quinta-feira, julho 18, 2024

 

Olhar para o abuso sexual sem rodeios

 


Nas últimas horas foi dado a conhecer que o padre Abbé Pierre, fundador da Comunidade Emaüs, e um defensor dos marginalizados, foi acusado de abusos sexuais. A denúncia é da própria comunidade e remete, de alguma forma, para a confissão do próprio padre antes de morrer: “cometi o pecado da carne”.

Mais informações deverão, entretanto, ser reveladas… De qualquer forma, este caso também me chamou a atenção para a forma como a Comunidade Emaüs lidou com tudo isto. Após a confissão de uma mulher, procuraram saber a verdade. Puseram de lado a admiração enorme que tinham pelo fundador e escutaram as vítimas.

Por outras palavras, a dor e a admiração pelo padre não os impediram de pensar nas pessoas que escondiam, há anos, um dos piores traumas que se pode viver nesta vida. Defender a Igreja também é isto. É preciso ir à procura da verdade, por mais dolorosa que seja, porque a cruz do abuso sexual é maior do que a cruz de se ver os ‘podres’ de alguns membros da Igreja.

A dor de Jesus e da Mãe são, sem dúvida, muito maiores, se se optar por esconder crimes, no intuito de se manter uma imagem.

A partir de agora, seja qual for o desfecho deste caso, a forma de atuação deve servir de exemplo. Não se pode virar a cara a quem denuncia abusos sexuais. Há casos que são mentira? Sim, já aconteceu. Como acontece fora da Igreja. Mas, a grande maioria, é verdade. Por que razão só agora falam? A Psicologia explica-o muito bem. O abuso sexual paralisa qualquer um, sobretudo quando perpetrado por alguém que é poderoso e idolatrado.

A Igreja só vai conseguir purificar-se destes crimes horrorosos, enfrentando-os. E, claro, com muita oração e com muita reparação…

Deixo contactos para quem possa precisar de pedir ajuda (sejam casos da Igreja ou não):

https://grupovita.pt/contactos/

https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/

terça-feira, julho 09, 2024

 

O ativismo na Igreja mata o amor



Será possível trabalhar para Deus, sendo constante e empenhado, e perder o amor por Ele? Sim, é um risco a que todos estamos sujeitos. Não sou eu que o digo, é a Palavra de Deus. Em Ap 2, 2-4, Deus fala assim à Igreja de Éfeso:

“Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância. (…) sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem. No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.”

Perder o primitivo amor é deixar de fazer as coisas por amor a Deus, perder o ânimo inicial. Com a falta de trabalhadores para a messe, é fácil cair, inconscientemente, no ativismo, acabando a fazer-se muita coisa, sem sequer se pensar se Deus o quer.

Tenho meditado nesta passagem da Bíblia, nos últimos dias, por causa de um livro que estou a ler e que fala desta questão. Por vezes (ou muitas vezes), quando nos deixamos levar pelo ativismo na Igreja, descuramos a oração e nem sequer procuramos quem nos oriente espiritualmente.

Associado a tudo isto, estão as feridas mal saradas que carregamos dentro de nós e que nos podem levar a fazer muita coisa, apenas para sermos vistos. Muitas vezes, nem sequer temos noção disto. E não temos, porque não paramos, não fazemos silêncio, não pedimos orientação espiritual, não conhecemos (ou não aceitamos) essas feridas...

Assim, se perde o “primeiro amor”, a vontade de fazer obras somente por amor a Deus, o empenho inicial. Tornamo-nos ‘Martas inquietas’, que não procuram o mais importante, que nunca lhes será tirado (Lc 10, 38-42)… E adoecemos, acabando por pôr em causa o mandamento “Não matarás”, que também se aplica a cuidar da saúde (a nossa e a dos outros). E, desta forma, os frutos não serão os mesmos…

Ajudai-nos, Jesus, por intercessão da Mãe, a parar, a fazer silêncio, para saber qual a Tua Vontade. Envia-nos, também, mais trabalhadores para a messe. Ámen.



terça-feira, julho 02, 2024

 

O que oferecer a Jesus e à Mãe?

 


Pedimos tantas coisas a Jesus e à Mãe. Não tem mal, claro. Mas, desta vez, poderíamos fazer algo diferente: dar-Lhes uma prenda, apenas porque Os amamos – mesmo que de forma muito imperfeita. A melhor prenda é, obviamente, fazer a Vontade do Pai. Mas, neste caso, refiro-me também a algo simbólico: uma flor, uma oração, um desenho, uma canção, o sorriso de uma criança…



sexta-feira, junho 28, 2024

 Oração, "a família está sob ataque"


A Mãe bem nos alerta para a importância da oração, nomeadamente em família. Estamos à espera do quê para pedir a Jesus a graça de se conseguir orar e meditar a Palavra de Deus em família? Orar, meditar e, claro, pôr em prática...

