Rezar o
terço com doença de Alzheimer
Há uns anos, conheci uma
senhora com doença de Alzheimer que já não se lembrava da maioria das coisas. A
filha dizia-me que, apesar do esquecimento de pessoas e de atividades de vida
diária, a mãe continuava a querer ir à Missa e a rezar o terço.
Já não sabia muito bem o Pai-Nosso e a Avé-Maria, mas os dedos tocavam cada conta com uma enorme delicadeza. Acredito sinceramente que a Mãe do Céu se deliciou com aqueles momentos de oração tão puros…
Se este gesto de oração ainda se mantinha na sua mente pela graça de Deus deveu-se, de certeza, à sua dedicação e firmeza diária de rezar o terço, como nos pede a Mãe. O terço (e mais concretamente o rosário) foi a Bíblia dos cristãos que não sabiam ler e escrever e que não tinham acesso às Escrituras. Em cada mistério meditavam uma passagem da Bíblia. A oração mariana é assim: conduz-nos sempre a Jesus…
E, nós, se alguma vez perdermos a memória, será que vamos ter a mesma graça por
termos prosperado na oração enquanto tínhamos consciência de tudo?

