sábado, setembro 12, 2026

 

A roupa na Igreja e o nosso ‘vestido interior’

 


Tem-se falado muito da roupa que se deve levar à Igreja. É importante alertar para o respeito, mas também devíamos aproveitar estes alertas para lembrar o nosso ‘vestido interior’.

Lembro-me sempre com especial carinho e emoção as Missas celebradas nas missões dos bairros. Nem costumávamos ter tempo de tomar banho e mudar de roupa depois de sairmos de um bairro de barracas, com terra batida, onde andávamos a brincar com crianças ao pé de um esgoto. Mas vivia-se intensamente a Eucaristia; havia uma entrega e uma noção muito real de estarmos a receber Jesus para O levar aos outros, para O levar aonde poucos queriam ir.

Isto fez-me pensar muito na questão da roupa versus o nosso interior. Não me refiro a roupas mais decotadas. Obviamente, há formas de vestir que não se coadunam com o cristão dentro e fora da Igreja. Não temos de andar todos tapados, mas também não temos de ter quase tudo à mostra. Somos templo do Espírito Santo! (1 Co 6, 19)

Mas aquelas Missas faziam-me lembrar exemplos menos dignos de quem fora da Igreja era o diabo em figura de gente, enquanto dentro da Igreja levava o melhor fato. Todos erramos, mas não podemos ter vida dupla… Jesus é muito claro: o morno será vomitado (Ap 3, 15-16). Esta é uma chamada de atenção para todos nós! Sem exceção...

O mais importante é o ‘vestido interior’, porque mesmo levando a melhor roupa e a mais adequada em termos de respeito pelo local, podemos estar demasiado ‘decotados’ por dentro e não adorarmos em espírito e verdade, como Jesus nos pede (Jo 4, 23-24)!



segunda-feira, setembro 07, 2026

 

Vida em abundância e sofrimento. Há uma contradição?

 


Jesus disse que veio ao mundo para nos dar “vida e vida em abundância” (Jo 10,10), mas também avisou para termos coragem, pois no mundo teríamos aflições e perseguições (Jo 16, 33).

De facto, se Jesus teve tudo isso, quem somos nós para achar que não passaremos pelo mesmo? A própria Palavra nos diz: “Não somos mais do que o Mestre.” (Lc 6, 40) É importante aceitar que a vida é mesmo assim: tem momentos muito bons e outros muito maus. E há quem tenha mais problemas do que alegrias.

A verdade é que mesmo no sofrimento podemos e devemos ter a vida em abundância que Deus nos veio trazer. Vejam o caso de Padre Pio: sofreu sempre desde o berço, teve as chagas, foi maltratado - inclusive por parte de grupos da Igreja Católica. Mas este homem, no meio do sofrimento, conseguiu ter vida em abundância, porque o sofrimento era usado como oração e como forma de ter maior compaixão para com aqueles que ele tinha de ajudar.

Atualmente, o Padre Marlon Múcio enfrenta uma doença rara que o deixa à morte vezes sem conta e que o impede de ter uma vida normal. Depende de oxigénio, da ajuda de terceiros, tem muitas dores e toma cerca de 300 comprimidos por dia. Mesmo assim, diz que se voltasse a nascer, queria ter a mesma doença, porque percebe que é desta forma que consegue levar a Palavra de Deus.

Este padre tem um sofrimento atroz, mas também vida em abundância. Quero com isto dizer que não devemos lutar contra o sofrimento? Não, claro que não! Mas devemos lembrar-nos, por mais difícil que seja, que Jesus também passou pela tortura e pela cruz. Teve de aceitar, porque não havia outra forma de nos salvar.

