quinta-feira, novembro 01, 2018



Tu sabes tudo de mim! Aceita esta oração tão simples e profunda, meu Jesus!





quarta-feira, outubro 17, 2018


“Fazer mal entre o cálice e a hóstia”:

 Não acreditemos em tudo o que nos dizem!





O que nos ensinam em criança sobre Deus pode marcar-nos durante muito tempo ou até para sempre se não viermos a conhecer a Palavra de Deus. Lembro-me que desde muito pequena me ensinaram que “entre o cálice e a hóstia” – era esta a expressão que utilizavam – se podia pedir para fazer mal a alguém. E não havia grandes hipóteses de “levantar esse mal” – mais uma vez a expressão que utilizavam.

Durante anos vivi aterrorizada com esta ideia e, como estava afastada da Igreja, acabei por acreditar. Admito que havia algo que para mim não fazia sentido. Se é Jesus que está ali, como se podia fazer mal? – perguntei-me a mim própria várias vezes.

Obviamente que esta crença é falsa. Como Jesus disse: “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.» Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele, todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados.” Mt 26, 26-28


O mal nada pode contra Jesus! Pelo contrário, “fostes resgatados da vossa vã maneira de viver herdada dos vossos pais, não a preço de bens corruptíveis, prata ou ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo”. 1 Pd 1, 18-19 

Como esta há outras crenças sem nexo, como não se poder rezar em determinadas horas ou dias santos ou não se pode errar nem uma palavra no Credo… Quem me ensinou tudo isto não o fez por mal, mas, de facto, o melhor é olhar para tudo segundo a Palavra de Deus, porque “toda a Escritura é inspirada por Deus e adequada para ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e esteja preparado para toda a obra boa”. 2Tm 3, 17

Peço-Te, Jesus, que ilumines cada um de nós para que nos livremos de crenças falsas que nos podem afastar do Teu Amor e Misericórdia! Inunda com o Teu Preciosíssimo Sangue todos nós que precisamos de nos libertar de ideias falsas para que possamos ser testemunhas fiéis do Teu grande amor neste mundo tão cheio de sofrimento… Ámen.  


terça-feira, outubro 02, 2018


Nunca sabemos se foi a última conversa…
 

Nunca sabemos quando é a última vez que voltamos a ver a pessoa neste mundo tão imperfeito e é bem verdade. Por isso todas as conversas deviam acabar bem, em paz, com um sorriso.

O Rui deixou-nos ontem. Conhecia-o apenas das festas de aniversário de dois amigos, mas era inevitável não perceber a bondade que existia no coração do Rui.

Em mais uma festa, há pouco mais de 1 mês, conversámos muito sobre a sua doença, sobre o cansaço psicológico que acarreta toda a doença crónica e debilitante. Falámos muito de resiliência e, entre piadas, dizíamos que quando caímos temos que obrigatoriamente que nos levantar de seguida, por mais difícil que seja.

Quando me despedi do Rui nessa festa lembro-me de lhe dizer “Força, lembra-te do cair e levantar”. E ele, sorrindo, meteu-se comigo por causa do medo que tenho de andar de avião. “Não custa nada!” Rimos…

Ainda bem que foi assim. Despedimo-nos deste mundo imperfeito – haveremos de nos encontra na Vida que Jesus nos prepara – com sorrisos e com palavras de apoio.

Afinal, como Jesus nos diz, Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” Mt25, 13 Por isso deveríamos despedir-nos em paz, mesmo que pelo meio tenha havido desentendimentos… Por isso deveríamos aproveitar cada segundo para amar, para pedir perdão e para perdoar…

Jesus, dá o descanso eterno e merecido ao Rui e ajuda-nos, cada dia, a amar, a perdoar e a pedir perdão, porque não sabemos o dia e a hora da partida. E que nesse dia, quando chegarmos ao pé de Ti, sejamos aqueles que, apesar das fragilidades e erros, soubemos aproveitar esta vida para amar (cfr. Mt 25, 31-46). Amén.



segunda-feira, setembro 24, 2018


É possível perdoar a quem te destruiu a vida?





