domingo, março 29, 2020


“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” Sl 23, 1 



Não é a primeira vez que escrevo sobre a importância desta passagem bíblica na minha vida, mas volto a fazê-lo face às consequências do vírus na Economia. Aliás, já há pessoas desempregadas por causa desta pandemia…

Ainda no rescaldo da Troika, que me levou ao desemprego e, mais tarde, a um emprego muito precário, dei por mim a ficar sozinha com um filho de cerca de 2 anos nos braços. Passando por uma situação muito dura de violência, fui obrigada a pedir ajuda à PSP. E foi precisamente numa esquadra que, enquanto fazia queixa, olhei para um armário, onde estava escrito: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará”. Sl 23, 1

Naquele momento, só tinha vontade de chorar. Não via qualquer luz ao fundo do túnel e, humanamente, tudo indicava que não me iria levantar daquele caos. Mas aquela Palavra de Deus deu-me força. Saí da esquadra a chorar, mas a agradecer a Deus por me dar aquela garantia: “Nada me faltará”. Não sabia como Deus me iria ajudar, mas sabia que Ele é fiel.

E assim aconteceu, mesmo que a solução não tivesse surgido no imediato. Além do apoio de muitas pessoas, chegou o dia em que consegui um emprego melhor. Costumo dizer que Deus é o Deus do suspense… A proposta de emprego chegou numa altura em que já não sabia como pagar as contas básicas – renda, alimentação, luz, água …

Confiem! Por mais escuro que possa parecer o futuro, Deus é fiel e não abandona os seus filhos. Lembrem-se do que Ele nos diz: Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber, nem andeis ansiosos, pois as pessoas do mundo é que andam à procura de todas estas coisas; mas o vosso Pai sabe que tendes necessidade delas. Procurai, antes, o seu Reino, e o resto vos será dado por acréscimo.” Lc 12, 29-31


terça-feira, março 24, 2020


Colocar na agenda e divulgar, principalmente a quem não anda pelas redes sociais!!!!



25 de março:

11 horas - Oração do Pai-Nosso em união com todos os irmãos do mundo, a pedido do Papa Francisco

18h30 - Portugal e Espanha consagram-se em Fátima ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria/terço (vai ser transmitido em direto)

27 de março (sexta-feira), às 17h: "Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, no final, darei a bênção Urbi et Orbi [à cidade (de Roma) e ao mundo], à qual estará ligada a possibilidade de receber a indulgência plenária” Papa Francisco
(transmissão em direto)

segunda-feira, março 23, 2020


Por que Deus permite os flagelos?

São 27 minutos de homilia, mas vale a pena. Deixem de lado a série, a novela, o filme… São 27 minutos que nos ajudam a entender ou a relembrar a razão pela qual Deus permite flagelos como a pandemia do COVID-19. Atenção ao verbo utilizado: permite…

Deixo um resumo das palavras do padre Paulo Ricardo, que se baseou em São Tomás de Aquino:

- Deus é Amor, é Pai e, como qualquer pai e mãe, permite certos acontecimentos para tirar daí o melhor para os seus filhos.

- O sofrimento pode servir para aumentar a nossa virtude: rezamos mais, louvamos mais, agradecemos mais, pedimos mais pelos outros, tomamos medidas de proteção a pensar nos outros, ajudamos os mais fragilizados…

- O sofrimento pode evitar pecados futuros.

- O sofrimento permite reparar pecados anteriores.

- Tal como aconteceu ao cego do Evangelho de ontem (Jo 9, 1-41), pode ser a forma de se dar glória a Deus, levando outros a acreditar.



quarta-feira, março 18, 2020



"NÃO TENHAIS MEDO": Diz-nos a Mãe, que nos apela ao amor!

  
Maria SS. «Queridos filhos, meu Filho, como Deus, sempre olhou além do tempo. Como sua mãe, vejo com o tempo. Vejo coisas bonitas e tristes, mas vejo que ainda há amor e que o amor deve ser encontrado. Meus filhos, não podeis ser felizes se não vos amais, se não tiverdes amor em todas as situações e em todos os momentos da vossa vida. E eu, como mãe, venho a vós por amor.
Deixai que vos ajude a reconhecer o verdadeiro amor para conhecer meu Filho. Eis porque vos exorto a procurar sempre o amor, fé e esperança. A única fonte da qual podeis beber é a confiança em Deus, meu Filho.
Filhos meus, em momentos de confusão e renúncia, deveis somente procurar o rosto do meu Filho.
Vivei as Suas palavras e NÃO TENHAIS MEDO. Orai e amai com sentimentos honestos, boas ações e ajudai o mundo a mudar e meu coração a vencer. Eu e Meu Filho vos dizemos para vos amardes, porque sem amor não há salvação. Obrigada, filhos meus.»
MEDJUGORJE 18 DE MARÇO DE 2020 - Aniversário da Mirjana