Lutemos contra o sofrimento, mas enquanto ele persiste é preciso aceitá-lo e utilizá-lo como oração para salvar almas e completar as chagas de Cristo. Lembremos o que Jesus nos diz: “Na fraqueza, basta-te a minha graça.” (2 Co 12, 9)

 

 

 

domingo, setembro 06, 2026


Ainda as Missas em latim…

 


Esta semana deixei um comentário num texto sobre Missas em latim. Apesar de ter dito que respeitava a opção, não consegui grande diálogo, pois fui acusada de reducionista, porque disse que a maioria das pessoas não entende latim…

Esta questão parece não ter grande importância para muitas pessoas, mas a verdade é que está a gerar divisões dentro da Igreja e isso é demasiado triste. Não vejo qualquer problema que haja quem prefira a Missa em latim, apenas não consigo aceitar, à luz do que está nas Escrituras e até da própria Tradição da Igreja, que seja “a única Missa correta ou original” ou “aquela em que há sempre respeito por parte dos fiéis”.

É preciso entender o seguinte: ainda há muitos católicos que não tiveram catequese e ensino da Palavra de Deus. Jesus quando falava com as pessoas adequava o discurso ao conhecimento de cada um. O fariseu sabia ler e conhecia as Escrituras; a população entendia mais a linguagem do dia a dia, da medida da farinha ou da pesca.

No Pentecostes, os apóstolos começaram a falar línguas diferentes para que todos entendessem a Palavra de Deus (Act 2,4). Isto é bíblico! É por causa desta passagem e do exemplo de Jesus, assim como da própria Tradição da Igreja, que não acho que a Missa em latim tenha benefícios para levar a Palavra à maioria das pessoas. À maioria, sublinho! Não disse a todos!

Não se trata de menosprezar estes irmãos que optam por esta Missa. Volto a repetir: respeito a sua escolha. Mas também é verdade que fico muito triste que haja divisão por causa disto.

Paremos! Sejamos um como Jesus e o Pai (Jo 17, 21)! Com estas questões de língua e de ritos deixamos facilmente de adorar em espírito e em verdade (Jo 4, 23-24) e acabamos por transmitir uma imagem errada da Igreja e de Cristo. Procuremos mais divulgar a Boa Nova em palavras e gestos!


quinta-feira, setembro 03, 2026

 

Estás parado e frustrado? É para teres uma vida melhor!

 


Há momentos em que a vida parece que não anda para a frente. Os sonhos não se concretizam, os problemas não param de surgir… Mas e se isto acontecer apenas porque Deus nos quer mostrar que o propósito para a nossa vida é outro, muito melhor?

Abraão, por exemplo, tinha uma vida dita normal e vivia com o desgosto de não ter um filho biológico. Os dias iam passando, as rugas eram cada vez mais acentuadas e tudo parecia que iria acabar por morrer sem ter um filho, ficando na terra onde habitava.

Mas Deus não quis. Ele permitiu que Abraão passasse por tudo aquilo para o conduzir a outra terra e para ter um filho já na velhice (Gn 18, 18). A sua vida tinha de ser um exemplo de fé, tanto que se tornou pai da fé de todos nós. Além disso, o milagre de a sua mulher, Sara, ter engravidado quando biologicamente já era impossível, foi uma forma de mostrar aos outros que para Deus não há impossíveis (Mt 19, 26).

É duro ver a vida parada ou tipo montanha-russa. Somos seres humanos. Deus sabe que somos assim. Mas, tal como Abraão, falemos com o Pai, pois o que Ele permite nesses momentos pode ser o deserto necessário para irmos ao encontro do propósito que tem para a nossa vida. E precisamos falar com Ele e pedir direção espiritual a irmãos da fé para sabermos o que fazer nestas provas de vida.

Esquecemo-nos muitas vezes que Deus nos deu a vida também para fazermos bem aos outros. Lázaro teve de morrer e ressuscitar para levar outros a acreditarem em Jesus. Marta e Maria sofreram com a sua morte, para que ela fosse um sinal para outros irmãos. Não somos diferentes.

 

 

segunda-feira, agosto 31, 2026

 

Medo e pânico são falta de fé?

 


Pode ser que o medo e o pânico sejam sinais de que precisamos aprender a depender de Deus, mas também podem ser um problema de saúde. A ansiedade e o pânico, que geram medo, são perturbações do foro psicológico que precisam do apoio da fé, mas também de profissionais de saúde.

