amar o próximo. Devíamos aprender desde pequenos que Jesus não prometeu o fim do sofrimento nesta vida. Ele disse: “No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!” (Jo 16, 33)

Na cruz, Jesus foi visto como um desgraçado, um fracassado. Mas aquele momento de dor atroz era afinal a chave para a salvação de cada um de nós. Não foi uma derrota, mas a maior vitória.

O terço na mão daquela senhora pode mesmo ter sido a grande chave para ela e outros entrarem diretamente no Céu ou para diminuírem as suas penas no Purgatório. Pode ter sido a forma de evitar que ela sofresse ainda mais, porque, após um sismo, vêm outros problemas maiores como fome ou doenças infeciosas graves e letais.

Que Jesus nos ajude a olhar para as cruzes deste mundo com os Seus olhos, porque somos demasiado fracos - sobretudo nas grandes desgraças. E que console a dor destes nossos irmãos que perderam entes queridos e, nalguns casos, tudo o que tinham. Que dê força a quem possa estar soterrado e a todos aqueles que estão a ajudar, como bombeiros, médicos, enfermeiros, entre outros.


 

 

sábado, setembro 02, 2023

 

Recasados, divorciados e muita desinformação



Às vezes recebo mensagens no WhatsApp a criticarem o Papa Francisco por aceitar que os divorciados e os recasados podem receber a comunhão. São mensagens que dão a entender que ele faz tábua rasa das palavras de Jesus, de que quem deixa a sua mulher e casa com outra comete adultério (
Mt 19, 1-9).

Fico sempre consternada com isto, porque o Papa jamais disse isto. Uma coisa é o título sensacionalista de um jornal e a mensagem de grupos cheios de raiva, “apontadores de dedo”. Outra coisa, é o que o Papa diz e escreve.

Na encíclica Amoris Laetitia fica claro que a comunhão a divorciados e recasados é para casos muito concretos e que têm de ser discernidos entre o pároco e o casal/pessoa, ou seja, exige caminhada na Igreja. Note-se que, quando Jesus fala do adultério, também se refere, à união ilegítima (Mt 19, 1-9).

Existem situações muito graves, como casamentos forçados, alguns após violação. Não podemos cingir-nos ao nosso mundo europeu. A Igreja está viva em todos os continentes e culturas e existem situações dramáticas que são, inclusive, aceites legalmente em determinados países. Jesus é Amor e Misericórdia, não vai fechar as Suas portas as estas pessoas.

Jamais em lado algum, o Papa veio dizer que TODOS os recasados e divorciados deviam comungar. Ele não pode negar o que Cristo disse sobre adultério. Mas também neste caso, é preciso agir com Amor e Misericórdia. A pessoa, mesmo não podendo comungar, pode ajudar muito na Igreja. Estas pessoas não têm de ser excluídas, julgadas, tratadas como casos perdidos. Eles também são muito amados por Deus.

É importante ler e estudar os documentos da Igreja, indo às fontes fidedignas, como o site do Vaticano. E é preciso ter algum discernimento antes de reenviarmos alguma mensagem, porque podemos estar a partilhar mentiras. Mesmo dentro da Igreja há muitos Judas…


sexta-feira, agosto 25, 2023

 Oração de coração, sem fingimento



A Mãe alerta-nos muito para a importância da oração vinda do coração. Basta de oração vá, sem sentido, dita apenas por tradição ou medo! Que Jesus, por intercessão da Mãe, nos ajude a ter a graça da oração de coração. Ámen.

''Queridos filhos! Neste tempo de graça convido-os a rezar com o coração. Que seus corações, filhinhos, estejam voltados para o Céu em oração, para que seu coração sinta o Deus do Amor que os cura e os ama com imenso Amor. Estou com vocês para guiá-los no caminho da conversão do coração. Obrigada por terem atendido ao meu chamado." Mensagem Rainha da Paz, 25 agosto 2023

segunda-feira, agosto 21, 2023

O que me falta dar a Jesus?

 


O jovem rico do Evangelho de hoje (Mt 19, 16-22) cumpria todos os mandamentos. Mas, segundo Jesus, faltava-lhe desapegar-se da sua riqueza, distribuí-la pelos mais pobres e seguir Jesus.