Nossa Senhora concluiu dizendo a Mirjana que ela não terá mais a Aparições nos dias 2 de cada mês, mas apenas em 18 de março. http://medjugorje.com.pt/





Hoje, às 21h, Unidos em Oração!


Coloquem já um lembrete no telemóvel, um post-it num sítio visível … Neste dia, de aparição extraordinária de Nossa Senhora, Rainha da Paz, em Medjugorje, acendamos uma vela, às 21h, e rezemos um Pai Nosso, uma Avé Maria e um Glória em honra do Santíssimo Sacramento e Sua Mãe Maria Santíssima, para que o Seu Coração abençoe e proteja o seu povo em sofrimento.

Vamos pedir por todos, não nos cingindo apenas ao COVID-19. Há muitas pessoas em sofrimento, como os imigrantes em campos sem quaisquer condições, onde crianças já pedem para morrer e até já tentam o suicídio. Enfim, vamos unirmo-nos em oração, para que o coração de cada um de nós saiba acolher o Amor, a Misericórdia e a Paz de Jesus e Maria!

Divulguem pelos vossos contactos!

 PS: Se vires esta mensagem noutro dia, não importa! Reza na mesma! O importante é a fé e o amor por Jesus e Maria. 

segunda-feira, março 16, 2020


Jesus não nos abandona e dá-nos prendinhas antes de vir a tempestade…



Sinto vontade de chorar… mas de alegria! Ao mesmo tempo, esta vontade de chorar mistura-se com outro sentimento: “Jesus, não sou nada digna para me tratares com tanto Amor e Misericórdia… As vezes que Te abandono…”

Seguindo as indicações da Mãe, em Medjugorje, procuro ir à Confissão uma vez por mês ou até antes se for necessário. Uma semana antes das medidas do COVID-19 e de serem suspensas as missas, Jesus deu-me uma enorme prenda…

Costumo ir visitar Jesus no Sacrário à hora de almoço sempre que posso, numa capela perto do meu trabalho, que fica num hospital. Ali gosto de ficar em adoração, nem que seja apenas 5, 10 ou 15 minutos, conforme o que permite o horário louco da minha profissão... Naquele dia entrei e estava o capelão que me perguntou se queria a bênção. Não só me deu a bênção com o Santíssimo Exposto, como me pude confessar. Foi um momento maravilhoso ao pé do Jesus Escondido.

Naquele momento percebi que Jesus me estava a proteger de algo. Não sei explicar por palavras… Foi algo muito forte que senti no meu coração. Agora percebo que tinha a ver com este isolamento/contenção do convívio social que ainda não se sabe até quando irá perdurar…

É por isto e por muito mais que não consigo deixar de amar – apesar de ser de forma tão imperfeita – este nosso Deus maravilhoso! Ele providencia inclusive o que nem sabemos que vamos precisar, porque nos ama incondicionalmente.

Resta-me Jesus, de joelhos, agradecer-Te e pedir-Te que nunca me deixes abandonar-Te, que nunca me deixes abandonar esse Teu Amor desinteressado… Ajuda-me a ser mais digna, a reconhecer sem escamas nos olhos os erros que tenho que abandonar para Te poder louvar, amar, bendizer… Ámen.




sábado, março 14, 2020


Suspensão da Missa … mas sempre com Jesus no coração


Com a suspensão da Missa a nível nacional, aproveitemos este tempo para reforçar e, até (re) descobrir, a oração e a Palavra de Deus, meditando as leituras diárias. Em www.evangelhoquotidiano.org  ou noutros sites podem aceder às Leituras e em https://www.fatima.pt/pt/pages/transmissoes-online podem participar na Eucaristia. 


Sintamos Jesus e Maria bem junto de nós neste momento de prova! Aproveitemos para (re) descobrir como Eles estão sempre connosco e como, o mais importante, é o Seu Amor e Misericórdia!


