segunda-feira, agosto 31, 2026

 

Medo e pânico são falta de fé?

 


Pode ser que o medo e o pânico sejam sinais de que precisamos aprender a depender de Deus, mas também podem ser um problema de saúde. A ansiedade e o pânico, que geram medo, são perturbações do foro psicológico que precisam do apoio da fé, mas também de profissionais de saúde.

É importante ter esta noção, porque ainda se ouve dizer que quem tem este problema de saúde – e há cada vez mais pessoas – não ora o suficiente, não confia em Deus… Se estivermos com gripe, a fé em Deus vai fazer parar os espirros? Claro que não. É preciso olhar para a saúde mental como se olha para uma perna partida.

O sofrimento desta condição é indescritível. Só quem vive com ansiedade e síndrome de pânico sabe como se sofre. Falo na primeira pessoa. Estou estabilizada, graças a Deus, e faço uma vida dita normal, mas passei anos a combater estes males e a ouvir pessoas a dizerem que tinha de confiar mais em Deus. Não as censuro, pois existe muita desinformação sobre saúde mental. Elas achavam que estavam a fazer o melhor.

A fé e o amor por Deus são um amparo precioso, mas tal como na gripe ou na perna partida tem de haver intervenção médica, na perturbação de ansiedade e na síndrome de pânico também é necessário pedir ajuda.

A quem sofre com este problema, não se deixe levar por comentários de que não tem fé, mas também não guarde rancor dessas pessoas, porque elas desconhecem que se trata de um problema de saúde.

Procure ajuda médica, tome a medicação, faça a terapia que aconselham e procure ajuda espiritual. Há grupos de oração de cura e libertação na Igreja – Renovamento Carismático Católico - que podem dar um apoio muito importante e que sabem lidar com este tipo de situações. Não percam a esperança! Sei que há momentos em que se vê tudo negro, mas é possível passar das trevas à luz. Sou o exemplo vivo disso!

E lembrem-se: Jesus sabe bem pelo que estás a passar. Ele próprio suou sangue antes da crucificação (Lc 22, 44) – sinal de pânico extremo – e sentiu uma tristeza de morte (Mt 26, 38). Agarra-te a Ele, porque Ele vai fortalecer-te e auxiliar-te, segurando-te com a Sua mão direita e vitoriosa. (Is 41, 10)



 

  

 

terça-feira, agosto 25, 2026

 

A fé do pássaro preso por um fio

 


Há uma fase da nossa fé em que vamos a tudo o que é retiro, sobretudo se disser que vai haver oração de cura e libertação. Esta fase na caminhada com Cristo é normal. O problema é quando se fica por ali, como um pássaro que tem de voar, mas que se mantém sempre no mesmo lugar porque tem uma pata atada por um pequeno fio.

“Ai de mim se não evangelizar!” (1 Co 9, 16), diz-nos Paulo. O próprio Jesus deixou bem claro a todos os batizados: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho!” (Mc 16, 15) Não podemos continuar parados a receber sem dar. É urgente levar Jesus aos outros! O mundo está cada vez mais egoísta e individualista; as pessoas vivem demasiado para o seu umbigo e há muita sede do amor.

O que se costuma dizer:

 “Mas não sei falar, escrever, cantar…”

Mas sabes orar. Em casa, no carro, no metro … em qualquer lugar podes orar e entregar os sacrifícios do dia pela conversão dos irmãos que andam perdidos. Podes conversar com alguém que está sozinho, nem que seja por telefone, por exemplo. Todos temos talentos e não convém que Deus nos venha dizer que fomos servos maus, que optámos por os enterrar… (Mt 25, 14-30)

 

“Não tenho tempo.”

Quanto tempo dedicas às redes sociais? Quanto tempo gastas com os outros a falar da vida alheia? O tema deste texto surgiu em oração, enquanto arrumava a cozinha. Havia outras orações para fazer e pedi a Deus que me ajudasse nesse momento.


Não quero apontar o dedo a ninguém. Apenas alertar. Não podemos ficar parados, pois isso não é bom para o nosso próximo, nem para nós mesmos. Ao nos focarmos apenas na nossa vida, estamos a perder mil e uma maravilhas que Deus nos tem para mostrar. Dessa forma, a fé vai morrendo e o amor por Jesus não cresce. Coragem, pede a Deus para te mostrar o que quer que faças e neste processo de cura não pares de orar por ti e pelos outros. Deus precisa de cada um de nós!

 


segunda-feira, agosto 24, 2026

 

Parem com a Política dentro da Igreja!

 


Tornou-se comum, dentro da Igreja, rotularem-se as pessoas como comunistas ou de esquerdalha ou de direita radical e populista por defenderem o próprio Evangelho. É demasiado triste ver irmãos da mesma Igreja, que pregam e que acreditam em Jesus Cristo, nos colocarem rótulos políticos apenas porque defendemos que devemos acolher o estrangeiro. Mas é isso que Jesus nos pede em Mateus 25! Desde quando isto é uma questão política, de esquerda ou direita, esquerda woke ou direita populista e radical?

