sexta-feira, junho 08, 2018



Que imagem de Jesus deixo refletir na minha vida?





Uma amiga contou-me uma história que me deixou triste, como cristã católica. E que nos deve levar a pensar na imagem que passamos de Jesus. Não falo dos erros que todos cometemos, mas daquelas falhas de amor que não devem ter justificação, se é que me entendem…

Esta amiga esteve recentemente em países onde há muitos budistas. Conviveu com uma cultura muito diferente da nossa, mas uma imagem ficou bem marcada no seu coração: A forma como as pessoas se ajudavam umas às outras. Por exemplo, às 5h30 da manhã vão para a rua distribuir comida aos monges que, por sua vez, a dividem com as crianças e famílias mais pobres.

Quando me falou disto, lembrou-se do que se tinha passado numa peregrinação que fez a pé a Fátima. Dessa vez, apesar de se ir em oração, houve quem tivesse reservas em deixar um outro peregrino, que caminhava sozinho, comer no mesmo local. A razão prendia-se com a logística, porque não se contava com o prato dele… Graças a Deus, tudo se resolveu e obviamente que aquele peregrino comeu com o grupo e a maioria do grupo não levantou problemas.

Com estes exemplos, questiono-me: Até que ponto, cada um de nós que nos dizemos cristãos, somo-lo de facto? Até que ponto deixamos a Palavra de Deus ser Vida em nós?

Jesus diz em Mt 25 que seremos julgados pelo amor ao próximo, como dar de comer e de beber a quem tem fome e sede… Mas depois acabamos por viver, muitas vezes, como não cristãos, não humanos, escondemo-nos nos nossos próprios interesses, fechamo-nos em regras que são tudo menos humanas e cristãs.

Não entendam este post como um julgamento, mas como uma reflexão para todos – inclusive para mim própria – sobre a imagem que passamos de Jesus e façamos como aquela mulher muito pobre que, após receber uma tigela de arroz da Madre Teresa de Calcutá, foi dividi-la com a vizinha, porque valia mais cada uma ter pouco do que só uma ter tudo e a outra não ter nada.

segunda-feira, junho 04, 2018


Satanismo? Até aí Jesus te vai buscar para te amar!




Testemunho de Isabel Margarita Rojas Leiva, do Chile, dos Missionários Leigos Consagrados no Espírito Santo, no decurso de uma das suas missões em Espanha.

“Um certo dia, o meu bispo enviou-me pela primeira vez a uma prisão de jovens. Quando estava com eles, comecei a tocar guitarra. Aproximaram-se todos e formaram um círculo à minha volta, juntando as suas vozes à minha, excepto um jovem que ficou sempre no seu canto.

Quando os cantos terminaram, dirigi-me a ele, mas apenas me tinha aproximado, ele disse:
-Não se aproxime de mim! - vendo a minha surpresa disse de novo:
-Não se aproxime, eu sou mau. E mostrou-me uma tatuagem de Satanás nas costas.
Nesse momento, sem saber porquê tive a ideia de lhe perguntar:
-Diz-me, quando foi que a tua mãe te beijou pela última vez?
-Não o fez nunca - respondeu, e rompeu em soluços.
-Posso beijar-te?
Não sei porque lhe disse isso, pois eu tinha uma certa repugnância. Mas, apesar disso beijei-o. Depois falámos durante muito tempo sobre o amor de Deus. Quando chegou o momento da despedida, ele disse-me:
- Se me ama verdadeiramente, dê-me a cruz que traz ao peito!

Devo confessar que este pedido me causou um aperto no coração. Esse crucifixo tinha, para mim, um grande valor sentimental porque era a ultima recordação que conservava da minha falecida mãe. Mas senti que Deus me pedia esse sacrifício e, inspirando profundamente, respondi:
-Eu amo-te; toma-o fica com ele!

Despedimo-nos e depois perdemo-nos de vista. Sete anos mais tarde, encontrei-o no decurso de uma outra missão. Ele já tinha saído da prisão. Com a cara transfigurada e radiante de alegria, aproximou-se de mim e disse-me:
-Lembra-se de mim, Isabel? Conhecemo-nos na prisão. Ofereceu-me este crucifixo. Depois baptizei-me! Agora pertenço à Igreja e recebo regularmente os sacramentos.