Ainda hoje peço todos os dias para o perdoar de todo o coração. Apesar de a minha mágoa estar mais calma, ainda há achas que precisam de ser apagadas no meu coração para evitar que o fogo se reacenda.

Falo de quem me tratou como uma princesa e de quem me tratou como um saco de boxe. Falo de quem me deu o mais precioso da minha vida: o meu filho. A pessoa que tanto me deu abraços como me deixou marcas de violência física e psicológica.

Desde o primeiro momento em que comecei a ser maltratada pedi a Deus para me ajudar a perdoar. Já lá vão mais de 4 anos e posso dizer que aprendi uma grande lição: perdoar é possível, mas tens de pedir essa graça a Jesus e, muito importante, preservar todos os dias nesta intenção. E consegue-se se falarmos abertamente com Jesus, sendo sinceros e dizendo o que sentimos … Mesmo que esses sentimentos não sejam os mais bonitos…

Aprendi ao longo deste tempo que o perdão vai além das palavras. Quando temos de continuar a contactar com a pessoa, os traumas dos maus-tratos falam muitas vezes mais alto e acabamos por ver que afinal ainda temos muito a perdoar.

Muitos se riem de Jesus por dizer “Amais os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mt 5, 43-44, mas Ele sabe que só assim somos mais felizes, que só assim podemos sentir a verdadeira liberdade de espírito. Quantas doenças, principalmente psicológicas, advêm de não aceitarmos este pedido de Jesus…

Por isso, partilho esta oração para que eu e tu possamos ter a humildade necessária para aceitar que Jesus arranque dos nossos corações todas as mágoas que nos impedem de amar quem mais nos magoou.

Jesus, sabes que ainda não perdoei de todo o coração. Eu quero fazê-lo e Tu sabes disso, mas também tens noção que as feridas ainda estão abertas e que enquanto não as sarar não irei conseguir perdoar de todo o coração. Por isso, peço-Te que arranques este coração tão humano – no pior sentido da palavra – e que me dês um novo. Que consiga ser livre no perdão. E não te esqueças de por a Tua mão sobre quem mais me magoou, porque como Tu disseste “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem.”  Lc 23, 34 Amén



quinta-feira, setembro 06, 2018



Deus é … Amor ou os sapatos engraxados e impecáveis?




Manter os sapatos bem limpos, mesmo em dia de chuva, e correr para o autocarro é a principal lembrança de Bruno quando recorda os tempos em que estudava a Bíblia. Hoje em dia, já pai, diz não ter fé.

O Bruno foi educado como Testemunha de Jeová, mas para este post não interessa se se trata das Testemunhas de Jeová ou da Igreja Católica ou da Evangélica ou qualquer outra. O que quero realçar é a lembrança principal deste homem dos tempos em que ouvia a Palavra de Deus. Ele não se foca no amor e na misericórdia de Deus, mas naqueles momentos de stress.

E é aí precisamente que me questiono: Que imagem de Deus estou a passar ao meu filho? Daqui a uns anos qual será a resposta dele quando lhe falarem de Deus? Será que dou demasiada importância aos aspetos exteriores, deixando para trás a principal mensagem, que é o amor?

Não estou a censurar os pais do Bruno. Acredito que estavam a dar o seu melhor. Mas, de facto, desde que sou mãe que me questiono muitas vezes se estou a fazer o melhor para mostrar ao meu filho quem é realmente Jesus.