 Aliás, não nos limitemos a pedir… mas também a consolar o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria! Eles estão a sofrer! Não acusemos Deus, porque obviamente não é Ele, que é Amor, que envia um vírus, a desgraça na Síria, o flagelo dos campos de refugiados, etc. É o ser humano, com livre-arbítrio, que escolhe os caminhos que quer seguir.



A guerra é provocada pela ganância e pela sede de poder, o vírus espalha-se porque nem todos queremos cumprir com medidas de prevenção… Preferimos remediar do que prevenir… 

quinta-feira, março 12, 2020


Também no COVID-19 é preciso amor ao próximo, aceitando a comunhão na mão…




“Nem pânico, nem descontração. Apenas consciência da gravidade da situação.” Ricardo Marques, Jornalista, Expresso Curto. Esta é uma expressão perfeita para o que vou falar.

Ontem li numa revista online que há cristãos católicos que têm reações menos boas, chegando a recusar-se receber a Comunhão na mão. Isto preocupa-me... Estamos perante uma pandemia! Não é uma brincadeira, por isso temos que acatar as orientações das entidades de saúde. Como Igreja, lembremos a Santa Obediência e … o amor ao próximo!

Até ao momento, a maioria dos casos acabam bem, mas não podemos esquecer os mais fragilizados. Os doentes crónicos, sobretudo idosos (mas não só), correm mais riscos! Se se tem conseguido conter o vírus com medidas restritivas e com a adoção de determinados comportamentos, por que razão os rejeitamos? Podemos até ser saudáveis e não estarmos muito preocupados, mas pensemos naqueles que podem ser infetados e que podem vir, inclusive, a perder a vida…

Também eu não recebia Jesus na mão há muitos anos. Mas, como já o disse noutro texto, peço à Mãe para receber o Seu Filho por mim e entrego este sacrifício pelas almas do Purgatório, pela conversão dos pecadores… Vamos ter bom senso e aceitar as medidas preventivas … pelo menos por amor a quem está mais fragilizado na sua saúde. Esses são os nossos próximos neste momento…

E este gesto de amor estende-se a todos os outros, como lavar as mãos várias vezes. 


segunda-feira, março 09, 2020


Quando Jesus chama não olha para a data de nascimento…



Abrãão é chamado por Deus para ir em missão. É idoso, não sabe para aonde vai, está sem forças, mas confia e parte para uma terra desconhecida. Esta primeira mensagem (link no final) do P.e António Pedro Monteiro, capelão em vários hospitais públicos, interpelou-me. Quantas vezes não ouço os mais velhos a dizerem que já não servem para nada …

Mas ao chamar Abrãão já idoso, Deus mostra-nos que todos temos valor e que nunca é tarde demais para ajudar! Abrãão tornou-se nosso pai na fé em idade avançada… Por isso é sempre importante questionar: “Jesus, onde me queres? Como Te posso ajudar?”

Como diz o padre, todos temos medos. Abrãão também os teve ou não fosse um ser humano imperfeito. Mas confiou e foi caminhando, mesmo sem ver nada. Deus acabou por o erguer dos seus próprios receios, dando-lhe a mão para cumprir a missão.

Também Jesus nos chama, em cada dia, sem se importar se temos 18, 25, 40, 50 ou 80 anos. Não se assusta com os nossos medos e até nos levanta para continuarmos em frente. O padre dizia mesmo que Jesus nos ressuscita, libertando-nos dos medos, para fazermos o mesmo com o nosso próximo.

Na sociedade atual, em que tantos vivem sem rumo e sem amor, devemos anunciar que todas as vidas são preciosas. E que em qualquer idade podemos ser chamados a ir em missão. Não é preciso partir para outras terras. Basta partir até casa da vizinha que mora à nossa frente ou pegar num telefone… Mesmo quem não se consegue deslocar, pode orar…

Perguntemos: Jesus, que queres que faça? De seguida, em silêncio, na leitura da Palavra de Deus, relembremos o pedido do Pai: “Este é o meu Filho muito amadoEscutai-o.” Mt 17, 1-9

Sem escuta, não O ouvimos… Sem escuta, não sabemos onde Ele nos quer…


PS: Neste texto apenas reflito sobre aquilo que mais me chamou a atenção nas palavras do padre António, que podem ouvir no blog Aquele que Habita os Céus Sorri. Não se trata de um resumo; aliás, incluo algumas reflexões pessoais. 



terça-feira, março 03, 2020



Ter cuidado, mas não entrar em pânico, deixando de viver a beleza da vida!