"Queridos filhos! Alegro-me convosco e agradeço a Deus por me permitir estar com vocês para conduzi-los e amá-los. Filhinhos a paz encontra-se em perigo e a família está sob ataque. Convido todos, filhinhos, a retornarem à oração em família. Coloquem a Sagrada Escritura num local visível e leiam-na todos os dias. Amem a Deus sobre todas as coisas, para que vivam bem na terra. Obrigada por terem atendido ao meu chamado.”
Mensagem da Mãe, em Medjugorje, 25 de junho 2024

quinta-feira, junho 20, 2024

 

Não és perdoado

 


Há passagens da Bíblia que não podem ser ignoradas. Esta é uma delas:

“Porque, se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas faltas.” Mt 6, 14-15

É Jesus que o diz… Será que já perdoámos, de coração, a quem nos magoou ou nos maltratou?

Ajuda-nos, Espírito Santo, a ver se realmente perdoámos ou se ainda resta alguma mágoa. Cura-nos deste tipo de sentimento e ajuda-nos a perdoar de todo o coração, para sermos perdoados e para ajudar quem nos fez mal a ver que o amor e o perdão fazem mais sentido do que o ódio e a vingança. Ámen.


sexta-feira, junho 14, 2024

Um encontro de Amor


Já repararam que, hoje em dia, é comum venderem-se encontros e retiros de silêncio? Mil e um movimentos/grupos oferecem momentos de tranquilidade e de silêncio. Infelizmente, muitos, levam-nos a adorar falsos deuses... Quantos católicos vão atrás disto... O ser humano tem fome e sede da oração em silêncio, contemplativa. Daquela oração que acalma o coração, que conforta a alma, que nos faz sentir amados. Sente falta da oração que é dita de coração, sem ser necessário muitas palavras.

Mas, sabem, na Igreja Católica já existe essa oração há  2 mil anos. E não é preciso ir a um retiro - embora, a Igreja também os tenha. Basta entrar numa Igreja, principalmente quando está Exposto Jesus, e ficar ali, em silêncio, a olhar para Ele. Olhamos para Ele e Ele olha para nós. Não são necessárias muitas palavras. Basta ficar, sabendo que temos um Deus maravilhoso, que nos ama, mesmo cheios de pecados. 

Aproveitemos este silêncio, este momento de contemplação, para amar e para nos sentirmos amados. O nosso mal, muitas vezes, é não conhecermos o Amor que Deus tem por cada um de nós...

Para terminar, aconselho-vos a ler o livro "Testemunhos Eucarísticos", da querida amiga Marisa Ferreira Neto. Contém testemunhos maravilhosos da diferença que faz deste encontro de amor entre Deus e cada um de nós...

PS: Na imagem deste post, está o contacto para quem quiser pedir o livro. Quem não pode deslocar-se a uma Igreja, por motivos de força maior, como doença incapacitante, pode fazer Adoração em casa, através da TV Canção Nova ou da Internet (canais de Adoração Perpétua). 

sábado, junho 08, 2024


"Meus filhos, porque vos apressais tanto?"




Ainda no outro dia conversava com uma pessoa e comentávamos como se saboreia cada vez menos a vida. Na maioria das sociedades, tem-se acesso a mil e uma coisas; vive-se numa ansiedade constante em se conseguir fazer isto, aquilo, em se estar atualizado... No trabalho, com as novas tecnologias, temos de estar sempre contactáveis. Os filhos têm de ter muitas atividades extracurriculares para serem supostamente mais felizes... 

Mas, onde fica o essencial? Onde fica a oração, sobretudo em silêncio? E a Eucaristia? E o tempo para a família sem correria? Jesus pediu à missionária Anne para divulgar uma pergunta: "Por que razão sentis que é preciso andar tão depressa ao longo dos vossos dias?" 

E deixou um desafio. Vamos pô-lo em prática? 

"Quero que mudeis a vossa maneira de viver e estou a pedir-vos que façais esta mudança agora. Durante a próxima semana, pensai em cada atividade e decidi, Comigo, se é algo que Eu quero que façais, ou se é algo que vós quereis fazer."

Porque, continua: "Quero oração, sim, mas também quero conversas que não sejam apressadas, e em stress, entre maridos e mulheres, entre irmãos e irmãs, e entre pais e filhos. Foram estas as pessoas que Eu decidi que partilhariam convosco os caminhos da vida e vós tendes obrigações para com elas. Se estais muito ocupados com a vossa própria vontade, não olhareis para a Minha vontade e perdereis oportunidades de aprender dos outros e de assistir os outros na sua aprendizagem sobre Mim."

PS: Podem consultar o resto em https://directionforourtimes.com/wp-content/uploads/2013/04/POR-Stress.pdf . Tem o imprimatur da Igreja. 


sábado, junho 01, 2024

 

Orar com o coração, sem palavras vazias

 


Está a terminar mais um ano de catequese. Admito que gosto muito de falar de Jesus às crianças e aos jovens, apesar de ser cada vez mais difícil. Fruto deste tempo, os mais pequenos estão habituados ao imediato, às informações flash, a estímulos visuais, a não terem paciência para ouvir seja o que for.