E a mim? E a ti? O que falta para termos a vida eterna? Esta questão é central para todos nós. Devíamos passar mais tempo em oração e adoração, com momentos de silêncio, para percebermos o que não estamos a dar a Deus. Muitos de nós somos chamados a algo mais. A deixar a nossa vida rotineira e a seguir Jesus. Como? Só escutando Jesus iremos perceber…

 

Ajuda-nos, Jesus, a saber onde erramos, o que temos de aperfeiçoar, o que temos de manter e o que temos de aceitar para Te seguir. Não permitas que as nossas ideias e sonhos – mesmo que bonitos e bons – nos impeçam de ver aquilo que nos pedes. Ajuda-nos a aceitar as mudanças, por mais duras e radicais que sejam. Ámen. 


terça-feira, agosto 15, 2023

 

Sim, protegemos e respeitámos Jesus!

 


“Está aqui Jesus!”, dizia uma coordenadora de um grupo de peregrinos espanhóis. Naquele momento, os muitos jovens pararam e ajoelharam-se no chão de terra batida, com pedras. Isto aconteceu na JMJ, mais precisamente no setor C, onde fui ministra da comunhão (eventual).

Esta foi a reação dos peregrinos quando cheguei ao meu local onde iria distribuir Jesus. Foi arrepiante ver aqueles jovens a terem o máximo de respeito por Jesus! Aquele chão tinha pedras, terra que facilmente virava um monte de lama, mas eles não quiseram saber disso. Estava ali Jesus.

O mesmo respeito senti dos muitos, de diferentes nacionalidades, que foram ter comigo para comungar. O mesmo respeito vi quando cheguei de madrugada à tenda da Eucaristia, onde estavam pessoas em adoração, mesmo estando Jesus dentro de píxides protegidas por caixas – sempre com uma vela acesa e uma planta. Enquanto lá estive houve sempre alguém em adoração.

Aquelas caixas não ficaram bonitas nas fotos, mas protegeram Jesus do vento e do pó. E se havia muito pó na zona de Loures… Não havia relva como no setor A. Quis partilhar isto para mostrar que as caixas apenas quiseram proteger as píxides onde estava Jesus. Tem havido uma certa polémica por causa destas caixas, mas que fique bem claro que houve respeito, amor e muita preocupação em manter Jesus bem guardado contra qualquer percalço.

Poderia ter havido outra solução? Pois, talvez. Mas o mais importante é não se usar estas caixas como desculpa para andarmos de costas voltadas dentro da Igreja. As pessoas têm direito em não se sentir bem com esta solução, mas não digam que desrespeitámos Jesus. Se têm outra solução, partilhem. Não haverá outra JMJ em Portugal, mas os próximos países vão gostar de receber sugestões. Que reine a paz entre todos nós!



terça-feira, agosto 08, 2023

 Sintamos a alegria de Jesus!


Mil e uma coisas têm sido ditas sobre a JMJ. Como cristã católica, penso que o mais importante é focar-me, para já, nalguns pontos essenciais. Começo pela ALEGRIA. É tempo de deixar aquele semblante muito sério, que nos leva, muitas vezes, a sair da Missa como se tivéssemos estado numa reunião de trabalho obrigatória.

Obviamente, se estamos doentes ou se perdemos um ente querido não nos vai dar vontade de cantar e dançar. Mas, mesmo nessas situações, podemos mostrar aos outros que a dor não nos irá impedir de voltar a sorrir, porque tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8, 28) e a meta é a Vida Eterna. Aliás, o apóstolo diz-nos: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” Fl 4, 4

Abrir as portas a TODOS. O apelo do Papa tem sido interpretado consoante a fé ou a descrença de cada um. Mas penso que nos quis alertar para o exemplo que Jesus nos deixou. Mesmo sendo contra a prostituição, não deixou de tratar a mulher adúltera como ser humano que é muito amado pelo Pai. Com esse gesto de aceitação, de abrir as portas – e sem deixar de mostrar o que achava do seu erro – conseguiu que aquela mulher se sentisse amada. Quando nos sentimos amados, mais facilmente vamos perceber o que há de menos correto na nossa vida.

