sexta-feira, novembro 17, 2017

A cruz da missão do leigo é esta: o stress, a correria …



Como mãe e filha, passo a vida a correr. Sendo a única a trabalhar, tenho dias que o cansaço fala mais alto. São os atrasos nos transportes, o filho que adoece, a mãe que adoece, a crise de estômago, a roupa para lavar, a limpeza, a comida, o ordenado que só dá para pagar contas …

Os dias correm velozes, mal saboreamos o ar que respiramos, quanto mais as coisas belas que Deus nos coloca no caminho…

Mas é nisto que queremos mudar se queremos mesmo ser cristãos. A missão não é apenas para os consagrados e para quem parte para outras terras, é para todos. E, tal como os consagrados, a cruz do leigo é esta: o stress, a correria, a tentação de mergulhar neste mundo superficial, esquecendo Jesus nos muitos afazeres do dia.

Os dias são cheios de stress e de mil e uma responsabilidades, mas também estão cheios de momentos para orar. Não é fácil, mas peçamos a Jesus que nos dê a graça desta oração contemplativa em ação.

Aproveitemos os transportes ou a fila de trânsito para ler a Palavra de Deus, para rezar o terço, para estar em silêncio, para escutar Jesus… Entreguemos cada gesto a Ele, mesmo aqueles que são menos perfeitos.

Quando estamos cansados e nos apetece chorar, entreguemo-nos assim a Jesus. Ele aceita-nos como somos. Se não te apetece falar, não fales e diz: “Jesus, não me apetece dizer nada, mas sei que estás aqui comigo! Obrigada.”

Não nos deixemos levar pela tentação do “não tenho tempo”, “está muito barulho e confusão”, “não sou consagrada, basta ir à Missa e rezar um Pai-Nosso de vez em quando”…

Jesus morreu na cruz por ti! Não O abandonemos nesta missão de leigos! Ele não merece!


quinta-feira, novembro 16, 2017

Dá-nos, Jesus, momentos de oração!





Mais que uma vez, os Evangelhos mostram-nos Jesus a deixar, por momentos, os seus discípulos para ir orar. Estar com o Pai, falar com Ele, estar em silêncio eram práticas comuns na vida de Jesus, apesar de toda a agitação e de tantos pedidos de ajuda.

Cada um de nós devia fazer o mesmo. Todos os dias devíamos parar e orar. Mas, com tantas solicitações, como o podemos fazer? É o trabalho, os filhos, fazer a comida, passar a ferro, ir buscar o pão…


Fiz esta pergunta vezes sem conta e cheguei a uma conclusão: pedir a Jesus para nos dar este tempo, que é uma graça. Quantas vezes estivemos apenas 5 minutos em oração e soube como se fosse 1 hora? Pois bem, mesmo que sejam apenas minutos, se forem dados por Ele, vão saber a horas de paz e conforto! J

“Senhor, ensina-nos a orar!” (Lc 11, 1)



sexta-feira, novembro 10, 2017

A Mãe de Jesus é uma escola para todas as mães …





E que tal meditarmos no que a Mãe de Jesus sofreu? Será que já pensámos bem no que ela passou na vida?

 - Primeiramente fica grávida ainda sem estar casada – apesar de já estar prometida a José. Naquela altura não era apenas um escândalo, Maria sabia que a sentença para estes casos era a lapidação, ou seja, a morte…

- Depois teve de contar à família, a José … Como iriam eles reagir? Vivendo numa região muito pequena, já sabia que tanto ela como os pais e José iriam ser muito maltratados pelos vizinhos. O gozo, a vergonha iriam fazer parte do dia-a-dia de quem ela mais amava…

- Ainda no meio de todo este rebuliço, caminhou por montanhas para chegar a casa de Isabel para a ajudar ….

- Teve o filho num estábulo, após muitos lhe terem fechado a porta e depois de uma viagem longa…

- Jesus desaparece aos 12 anos. Durante 3 dias procura-O, acabando por ouvir estas palavras que Ela não entendia: “Não sabias que devia estar na casa de meu Pai?” Além do sofrimento da perda, ainda teve de ouvir os comentários maliciosos dos vizinhos e parentes …

- Não se sabe quando José morreu, mas imagine-se o que é criar um filho, que se mostrou sempre diferente dos outros, sem pai …

- Viu o Filho partir em missão, ser maltratado, agredido, torturado, morto …

- Teve de enfrentar a perseguição dos cristãos após a morte de Jesus na cruz, teve de ouvir as pessoas a rirem e a gozarem com a ressurreição do Seu Filho …


Maria é Mãe de Jesus, mas como Ele, não deixou de sofrer. Mesmo assim, sempre guardou tudo no seu coração, dizendo apenas “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua vontade” (Lc 1, 38).