Quando defendo o respeito e o amor pelo irmão imigrante (o estrangeiro, na Bíblia), faço-o porque Jesus me diz para o fazer. Mesmo que tenham de ser criadas medidas - essas, sim, políticas – para entrada de imigrantes, essas, aos olhos do (verdadeiro) cristão, jamais podem ser desumanas e nunca podem ser acompanhadas de mensagens mentirosas, que provocam o ódio, o racismo e a xenofobia.

Outra área em que se mistura Política com Religião é o aborto e a eutanásia. “Não matarás” (Ex 20, 13) é o que Deus nos pede para seguir. Sou contra o aborto – mas também contra a prisão de mulheres, permitam-me acrescentar -, porque Deus me pede para dar valor à vida. Se sou contra a eutanásia é pelo mesmo motivo e não por ser da direita radical e populista.

Até se pode compreender que um ateu ou agnóstico nos rotule com esta ou aquela ala política, porque não acredita em Deus como nós cristãos. Mas não considero que seja compreensível que estas acusações surjam de irmãos dentro da Igreja.

Jesus ora para que sejamos um como Ele e o Pai (Jo 17, 21). Paremos de acusações e defendamos aquilo que Jesus nos pede, independentemente do nosso partido político. Afinal, o que é mais importante: o partido político ou a Palavra de Deus?



sexta-feira, agosto 21, 2026

 

O fim da mágoa que corrói em silêncio…

 


Há dores que persistem ao longo da vida, sobretudo se foram (e são) causadas por quem nos deve amar e proteger desde crianças. Mas com muita oração de cura e libertação, chega o dia em que as memórias começam a magoar menos e se começa a perceber que aquela dor nos livrou do pior.

Violência, abandono e desprezo são palavras muito duras para uma criança que as tem de vivenciar e de as enfrentar durante anos... As emoções tornam-se um emaranhado de nós ao longo dos anos e o que se viveu na infância vai toldando o nosso dia a dia, mesmo que de forma inconsciente.

Mas, mesmo quem mais nos fez mal, pode deixar alguma coisa boa. No meu caso, foi a fé. Parece contraditório, eu sei. Mas é mesmo assim. A vida dupla de fé-violência afastaram-me da Igreja durante uns anos, mas nunca de Jesus. Não pelo meu mérito, mas porque Ele me fortalecia e auxiliava com a Sua mão direita e vitoriosa (Is 41, 10), mesmo sem me aperceber.

Essa aproximação e o encontro pessoal com Jesus e as orações de cura e libertação ajudaram-me a entender algo que apaziguou o meu coração: tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8,28). Deus não quis o mal, mas a liberdade dos homens é um facto e o que Ele fez foi ajudar-me a perceber que a violência, o abandono e o desprezo apenas me levaram a ser mais cristã. Como? Dando real valor à família, entendendo melhor as dores dos outros, estando mais dependente do Amor e da Misericórdia de Deus.

Hoje, após muitos anos de dor, percebi que no meio da desgraça e da mágoa é possível, com Jesus, perdoar do fundo do coração. Pode levar anos, implica muito sofrimento, mas a Deus tudo é possível (Mt 19, 26). E não há mal nenhum que leve muitos anos. Não nos podemos culpabilizar demais, pois a dor é muito grande e são situações traumáticas.

Perante a tua mágoa – seja lá qual for -, não cruzes os braços. Entrega-a a Jesus, diz-lhe como é difícil perdoar e como estás a sangrar por dentro, pede cura e libertação – com a ajuda da Igreja – e tenta ver o que de bom te trouxe essa dor. No meu caso, o que aconteceu foi livramento. Foi a possibilidade de aprender o perdão, de entender melhor como é amar quem não presta e de não desistir de pedir para que se arrependa pelo menos no último minuto e a oportunidade de viver longe de quem me iria levar a ser uma pessoa snob, preconceituosa, farisaica.

Neste percurso também aprendi que manter a oração pela pessoa não implica que ela te continue a tratar mal. E não significa que a sua salvação está apenas dependente de ti, levando-te a sentir culpa. A sua salvação depende das tuas orações, mas a decisão final é dessa pessoa. Já fazes a tua parte, não ponhas mais um peso em cima de ti. Afinal, uns semeiam, outros regam, outros colhem…(Jo 4, 37-38)

Desculpem o longo testemunho – são poucos os que leem grandes textos -, mas é a forma que tenho de agradecer a Deus a minha libertação: testemunhar para levar a esperança e o perdão a quem mais sofre.

Ajuda-nos, Jesus, a ver o lado bom da dor e cura-nos, liberta-nos, para que sejamos tuas testemunhas! Ámen.


segunda-feira, agosto 17, 2026

 

Ainda não estamos salvos…Cuidado!

 


“Se conhecesse Deus, não teria cometido aquele erro.” Esta frase ainda se ouve de vez em quando, mas cuidado com quem está de pé, porque dar um enorme tombo.

