segunda-feira, março 05, 2007

Dar a mão ... à distância
Estejamos na Quaresma ou não, podemos e devemos dar a mão a quem precisa. Hoje deixo-vos mais um apelo: ser padrinho à distância.

O Centro para a Cooperação e Desenvolvimento aceita padrinhos que auxiliam crianças pobres de África. A ajuda permite dar apoio a nível educacional, com material escolar, assistência alimentar e acesso a cuidados médicos.

Os padrinhos podem, inclusive, ter contacto com as crianças através de cartas ou outros meios. Há mesmo quem se desloque ao país de origem para conhecer pessoalmente a criança e a sua família. Graças ao apoio dos portugueses, já foi possível construir uma escola em Chigamane, Moçambique, e construir dois poços em Macunhe, outra região moçambicana.

Se poderem, aceitem este desafio de mudar a vida de uma criança. Se não tiverem possibilidades, passem palavra. O importante é que não deixemos morrer a chama do Amor de Deus.

5 comentários:

NaSacris disse...

Maria
Iniciativas como esta são de louvar, mas também aqui há problemas. Segundo relatos que já ouvi, este tipo de iniciativas, tomadas a nível individual, sem estarem integradas num projecto maior, mais amplo e consistente, que abarque toda uma comunidade, podem produzir mais embaraços e mais mal que bem.
Dou um exemplo: numa comunidade pobre de algures em Moçambique, há 100 crianças pobres numa aldeia, dez estão apadrinhadas (tem padrinhos), à distância. Destes recebem ajuda, cartas, presentes, viagens à Europa, etc. E os padrinhos também vão lá, de vez em quando.
Acho mais interessante canalisar estas ajudas através de um missionário que esteja ali no local, numa paróquia, por exemplo; através de uma ONG credivel, ou algo parecido.
Pessoalmente sou um pouco reácio a este tipo de vinculos, do apadrinhamento. Produz invejas, ciúmes entre crianças que tem e crianças que não tem; e o chamado "turismo da solidariedade".
Desculpe este balde de água fria, mas é assim que penso. É que já fui confrontado com esta situação, de paroquianos que quiseram entrar neste tipo de ajuda.
Resumindo e concluindo. É preferível ajudar toda uma comunidade, através de projectos sociais, caritativos, escolares, etc, canalisando o dinheiro, tal como referi acima para um missionário (padre, irmã leigo, ...) ou Instituição que esteja no local. Ali saberão distribuir equitativamente, através do auxilio às populações nos projectos sócio-caritativos que a Comunidade local abarca.

sedente disse...

A caridade é a essência da nossa fé porq o nosso Deus é caridade.
abrç+

Doce Deleite disse...

Toda ação em prol dos necessitados tem valor, mesmo que o número atingido não seja suficiente. O que importa é cada um fazer sua parte.
Um pouco daqui mais um pouco dali, faz muito.

NaSacris disse...

Cara Doce Deleite
Creio que o teu comentário surge como reacção ao que eu escrevi anteriormente.
Atenção! Eu não afirmei que uma acção, qualquer que seja, que vá ao encontro dos necessitados não tenha valor. Eu só quis afirmar - e volto a fazê-lo agora - que há algumas que tem mais valor que outras, porque mais convenientes, mais justas, mais éticas, mais pedagógicas, dentro do que é o conceito teológico de caridade e de justiça. Atenção: nem todas as solidariedades são cristãs. Actualmenet há algumas formas de ajuda a África, por exemplo, que mais que ajudar o continente a caminhar pelos seus próprios pés, o estão a empobrecer, por variadissimos motivos (assistencialismo, ajuadas desintegradas de projectos locais minimamente sérios, que envolvam as populações, etc)

Ver para crer disse...

Essa é uma ideia feliz.
Há dias encontrei um homem já de idade que tinha ajudado a formar um missionário.
E desabafava que tinha pena de não saber quem ajudou.
A iniciativa referida responde a essa "necessidade" de ligação afectiva.