terça-feira, fevereiro 13, 2024

 

Silêncio e quietude para escutar Deus

 


Esta manhã, ao entrar na Igreja, fui inundada pelo silêncio e pela quietude. Mesmo não sendo a primeira vez que recebo esta prenda de Deus, é sempre um momento maravilhoso. Infelizmente, nas nossas igrejas ainda se ouve demasiado barulho e conversas afins…

Ainda ontem participei num momento de oração e, no ensinamento de S. João da Cruz, falava-se da importância de se escutar a voz de Deus. Pessoalmente, sou defensora que se deveria apostar mais nesta oração silenciosa que leva à contemplação. Estar com Jesus sem palavras. Como se dizia ontem no grupo: dedicar um tempo à oração vocal, mas também ter tempo para o silêncio e a quietude.

Num mundo cheio de ruído, muitos são atraídos para outras religiões/movimentos por causa do silêncio – sobretudo, jovens. Nós, cristão católicos, que temos o exemplo de Jesus, que ia sempre orar em silêncio, não costumamos pô-lo em prática. Pelo menos, com a frequência necessária – há vários retiros de silêncio e paróquias que fazem recoleções mensalmente, mas não é uma prática generalizada.

Jesus avisa-nos em Mt 6, 5-7 que não são necessárias muitas palavras na oração. Obviamente, não se deve deixar a oração vocal – como o Rosário, que deve ser rezado todos os dias, como pede a Mãe -, mas por que não dedicar algum tempo ao silêncio?

Nesta Quaresma peçamos a graça de conseguirmos ter tempo para o silêncio e para a quietude, para a oração contemplativa. Ao início pode ser muito difícil, mas não devemos desistir. Jesus quer-nos falar, mas para tal temos que nos calar…

Boa Quaresma!  


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