Como vamos falar de Jesus com esta agitação? Como vamos pôr estas crianças a orar e a amar Jesus, sem acharem que a catequese é uma seca? Não é fácil, é preciso admiti-lo. Mas, com muito Espírito Santo, é possível.

É verdade que são muito agitados, desinteressam-se facilmente, mas acredito que Jesus aproveita esta geração para, mais que nunca, nos lembrar como é que se deve orar:

“Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende.” (Jo 4, 23)

Por outras palavras, tal como nos diz a Mãe nas suas aparições, é preciso orar com o coração. Estas crianças e jovens mostram-nos que Jesus quer oração com amor, sem palavras vazias, que apenas saem da boca. Eles mostram-nos como devemos ser mais simples, mais concretos, como devemos centrar-nos mais na Palavra de Deus que é para usar no dia-a-dia…

Todas as gerações têm coisas boas e más. E estes pequeninos mostram-nos Jesus a dizer que está cansado de muitas palavras ditas apenas por tradição, sem saírem do fundo do coração, sem terem por base uma relação de proximidade com Jesus.

Temos de ensinar as crianças e os jovens, mas também temos muito a aprender com eles. Como diz Jesus: “Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu” (Mt 18, 13)


sexta-feira, maio 24, 2024

 Pornografia na infância e na adolescência

 


Hoje saiu uma reportagem no jornal Expresso intitulada “Crianças de 11 anos dependentes de pornografia”. Há pior: rapazes e raparigas entre os 12 e os 16 anos vendem conteúdos pornográficos, sendo eles próprios os atores…

Há crianças que já são seguidas em Psiquiatria da Infância e Adolescência, porque ficaram dependentes da pornografia após terem contactado, acidentalmente, com esse conteúdo. Alguns procuravam apenas coisas sobre princesas da Disney e super-heróis… E há mais: os chats de jogos, como Roblox e Fortnite, são ‘visitados’ por pedófilos que tentam convencer as crianças e os jovens…

Os psicólogos e os psiquiatras estão preocupados, porque esta exposição nestas idades cria sentimentos de ansiedade, culpa e vergonha, mas também porque leva os rapazes a querem ter comportamentos mais violentos com as raparigas. As mulheres passam a ser vistas como objeto sexual. Não sou eu que o digo, mas os entendidos na matéria.

É grave, demasiado grave. Estejamos atentos aos nossos filhos.

Ajudai, Jesus, estas crianças e os seus pais. E fazei que se convertam aqueles que escandalizam tantos inocentes… Ámen.  


domingo, maio 19, 2024

 O Espírito Santo e o ... café



Num fim-de-semana tão importante para os cristãos, quando celebramos o Pentecostes e terminamos o tempo pascal, relembro este texto que postei há uns tempos.

"... derramarei o Meu Espírito sobre todos os viventes e os vossos filhos e filhas...velhos...jovens..." Joel 3, 1-2 Deus prometeu a vinda do Paráclito, do Espírito Santo. Recebemos o Espírito Santo no baptismo, no Crisma, quando O invocamos... Mas, mesmo assim, continuamos a dizer que não sabemos muito bem como é "isto" do Espírito Santo e os seus dons... Sabemos que é Deus, que nos ilumina e pronto.


Então vamos lá...O Espírito Santo está em nós desde o baptismo. Ele derrama sobre nós os seus dons no baptismo. Podemos nunca mais usá-los. Mas, eles estão em todos nós que fomos batizados, para sermos santos, como Cristo nos pede. Digamo-nos crentes, ateus, etc. Esses dons gratuitos de Deus são: Sabedoria (permite saborear as coisas de Deus), Entendimento, Conselho (saber o que Deus quer de nós), Fortaleza, Ciência (reconhecer o que é de Deus), Piedade, Temor de Deus (para não o abandonarmos quando fraquejamos e temor aqui significa respeito e não medo). MAS, são-nos dados no baptismo sob forma de semente.

Se os aceitarmos e os quisermos pôr em prática, Deus nos vai dar algo mais: os carismas. Os carismas são graças gratuitas para o serviço da Igreja, para o serviço dos outros. "... São manifestações do Espírito Santo..." Rm 5,5 Os carismas levam-nos a uma nova atitude e a agir consoante a Vontade de Deus e são sempre para a costrução do Reino de Deus. Mas, como sabemos que é a Vontade de Deus? Através dos frutos, como nos ensina Jesus. Que frutos são esses? "É este o fruto do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio." Gl, 5,22

Sabem o que acontece quando não deixamos crescer a semente dos dons do Espírito Santo recebidos no baptismo? O que acontece é o mesmo que a uma chávena de café. Colocamos o açúcar e não o mexemos. O açúcar vai ficando no fundo e o café continua a amargar. É preciso mexer o açúcar ... :)



Para refletir:

Costumamos invocar o Espírito Santo?