Hoje, a caminho do trabalho, lembrei-me das palavras de Nossa Senhora na última mensagem em Medjugorje, quando vi um melro a carregar comida. “Vós estais tão inundados pelas preocupações terrenas, que nem sentis que a primavera está à porta.”

Estas preocupações têm aumentado por causa do COVID-19. Partilho, a seguir, um vídeo de uma das videntes de Medjugorje e que nos pode ajudar a acalmar o possível pânico em torno do COVID-19, mas também de todas as outras preocupações que nos impedem de ter vida e vida em abundância (Jo 10,10). Lembremos as palavras de Jesus: “E quem de vós, pelo facto de se inquietar, pode acrescentar um côvado à extensão da sua vida?” Lc 12, 25


E, claro, ajudemos a controlar este vírus, conhecendo e pondo em prática as indicações da Direção-Geral da Saúde e também da Conferência Episcopal Portuguesa, no que se refere à Missa: comunhão na mão, omissão do gesto da paz e o não uso da água nas pias de água benta.

Pessoalmente não gosto de receber Jesus na mão, mas é preciso cumprir estas medidas de Saúde Pública. Nesse momento, o que vou fazer é pedir à Nossa Querida Mãe que sejam as Suas mãos santas a receber Jesus por mim e entreguemos esse sacrifício pela conversão dos pecadores, pelas almas do Purgatório... Fica a sugestão…




sexta-feira, fevereiro 28, 2020


Não ficar pelos gestos exteriores nesta Quaresma …





Oração, jejum (ou abstinência face à situação de saúde de cada um) e esmola são os 3 pilares da Quaresma. Mas não esqueçamos de os acompanhar com atos de amor e misericórdia. Meditemos a Palavra de Deus:

«Todos os dias Me procuram e desejam conhecer os meus caminhos, como se fosse um povo que pratica a justiça, sem nunca ter abandonado a lei do seu Deus. Pedem-Me sentenças justas, querem que Deus esteja perto de si e exclamam: "De que nos serve jejuar, se não Vos importais com isso? De que nos serve fazer penitência, se não prestais atenção?"

Porque, nos dias de jejum, correis para os vossos negócios e oprimis todos os vossos servos. Jejuais, sim, mas no meio de contendas e discussões, e dando punhadas sem piedade. Não são jejuns como os que fazeis agora que farão ouvir no alto a vossa voz.

Será este o jejum que Me agrada no dia em que o homem se mortifica? Curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza: é a isto que chamais jejum e dia agradável ao Senhor? O jejum que Me agrada não será antes este: quebrar as cadeias injustas, desatar os laços da servidão, pôr em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos? Não será repartir o teu pão com o faminto, dar pousada aos pobres sem abrigo, levar roupa aos que não têm que vestir e não voltar as costas ao teu semelhante?

Então a tua luz despontará como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor.
Então, se chamares, o Senhor responderá; se O invocares, dir-te-á: "Estou aqui"». Is 58, 2-9



segunda-feira, fevereiro 24, 2020


A vontade de Deus não tem de ser a minha ... mesmo que seja algo bom!





“Faça-se em mim segundo a Sua Palavra.” (Lc 1, 38) Esta passagem bíblica há muito que me toca profundamente. Este sábado estive em Fátima, no encontro do P.e Petar Ljubicic – quem vai divulgar os 10 segredos dadospela nossa Mãe em Medjugorje – e voltaram a ressoar ainda mais forte dentro de mim. 


O padre testemunhou como a vida de algumas pessoas em grande sofrimento físico e psicológico – inclusive casos de cancro – mudaram a partir do momento que pediram a graça de conseguir viver segundo estas palavras da Mãe: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Sua Palavra.”


Isto leva-me a um certo dia, há uns anos, quando não aceitava bem a dor por que passava naquele momento. Estava num retiro de cura interior do Aliança da Misercórdia e lutava contra essa dor... O retiro aconteceu num espaço verde e, enquanto caminhava no jardim, vi uma pedra grande, onde estava escrito: “Mas faça-se a Minha vontade.” Lembro-me que estremeci, porque percebi que aquela mensagem era mais que nunca para mim... 


Os anos passaram e, teimosa, forcei a minha vontade. Afinal, era uma coisa boa: constituir família. O problema é que nem estava a ir pelo caminho certo, nem estava sequer a esperar pelo tempo certo. Claro, as coisas não correram como deviam, porque era a minha vontade e não a de Deus. Voltei a derramar muitas lágrimas e, num momento de forte agonia e desespero, corri para uma igreja para poder desabafar. Aí estava a decorrer um encontro do Canção Nova e o tema era: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Sua Palavra.”