Ir às PERIFERIAS. O Papa insiste muito neste ponto e com razão. Temos de deixar os nossos confortos e ir ao encontro dos outros, sujando muitas vezes as mãos. E estas periferias não são somente aqueles que vivem afastados de Deus. São também os da Igreja e que “arrefeceram” o seu amor por Deus ou que acham que têm “um posto”.

ADORAÇÃO. Francisco alertou para a necessidade de se ir ao sacrário e de se escutar Deus. Quantas vezes o fazemos? E quando o fazemos, com que amor? Escutamos Jesus, fazendo silêncio, ou apenas recitamos várias orações – às vezes sem nos ouvirmos a nós próprios -, saindo com a sensação de dever cumprido?

DEUS AMA-NOS. Mesmo com muitas imperfeições, é preciso mostrar – sobretudo aos jovens – que Deus os ama. Sem mostrar este amor, os jovens – e os mais velhos – vão cair e ficar no chão, sem se levantarem. Se não nos sentirmos amados, não vamos conseguir ter o ânimo suficiente para lutar por uma vida que vá mais ao encontro da Palavra de Deus.

Estas são algumas reflexões. Muitas outras existem. Convido-vos a partilharem as vossas. 😊


quarta-feira, agosto 02, 2023

 "Há arrepios de alegria no ar!"


A frase é de uma amiga, a Luísa. E resume aquilo que vivi ontem na Missa de Abertura. Além da graça de ser, pela primeira vez, ministra da comunhão (eventual), e de ter Jesus nas minhas mãos para dar aos outros, respirei muita alegria. No meio da multidão só se viam jovens a sorrir, a cantar, a dançar. Esta é a Igreja de Deus!


domingo, julho 30, 2023

 

A JMJ não é apenas uma guerra de milhões de euros…

 


Uma das coisas mais venenosas dos nossos tempos é olhar para a realidade apenas de um determinado ponto de vista. É como ter uma moeda e só ver uma das faces. Muitas têm sido as críticas aos gastos com a vinda do Papa. Pessoalmente, concordo que haja custos que não se justificam, numa altura em que tantas pessoas passam sérias dificuldades na vida. Mas o Papa é culpado disto? O Papa não manda nos governos dos países.

Além disso, parte dos custos são para recuperar a zona do Parque Tejo, um espaço que vai ficar para usufruto futuro da população. Entre outras obras que surgiram com a desculpa da vinda do Papa… Podem perguntar: mas tinham que o recuperar agora, quando há famílias que têm de optar entre ter um teto e comida? Concordo, deviam ter investido antes o dinheiro nessas famílias. Mas, mais uma vez, pergunto: que culpa tem o Papa?

Um dos momentos-chave deste evento é a visita do Papa ao Bairro da Serafina, numa zona onde ainda há pessoas sem saneamento básico. A Igreja escolheu este ponto da cidade para mostrar esta miséria. É um grito da Igreja para ver se, finalmente, alguém olha para estes nossos irmãos. A paróquia local criou alguns projetos de apoio, mas, obviamente, não tem poder para fazer muito mais, a não ser mais este grito de ajuda.  

Esta ida ao Serafina é a outra face da moeda. Acresce a alegria e a paz que estes jovens, do mundo inteiro, vêm trazer ao país. Vai haver apertos, sacrifícios, rotinas alteradas, mas vamos ver jovens empenhados num presente e num futuro melhor, a conviverem cara a cara, sem estarem apenas agarrados aos ecrãs, isolados no seu canto.

Sendo o dinheiro de todos os contribuintes, concordo que haja escrutínio. Mas resumir a Jornada às questões financeiras é muito redutor, até para o não crente. Além disso, temos que ter cuidado com a hipocrisia. Muitos dos que se mostram incomodados com os gastos deste evento, estiveram calados quando se investiu milhões em estádios de futebol para o Europeu…

 

quinta-feira, julho 27, 2023

 

Ama-nos e conduz-nos à conversão

 


Nesta Mensagem, de 25 de julho deste mês, a Mãe fala de algo que me toca particularmente. Primeiro, ama-nos e, por conseguinte, conduz-nos à conversão para também sermos testemunhas. Quantos de nós nos afastamos muitas vezes de Deus simplesmente porque não nos sentimos amados, mas condenados… Ajudai-nos, Mãe, a amar em vez de julgar, porque só assim o nosso próximo saberá que, apesar dos erros, Deus mantém-se à espera de braços abertos para o perdoar e para lhe mostrar o quanto é amado por Deus.  