Será que temos noção dos dons do Espírito Santo?

Será que deixamos a semente dos dons crescer, para termos os carismas necessários para espalhar o Amor de Deus?

Será que olhamos para os frutos do que fazemos?


sexta-feira, maio 10, 2024

 

Vamos todos rezar?

 


Os meus meninos da catequese vão fazer a 1.ª Comunhão no dia 18 de maio. Uma bênção, já que temos a celebração de Pentecostes, descida do Espírito Santo, nesse fim de semana.

Ajudam-me a rezar por eles – e claro por todos os outros? É a oração que quiserem. Vamos pedir para que o Espírito Santo os encha de Amor, Paz, Perdão, Alegria. Num mundo tão secularizado, onde a discórdia e o individualismo querem ganhar a corrida, temos que pedir a Jesus e à Mãe que guarde estas crianças, que serão os adultos do futuro.

Muito obrigada a tod@s! Que Deus vos abençoe!


sexta-feira, maio 03, 2024

 

Jesus não desiste de ti!


Vem, tu que estás afastado de Deus, achando que Ele só quer os ‘bonzinhos’ e os ‘bem-comportados’. Aceita o Seu Amor e a Sua Misericórdia, deixa-O tocar-te e encher-te do Seu Santo Espírito.

Podes pensar: “Isso implica demasiadas regras. Não estou para isso!” Vem, mesmo achando isso. Também eu já vivi isso e hoje dou graças a Deus por me ter deixado tocar por Jesus. Tornei-me perfeita? Não. Mas a vida tem outro sabor, mesmo nos momentos de tempestade; os problemas são entendidos de outra forma; o sofrimento deixou de ter a última palavra na minha vida…

“E as muitas regras?” – perguntas, tu, como também eu me questionei um dia. A resposta vem à medida que caminhas com Jesus. Vais perceber que algumas coisas são regras, porque em sociedade é a única forma de se viver em paz uns com os outros. Noutras coisas vais perceber que não são regras, mas o alimento que te traz amor, paz, perdão, vida em abundância (Cfr. Jo 10, 10)…

Jesus não desiste de ti! Aguarda por ti, todos os dias!


 

sábado, abril 27, 2024

 

Deus ama-te e perdoa-te!

 


Este texto é dedicado, em particular, às mulheres que um dia optaram pelo aborto. Sabe lá Deus por que razão assim foi. Ninguém atire pedras…

Mulher, aceita o amor de Deus e ajuda outras mulheres, para que não optem pelo aborto, mas pela vida! Não fiques escrava do passado ou da culpa de um dia teres abortado. Todos erramos. Lava e cura a tua alma no sacramento da Reconciliação, na certeza de que Jesus te vai perdoar e restaurar!  Hoje é um novo dia, o dia em que Jesus te levanta!

Quanto ao filho ou filha que tinhas no ventre, está nos braços de Jesus e da Mãe, a rezar por ti.

PS: Este texto é para mulheres, mas também pode ser para os homens que, um dia, quiseram, pensaram ou obrigaram a mulher a fazer um aborto. As pessoas que nunca passaram por isto, lembrem-se: devem orar por estas pessoas, não as devem condenar. Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra… (Cfr. Jo 8, 1-11)

 

Palavras de Jesus a quem abortou (tem Imprimatur da Igreja): https://www.santidade.net/artigos/doft-abortion.pdf

sábado, abril 20, 2024

 

A melhor herança é Deus


Tantas brigas existem por causa de bens materiais. Mal a pessoa morre – ou se calhar ainda antes – e já a família anda às turras por causa de dinheiro, casas, carros, cargos em empresas… Para quê? A melhor herança que podemos deixar é a nossa fé e o amor por Deus.

É cada vez mais difícil deixar aos nossos filhos o belo tesouro que é Deus. Mesmo indo à catequese e à Missa, mesmo com orações em casa, muitos vão-se embora do colo de Deus. Mas isso não nos deve fazer desistir. Devemos sempre mostrar-lhes, por palavras e obras, que a vida sem Deus não tem sentido, não tem o mesmo sabor. 

Podem ter o seu momento de revolta e ir à procura de outro bem, mas, com as nossas orações, um dia vão voltar. E vão fazê-lo, porque quem bebe da água da fonte de Vida Eterna, vai sentir uma sede terrível quando estiver no deserto. Vão beber, provavelmente, de muitas outras águas, mas há de chegar o dia em que se lembram da água que só Jesus lhes pode dar.

Mas, para tal, é preciso que eles vejam que entre nós (pais) e Deus existe uma relação de amor. Mesmo imperfeitos, os pais continuam a pedir perdão, a ir à Igreja, a ler a Palavra de Deus, a ter sempre tempo para Deus, mesmo nos dias mais agitados. 