A partir daí percebi que não podia lutar mais com Deus. Tinha de aceitar a Sua Vontade, porque Ele sabe realmente o que é melhor para nós. Desde então tenho pedido muito para que seja a vontade de Deus que comande a minha vida. Ainda estou a treinar, dou várias quedas, mas a verdade é que tenho sido muito mais feliz e os momentos de dor – que são inevitáveis – são encarados de outra maneira.


O que estou a aprender com esta experiência é que é preciso estar atento áquilo que Deus quer para nós, porque as nossas emoções, experiências, mágoas mal curadas podem levar-nos a optar por um caminho que, apesar de ser bom, não é aquele em que Deus mais precisa de nós. Não é aquele que realmente nos vai trazer a felicidade...





sábado, fevereiro 15, 2020


Ainda a propósito da eutanásia ... e da perda de consciência do valor da vida







Há uns tempos entrevistei uma ginecologista, que é responsável por uma consulta de adolescentes num hospital público e o que me disse deixou-me em choque e muito preocupada. Esta médica contou-me que há menos casos de gravidez na adolescência nas estatísticas por causa da despenalização do aborto. Pior: o stress pós-traumático pós-aborto não era habitual nestas jovens, porque, quer elas como as mães, viam no aborto a solução do problema...



Chegou-se a este ponto. Já não se tem noção do erro. Antes da despenalização já havia quem abortasse sem sentir culpa, vendo no aborto a solução do problema. Conheci e ouvi situações dessas... Mas a maioria das mulheres sentia culpa e muitas, com ajuda psicológica e espiritual, acabavam por pedir perdão a Deus e tornar-se exemplo do que não deve acontecer. Mas, atualmente, estamos a viver uma era em que a vida perdeu total valor...



Estamos a poucos dias de a eutanásia ser discutida e até aprovada no Parlamento. Os que estão a favor continuam a dizer que os pró-vida são uns exagerados ao achar que vamos começar a descartar a vida dos mais frágeis. Mas não diziam o mesmo os movimentos pró-aborto? Veja-se o exemplo de outros países, onde a legalização da eutanásia já tem alguns anos: até crianças são elegíveis... Anorexia e depressão major – doenças muito graves – são elegíveis, apesar de haver solução, mesmo nos casos mais complexos... Quando se discutia a eutanásia, os que eram a favor garantiam que isto jamais iria acontecer e que era tudo um exagero dos movimentos pró-vida... Pelo vistos, quem estava a favor da vida não era exagerado...



Tudo isto é assustador! Erros graves podem ser cometidos por qualquer um de nós... “Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra.” (Jo 8, 7) Mas quando não temos noção do erro e da sua gravidade dificilmente vamos conseguir pedir perdão...



 

quarta-feira, fevereiro 12, 2020



Prometer para não cumprir? Aprendamos com estes meninos da catequese






Um tem 6 anos, o outro, 7 anos. São crianças cheias de energia, com dificuldade em ficarem quietos na Missa, apesar do interesse que mostram pelas coisas de Deus no encontro de catequese. Durante a Missa mal pararam e, no final, tive de falar com eles.

Depois de os chamar à atenção, perguntei-lhes, pedindo que olhassem para Jesus e Maria: “Vão prometer a Jesus e a Maria que se vão portar melhor na próxima vez?” A (não) resposta não podia ter sido melhor: não abriram a boca, olhando apenas para mim com um ar de “não vamos conseguir, por isso não podemos prometer”.

Naquele momento sorri interiormente e agradeci a Deus pela lição destas duas crianças: não se pode prometer o que sabemos que provavelmente não vamos cumprir. Nem sequer temos o direito de levar os outros a fazer promessas falsas e hipócritas. Olhando com ternura para eles, disse-lhes: “Vamos pedir então para que Jesus e Maria vos ajudem a portarem-se melhor.”


“Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu. Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu.” (Mt 18, 3-4) A Palavra de Deus é bem clara: temos de ser puros como crianças, falar com Jesus de forma clara, aceitando as nossas limitações – por piores que sejam -, pedindo-Lhe a graça de nos ajudar a ser melhor. Mas tudo isto sem promessas falsas e hipócritas, que apenas servem para acalmar a nossa consciência por uns tempos. 


sexta-feira, fevereiro 07, 2020


 Que a busca da cura do corpo e da mente não nos feche às graças de Deus!