É importante ter esta noção, porque ainda se ouve dizer que quem tem este problema de saúde – e há cada vez mais pessoas – não ora o suficiente, não confia em Deus… Se estivermos com gripe, a fé em Deus vai fazer parar os espirros? Claro que não. É preciso olhar para a saúde mental como se olha para uma perna partida.

O sofrimento desta condição é indescritível. Só quem vive com ansiedade e síndrome de pânico sabe como se sofre. Falo na primeira pessoa. Estou estabilizada, graças a Deus, e faço uma vida dita normal, mas passei anos a combater estes males e a ouvir pessoas a dizerem que tinha de confiar mais em Deus. Não as censuro, pois existe muita desinformação sobre saúde mental. Elas achavam que estavam a fazer o melhor.

A fé e o amor por Deus são um amparo precioso, mas tal como na gripe ou na perna partida tem de haver intervenção médica, na perturbação de ansiedade e na síndrome de pânico também é necessário pedir ajuda.

A quem sofre com este problema, não se deixe levar por comentários de que não tem fé, mas também não guarde rancor dessas pessoas, porque elas desconhecem que se trata de um problema de saúde.

Procure ajuda médica, tome a medicação, faça a terapia que aconselham e procure ajuda espiritual. Há grupos de oração de cura e libertação na Igreja – Renovamento Carismático Católico - que podem dar um apoio muito importante e que sabem lidar com este tipo de situações. Não percam a esperança! Sei que há momentos em que se vê tudo negro, mas é possível passar das trevas à luz. Sou o exemplo vivo disso!

E lembrem-se: Jesus sabe bem pelo que estás a passar. Ele próprio suou sangue antes da crucificação (Lc 22, 44) – sinal de pânico extremo – e sentiu uma tristeza de morte (Mt 26, 38). Agarra-te a Ele, porque Ele vai fortalecer-te e auxiliar-te, segurando-te com a Sua mão direita e vitoriosa. (Is 41, 10)



 

  

 

terça-feira, agosto 25, 2026

 

A fé do pássaro preso por um fio

 


Há uma fase da nossa fé em que vamos a tudo o que é retiro, sobretudo se disser que vai haver oração de cura e libertação. Esta fase na caminhada com Cristo é normal. O problema é quando se fica por ali, como um pássaro que tem de voar, mas que se mantém sempre no mesmo lugar porque tem uma pata atada por um pequeno fio.

“Ai de mim se não evangelizar!” (1 Co 9, 16), diz-nos Paulo. O próprio Jesus deixou bem claro a todos os batizados: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho!” (Mc 16, 15) Não podemos continuar parados a receber sem dar. É urgente levar Jesus aos outros! O mundo está cada vez mais egoísta e individualista; as pessoas vivem demasiado para o seu umbigo e há muita sede do amor.

O que se costuma dizer:

 “Mas não sei falar, escrever, cantar…”

Mas sabes orar. Em casa, no carro, no metro … em qualquer lugar podes orar e entregar os sacrifícios do dia pela conversão dos irmãos que andam perdidos. Podes conversar com alguém que está sozinho, nem que seja por telefone, por exemplo. Todos temos talentos e não convém que Deus nos venha dizer que fomos servos maus, que optámos por os enterrar… (Mt 25, 14-30)

 

“Não tenho tempo.”

Quanto tempo dedicas às redes sociais? Quanto tempo gastas com os outros a falar da vida alheia? O tema deste texto surgiu em oração, enquanto arrumava a cozinha. Havia outras orações para fazer e pedi a Deus que me ajudasse nesse momento.


Não quero apontar o dedo a ninguém. Apenas alertar. Não podemos ficar parados, pois isso não é bom para o nosso próximo, nem para nós mesmos. Ao nos focarmos apenas na nossa vida, estamos a perder mil e uma maravilhas que Deus nos tem para mostrar. Dessa forma, a fé vai morrendo e o amor por Jesus não cresce. Coragem, pede a Deus para te mostrar o que quer que faças e neste processo de cura não pares de orar por ti e pelos outros. Deus precisa de cada um de nós!

 


segunda-feira, agosto 24, 2026

 

Parem com a Política dentro da Igreja!