As crianças guardam no coração este tipo de coisas. Um dia vão questionar-se: Apesar de todo o sofrimento e dificuldade, por que razão a minha mãe/meu pai continuavam a amar Deus? Mesmo com o tempo bem contado para trabalhar, fazer atividades domésticas, tomar conta de mim, iam à Missa e rezavam. Por que faziam isto? Que segredo existe para que no meio de tanta coisa difícil, os seus olhos brilhem quando olham para Jesus?



sábado, abril 13, 2024

 

Novamente a disciplina de Cidadania…

 


A famosa disciplina de Cidadania e Desenvolvimento tem gerado muita controvérsia e está de novo na ribalta por causa do livro “Identidade e Família”. Não vou tecer considerações sobre a obra, porque ainda não a li, mas, como mãe, gostaria de partilhar o que ‘faço’ com essa disciplina.

Quer se queira, quer não, a disciplina é obrigatória e aborda questões que provocam algum mal-estar junto dos cristãos. Pessoalmente, acho que se deveria conhecer melhor os conteúdos. Nem sequer existe um livro, apenas temáticas... 

Da experiência que tenho com o meu filho, ainda não tive qualquer problema. As temáticas têm girado em torno da saúde ambiental, saúde mental, saúde e bem-estar, respeito pelos imigrantes e pela multiculturalidade, prevenção do bullying, violência doméstica/namoro… Os temas mais polémicos, como sexualidade/educação sexual e ideologia de género, apenas serão falados mais tarde – o meu filho tem 11 anos.

Como cristã católica, o que posso fazer? Pois bem, pessoalmente, acho que o ideal é … falar com os filhos abertamente e dizer aquilo em que acreditam. No caso específico da ideologia de género, que é o tema mais controverso, desde sempre lhe disse que nascemos homens e mulheres e que isso é ciência. E homem e mulher são seres humanos complementares. Um não é melhor que outro. Precisamos de ambos, nomeadamente para nascerem mais pessoas… 

Quanto a quem se vê ou se sente não-binário (não acredita na divisão homem-mulher), o que procuro transmitir ao meu filho é o respeito pelo próximo. Mesmo considerando que não faz sentido acabar com a visão homem-mulher, temos de olhar para o outro que se sente não-binário como sendo um ser humano como eu. E alguns sofrem muito com a discriminação…

Mas também lhe digo que não se pode deixar intimidar pelos grupos que maltratam e desrespeitam aqueles que não aceitam a ideologia de género. Se eles são livres de ser não-binários, ele é livre de ser binário.

Com diálogo, com escuta e com respeito é possível convivermos todos uns com os outros. Nós, mais velhos – e sobretudo se somos cristãos – temos de educar no amor e no respeito pela diferença, mesmo que essa diferença não nos agrade. Não é com condenações e com proibições. Dizer a verdade de Deus, mas nunca apontando o dedo.

Acredito, sinceramente, que se devia aceitar as coisas boas desta disciplina – a violência no namoro é muito elevada, assim como o bullying – e, em relação ao resto, sejamos pais e mães. Falemos, escutemos os filhos e promovamos o amor ao próximo, mesmo quando o outro tem uma posição muito contrária. Com brigas não vamos com certeza levar as novas gerações a verem como a dicotomia homem-mulher não é algo negativo…



domingo, abril 07, 2024

 

Calem-se vozes de condenação!



Paremos com  a condenação! Dos outros e de nós próprios. Reconheçamos os nossos erros, peçamos perdão e confiemos na Misericórdia de Jesus! As palavras que seguem são de Jesus. Foram ditas a Santa Faustina. Respondamos ao pedido de Jesus, sem desesperar:

 

“Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe.

Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia. Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se dececionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade.”

 

Saiba mais sobre a Divina Misericórdia, inclusive para quem está à beira da morte: https://misericordia.org.br/


domingo, março 31, 2024

 

Porque Deus te ama…

 

Jesus, ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Hoje, Jesus quer que eu e tu enchamos os nossos vazios, provocados por erros e dores, com este Amor tão grande que Ele nos tem e que o levou a uma morte demasiado cruel. Deixemo-nos inundar por este Amor e por esta Misericórdia sem fim!


sexta-feira, março 29, 2024

 

Hoje começa a Novena da Divina Misericórdia!

Jesus veio para nos salvar e faz tudo por tudo para o conseguir. Mesmo que tenhamos cometido erros horríveis, com Jesus é possível ter uma vida nova.

Nesta novena, cujo foco não somos nós em particular mas todos os irmãos, inclusive quem já partiu, descobrimos esse Amor e Misericórdia infinita de quem morreu por nós na cruz. 

Novena: Microsoft Word - novena_divina_misericordia_pm.docx (paroquiadosmartires.pt)

Saiba mais da Festa da Divina Misericórdia, pedida por Jesus: O sentido da Festa da Divina Misericórdia (cancaonova.com)


Santa Páscoa!

PS: Não deixem de ir à Adoração! :) 

domingo, março 24, 2024

 

Seremos como os fariseus?


