O Bruno Nogueira e a
Sagrada Comunhão…
A linha entre humor/liberdade de expressão e respeito pela fé é muito ténue, sobretudo num país onde a democracia tem poucos anos e onde está a ser ameaçada por movimentos populistas e radicais.
Não costumo ver televisão e por isso o sketch do Bruno Nogueira sobre Sagrada Comunhão e pedofilia – grande misturada, meu Deus! – chegou-me através de outros meios de comunicação. Obviamente, como cristã católica, não gostei nada. Estão a gozar com Jesus vivo.
Muitas vozes se opuseram e a polémica surgiu. Admito que não é fácil tratar este tema. Obviamente, custa-me ver como Jesus foi usado, mas não acredito que o caminho deva ser a proibição. Porquê? Porque também quero viver numa sociedade onde posso expressar a minha fé e dizer que não gostei, que senti repugnância, por terem gozado com Deus – que está vivo e que não é uma ideia.
Na prática, nada do que se pretenda fazer contra o sketch vai ter resultado. Os humoristas vão continuar o seu trabalho. Então, o que fazer? Ficamos calados, vendo Jesus a ser achincalhado? Claro que não! Mas, com base na Palavra de Deus, há outras formas de lidar com este tipo de situações, que se irão, inevitavelmente, repetir.
Como pessoas que amamos Jesus, devemos mostrar o nosso descontentamento, mas nunca com ódio e fel. Devemos explicar por que razão nos sentimos magoados e até aproveitar, como fez o Padre Pedro Figueiredo, para ensinar como se comunga, o que significa a comunhão, que é Jesus Vivo que está na Hóstia Consagrada. E, obviamente, é preciso reparar com orações e ações o que fizeram a Jesus.
Em que me baseio no que digo? Além da experiência de outras situações, na Palavra de Deus que se segue e que deve ser meditada:
“Abstém-te de discussões
estúpidas e néscias, pois sabes que só levam a conflitos e
aquele que está ao serviço do Senhor não deve ser conflituoso, mas tem de ser
amável para com todos, ter uma boa pedagogia, ser tolerante, saber
corrigir os adversários com suavidade, na esperança que Deus lhes conceda o
arrependimento em ordem ao reconhecimento da verdade e escapem
ao laço do diabo, que os mantém cativos e sujeitos à sua vontade”. (2
Tm 2, 23-26)

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