 


Tornou-se comum, dentro da Igreja, rotularem-se as pessoas como comunistas ou de esquerdalha ou de direita radical e populista por defenderem o próprio Evangelho. É demasiado triste ver irmãos da mesma Igreja, que pregam e que acreditam em Jesus Cristo, nos colocarem rótulos políticos apenas porque defendemos que devemos acolher o estrangeiro. Mas é isso que Jesus nos pede em Mateus 25! Desde quando isto é uma questão política, de esquerda ou direita, esquerda woke ou direita populista e radical?

Quando defendo o respeito e o amor pelo irmão imigrante (o estrangeiro, na Bíblia), faço-o porque Jesus me diz para o fazer. Mesmo que tenham de ser criadas medidas - essas, sim, políticas – para entrada de imigrantes, essas, aos olhos do (verdadeiro) cristão, jamais podem ser desumanas e nunca podem ser acompanhadas de mensagens mentirosas, que provocam o ódio, o racismo e a xenofobia.

Outra área em que se mistura Política com Religião é o aborto e a eutanásia. “Não matarás” (Ex 20, 13) é o que Deus nos pede para seguir. Sou contra o aborto – mas também contra a prisão de mulheres, permitam-me acrescentar -, porque Deus me pede para dar valor à vida. Se sou contra a eutanásia é pelo mesmo motivo e não por ser da direita radical e populista.

Até se pode compreender que um ateu ou agnóstico nos rotule com esta ou aquela ala política, porque não acredita em Deus como nós cristãos. Mas não considero que seja compreensível que estas acusações surjam de irmãos dentro da Igreja.

Jesus ora para que sejamos um como Ele e o Pai (Jo 17, 21). Paremos de acusações e defendamos aquilo que Jesus nos pede, independentemente do nosso partido político. Afinal, o que é mais importante: o partido político ou a Palavra de Deus?



sexta-feira, agosto 21, 2026

 

O fim da mágoa que corrói em silêncio…

 


Há dores que persistem ao longo da vida, sobretudo se foram (e são) causadas por quem nos deve amar e proteger desde crianças. Mas com muita oração de cura e libertação, chega o dia em que as memórias começam a magoar menos e se começa a perceber que aquela dor nos livrou do pior.

Violência, abandono e desprezo são palavras muito duras para uma criança que as tem de vivenciar e de as enfrentar durante anos... As emoções tornam-se um emaranhado de nós ao longo dos anos e o que se viveu na infância vai toldando o nosso dia a dia, mesmo que de forma inconsciente.

Mas, mesmo quem mais nos fez mal, pode deixar alguma coisa boa. No meu caso, foi a fé. Parece contraditório, eu sei. Mas é mesmo assim. A vida dupla de fé-violência afastaram-me da Igreja durante uns anos, mas nunca de Jesus. Não pelo meu mérito, mas porque Ele me fortalecia e auxiliava com a Sua mão direita e vitoriosa (Is 41, 10), mesmo sem me aperceber.

Essa aproximação e o encontro pessoal com Jesus e as orações de cura e libertação ajudaram-me a entender algo que apaziguou o meu coração: tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8,28). Deus não quis o mal, mas a liberdade dos homens é um facto e o que Ele fez foi ajudar-me a perceber que a violência, o abandono e o desprezo apenas me levaram a ser mais cristã. Como? Dando real valor à família, entendendo melhor as dores dos outros, estando mais dependente do Amor e da Misericórdia de Deus.

Hoje, após muitos anos de dor, percebi que no meio da desgraça e da mágoa é possível, com Jesus, perdoar do fundo do coração. Pode levar anos, implica muito sofrimento, mas a Deus tudo é possível (Mt 19, 26). E não há mal nenhum que leve muitos anos. Não nos podemos culpabilizar demais, pois a dor é muito grande e são situações traumáticas.