 

“Queridos filhos! Neste tempo de graça, no qual o Altíssimo me envia a vocês, para amá-los e conduzi-los no caminho da conversão, ofereçam suas orações e sacrifícios por todos aqueles que estão distantes e que não conheceram o amor de Deus. Vocês, filhinhos, sejam testemunhas de amor e de paz para todos os corações sem paz. Obrigada por terem atendido ao meu chamado. ”

https://www.medjugorje.ws/pt/


sábado, julho 15, 2023

 

O muçulmano também é nosso irmão

 


Recebi um vídeo, via WhatsApp, em que se fala dos muçulmanos como se fossem o diabo. É muito triste, porque Jesus não faz aceção de pessoas (At 10, 34). Mesmo nos grandes erros, condena o erro e jamais hostiliza a pessoa, também filha de Deus.

Convivo há várias anos com muçulmanos, ou não vivesse numa localidade onde há uma mesquita. Sou amiga de alguns. Todos eles são contra o fundamentalismo que leva a matar em nome de Alá. São pessoas que ajudam muitas pessoas. Não merecem ser consideradas “terroristas” ou “ocupadores da nossa região para nos colonizarem”.

Entre os cristãos, católicos ou protestantes, também há pessoas fundamentalistas. Hoje não se fala em matar, como no tempo da Inquisição, mas mata-se no sentido de se condenar e de se discriminar os outros que são “os pecadores”. Sabem o que me lembra isto? Os fariseus, os que se achavam perfeitos e únicos detentores do direito à salvação. Jesus mostrou-se mais triste e chateado com eles do que com a mulher prostituta ou com o cobrador de impostos que roubava dinheiro. Porquê? Porque os primeiros tinham o dever de conhecer a Palavra de Amor e de Perdão. Os segundos não A conheciam.

Não nos deixemos contaminar por alas de extrema-direita – até podia ser extrema-esquerda, são extremismos e basta -  que querem insurgir-se dentro da Igreja, armados em donos da verdade como faziam os fariseus. A estes irmãos em Cristo temos o dever de lhes mostrar que Jesus não faz aceção de pessoas e que ama cada uma delas, mesmo aqueles que não O querem.

Em vez de vídeos cheios de ódio – logo um sinal de que não são de Deus -, devíamos divulgar que a comunidade ismaelita (muçulmana) está a ajudar nas Jornadas Mundiais da Juventude, indo inclusive disponibilizar espaço para os jovens. Mais um exemplo de como nem todos são “terroristas”…


sábado, julho 08, 2023

 

Quando se faz luz na outra Igreja…
 

“Há uma senhora na minha comunidade que era católica e ia regularmente à igreja, mas conta que ouvia as homilias e não percebia praticamente nada. Além disso, diz que agora se sente mais acolhida (…), faz verdadeiramente parte de uma família.” In Sete Margens

Estas palavras são de um pastor evangélico. Penso que a Igreja Católica devia refletir sobre isto. Esta senhora representa muitas outras que, durante anos foram à Missa, sem nunca conseguirem sentir-se Igreja. Um dia vão a uma Igreja Evangélica e faz-se luz… As razões poderão ser as mais variadas, obviamente.

Pessoalmente, penso que o que atrai mais as pessoas é isto: ambiente mais caloroso e acolhedor, por ser mais informal, partilha de emoções, oração espontânea, deixando o Espírito Santo soprar onde quer, cânticos mais alegres e formação mais simples sobre a Palavra de Deus.

Mas isto não existe na Igreja Católica? Sim, existe, mas nem todos o sabem. Há muitos grupos de oração que acolhem as pessoas, que as escutam, que são autênticas famílias e que dão formação sobre a Palavra de Deus.

