Sexta-feira, Março 09, 2012

Dói, mas a agonia não é maior que Jesus!

E Jesus cai pela terceira vez ... Por amor quis fazer-se tão igual a nós, que também caiu mais que uma vez.



Pois é! A vida é muito bela, mas também é muito dura. Quantas vezes estamos a caminhar em pleno jardim florido e, de repente, nos aparece um buraco que nos faz tropeçar e cair. Este buraco pode dever-se a erros cometidos, à maldade dos outros, à nossa falta de vontade de caminhar em certos trilhos de Deus, a muitas outras coisas ...

Caímos e se, por vezes, a queda é grande, meu Pai! Tão grande que deixamos de conseguir viver alegres e de dar graças a Deus por tudo ... (Cf 1Ts 5,18) O desânimo, o medo, a ansiedade, a frustração, o pânico, a vontade de desistir ganham uma força descomunal que parece abater-nos e esmagar-nos ...

MAS NÃO PODEMOS DESISTIR! Jesus também caiu, também sentiu vontade de parar, também precisou de um Cireneu ... Mas mesmo sem forças continuou! Na nossa vida também deve ser assim. Olhemos Cristo e com Ele LEVANTEMO-NOS! Dói? Sim, muito! Mas a força é Dele! (Cf 2Cor 12, 9)

Força, irmão/irmã em Cristo! Se caíste pede ajuda a Jesus! Só a Ele! Conversa com Ele, porque a quem pede, ser-lhe-á dado! (Cf. Lc 11, 9-13) Não peças a falsos deuses, como astrólogos, cartomantes, reiki, entre outros. Lembra-te que mesmo que a tua mãe te abandonasse, Jesus jamais se esqueceria de ti! (Cf Is 49, 15) Abandona-te e ora pelos teus irmãos que também estão em agonia ou, simplesmente, perdidos e longe da casa do Pai!

Terça-feira, Janeiro 17, 2012

Ser mãe solteira é ... ser mãe de um filho muito amado por Deus!


 
Ser mãe é o melhor título que nos podem dar. Não há Licenciatura , Mestrado, Doutoramento que se sobreponha a esta boa nova. O milagre da vida é magnífico!

Infelizmente, nem todas as mães conseguem sentir esta alegria. Isso acontece sobretudo quando se é mãe solteira, se é muito jovem ou não se tem o apoio das pessoas mais próximas.

E, agora, podem dizer: “Quem a manda engravidar? Devia ter casado, devia ter esperado por uma maior estabilidade na vida ...” Mas quem somos nós para julgar?

Além disso, o mais importante é o bebé, o dom maravilhoso daquela vida que vai crescendo no ventre da mãe. Em vez de julgarmos, demos um abraço bem forte aquela mãe e vivamos com ela a grande alegria que traz consigo.

É solteira? É demasiado jovem? Foi uma aventura de uma noite, onde o alcóol falou mais alto? Lembra-te que Jesus disse: “Não julgueis para não serdes julgado” (Mt 7, 1). Aquela mulher sabe muito bem o que fez e vai lembrar-se disso para o resto da vida. Naquele momento só precisa de sentir a alegria dos outros pela criança que traz dentro de si.

Já basta a lei que facilita mais o aborto do que medidas de apoio à maternidade! Já basta toda a situação delicada da vida daquela mulher! Já basta todas as dificuldades que está a enfrentar, as mudanças hormonais, a vontade de chorar, o medo de perder o seu filho ... Sem apoio, a tentação de abortar vai ser grande.

A nossa mania de julgar só a pode levar ao aborto. Não contribuamos para isso! Alegremo-nos! Só o Pai sabe por que razão aquela criança vem ao mundo! Só o Pai sabe qual é a sua missão!

Lembram-se de Maria? Na altura foi acusada de adultério e, se não fosse José, teria sido morta à pedrada. No entanto, trazia em si o maior dom de todos nós: Jesus Cristo.

Que Jesus abençoe todas as mães deste mundo! Que Ele salve, por intercessão de Maria, mais crianças do aborto!

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

Pior que o mal feito, é ficares agarrado à culpa!!!