Não consigo descrever a alegria que senti nesse momento. Compreendi então que a Misericórdia Divina é infinita. Os milagres acontecem quando nos abrimos à Misericórdia Divina. Quando nos damos sem esperar nada.”

Fonte: Notícias de Medjugorge. Foi publicado na revista Mensageiro da Divina Misericórdia, distribuída pela Paróquia de Odivelas.

domingo, maio 20, 2018


Vem, Espírito Santo! Renova-nos, faz-nos viver em abundância!






Jesus disse que enviaria o Espírito Santo e assim foi no dia de Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos no Cenáculo em oração. Estavam confusos. Já não sabiam o que pensar. Não conseguiam compreender bem o que Jesus lhes tinha dito. A sua vida estava como que parada. Não sabiam o que fazer, como sair daquela situação. Viviam fugidos, apavorados com o presente e o futuro.
Mas continuavam a orar, apesar de não verem nada, a não ser obstáculos, obstáculos ... E naquela oração aconteceu o que Jesus lhes havia prometido: enviou o Espírito Santo. Um Espírito de Amor, Paz, Fortaleza …

E o que aconteceu?


Deixaram de ter medo, passaram a compreender o que Jesus lhes havia dito e o que Jesus lhes pedia para a Sua vida, ou seja, qual era a sua vocação. Precisavam do Espírito Santo para realmente verem, escutarem, falarem, agirem conforme a Palavra . Enfrentaram perseguições, o gozo dos outros, doenças, a morte dos amigos por serem apenas cristãos … Mas o medo e o desânimo já não os oprimia. Entregavam tudo para a maior glória do Pai. Quando o medo queria voltar, oravam e pediam para que Jesus enviasse o Espírito Santo para a maior glória do Pai.

E o que temos a ver com isto?

Tudo! Somos homens e mulheres como eles eram. Temos medo, receios, o desânimo ataca-nos muitas vezes. As perseguições, o sofrimento, a doença são muitas vezes uma tormenta. Então sigamos o seu exemplo e continuemos a orar – mesmo sem nada ver – e peçamos o Espírito Santo. Para que, tal como os discípulos, nos tornemos apóstolos e vivamos a vida em abundância que Cristo nos quer dar ( Cfr. Jo 10, 10). Para que, tal como a eles, o Espírito Santo nos ilumine e nos fortaleça quando o medo quer voltar e quando as preocupações querem ocupar o centro da nossa vida, que deve ser guardado apenas para Cristo.

sexta-feira, maio 11, 2018


Até que ponto investimos na vida para que alguém peça a eutanásia?




Numa entrevista que fiz há uns dias, o entrevistado contava-me que tomou conhecimento de um caso de um doente, num país nórdico, que, após mudança de terapêutica deixou de pedir a eutanásia. Isto deveria interpelar-nos. Esta pessoa apenas precisou mudar a medicação para ver que podia morrer naturalmente, sem sofrimento. Sim, felizmente, já há forma de a pessoa morrer sem ter um sofrimento atroz. Basta para isso ter acesso a Cuidados Paliativos e a profissionais de saúde capacitados para o ajudar.

Outra história bem real. O cientista David Goodall pediu para morrer aos 104 anos, porque sentia as suas capacidades a deteriorem-se e já não aguentava mais ver-se assim. Quando li a notícia lembrei-me de imediato de uma coisa: Quando uma pessoa mais nova diz que não aguenta a vida que tem, costuma-se procurar ajuda psiquiátrica, porque as suas palavras demonstram que está com uma depressão. Isso aconteceu no caso do David Goodall? Não. Será que foi por ser velho e um "fardo"?

Admito que tenho muito receio de uma lei da eutanásia. Não se trata apenas de ser cristã católica e acreditar que Deus é quem decide quando devemos partir. Há uma questão que vai além de qualquer crença: o facilitismo com que este tipo de leis poderá levar ao “descarte” dos mais velhos e dos “menos capacitados”. Sinto que estamos a voltar aos tempos em que as crianças com deficiência eram mortas à nascença…

Volto a frisar, há maneira de morrer com dignidade e com menos sofrimento, se se tiver acesso a Cuidados Paliativos. Não estou a defender – fique bem claro – a distanásia, ou seja, o prolongamento da terapêutica quando já não faz sentido.