São grupos cheios do Espírito Santo que tocam as pessoas e que as levam a ter uma vida de maior proximidade e intimidade, na oração, com Deus.

Então, por que os desconhecem? Na minha opinião, o problema tem raízes há demasiados anos. Muitos católicos – eu, incluída – fomos educados a ir à Missa ao domingo, a fazer promessas de vez em quando, a ir a Fátima uma vez por ano e a rezar uma ou outra oração nas aflições.

Atualmente, há muitos grupos de oração na Igreja Católica e esta realidade está a mudar, graças a Deus. Cada vez mais se vai, porque se quer e para se ter uma vida realmente comprometida com Deus. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos resquícios desta maneira light de se viver a fé. É preciso evangelizar também dentro da própria casa…

Não digo isto para se ganhar fiéis e ficarmos com uma imagem bonitinha nas estatísticas. Não! Digo-o, porque, apesar de ter o máximo de respeito por outros credos, gostaria muito que estes irmãos pudessem beber da fonte maravilhosa que é o Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia. Também gostaria muito que se sentissem acolhidos no colo da Mãe, que não adoramos, mas veneramos e amamos.

Manda, Senhor, o Santo Espírito sobre todos nós! Ámen.

 

 

terça-feira, junho 27, 2023

 

“Escuta, mãe!”

 


Tínhamos acabado de chegar da praia. Estacionei e quando retiro a chave, oiço o meu filho: “Escuta, mãe!” Para meu espanto, o que o meu filho queria era escutar o silêncio. E, de facto, como foi bom. Como disse ao meu filho, é preciso parar e escutar o silêncio. A paz de Deus que se sente é maravilhosa!

Mas será que ainda sabemos escutar o silêncio? Vivemos numa sociedade demasiado ruidosa. Não falo só do barulho dos carros ou da azáfama própria das grandes cidades. Refiro-me, sobretudo, ao ruído que existe dentro de cada um de nós, quer vivamos na cidade ou na aldeia mais recôndita. As (de) informações fervilham dentro de nós. O mesmo se pode dizer das preocupações, dos desejos, da ansiedade de ver o que se passa nas redes sociais…

O medo do silêncio, de nos (re) encontrarmos com o nosso Eu verdadeiro, perante Deus, impede-nos de sentir paz. Não nos permite, sobretudo, progredir na nossa fé e no amor por Deus e pelo próximo. Apenas quando nos silenciamos, conseguimos olhar para nós, com tudo o que temos de bom e de mau. Somente quando silenciamos, podemos falar abertamente com Deus, sem rodeios, e escutá-Lo sem receio da Sua resposta.

Devíamos cultivar mais esta oração em silêncio. Não conseguimos estar 1 hora assim? Não faz mal. Comecemos por alguns minutos: quando paramos o carro, quando nos levantamos ou quando passamos por um caminho onde é possível ouvir menos ruído, escutemos. Chamemos Jesus e escutemos aquele silêncio que, aos poucos, nos vai falando cada vez mais…


 

domingo, junho 18, 2023

 

Vamos orar por este jovem?


Hoje, na praia, um rapaz precisou de ajuda. Deve ter 14 ou 15 anos. Quando se despediu, disse-me: “Muito obrigado! Deus a abençoe!” Tocou-me profundamente esta última parte. Um adolescente a dizer: “Deus a abençoe!”

Obviamente, os adolescentes também creem em Deus. Mas, como todos sabemos, é cada vez mais comum nestas idades não se querer saber de Deus. Muitos nem conhecem Deus ou nem sequer têm qualquer vivência com a espiritualidade.

Peço-vos, assim, que quem passar por aqui faça uma oração por ele e por todos os seus. Mesmo não escrevendo nos comentários, interceda por este jovem. Obrigada.


segunda-feira, junho 12, 2023

 

Era sempre o Filho Pródigo...