Perante a tua mágoa – seja lá qual for -, não cruzes os braços. Entrega-a a Jesus, diz-lhe como é difícil perdoar e como estás a sangrar por dentro, pede cura e libertação – com a ajuda da Igreja – e tenta ver o que de bom te trouxe essa dor. No meu caso, o que aconteceu foi livramento. Foi a possibilidade de aprender o perdão, de entender melhor como é amar quem não presta e de não desistir de pedir para que se arrependa pelo menos no último minuto e a oportunidade de viver longe de quem me iria levar a ser uma pessoa snob, preconceituosa, farisaica.

Neste percurso também aprendi que manter a oração pela pessoa não implica que ela te continue a tratar mal. E não significa que a sua salvação está apenas dependente de ti, levando-te a sentir culpa. A sua salvação depende das tuas orações, mas a decisão final é dessa pessoa. Já fazes a tua parte, não ponhas mais um peso em cima de ti. Afinal, uns semeiam, outros regam, outros colhem…(Jo 4, 37-38)

Desculpem o longo testemunho – são poucos os que leem grandes textos -, mas é a forma que tenho de agradecer a Deus a minha libertação: testemunhar para levar a esperança e o perdão a quem mais sofre.

Ajuda-nos, Jesus, a ver o lado bom da dor e cura-nos, liberta-nos, para que sejamos tuas testemunhas! Ámen.


segunda-feira, agosto 17, 2026

 

Ainda não estamos salvos…Cuidado!

 


“Se conhecesse Deus, não teria cometido aquele erro.” Esta frase ainda se ouve de vez em quando, mas cuidado com quem está de pé, porque dar um enorme tombo.

Vem esta reflexão a propósito de uma história (infelizmente, bem verdadeira) de uma pessoa de caminhada de Igreja e com compromisso em mais que um ministério que acabou por cometer adultério e abandonar a casa. Quem a conhecia, jamais diria que tal coisa pudesse acontecer.

Pois bem, a história dela – que há de mudar com oração – poderá vir a ser a nossa própria história de vida. Podemos até não cometer adultério, mas outro pecado grave. A minha mãe sempre me disse: “Estamos começados, não estamos acabados.”

Temos tendência a ficar muito escandalizados com este tipo de situações, mas estas devem ser um espelho para cada um de nós. Qualquer pessoa pode cair, daí que Jesus nos tenha dito:

 

“Não julgueis, para não serdes julgados; pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a trave que está na tua vista?” (Mt 7, 1-3)

“… os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt 20, 16)


Até Jesus foi tentado a desistir antes da crucificação (Mt 26, 39). Não somos mais que o Mestre (Mt 10, 24). Por isso, em vez de julgarmos, optemos por orar pela sua conversão e pela nossa conversão, para que nos mantenhamos fiéis até ao fim. Reflitamos sobre aqueles nossos apegos/erros/tendências que nos poderão levar a tombar um dia mais tarde…

Ajudai-nos, Jesus!



 

sábado, agosto 08, 2026

 

Deus da morte e da vida…

 


A vida é uma montanha-russa: na Missa onde pedi pela alma da minha amiga que havia morrido poucas horas antes, presenciei um momento lindo: 50 anos de matrimónio. No meio da dor, inevitavelmente, sorri e emocionei-me com a alegria daquele casal. 50 anos, algo tão raro nos dias de hoje…

Por deuscidência, o refrão do salmo dizia-nos que o Senhor é quem dá a morte e a vida (Dt 32, 39)… A perda de alguém jovem gera sempre angústia e revolta. Mas a verdade é que nunca sabemos o dia e a hora (1 Ts 5, 2). A morte, sobretudo, de alguém muito jovem pode provocar duas coisas: vou viver, sem querer saber de mais nada e pensar apenas no prazer; ou vou preparar-me espiritualmente para estar pronto para o dia que Deus me chamar.

Aos olhos da sociedade, a primeira atitude faz todo o sentido; a segunda é vista como uma seca, uma parvoíce, uma opção por uma vida sem sabor.

Puro engano! Estar preparado para partir para a casa de Deus não é nenhuma seca. Significa que vamos fazer um exame de consciência, emendar-nos dos nossos erros, pedir perdão, viver mais em paz, apostar mais no amor. E a leveza que isso que nos traz, permite-nos viver de forma mais intensa e ter o que Jesus nos disse: “vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).