“Porque é que hoje estais triste, Jesus? Dizei-me qual a causa do Vosso pesar.” Respondeu-me Jesus: “As almas eleitas que não possuem o Meu espírito, que antes vivem a letra e a sobrepuseram ao Meu espírito, ao espírito do Amor. Fundei toda a Minha lei no Amor e, no entanto, não vejo esse amor sequer na vida religiosa; por isso, o Meu Coração está cheio de tristeza.” In Diário de Santa Faustina, 1478


Nesta Semana Santa, Jesus mostra-nos as vezes que nós, religiosos e leigos, optamos por afastar o Amor da Tua lei. Num mundo onde existe cada vez mais extremismo, será que também nós somos fariseus que não entramos no Céu nem deixamos entrar outros? (Mt 23, 13)

 

sexta-feira, março 22, 2024

 

O outro é um ser humano como eu

 


“Foi um preto, certo?”. “Foi um cigano, só pode.” O primeiro comentário foi dito a uma amiga que teve problemas de segurança e o segundo foi dito a mim por causa de um caso de comportamento violento. Pois bem: erraram. Nas duas situações, os agressores são não ciganos, brancos e portugueses – não se vá achar que são imigrantes…

É preciso ter cuidado com generalizações e ideias falsas que são divulgadas em redes sociais e que se tornam virais, sem haver qualquer espírito crítico ou humanismo. Vivemos tempos muito difíceis em que se teima em ver a divisão nós, os bons, os outros, os maus. Vive-se cada vez mais numa bolha, onde só entra quem pensa como eu. Não há lugar ao contraditório, ao perceber o que é a realidade nua e crua.

Este tipo de comportamentos torna-se, na minha opinião, ainda mais horrível quando é posto em prática por cristãos, muitos deles de ida à Missa todos os domingos. Atualmente, existem diferentes grupos ideológicos a influenciar cristãos a discriminarem os seus irmãos de outras nacionalidades/etnias/cor de pele/religião.

Não podemos compactuar com isto, não podemos deixar que a nossa mente fique contaminada com ideias deste tipo. Lembram-se da atitude dos judeus, sobretudo dos fariseus e doutores da Lei, em relação aos samaritanos (estrangeiros)? De que forma Jesus lidou com isso? Basta recordar a mulher samaritana que vai buscar água e que tinha muitos maridos (Jo 4, 1-42)… Jesus acolheu-a, falou com ela…

Olhemos uns para os outros com os olhos de Jesus e não nos iludamos com teorias da conspiração e com estereótipos. O outro é como eu: imperfeito, mas amado por Deus. Em Mt 25, 31-46, Jesus é muito claro quando nos alerta para se dar atenção também ao estrangeiro e ao que foi preso. Seremos julgados pelo amor que tivemos (ou não) também para com quem tem origens diferentes das nossas e para com quem se perdeu e tem de pagar uma pena na prisão…



domingo, março 17, 2024


Obediência no sofrimento

 


Nesta Quaresma há uma palavra que me tem tocado de forma mais especial: obediência. Primeiramente, nas minhas orações, pensava: Meu Deus, onde estou a falhar? A que regras/indicações não estou a obedecer?

Ontem, na Adoração ao Santíssimo, antes da Missa, a palavra voltou: obediência. Voltei a questionar Deus: onde estou a falhar? Eis que na Missa, na II Leitura, veio a resposta: “Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento.” (Hb 5, 8)

De facto, ando muito exausta nos últimos tempos e um passado recente ainda está a ser digerido… Ainda estou em processo de cura. Isso leva-me a refilar mais durante o dia. A obediência que Deus me pede, e que pede a todos nós, não se cinge a regras/preceitos. A mais importante – e a mais difícil – é a obediência no sofrimento.

É muito duro aceitar certas cruzes. A cabeça parece explodir perante certos desafios/barreiras… Até podemos entregar essas dores pela salvação das almas, em ato de reparação, mas, bem no fundo, continuamos a não aceitar essa cruz. E com isso sofremos mais, fazemos sofrer quem está à nossa volta e o nosso testemunho como cristão vai por água abaixo, porque nos tornamos ‘azedos’.

Ninguém está livre do sofrimento. Nem Jesus se livrou… “Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora.” (Jo 12, 27)

Ajudai-nos, Jesus, a obedecer no sofrimento. Ajuda-nos a lutar para sair desse momento difícil, mas enquanto não saímos, dai-nos força para não alimentarmos aquele ‘azedume’ que afasta tantos irmãos de Ti… Ámen.


sábado, março 09, 2024

 

Escutemos a Mãe!



Não deixemos o nosso coração se tornar estéril. Caso já esteja, tenhamos a humildade de o reconhecer, peçamos perdão e avancemos com Jesus, sabendo que Ele tudo pode. Ele perdoa-nos e mostra-nos o caminho para darmos bons frutos.

"Queridos filhos! Rezem e renovem seus corações para que o bem que vocês semearam dê frutos de alegria e de comunhão com Deus. O joio tomou muitos corações e eles se tornaram estéreis. Portanto vocês, filhinhos, sejam luz, amor e minhas mãos estendidas neste mundo que anseia por Deus que é Amor. Obrigada por terem respondido ao meu chamado”.