Deus fala-nos de várias maneiras. E insiste até O escutarmos. Quando me afastei da Igreja, estive vários anos longe. Só lá ia para uma missa por alma de alguém ou por algum momento em particular. Das pouquíssimas vezes que fui, em diferentes anos, era sempre no domingo do Evangelho que falava do filho pródigo (
Lc 15, 11-32)

Na minha ignorância e desconhecimento da Palavra e de própria Igreja, limitava-me a criticar: “nem sequer inovam nas leituras. É sempre a mesma! Filho pródigo…”

A mágoa que tinha dentro de mim impedia-me de pensar o mais básico: “Mas se nem costumo cá vir, quem sou eu para dizer que é sempre a mesma leitura?” Hoje, sei que era Jesus de braços abertos à minha espera. Ele chamava-me…Eu era a filha pródiga!

E não parou de me chamar, enquanto não O escutei… Aos olhos humanos não merecia o Seu Amor e Misericórdia… Mas os olhos Dele, único Deus e Salvador, não são como os nossos…

Que Jesus, através da intercessão da nossa Querida Mãe, derrube todos os obstáculos que nos impedem de escutar o chamamento de Deus. Ámen.


quinta-feira, junho 08, 2023

 

O ódio afeta sempre o inocente

 


As lágrimas que mais derramei na minha vida devem-se à falta de perdão, ao ódio, à vingança. Tudo começou com um desentendimento parvo quando ainda estava dentro da barriga da minha mãe. Nunca sabemos com quem lidamos e é bem verdade. Durante anos e anos, tive uma vizinha que fez tudo por tudo para destruir a minha casa. Porquê? Esta mulher era espírita e praticava magia negra. Por outras palavras, vivia no puro ódio, sempre com sede de vingança.

Perdoar pode não ser fácil, mas se pedirmos a Deus, conseguimos. Leve o tempo que levar. Até podemos não ter grande vontade. Mas, mesmo assim, peçamos a Deus. Pedimos-Lhe tantas coisas tão menos importantes…

Falo por experiência própria: quem mais sofre é o inocente. Não vale a pena! O ódio traz até doenças físicas e psicológicas… E como magoamos Jesus… Como O crucificamos…

Não nos esqueçamos do que diz a oração que Jesus nos ensinou: “…perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” E acrescenta: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.” (Cfr. Mt 6, 9-14).

Neste Dia do Corpo de Deus, peçamos a Jesus a graça do perdão, da reparação (nem que seja através da oração) e a luz para vermos quem ainda não perdoámos do fundo do coração.

 


 

 

sábado, junho 03, 2023

 

Pede ajuda, sem medo ou vergonha!

 

O Grupo Vita está a apoiar vítimas de abuso sexual na Igreja. Quem quiser contactar o Grupo pode fazê-lo através do site https://grupovita.pt/ (915090000 e geral@grupovita.pt). 

Não deixes de procurar a felicidade! Tu és importante e mereces ser feliz! Pede ajuda sem medo e sem vergonha.

Caso não consigam conceber a ideia de o fazer junto de um grupo criado pela Igreja – é compreensível face ao que viveram -, peçam ajuda noutros meios. Podem começar por ligar 808 24 24 24, que tem uma opção para apoio psicológico. Na página do Grupo têm mais contactos fora do Vita.

Este grupo também dá apoio a quem se sinta ameaçado ou quem tenha cometido estes crimes (ou tenha desejo de o fazer). 

Podem questionar-me: mas por que razão vais falar ‘desses’? Faço-o, porque acredito no que a Ciência diz: o agressor pode ser condenado judicialmente, mas, sem apoio especializado, vai voltar a cometer o crime. Porquê? Porque é um comportamento compulsivo. Lembram-se da freira que foi morta e violada? Esse homem estava preso há anos. Saiu, fez o que fez. Não se aguentou…


sábado, maio 27, 2023

 Mais uma prova do amor de Deus



Na solenidade do Pentecostes (descida do Espírito Santo), Deus dá-nos a possibilidade de conseguir a indulgência plenária para nós ou para outras almas.

Deus não desiste de nós! Não olhemos para as indulgências como coisas do passado, de crendices. Não! É uma graça concedida por Deus. Saiba como o pode conseguir no link que se segue e lembre-se de pedir também pelos outros.

https://www.acidigital.com/noticias/sabia-que-pode-tirar-uma-alma-do-purgatorio-em-pentecostes-29286


Divulguem!