Parem com a
Política dentro da Igreja!
Tornou-se comum,
dentro da Igreja, rotularem-se as pessoas como comunistas ou de esquerdalha ou
de direita radical e populista por defenderem o próprio Evangelho. É demasiado
triste ver irmãos da mesma Igreja, que pregam e que acreditam em Jesus Cristo, nos
colocarem rótulos políticos apenas porque defendemos que devemos acolher o
estrangeiro. Mas é isso que Jesus nos pede em Mateus 25! Desde quando
isto é uma questão política, de esquerda ou direita, esquerda woke ou direita
populista e radical?
Quando defendo
o respeito e o amor pelo irmão imigrante (o estrangeiro, na Bíblia), faço-o
porque Jesus me diz para o fazer. Mesmo que tenham de ser criadas medidas -
essas, sim, políticas – para entrada de imigrantes, essas, aos olhos do (verdadeiro)
cristão, jamais podem ser desumanas e nunca podem ser acompanhadas de mensagens
mentirosas, que provocam o ódio, o racismo e a xenofobia.
Outra área em
que se mistura Política com Religião é o aborto e a eutanásia. “Não matarás” (Ex 20, 13) é o
que Deus nos pede para seguir. Sou contra o aborto – mas também contra a prisão
de mulheres, permitam-me acrescentar -, porque Deus me pede para dar valor à
vida. Se sou contra a eutanásia é pelo mesmo motivo e não por ser da direita
radical e populista.
Até se pode
compreender que um ateu ou agnóstico nos rotule com esta ou aquela ala
política, porque não acredita em Deus como nós cristãos. Mas não considero que
seja compreensível que estas acusações surjam de irmãos dentro da Igreja.
Jesus ora para
que sejamos um como Ele e o Pai (Jo 17, 21). Paremos de acusações
e defendamos aquilo que Jesus nos pede, independentemente do nosso partido
político. Afinal, o que é mais importante: o partido político ou a Palavra de
Deus?