Cura. Esta é a razão pela qual cada vez mais se procura Deus. Eu própria me integro nesse grupo. Cheguei a ficar obcecada, querendo forçar Deus a dar-me o que Ele sabia que não seria o melhor para mim. E ao fim de uns anos, bastante melhor mas não totalmente bem, dou graças a Deus por não me ter curado logo. Porquê? Acima de tudo, pelo que aprendi (ainda aprendo): a buscar Deus por amor e não por mera necessidade, a unir-me às Suas 5 Chagas (celebradas hoje), a compreender melhor os que sofrem, a louvar e a amar a Deus apesar dos momentos de agonia e das lágrimas, a ajudar outros que também sofrem…

Louvado sejas meu Deus por não me teres dado logo a cura! Acreditem que jamais imaginei escrever isto, porque os momentos de agonia são muito duros… Tenho percebido (e o que ainda não percebo, meu Deus?!) que a principal cura é daquilo que nos afasta de Deus, porque o nosso fim não é a morte mas a Vida Eterna.

A busca da cura é legítima e vê-se isso nos Evangelhos, quando Jesus cura tantas pessoas. Enviou inclusive os Seus discípulos para curar, mas também, para anunciar a Boa Nova. Além disso, há problemas de saúde que se devem pura e simplesmente à falta de perdão ou a caminhos que tomámos um dia e que não queremos deixar. Ora sem mudança, nada pode ser feito…

Também pode acontecer como a S. Paulo, que pediu 3 vezes para que Deus lhe tirasse o espinho da carne e a resposta que recebeu foi: “Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.” 2 Co 12, 9 Deus pode querer manter-nos o espinho da doença, porque sabe que é a melhor forma de nos salvarmos e de ajudarmos os outros. Lembro-me de Nino Baglieri, que se espera poder ser beatificado, que ficou paralisado do pescoço para baixo e que, após alguns anos, foi curado … não da paralisia mas da falta de aceitação das suas limitações. Desde esse momento agarrou-se à vida e falou de Deus como jamais o imaginara.

Com a minha experiência queria apenas deixar algumas ideias. Quando estamos doentes procuramos, de forma obcecada, os mais variados padres, encontros, orações, novenas… Não tem mal, obviamente, desde que não se caia na tentação – como aconteceu comigo – de achar que apenas aquele padre ou aquela oração me pode dar a cura … Quem cura – e apenas se for para a nossa salvação – é Jesus! Mais ninguém! O padre é um “instrumento” de Deus, a quem devemos procurar, mas lembrando sempre que é Jesus que nos salva e que a salvação também depende da nossa fé e da nossa conversão (que é diária, até ao dia da nossa morte neste mundo).

Se calhar estão a questionar-se: Mas assim devo deixar de lutar pela cura? Não! No meu caso pedi – e anda peço todos os dias – a graça para aceitar o que não posso mudar, a graça para me converter e me santificar e a graça para que os meus sofrimentos completem os de Cristo e ajudem a salvar os meus irmãos e irmãs em Cristo. Não é fácil, mas é maravilhoso ver que, como Santa Maria Madalena, posso dizer, mesmo no sofrimento: “Eu vi o Senhor!”.



quinta-feira, janeiro 30, 2020


Silêncio, adoração, 5 pedrinhas e … revigoro as minhas forças em Jesus



“O auxílio vem do Senhor, do Senhor Nosso Deus…” Foi este cântico de Taizé que ouvi mal entrei na capela. O lugar é pequeno e muito acolhedor, próprio de uma capela de hospital. Ali fiquei em oração, no silêncio, saboreando a paz de Jesus…

Apetecia-me dizer como Pedro: “Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas…” (Mc 9, 5). Não tinha muito tempo, porque estava na hora de almoço, e tinha de voltar ao trabalho. Mas, mesmo sabendo que não podia ficar ali nem 15 minutos, quis aproveitar cada segundo.

Sentia-me exausta e tinha um nó na garganta. Mas ao mesmo tempo sentia paz ao recordar as palavras de Jesus: “E quem de vós, pelo facto de se inquietar, pode acrescentar um côvado à extensão da sua vida?” (Lc 12, 25) ou “No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!” (Jo 16, 33)

Ali fiquei… E como foi maravilhoso! À medida que caminho na fé e no amor a Jesus – com os vários altos e baixos – tenho cada vez mais a certeza de uma coisa: se estivéssemos mais vezes em oração no Sacrário, em silêncio, teríamos mais facilmente forças para enfrentar as agruras desta vida.