Mensagem de 25 de fevereiro de 2024, Rainha da Paz,Medjugorje



 

sábado, março 02, 2024

 

“Como se pode trair um amigo?”



Dou catequese a crianças de 9-10 anos, que se estão a preparar para a 1.ª Comunhão. No encontro da semana passada apresentei-lhes as estações da Via Sacra e alguns pormenores da Paixão de Jesus, pedindo que, no final, após um momento de silêncio, me dissessem o que mais os tinha tocado.

Admito que esperava uma resposta mais ligada à crucificação em si, ao sofrimento físico. Mas não. A maioria respondeu: a traição de Judas. Fez-lhes muita confusão como se vende um amigo por dinheiro e ainda por cima um amigo como Jesus. “Como se pode trair um amigo?”, perguntaram.

É verdade. Não se pode trair um amigo, sobretudo quando esse amigo é Jesus. Mas a verdade é que o fazemos vezes sem conta…

Com esta dinâmica não quis apenas ensinar-lhes a  Via Sacra e tudo o que está subjacente à Paixão de Cristo. Quis também que meditassem no que estava a ser dito, porque num mundo onde até a oração é feita a correr, acabamos por não meditar, por não interiorizar o que Deus nos quer dizer em cada momento.

Rezar a Via Sacra, meditar na Sua Paixão, é prática habitual na Quaresma. Mas será que oramos, isto, é será que meditamos, de facto, no que aconteceu? O que Jesus nos quer dizer todos os anos? Há algum momento/pormenor que me esteja a falhar e que não se limite aos horrores da crucificação?

Para a maioria dos meus meninos foi a traição de Judas. Para mim, é quando Jesus encontra Sua Mãe. Aquele olhar entre Mãe e Filho… Céus! É uma mistura de uma dor indescritível misturada com um Amor impossível de explicar por palavras. Acredito que ambos tenham sentido uma dor imensa, mas ao mesmo tempo um consolo enorme por puderem olhar um para o outro, procurando dar consolo um ao outro…

E a vocês? O que mais vos toca na Paixão de Jesus?

                                                         Meditações - Via Sacra: 

sexta-feira, fevereiro 23, 2024

 Misericórdia, pede-nos Jesus!


Estava a passar na rua e vi uma senhora a refilar com um senhor que estava a urinar num cantinho, a tentar não ser visto. É daquelas situações em que se a senhora não falasse alto, ninguém iria dar por aquele homem.

“Por que não vai à casa-de-banho de casa?”, perguntava. Quando olhei, percebi que o senhor, muito envergonhado, tinha ar de quem não devia ter um teto para dormir. Os olhos tristes, a roupa meio suja… E, infelizmente, tinha razão. É um sem-abrigo.

Esta cena fez-me lembrar a passagem de hoje do Evangelho: “Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.” (Mt 5,20)

Porquê? Porque aquela senhora – que somos nós, muitas vezes - olhou para a regra sem misericórdia. Não pensou que aquela pessoa não ia à casa-de-banho de casa porque não tinha um teto ou porque, se calhar, tinha um problema de saúde que o impedia de aguentar até casa.  

Com esta mania que temos de olhar para a lei nua e crua, sem ter em conta o espírito da lei, cometemos imensas injustiças e humilhamos os nossos irmãos em Cristo. Lembremos o exemplo do sábado para os judeus. Levavam tão à letra a lei que até achavam que não se podia curar ao sábado ou que havia impuros e puros.

Jesus tinha sempre um olhar misericordioso. Aliás, se se reparar, reagia de forma mais rígida com os fariseus e doutores da Lei, que se achavam os puros, do que com os cobradores de impostos ou as mulheres adúlteras.

Como somos esta senhora muitas vezes, resta-me rezar: Jesus, enche-nos com a Tua Misericórdia para que, mesmo na correção fraterna, não esqueçamos que por detrás de um erro pode haver uma pessoa em sofrimento, que precisa de ajuda. Sabes como as palavras saem disparadas da nossa boca… Dá-nos autocontrolo e, sobretudo, olhos misericordiosos. Ámen.


 

domingo, fevereiro 18, 2024

 

Não tenho tempo…

 

Um amigo, evangélico, contou-me que precisou de oração num momento de profunda dor. Ligou ao pastor, mas não havia ninguém para orar com ele. Faltava tempo, havia mil e uma atividades. Este amigo, aflito, ligou a uma pastora no seu país natal e ela, apesar de estar num velório, conseguiu ter tempo para ele.

Isto passou-se com evangélicos, mas podia muito bem ter acontecido na Igreja Católica. Ou até com cada um de nós, na nossa vida familiar. Quantas vezes, dizemos que não temos tempo para o irmão que precisa de ajuda? Corremos, fazemos muito, mas será que o que fazemos é o mais importante?