Desculpem a ausência, mas a minha vida tem dado muitas voltas. Ao longo deste tempo em que estive ausente, há uma mensagem que me tem marcado muito.
Sabem, às vezes, todos nós damos grandes quedas. Mesmo quem já caminha em Cristo. Nestes momentos há uma tendência forte por nos deixarmos levar pela culpa e pela mania de que não somos dignos de Deus.

Mas, a verdade, é que Jesus veio para os que caem. «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores.» Lc 5, 31-32
Por isso, se caíste, levanta-te. É o que Jesus te pede. Não caias na tentação de te achar indigno de continuares no caminho de Jesus! Não caias na tentação de enterrar os talentos que Ele te deu (Mt 25, 14-30)!!!!!

Lembra-te de Pedro. Negou Jesus três vezes, após toda a caminhada que fez com Ele e depois de Lhe ter dado tantas provas de amor! Jesus não desistiu dele! Olhou-o com misericórdia e amor, deu-lhe a mão e tornou-o num santo!
FORÇA! LEVANTA-TE E ANDA! JESUS QUER CURAR AS TUAS FERIDAS!

E, tu, que não caíste desta vez, não julgues (Mt 7, 1-5) e ajuda esse irmão em Cristo a levantar-se!

Terça-feira, Outubro 11, 2011

Por dia, quantas pedras atiras?


Vou contar-vos uma história que se passou comigo no outro dia. Devo dizer, desde já, que perdoo a pessoa e que só coloco esta história aqui para meditarmos nestas palavras de Jesus:


«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados» (Lc 6, 37).


O telefone tocou. Uma amiga perguntou-me por um retiro que se ia realizar no fim-de-semana. Até aí nada de especial. O problema é que, após esta conversa inicial, ela disse-me: “Ouvi dizer que estás a viver com alguém.” Disse-lhe que não era verdade, que era um mal-entendido.

Nada de extraordinário até aqui. Coisas que acontecem. O problema veio de seguida, quando ela me diz:”Ainda bem. Pensei que já não te conhecia. Pensei que tinhas dito totalmente Não a Deus”.

Admito que estas palavras me caíram que nem pedras. E das bem pesadas. Como já disse perdoo a pessoa e compreendo a reacção dela, tendo em conta a sua vivência. Mas é importante meditar nesta palavras e ver onde é que nós – sim, eu e tu que estás a ler! - também lançamos julgamentos, que são autênticas pedras.

Para um cristão, a união de facto não é o caminho mais recto. Mas quem somos nós para dizer que a pessoa que não celebrou o Matrimónio é totalmente contra Deus? Antes de mais, não sabemos por que razão a pessoa vive em união de facto. Há tantas situações complicadas nesta vida … E algumas estão bem dentro da Igreja …

Não estou a dizer que a união de facto é o caminho mais correcto. Estou simplesmente a dizer que não podemos julgar os outros, principalmente por um único acto. Naquele momento imaginei-me perante um tribunal que me acusava por uma única situação, esquecendo-se de todos os actos de amor que já tive e continuo a ter. E pensei: “Deus é Pai. Não é assim. Como somos tantas vezes farisaicos!”

Penso que esta meditação é, sobretudo, para nós que vivemos em Igreja (no sentido de comunidade, não interessa agora se é católica, evangélica, etc.). Conhecemos os mandamentos de Jesus, mas será que fazemos como os fariseus e nos esquecemos que esses mandamentos são amor?

Sermos cristãos, sermos Igreja, não deve fazer de nós uns ditadores e uns juízes de chicote na mão! Ver o que está errado não implica julgamento. Jesus não julgava e não era por isso que não deixava de mostrar o que estava certo e errado.

Este assunto é muito sério! Olhemos à nossa volta e vejamos a quantidade de pessoas que continuam em caminhos perdidos, na profunda solidão e depressão, porque não têm uma mão que os apoie sem julgar! Há quem se suicide! E, infelizmente, sabem que não estou a exagerar … Basta abrir os olhos, principalmente os do coração e os da sabedoria de Deus, para vermos como estas palavras são verdade …


Oração:
Ensinai-nos, Jesus, a não julgar! Sabes que acabaremos por o fazer … Somos imperfeitos. Mas, pelo menos, não tornemos esta nossa atitude um hábito incorrigível, por causa daquela mania farisaica de que só nós nos salvaremos … Uma mania que continua a perdurar ao fim de tantos séculos … Ámen.

