segunda-feira, setembro 11, 2017

Correção fraterna … tão doce e tão amarga!


Quando um irmão faz uma asneira, costumamos ter 2 atitudes: assobiar para o lado ou julgar, de preferência, contando a todos o que o outro fez.

Mas Deus em Ez 33, 7-9 ensina-nos a corrigir com fraternidade, a dizer o que está errado sem nos acharmos superiores e sem pensarmos que nunca cometeremos a mesma falha.

Não se trata de nos intrometermos na vida privada dos outros, mas de amar, sem limites, querendo que o irmão se salve e que seja feliz também aqui neste mundo imperfeito!

Não é fácil, eu sei. Também sinto muita dificuldade em colocar em prática este pedido de Deus, mas se Lhe pedirmos ajuda, vamos conseguir.

PS: Não nos esqueçamos também de aceitar as admoestações dos nossos irmãos, quando somos nós a fazer a asneira … ;) 


segunda-feira, setembro 04, 2017

Tens de apaziguar o teu coração!
 

A caminho da Igreja, para ir ao sacramento da Reconciliação, dizia para Jesus: “Que vergonha! Nunca mais deixo de cometer este erro. O que posso fazer? O que estou a fazer de mal?”

Na sua infinita Misericórdia, Jesus deu-me a resposta através do sacerdote. “Minha filha, enquanto não resolveres esse passado dentro de ti, não vais conseguir! Tens de apaziguar o teu coração!”

Naquele momento, os meus olhos deixaram cair escamas. Vi plenamente o que Jesus me estava a dizer. Precisava olhar bem dentro de mim – sem filtros – e perceber que as falhas de amor do passado me levavam a exigir da outra pessoa o que ela não podia dar. Percebi que era a hora certa para limpar todo o rancor e perdoar.

Por vezes, exigimos muito dos outros, principalmente de quem nos magoou. Mas, nós também magoamos! Por que então temos de ser exigentes?

Quantas pontes construímos, quantas pessoas magoamos porque não conseguimos resolver os maus sentimentos que habitam em nós e que apenas se devem ao nosso ressentimento!

É caso para dizer “bola p’ra frente”, afinal todos cometemos erros e todos gostamos de ser perdoados, sem estarmos sempre a ouvir os outros a atirem-nos à cara o que já fizemos.

Dai-nos, Jesus, um coração novo e uma vida transformada pelo Espírito Santo!



segunda-feira, agosto 28, 2017

Mais do que a cura física …






O homem, paraplégico, saiu daquele encontro de oração do Renovamento Carismático Católico, com o falecido Pe. Emiliano Tardiff, a dizer que estava curado. Quem olhava para ele achava que ele não estava muito bem psicologicamente, afinal continuava em cadeira de rodas.

Mas aquele homem deixou todos boquiabertos ao explicar que a sua cura estava em aceitar a sua condição física, em amar a Deus sem estar sempre a refilar com Ele e com os que estavam à sua volta por causa do acidente que o tinha deixado naquele estado.

Tinha percebido que, mesmo sem andar, podia ser feliz e fazer os outros felizes. Podia, sobretudo, ser um testemunho para os irmãos afastados de Deus, que precisam ver sinais e prodígios para acreditarem.


E, nós, quantas vezes pedimos a cura física, esquecendo-nos da cura dos pecados, que nos levam a ficar ainda mais paralisados, longe da vida eterna? 

segunda-feira, agosto 21, 2017

A tua fé é uma «fezada»?




«Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-lO em espírito e verdade.» Jo 4, 23-24


Palavra tão bela! Mas será que a colocamos em prática? No nosso dia-a-dia adoramo-Lo onde quer que estejamos?


Ou limitamo-nos a uma fé que não passa de uma «fezada» e que nos leva a ir à Missa para “cumprir o nosso dever”, sem escutarmos a Palavra de Deus, olhando sempre para o relógio à espera que o padre dê a bênção?



quinta-feira, junho 22, 2017



O terço é chato? Se calhar não … ;)






Apesar de rezar o terço todos os dias, admito que nem sempre foi a oração que mais me preencheu... Tenho-o feito por amor e sei que se a Mãe o pediu é porque é um ponto muito importante na nossa caminhada para a vida eterna.

Mas sempre me senti mal por não sentir aquele gosto especial pelo terço. Como se faltasse algo…

Até que percebi, ao longo destes anos de caminhada, que precisava acrescentar algo mais aqueles momentos de oração. O quê? Num dia rezo o terço acompanhando as pessoas que o fazem pela TV ou pela rádio, noutras ofereço as interrupções do meu filho que não para de dizer “Mãe”, noutras entrego o senhor com ar cansado que está ao meu lado no Metro, a flor que vejo no jardim a caminho do trabalho, o silêncio que paira no ar no final do dia …

E desta forma estou a descobrir que o terço não é aquela oração rotineira, mas muitos “amo-te” a Maria e a Jesus.

E, claro, não me posso esquecer que é a Bíblia dos pobres. Antigamente, os mais pobres não sabiam ler nem escrever ou então não tinham acesso à Bíblia, daí que todos os dias tenhamos mistérios que nos levam a percorrer a vida de Jesus, com todos os Seus ensinamentos maravilhosos…

Pois é, o terço – visto, muitas vezes, como repetitivo e chato – é uma oração muito completa, viva, e que nos conduz sempre a Jesus. ;)


Termino com a principal oração:

 “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1)!

quarta-feira, junho 14, 2017


E a criança rebelde mudou … com um abraço!





Há uma história que nunca mais me esqueço. Foi contada por um padre num retiro da Canção Nova. Era um padre do Congo - do qual não me lembro o nome – e que tem um orfanato no seu país.

Viajando muito, um dia foi a outra casa de abrigo de crianças e viu um menino que devia ter 6 anos. Na altura disseram-lhe que era um caso perdido, era muito agressivo e ninguém conseguia fazer nada com ele.

Lembro-me de o padre dizer que, além de ter orado por ele, que o abraçou.

Veio a saber que a partir daí, aquela criança passou a ser outra… O mal era a falta de amor, de carinho…

Quantos abraços deixamos de dar? E de quantos abraços estamos a precisar para acalmar as nossas feridas?



quarta-feira, abril 26, 2017

  
Jesus no cacifo da … Polícia



“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Sl 23, 1)

Esta passagem estava num cacifo da PSP, quando há 3 anos tive de pedir ajuda por um problema de violência doméstica. Não ganhava quase nada, o meu filho era bebé, a minha mãe precisava da minha ajuda, as marcas físicas e psicológicas do que me tinham feito ainda doíam muito…

Não sabia por onde caminhar, estava muito fragilizada. Aquela passagem, num local onde menos esperava encontrar a Palavra de Deus, tocou-me profundamente. Naquele momento disse: “Não vejo nada, mas sei que essa Palavra é para mim e que me vai dar forças.”

Assim foi. Mesmo quando cheguei ao ponto de mal ter dinheiro para comprar iogurtes ao meu filho – não estava a aceitar bem o leite -, essa Palavra lá estava… E a solução surgia.

A Palavra de Deus é viva, mas nem sempre percebemos como. Acredita, quando menos esperares – às vezes naqueles momentos derradeiros, em que não se vê qualquer luz ao fundo do túnel – Jesus vai falar.


Dá-lhe a mão, segue-O, ama como Ele ama, pede perdão quando caíres e entrega todos os momentos a Jesus. Porque “nada me faltará” é uma promessa de Jesus e Ele não mente…