Por exemplo, na Igreja faltam muitos trabalhadores para a messe (Mt 9, 38). Muitas vezes corremos muito, somos multitarefa, mas não oramos o suficiente. A nossa intenção é boa: queremos ajudar, dar resposta à missão, ao chamamento de Deus. O problema é que não paramos como Jesus para escutar o Pai (Mt 14, 23), para perceber realmente o que Deus quer de nós.

Com isto vamos deixando para segundo (ou terceiro, ou quarto…) plano o irmão que está ferido, em desespero, e que se calhar só precisava de 5 minutos para dizer o que lhe vai na alma. Nem sequer o olhamos nos olhos para ver a sua dor...

Nesta Quaresma devemos parar. Parar como nunca o fizemos antes. Como se fosse a nossa última Quaresma, como dizia uma amiga há uns dias. E no silêncio e na quietude perceber onde Deus – e não eu – quer que utilizemos o tempo que Ele nos dá. Deixo-vos este desafio, que também é meu. Pois também eu preciso de parar e escutar. 



terça-feira, fevereiro 13, 2024

 

Silêncio e quietude para escutar Deus

 


Esta manhã, ao entrar na Igreja, fui inundada pelo silêncio e pela quietude. Mesmo não sendo a primeira vez que recebo esta prenda de Deus, é sempre um momento maravilhoso. Infelizmente, nas nossas igrejas ainda se ouve demasiado barulho e conversas afins…

Ainda ontem participei num momento de oração e, no ensinamento de S. João da Cruz, falava-se da importância de se escutar a voz de Deus. Pessoalmente, sou defensora que se deveria apostar mais nesta oração silenciosa que leva à contemplação. Estar com Jesus sem palavras. Como se dizia ontem no grupo: dedicar um tempo à oração vocal, mas também ter tempo para o silêncio e a quietude.

Num mundo cheio de ruído, muitos são atraídos para outras religiões/movimentos por causa do silêncio – sobretudo, jovens. Nós, cristão católicos, que temos o exemplo de Jesus, que ia sempre orar em silêncio, não costumamos pô-lo em prática. Pelo menos, com a frequência necessária – há vários retiros de silêncio e paróquias que fazem recoleções mensalmente, mas não é uma prática generalizada.

Jesus avisa-nos em Mt 6, 5-7 que não são necessárias muitas palavras na oração. Obviamente, não se deve deixar a oração vocal – como o Rosário, que deve ser rezado todos os dias, como pede a Mãe -, mas por que não dedicar algum tempo ao silêncio?

Nesta Quaresma peçamos a graça de conseguirmos ter tempo para o silêncio e para a quietude, para a oração contemplativa. Ao início pode ser muito difícil, mas não devemos desistir. Jesus quer-nos falar, mas para tal temos que nos calar…

Boa Quaresma!  


sábado, fevereiro 03, 2024

 

O cristão acredita nos signos?

 


Quem me conhece já sabe a minha resposta quando me perguntam qual o meu signo: Não acredito nisso! E não acredito, porque sou cristã católica. Infelizmente, ainda há muitos católicos a acreditarem nesta mentira…

Mas, dizem-me, há maneiras de ser que são idênticas nas pessoas de determinado signo. Pois bem, mas quando se conhece Jesus e se procura, de facto, mudar de vida segundo o que Ele nos ensina, isso mantém-se? Não. A proposta dele é para todos. Se somos ciumentos e possessivos aprendemos a lidar com isso e deixamos de o ser; se somos perfecionistas e exigentes, passamos a usar mais a misericórdia, etc., etc.

Além disso, ao acreditarmos no Zodíaco, vamos contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas (Dt 5, 6). Os signos do Zodíaco vêm do tempo da Babilónia, que na Bíblia é conhecida como pagã, como a “grande prostituta” (Ap 17, 1). Por outras palavras, o Zodíaco surge da terra que adora vários deuses. Pode-se assim confiar?

O Zodíaco tem inerente outra prática: a astrologia. Nem que seja ver o horóscopo – com coisas inventadas -, é uma prática de adivinhação e de falta de confiança na providência (Amor e Misericórdia) de Deus. Ele alerta-nos logo no Antigo Testamento:

“Ninguém no teu meio faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha; ou se dê a encantamentos, aos augúrios, à adivinhação, à magia, ao feiticismo, ao espiritismo, aos sortilégios, à evocação dos mortos, porque o SENHOR abomina todos os que fazem tais coisas. Por causa dessas abominações” (Dt 18, 10-12)

Não precisamos de signos, de astrologia, de horóscopos. Temos um Bem maior: Deus. Ele ama-nos imensamente! Jesus morreu na cruz por cada um de nós… Não merece que O troquemos por este tipo de superstições e deuses falsos. Deixemos estas práticas, confessemo-las e peçamos a Deus que nos liberte deste mundo falso. Não se trata de proibir por proibir. Deus alerta-nos para estas falsidades, porque sabe que não nos fazem bem. Escutemo-Lo!