Segunda-feira, Setembro 12, 2011

Jesus? Simplesmente te ama!


No último retiro que fiz houve um momento em que senti de forma muito forte que Jesus nos ama, antes de mais, sem pensar se lhe damos isto ou aquilo, se nos portamos bem ou mal. Simplesmente nos ama. Tal como fazemos com os nossos filhos.

Claro que este amor tão puro não deve servir de desculpa para O magoarmos constantemente. Se amamos Jesus – e não temos apenas a ideia de Alguém que se chama Jesus – devemos fazer tudo por tudo para não O magoarmos.

Mas acho que é importante meditar neste amor que Ele nos tem, porque, muitas vezes, sem querer, esquecemo-nos que o amor Dele por nós não depende desta ou daquela obra.

Esta ou aquela obra de amor e perdão fazem-No sorrir, ficar mais feliz por nos ver a caminhar para a santidade e para a felicidade já aqui. Isso é verdade. Mas também é verdade que Ele nos ama, simplesmente nos ama.

Quantas vezes se pensa nisto? Quantas vezes andamos a correr, a tentar acumular “pilhas” de obras e não as enchemos do verdadeiro amor?

“Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita …” (1 Co 13, 3)

Sábado, Setembro 03, 2011

«Ainda hoje estarás comigo no Paraíso!»
(Lc 23, 43)


Nunca desistas de seguir Cristo e de O levar aos outros. Podes nunca ver os frutos neste mundo, mas isso não é o mais importante. Olha para o bom ladrão à beira da morte ... Para conseguir a Vida Eterna bastaram aquelas palavras de arrependimento, de aceitação da sua culpa, de amor para com Jesus, a quem reconheceu como Deus. Com este exemplo, Jesus grita-nos: «Não desistam! Olhem para o exemplo deste vosso imão!»

Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Viver de forma plena, como Cristo nos pede!






"Eu vim para que tenham vida e vida em abudância" Jo 10, 10

Já me referi a esta passagem muitas vezes, mas hei-de estar sempre a aprender mais e mais sobre o que Jesus nos quer dizer com estas palavras. Como repararam, estive algum tempo sem escrever. Foram semanas de mudanças na vida, de reencontros, de reflexão, de descobertas ...

A vida dá muitas voltas e o puzzle da nossa vida pode desfazer-se quando achamos que já o temos quase completo. Aliás, o erro começa logo por aí. Acharmos que o puzzle já está quase completo e que as peças-chave já não vão ser mudadas.

Sinto que nos últimos tempos tenho deixado de lado esta vida em abundância, dada gratuitamente por quem é a Vida, Jesus. E porquê? Não me dei conta do que estava a acontecer? Nalguns momentos, sim. Mas preferia ficar sentada à beira-mar e sentir uma segurança falsa. Não queria dar o passo para, aos poucos, ir descobrindo a beleza da imensidão desta vida em abundância.

Ali ficava sem me mexer, achando que estava a ser mal agradecida e que Deus já me tinha dado as peças-chave do puzzle. Mas, a verdade, é que Cristo me continuava a relembrar esta passagem bíblica. E questionava-me sobre a razão desta Sua insistência.


Neste momento, voltei a ter esta vida em abundância. Reaprendi que, para a termos, é preciso quebrar os nós que nos acorrentam e nos tornam infelizes. Também é necessário não ter medo da queda e das feridas provocadas pelos nós. De facto, caímos, magoamo-nos, choramos ... Mas Jesus enxuga-nos essas lágrimas e, no meio da escuridão, agarra-nos a mão, levanta-nos, limpa-nos as feridas, sorri-nos e diz-nos: “Não penses que isto acaba aqui. Há muito para viver!”.

E foi assim que, no meio da escuridão, Jesus me mostrou um outro caminho, bem mais luminoso e que me permitiu voltar a ter vida em abundância. Como costumo dizer: Está tudo negro? Espera, fala com Jesus, confia Nele. Pode levar muito tempo, mas no tempo certo, Ele mostra-te o caminho a seguir. E no meio dos ziguezages, descobres que, de facto, é mesmo o tempo certo. Esta vida em abundância que já vivo ainda está no início, mas sei que me vai levar a mais e mais vida. E que veio na hora que tinha que vir, para, desta vez, dar realmente frutos.