Mesmo quando estamos impossibilitados de ir ao Sacrário, devíamos ficar em silêncio durante uns minutos perante Jesus. Acreditem que as respostas vão surgir. Mesmo que não seja logo, vão surgir. E enquanto não chegam damos por nós a ter paz e confiança, apesar das dores e da confusão que gira à nossa volta.

Também tenho percebido que é preciso mais para vencer o Golias – ou os Golias – desta vida. O segredo está nas 5 pedrinhas de que nos fala a Mãe em Medjugorje: Eucaristia (todos os dias ou ao domingo/dias santos), Confissão mensal e após pecado grave, Leitura da Palavra de Deus (diária), recitação diária do Rosário (pelo menos, do Terço) e jejum (4.as e 6.as).

Sem estas 5 pedrinhas, que se complementam, é muito mais difícil enfrentar as adversidades, que, não tenhamos ilusões, hão de sempre existir neste mundo, ou Jesus não nos tivesse pedido para aceitar a cruz de cada dia (Cfr. Mt 16, 24-26).



quinta-feira, janeiro 23, 2020


E quando a vida não faz sentido, eis Jesus a pedir o teu amor…





Sempre me questionei por que razão Jesus disse: “Meu Deus, meu Deus porque Me abandonaste?” Mc 15, 34 Há uns dias, após ler um livro de Tomáš Halík, estava em oração e percebi: Aquele é o momento em que Jesus, no Seu sofrimento atroz, se identifica com quem está em agonia. Seja por causa da morte iminente, seja porque a vida já não tem qualquer sabor.

Tudo isto fez ainda mais sentido quando vi a partilha de uma amiga no Facebook do testemunho do jornalista e escritor espanhol Jesus Garcia (o link em baixo). Este homem lembrou-se desse momento de agonia de Jesus quando estava muito mal, a achar que a vida não fazia sentido. Enfim, quando a vida já não tinha qualquer sabor...

No seguimento do último post – referente ao suicídio – escrevo mais estas palavras. Jesus escuta quem olha para a vida e já não lhe vê qualquer sentido. Ele sabe como é indescritível essa dor dilacerante que pode – e é muitas vezes – mais forte que a dor física. Mas, logo de seguida, mostra que o caminho não é desistir e entrega o Seu Espírito. Lc 23, 46

No meio da agonia, Ele mostra-nos que, independentemente do que se possa estar a sentir – melancolia, tristeza, frustração, etc. – basta entregar-nos a Deus. Como? Basta uma simples oração como “Não tenho mais forças, não consigo mais, quero mesmo desistir da vida, por isso agarra a minha mão, Jesus!” Ou simplesmente “Jesus…” Ou um simples – mas tão profundo – olhar para uma imagem…

E esta entrega leva-nos ao que aconteceu a Jesus: à ressurreição. No caso da doença física pode haver um milagre ou então partimos em paz, para O ver. No caso da dor psicológica também ressuscitamos mas já aqui, deixando de lado o desejo de abandonar este mundo. O reerguer pode ser difícil, lento – aos nossos olhos -, doloroso, mas termina na Luz verdadeira, que é Jesus.

Porque, como Ele disse, à apostola Anne: “Sois tão valiosos para o Meu Reino e Eu preciso de vós para Me ajudardes a chegar até aos outros.”



quarta-feira, janeiro 22, 2020


Tu és importante! Jesus não te abandona! Essa morte não te traz alívio!




Jesus deixou à apóstola Anne uma mensagem sobre suicídio. Leiam, partilhem e, por amor a Jesus e à Mãe, não julguem não apontem o dedo. O sofrimento que não se vê é aterrador. A quem possa estar a pensar nisso, pare e leia estas palavras de Jesus.


“Eu vou mandar-te alívio. Não tenhas medo. Eu estou contigo agora e nunca te deixarei.”

“Eu vou levar-te para longe da tua tristeza.”

 “Eu amo-vos. Eu vejo a vossa dor. Eu compreendo que ansiais pelo alívio da vossa angústia. Peço-vos, trazei-Me a vossa angústia. Eu posso ajudar-vos. Sois tão valiosos para o Meu Reino e Eu preciso de vós para Me ajudardes a chegar até aos outros.”