Perante tudo isto há uma questão que também não consigo deixar de fazer aos políticos e a cada um de nós, a mim, a ti, a todos. Quantas vezes lutámos pelos Cuidados Paliativos e por medidas de apoio aos mais fragilizados, para que não pedissem para morrer? Quantas vezes dedicámos o nosso tempo para que a pessoa ao nosso lado se sentisse amada no sofrimento?
Pessoalmente, admito, não o fiz as vezes necessárias… Se calhar todos somos culpados, de alguma forma, por se estar a discutir esta lei …


segunda-feira, abril 30, 2018


“Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida, nem alegria” – Papa Francisco





Partilho duas meditações da última Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate” do Papa Francisco, que nos impele a ser santos, quer seja como consagrados ou leigos - “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 11,45;cf 1 Ped 1,16).

“Cada um por seu caminho. Por isso uma pessoa não deve desanimar quando contempla modelos de santidade que lhe parecem intangíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf 1 Co 12,7).” (11)

“Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida, nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depender d’Ele liberta-nos das escravidões…” (32)



sexta-feira, abril 13, 2018


A revolta contra Deus pode estar numa dor muito forte




Como cristãos nem sempre nos lembramos que pode haver uma razão muito forte para não se acreditar em Deus. Penso que seja importante estar atento e perceber a razão dessa não crença, porque podemos estar perante uma dor muito grande.  

Recordo-me de um colega de trabalho que meteu conversa comigo por causa da cruz de madeira que trago ao peito. Começou logo por me atacar: “Então és daquelas que acreditas naquelas ideias parvas de que existe Deus?” A maneira agressiva com que disse aquelas palavras deixou-me a pensar. Não lhe tinha dito nada, mal nos conhecíamos, porque estava a trabalhar nessa empresa há muito pouco tempo. Por que me estava a atacar?

Num misto de calma e de angústia de quem não sabe o que fazer, disse: “Sim, acredito em Jesus Cristo!” Nesse dia não me disse mais nada, mas como tivemos que sair em reportagem, ele acabou por falar novamente comigo por causa da cruz.

Tentei explicar como acho o exemplo de Jesus maravilhoso e como sou feliz assim. Nessa questão, ele concordou. Jesus é maravilhoso.

Mas a raiva com que ele falava continuava a fazer-me confusão e lembrei-me dos tempos em que andei afastada da Igreja, quando também eu a atacava por me sentir magoada com o mau exemplo de uma pessoa muito próxima. Tentando manter a calma, continuei a conversa, deixando claro que respeitava o que sentia.

E foi aí que ele me disse: “Pelo menos, não tentas impor nada!” E começou a contar que a sua maior dor e revolta contra Deus, a Igreja e a religião estava na morte injusta do pai. O pai tinha morrido de cancro, num enorme sofrimento, por causa da exposição a materiais cancerígenos no local de trabalho. E a pergunta que ele levava dentro dele há uns anos era: “Se Deus existe, porque permitiu que o meu pai, homem tão bom, morresse daquela maneira?”

Quis partilhar esta história para que cada um de nós tente ver mais além a razão da descrença de cada um. Admito que não foi fácil conversar com ele, pois estava sempre a atacar-me sem lhe ter feito nada. Senti-me muito insegura e perdida e era muito grande a vontade de gritar “Podes respeitar a minha crença?” e deixá-lo a falar sozinho.

Que Jesus o ajude, que ele encontre a Paz de Cristo no meio daquela dor e que o Espírito Santo fale por nós nestas situações!

sexta-feira, abril 06, 2018



Aceitemos o abraço de Jesus este domingo! Mesmo que os erros sejam muito graves!





É já este domingo! Aproveitemos esta graça, vamos à confissão e aceitemos o abraço de Jesus, mesmo que os nossos erros sejam graves! 


“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que for à confissão e receber a Sagrada Comunhão obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate…
Palavras de Jesus a Santa Faustina