terça-feira, outubro 17, 2017

O perigo de deixar para amanhã …





“Por isso recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, 7pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso.” 2Tm 1, 6-7 

Nunca, mas nunca, deixemos de escutar a Palavra de Deus! Há uns anos percebi que Deus me pedia incessantemente para reacender o dom de Deus, mas, mesmo assim protelei esse reacendimento.

O que aconteceu? 
Deixei-me levar pela beleza falsa deste mundo, pela paz enganadora. Senti na pele a amargura de seguir caminhos que não devia! E lembrei-me, muitas vezes, dos momentos em que deixei para depois o reacendimento do dom de Deus… Como se a salvação não fosse o mais importante…


Por isso, ouve e põe em prática a Palavra de Deus! Podes não ter mais nenhuma oportunidade … 

quinta-feira, setembro 21, 2017


E o paizinho toma o filho nos braços e beija-o ...




“No outro dia, alguém, um jornalista, fez-me uma pergunta estranha: «A Madre também se confessa? – Sim, confesso-me todas as semanas, respondi. – Deus deve ser muito exigente, para a Madre também ter de se confessar.»

Então disse-lhe: «Por vezes, o seu filho também se porta mal. O que é que o senhor faz quando ele lhe diz: 'Paizinho, desculpa-me!' O que é que faz? Toma o seu filho nos braços e beija-o. Porquê? Porque é a sua maneira de lhe dizer que o ama. Deus faz a mesma coisa. Ele ama-o com ternura.»

Madre Teresa de Calcutá

In Evangelho Quotidiano  - Ler aqui 



segunda-feira, setembro 11, 2017

Correção fraterna … tão doce e tão amarga!


Quando um irmão faz uma asneira, costumamos ter 2 atitudes: assobiar para o lado ou julgar, de preferência, contando a todos o que o outro fez.

Mas Deus em Ez 33, 7-9 ensina-nos a corrigir com fraternidade, a dizer o que está errado sem nos acharmos superiores e sem pensarmos que nunca cometeremos a mesma falha.

Não se trata de nos intrometermos na vida privada dos outros, mas de amar, sem limites, querendo que o irmão se salve e que seja feliz também aqui neste mundo imperfeito!

Não é fácil, eu sei. Também sinto muita dificuldade em colocar em prática este pedido de Deus, mas se Lhe pedirmos ajuda, vamos conseguir.

PS: Não nos esqueçamos também de aceitar as admoestações dos nossos irmãos, quando somos nós a fazer a asneira … ;) 


segunda-feira, setembro 04, 2017

Tens de apaziguar o teu coração!
 

A caminho da Igreja, para ir ao sacramento da Reconciliação, dizia para Jesus: “Que vergonha! Nunca mais deixo de cometer este erro. O que posso fazer? O que estou a fazer de mal?”

Na sua infinita Misericórdia, Jesus deu-me a resposta através do sacerdote. “Minha filha, enquanto não resolveres esse passado dentro de ti, não vais conseguir! Tens de apaziguar o teu coração!”

Naquele momento, os meus olhos deixaram cair escamas. Vi plenamente o que Jesus me estava a dizer. Precisava olhar bem dentro de mim – sem filtros – e perceber que as falhas de amor do passado me levavam a exigir da outra pessoa o que ela não podia dar. Percebi que era a hora certa para limpar todo o rancor e perdoar.

Por vezes, exigimos muito dos outros, principalmente de quem nos magoou. Mas, nós também magoamos! Por que então temos de ser exigentes?

Quantas pontes construímos, quantas pessoas magoamos porque não conseguimos resolver os maus sentimentos que habitam em nós e que apenas se devem ao nosso ressentimento!

É caso para dizer “bola p’ra frente”, afinal todos cometemos erros e todos gostamos de ser perdoados, sem estarmos sempre a ouvir os outros a atirem-nos à cara o que já fizemos.

Dai-nos, Jesus, um coração novo e uma vida transformada pelo Espírito Santo!



segunda-feira, agosto 28, 2017

Mais do que a cura física …






O homem, paraplégico, saiu daquele encontro de oração do Renovamento Carismático Católico, com o falecido Pe. Emiliano Tardiff, a dizer que estava curado. Quem olhava para ele achava que ele não estava muito bem psicologicamente, afinal continuava em cadeira de rodas.

Mas aquele homem deixou todos boquiabertos ao explicar que a sua cura estava em aceitar a sua condição física, em amar a Deus sem estar sempre a refilar com Ele e com os que estavam à sua volta por causa do acidente que o tinha deixado naquele estado.

Tinha percebido que, mesmo sem andar, podia ser feliz e fazer os outros felizes. Podia, sobretudo, ser um testemunho para os irmãos afastados de Deus, que precisam ver sinais e prodígios para acreditarem.


E, nós, quantas vezes pedimos a cura física, esquecendo-nos da cura dos pecados, que nos levam a ficar ainda mais paralisados, longe da vida eterna? 

segunda-feira, agosto 21, 2017

A tua fé é uma «fezada»?




«Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-lO em espírito e verdade.» Jo 4, 23-24


Palavra tão bela! Mas será que a colocamos em prática? No nosso dia-a-dia adoramo-Lo onde quer que estejamos?


Ou limitamo-nos a uma fé que não passa de uma «fezada» e que nos leva a ir à Missa para “cumprir o nosso dever”, sem escutarmos a Palavra de Deus, olhando sempre para o relógio à espera que o padre dê a bênção?



quinta-feira, junho 22, 2017



O terço é chato? Se calhar não … ;)






Apesar de rezar o terço todos os dias, admito que nem sempre foi a oração que mais me preencheu... Tenho-o feito por amor e sei que se a Mãe o pediu é porque é um ponto muito importante na nossa caminhada para a vida eterna.

Mas sempre me senti mal por não sentir aquele gosto especial pelo terço. Como se faltasse algo…

Até que percebi, ao longo destes anos de caminhada, que precisava acrescentar algo mais aqueles momentos de oração. O quê? Num dia rezo o terço acompanhando as pessoas que o fazem pela TV ou pela rádio, noutras ofereço as interrupções do meu filho que não para de dizer “Mãe”, noutras entrego o senhor com ar cansado que está ao meu lado no Metro, a flor que vejo no jardim a caminho do trabalho, o silêncio que paira no ar no final do dia …

E desta forma estou a descobrir que o terço não é aquela oração rotineira, mas muitos “amo-te” a Maria e a Jesus.

E, claro, não me posso esquecer que é a Bíblia dos pobres. Antigamente, os mais pobres não sabiam ler nem escrever ou então não tinham acesso à Bíblia, daí que todos os dias tenhamos mistérios que nos levam a percorrer a vida de Jesus, com todos os Seus ensinamentos maravilhosos…

Pois é, o terço – visto, muitas vezes, como repetitivo e chato – é uma oração muito completa, viva, e que nos conduz sempre a Jesus. ;)


Termino com a principal oração:

 “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1)!