“Eu, Deus, posso mudar a tua vida durante este dia, durante o dia de hoje. Deves permanecer neste dia, no presente, porque Eu te dei graças suficientes para lidar com a tua cruz.”


“Eu preciso que tu sirvas de uma forma que tu não compreendes e não podes compreender hoje, no teu enorme desânimo.”


Em Português no site Santidade do P.e Sousa Lara:

Em Inglês:



segunda-feira, janeiro 13, 2020


Quem gosta de ouvir falar mal da sua própria mãe?




Cheguei à capela e ali fiquei à espera da Exposição do Santíssimo. Enquanto aguardava, houve uma imagem que me captou a atenção: a de Nossa Senhora carregando nos braços Jesus, após a ressurreição. A imagem é por demais conhecida e já a vi muitas vezes, mas desta foi diferente. Talvez porque após ser mãe entenda melhor o que é esse sentimento de amor e dor que se sente quando temos um filho nos braços…

Ali fiquei a olhar e a meditar nas dores da Mãe e de Jesus… Que união, que amor tão belo! O Santíssimo é Exposto e desvio obviamente o olhar para Jesus. Enquanto procuro “despejar” todo o cansaço nos braços de Jesus e de Lhe fazer alguma companhia, lembrei-me que também Jesus sente esse amor e essa dor pela Mãe. Amor pelas razões óbvias. Dor, porque ao olhar ao Seu redor vê muitos que repudiam e que falam mal da Sua Mãe.

Naquele momento pensei como seria bom que todos A aceitássemos. Afinal Jesus deu-no-La na cruz para nos acompanhar sempre (Jo 19, 25-27) Sei que a veneração - adoração é apenas a Deus – é um tema “quente”, que gera controvérsias. Mas não quero entrar por aí, porque somos todos filhos de Deus.

Mas mais que qualquer diferença entre religiões, há um ponto que é mais importante: o respeito e a aceitação da Mãe de Deus. Pode-se até não acreditar na Mãe na maneira como ensina a Igreja Católica, mas isso não nos obriga a tratá-La mal. Quem gosta de ouvir falar mal da sua própria mãe? Então não falemos mal da Mãe de Jesus, porque isso ofende e magoa o Filho… Se amamos mesmo Jesus, respeitemos - de preferência, amemos – a Sua Mãe.


segunda-feira, janeiro 06, 2020


A culpa não tem que ser uma ... culpa maldita que nos leva “à morte”!






Culpa. Esta é das palavras/sentimentos que mais tem afastado as pessoas de Deus. E porquê? Porque desconhecemos a Palavra de Deus. Quando estudamos a Bíblia vemos como Jesus faz tudo por tudo para afastar essa ideia errada de culpa. Um bom exemplo é o da mulher adúltera, que estava para ser lapidada (morta à pedrada). (Jo 8, 1-11)


Jesus não quis que ela morresse. Hoje em dia, na nossa sociedade, não somos apedrejados, mas acabamos muitas vezes por “morrer” asfixiados na culpa, acabando por cair numa tristeza terrível. Com isso vem a solidão – mesmo no meio de muitas pessoas -, a depressão, os problemas de estômago, as palpitações, etc, etc.



A culpa é algo normal e que até é bom. É sinal que percebemos que estamos a cometer erros. Mas esse sentimento nunca nos deve levar à autoflagelação – mesmo que seja apenas psicológica – nem a fecharmo-nos à graça de Deus. Ele é Misericórdia e quer que assumamos a nossa culpa de uma forma feliz (felix culpa), ou seja, devemos admitir o erro, reparar sempre que possível – o que implica pedir perdão ao outro e a Deus -, aprender com o erro e ir em frente.



A culpa ajuda-nos a ver que não somos mais que ninguém, porque vemos que qualquer um pode cair no erro. É também uma forma de aprendermos a confiar em Jesus, na Sua Misericórdia, a sermos mais humildes. Já pensaram que o nosso erro pode ajudar outros a não fazerem o mesmo?



“Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” (Mt 9, 13) Jesus quer curar-nos, veio para que tenhamos vida e vida em abudância (Jo 10, 10). Quer que admitamos o erro, peçamos perdão, confiemos na Sua Misericórdia e Amor. Depois, aprender com o erro, ser testemunha para que outros não façam o mesmo e continuar em frente, dando graças por tudo, sendo feliz (1 Ts 5, 16-22).