Peçamos a Jesus para, mesmo sem saber para onde vamos, confiemos Nele e tenhamos a graça de nos entregarmos, de corpo e alma, como o fez a Sua/Nossa Mãe!


PS: Nesta meditação muito ajudou a palestra da Edenilde do Canção Nova nos 18 anos do Grupo de Oração Ruah da Paróquia de Odivelas.


terça-feira, outubro 17, 2017

O perigo de deixar para amanhã …





“Por isso recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, 7pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso.” 2Tm 1, 6-7 

Nunca, mas nunca, deixemos de escutar a Palavra de Deus! Há uns anos percebi que Deus me pedia incessantemente para reacender o dom de Deus, mas, mesmo assim protelei esse reacendimento.

O que aconteceu? 
Deixei-me levar pela beleza falsa deste mundo, pela paz enganadora. Senti na pele a amargura de seguir caminhos que não devia! E lembrei-me, muitas vezes, dos momentos em que deixei para depois o reacendimento do dom de Deus… Como se a salvação não fosse o mais importante…


Por isso, ouve e põe em prática a Palavra de Deus! Podes não ter mais nenhuma oportunidade … 

quinta-feira, setembro 21, 2017


E o paizinho toma o filho nos braços e beija-o ...




“No outro dia, alguém, um jornalista, fez-me uma pergunta estranha: «A Madre também se confessa? – Sim, confesso-me todas as semanas, respondi. – Deus deve ser muito exigente, para a Madre também ter de se confessar.»

Então disse-lhe: «Por vezes, o seu filho também se porta mal. O que é que o senhor faz quando ele lhe diz: 'Paizinho, desculpa-me!' O que é que faz? Toma o seu filho nos braços e beija-o. Porquê? Porque é a sua maneira de lhe dizer que o ama. Deus faz a mesma coisa. Ele ama-o com ternura.»

Madre Teresa de Calcutá

In Evangelho Quotidiano  - Ler aqui 



segunda-feira, setembro 11, 2017

Correção fraterna … tão doce e tão amarga!


Quando um irmão faz uma asneira, costumamos ter 2 atitudes: assobiar para o lado ou julgar, de preferência, contando a todos o que o outro fez.

Mas Deus em Ez 33, 7-9 ensina-nos a corrigir com fraternidade, a dizer o que está errado sem nos acharmos superiores e sem pensarmos que nunca cometeremos a mesma falha.

Não se trata de nos intrometermos na vida privada dos outros, mas de amar, sem limites, querendo que o irmão se salve e que seja feliz também aqui neste mundo imperfeito!

Não é fácil, eu sei. Também sinto muita dificuldade em colocar em prática este pedido de Deus, mas se Lhe pedirmos ajuda, vamos conseguir.

PS: Não nos esqueçamos também de aceitar as admoestações dos nossos irmãos, quando somos nós a fazer a asneira … ;) 


segunda-feira, setembro 04, 2017

Tens de apaziguar o teu coração!
 

A caminho da Igreja, para ir ao sacramento da Reconciliação, dizia para Jesus: “Que vergonha! Nunca mais deixo de cometer este erro. O que posso fazer? O que estou a fazer de mal?”

Na sua infinita Misericórdia, Jesus deu-me a resposta através do sacerdote. “Minha filha, enquanto não resolveres esse passado dentro de ti, não vais conseguir! Tens de apaziguar o teu coração!”

Naquele momento, os meus olhos deixaram cair escamas. Vi plenamente o que Jesus me estava a dizer. Precisava olhar bem dentro de mim – sem filtros – e perceber que as falhas de amor do passado me levavam a exigir da outra pessoa o que ela não podia dar. Percebi que era a hora certa para limpar todo o rancor e perdoar.

Por vezes, exigimos muito dos outros, principalmente de quem nos magoou. Mas, nós também magoamos! Por que então temos de ser exigentes?

Quantas pontes construímos, quantas pessoas magoamos porque não conseguimos resolver os maus sentimentos que habitam em nós e que apenas se devem ao nosso ressentimento!

É caso para dizer “bola p’ra frente”, afinal todos cometemos erros e todos gostamos de ser perdoados, sem estarmos sempre a ouvir os outros a atirem-nos à cara o que já fizemos.

Dai-nos, Jesus, um coração novo e uma vida transformada pelo Espírito Santo!