Tento não apenas levá-lo à Missa – e como é difícil. Procuro que ele fale com Jesus, agradecendo e contando o que mais o preocupa. Leio histórias da Bíblia para Crianças ao deitar, faço a oração com ele, acordamos com o sinal da cruz… Se damos um saco no Banco Alimentar, digo que, além disso, devemos pedir a Jesus para ajudar todas as pessoas…

Mas esta minha dúvida continua a assolar-me… Que imagem transmito ao meu filho? Será que estou a facilitar ou a impedir que Ele conheça o amor maravilhoso de Jesus?

Enquanto escrevo estas frases, sou obrigada a parar… Jesus como que sussurra, dizendo: “Faz isso e mostra-Me nas tuas obras. Sê cada vez mais santa e não te esqueças de pedir sempre o Espírito Santo.”

 Pois é, pai e mãe, o segredo está aí: Pedir o Espírito Santo, que nunca nos será negado (Lc 11, 13). Admito que iniciei este texto com amargura. Mas termino-o com a certeza absoluta de que, como Santa Mónica, as orações e as lágrimas de uma mãe – e de um pai, também – não passam despercebidas a Deus. Ele está a escutar-nos, mas claro que temos de fazer a nossa parte, dando o exemplo através das palavras mas, sobretudo, das obras de cada dia. Que o Espírito Santo nos purifique e nos ilumine neste caminho!



quinta-feira, agosto 30, 2018




A mudança começa dentro de nós




“Se mudares, tudo muda.” Estas palavras estavam escritas nuns degraus de uma escada de uma rua bem movimentada. Apesar de ir a passo rápido, aquelas palavras ficaram-me na memória. Quantas vezes peço a Deus para que a minha vida mude para melhor? Muitas, para não dizer todos os dias… Mas faço alguma coisa nesse sentido? Se calhar devia colaborar mais com Deus…

Nos últimos tempos tenho sentido muito o peso de ser mãe e pai. Não é nada fácil. E muitas vezes dou por mim a pedir a Deus que esta cruz seja mais fácil de carregar. Mas, ao refletir, vejo que a mudança tem de estar, antes de mais, em mim. Apesar da dura batalha, tenho de mudar e aceitar melhor que a realidade é esta. Devo abraçar a cruz, como Jesus. Aceitar a Sua Vontade e aprender a ter mais paz interior – aquela que só Jesus nos pode dar (Jo 14, 27) –, para que o caminho seja mais fácil.

Costumo sorrir, mas por dentro nem sempre o faço. E a mudança tem de estar aí. Sorrir também por dentro, relembrando que o mais importante é ter o maior tesouro que Jesus me deu: o meu filho. E se ele precisa do meu apoio…

Perante Jesus resta-me dizer: Renova em mim o dom da Fortaleza, mas também o da Sabedoria, para que possa “saborear” esta vida que me deste e que queres que seja em abundância (Jo 10, 10) para mim e para o meu filho. E cura-me desta dor de não ter uma família como tanto desejei. Ámen.



terça-feira, agosto 21, 2018


E o amor verdadeiro entre homem e mulher é isto…




 No outro dia fui fazer uma reportagem a doentes ostomizados (usam um saco para as fezes, após uma cirurgia ao intestino). Falei com um casal na casa dos 70 anos. Com poucos apoios, a mulher era quem tratava de tudo. Exausta, a recuperar de um esgotamento, não deixava de cuidar do marido nem um único dia.

Eles diziam-me que a vida muda radicalmente após a cirurgia. É a muda do saco, os pensos, as idas ao hospital, os sustos, a intimidade, a vida social… Em suma, tiveram de reaprender a viver. Apesar disso tudo, são um casal muito feliz e unido.

Este caso tocou-me. Naquele momento lembrei-me: Até que ponto conseguimos doar-nos assim aos outros, principalmente quando esse outro é aquela pessoa que vive connosco 24h, durante anos?

Enfim, Jesus, ajuda-nos a amar e a glorificar o sacramento do matrimónio! Que não haja rugas, doenças ou tentações que nos levem a terminar com este belo amor. Afinal, “o que Deus uniu não o separe o homem” (Mt 19, 6).