Vem esta reflexão a propósito de uma história (infelizmente, bem verdadeira) de uma pessoa de caminhada de Igreja e com compromisso em mais que um ministério que acabou por cometer adultério e abandonar a casa. Quem a conhecia, jamais diria que tal coisa pudesse acontecer.

Pois bem, a história dela – que há de mudar com oração – poderá vir a ser a nossa própria história de vida. Podemos até não cometer adultério, mas outro pecado grave. A minha mãe sempre me disse: “Estamos começados, não estamos acabados.”

Temos tendência a ficar muito escandalizados com este tipo de situações, mas estas devem ser um espelho para cada um de nós. Qualquer pessoa pode cair, daí que Jesus nos tenha dito:

 

“Não julgueis, para não serdes julgados; pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista?” (Mt 7, 1-3)

“… os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt 20, 16)


Até Jesus foi tentado a desistir antes da crucificação (Mt 26, 39). Não somos mais que o Mestre (Mt 10, 24). Por isso, em vez de julgarmos, optemos por orar pela sua conversão e pela nossa conversão, para que nos mantenhamos fiéis até ao fim. Reflitamos sobre aqueles nossos apegos/erros/tendências que nos poderão levar a tombar um dia mais tarde…

Ajudai-nos, Jesus!



 

sábado, agosto 08, 2026

 

Deus da morte e da vida…

 


A vida é uma montanha-russa: na Missa onde pedi pela alma da minha amiga que havia morrido poucas horas antes, presenciei um momento lindo: 50 anos de matrimónio. No meio da dor, inevitavelmente, sorri e emocionei-me com a alegria daquele casal. 50 anos, algo tão raro nos dias de hoje…

Por deuscidência, o refrão do salmo dizia-nos que o Senhor é quem dá a morte e a vida (Dt 32, 39)… A perda de alguém jovem gera sempre angústia e revolta. Mas a verdade é que nunca sabemos o dia e a hora (1 Ts 5, 2). A morte, sobretudo, de alguém muito jovem pode provocar duas coisas: vou viver, sem querer saber de mais nada e pensar apenas no prazer; ou vou preparar-me espiritualmente para estar pronto para o dia que Deus me chamar.

Aos olhos da sociedade, a primeira atitude faz todo o sentido; a segunda é vista como uma seca, uma parvoíce, uma opção por uma vida sem sabor.

Puro engano! Estar preparado para partir para a casa de Deus não é nenhuma seca. Significa que vamos fazer um exame de consciência, emendar-nos dos nossos erros, pedir perdão, viver mais em paz, apostar mais no amor. E a leveza que isso que nos traz, permite-nos viver de forma mais intensa e ter o que Jesus nos disse: “vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).

E tudo isto com uma única certeza: mesmo que tenhamos de ser purificados no Purgatório, caminharemos para os braços de Jesus na Vida Eterna, aquela que é verdadeira.

Fazer o luto é importante, mas nunca esqueçamos da promessa da vida eterna, da importância de orar pela alma de quem parte e de ajudar quem fica para que voltemos a sorrir, como aquele casal que celebrava 50 anos de matrimónio.

“Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que faleceram, para não andardes tristes como os outros, que não têm esperança. De facto, se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus reunirá com Jesus os que em Jesus adormeceram” (1 Ts 4, 13-14)

 

 

 

quarta-feira, julho 29, 2026

 

Vandalismo em Medjugorje. Oremos pela conversão deste homem

 

As imagens de vandalismo em Medjugorje não são bonitas, sobretudo porque ofendem a Mãe e Jesus. Mas já que aconteceram, aproveitemos para orar pelo atacante. Paulo perseguia Jesus … até O ter encontrado. Pois bem, recorramos às 5 pedrinhas da Mãe – Eucaristia/Adoração, Rosário, Leitura da Bíblia, Confissão (mensal, de preferência, como é pedido por Ela) e jejum/abstinência – para que este homem seja outro Paulo.

Um dos maiores perigos deste tipo de vandalismo é levar o cristão ao ódio, à raiva, à falta de perdão. Não podemos cair nessa cilada do demónio. Por mais revoltados que possamos estar, é preciso mostrar a graça de ser cristão, ou seja, perdoar e orar pela conversão desta pessoa ou até pela sua cura – não sei se tem doença mental.

“Orai pelos inimigos” (Mt 5, 44), pede-nos Jesus. O que nos diz a Mãe: “Fazei tudo O que ele vos disser.” (Jo 2, 5)

E aproveitemos este momento para ver com quem devemos usar estas pedrinhas no nosso dia a dia…

Mãe, pelo Teu Filho Jesus, transforma este vandalismo num momento de caída do cavalo, para que este homem se torne cristão. Que esta desgraça nos abra os olhos para ver por quem devemos orar, já que etsá longe de Ti e de Jesus. Ámen.

 

Mensagens da Mãe, em Medjugorje: https://medjugorje.pt/