E tudo isto com uma única certeza: mesmo que tenhamos de ser purificados no Purgatório, caminharemos para os braços de Jesus na Vida Eterna, aquela que é verdadeira.

Fazer o luto é importante, mas nunca esqueçamos da promessa da vida eterna, da importância de orar pela alma de quem parte e de ajudar quem fica para que voltemos a sorrir, como aquele casal que celebrava 50 anos de matrimónio.

“Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que faleceram, para não andardes tristes como os outros, que não têm esperança. De facto, se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus reunirá com Jesus os que em Jesus adormeceram” (1 Ts 4, 13-14)

 

 

 

quarta-feira, julho 29, 2026

 

Vandalismo em Medjugorje. Oremos pela conversão deste homem

 

As imagens de vandalismo em Medjugorje não são bonitas, sobretudo porque ofendem a Mãe e Jesus. Mas já que aconteceram, aproveitemos para orar pelo atacante. Paulo perseguia Jesus … até O ter encontrado. Pois bem, recorramos às 5 pedrinhas da Mãe – Eucaristia/Adoração, Rosário, Leitura da Bíblia, Confissão (mensal, de preferência, como é pedido por Ela) e jejum/abstinência – para que este homem seja outro Paulo.

Um dos maiores perigos deste tipo de vandalismo é levar o cristão ao ódio, à raiva, à falta de perdão. Não podemos cair nessa cilada do demónio. Por mais revoltados que possamos estar, é preciso mostrar a graça de ser cristão, ou seja, perdoar e orar pela conversão desta pessoa ou até pela sua cura – não sei se tem doença mental.

“Orai pelos inimigos” (Mt 5, 44), pede-nos Jesus. O que nos diz a Mãe: “Fazei tudo O que ele vos disser.” (Jo 2, 5)

E aproveitemos este momento para ver com quem devemos usar estas pedrinhas no nosso dia a dia…

Mãe, pelo Teu Filho Jesus, transforma este vandalismo num momento de caída do cavalo, para que este homem se torne cristão. Que esta desgraça nos abra os olhos para ver por quem devemos orar, já que etsá longe de Ti e de Jesus. Ámen.

 

Mensagens da Mãe, em Medjugorje: https://medjugorje.pt/

terça-feira, julho 21, 2026

 

Deus fala-nos através das redes sociais?


A Internet tem permitido divulgar a Palavra de Deus de uma forma incrível. Mas não nos podemos esquecer que também existe interpretação pessoal da Palavra, muita superstição e … adivinhação. Quem costuma fazer scroll nas páginas do Instagram, por exemplo, acede a muitas publicações que dizem algo como “Deus falou comigo; você não está aqui por acaso”.

Obviamente, Deus pode falar-nos através de uma destas mensagens. Quem sou eu para impor limites a Deus. Mas é preciso haver discernimento em oração, pedindo o apoio de um sacerdote ou de um missionário preparado.

É preciso ter cuidado com os supostos ‘missionários’ e ‘profetas’ que dizem que Jesus lhes deu uma palavra ou que determinada situação vai ser resolvida até ao dia 20 do mês atual. Isto pode ser perigoso para a nossa saúde espiritual e também mental:

1 – São criadas falsas expectativas;

 

2 – Cria-se dependência de sinais e prodígios e desconfiança de Deus quando estes não são visíveis;

 

3 – Gera-se ansiedade e ‘cegueira’, porque se espera pelo tal dia em que vamos ter a resposta que mais desejamos.

 

4 – Perde-se confiança em Deus, tratando-O como uma ‘máquina de desejos’.

 

5 – Praticamos, mesmo que de forma inconsciente, adivinhação. É como ir ao astrólogo ou à ‘bruxa’.

 

Deus é muito claro em Deuteronómio 18, 10-12: “Ninguém no teu meio faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha; ou se dê a encantamentos, aos augúrios, à adivinhação, à magia, ao feiticismo, ao espiritismo, aos sortilégios, à evocação dos mortos, porque o SENHOR abomina todos os que fazem tais coisas.”

 

É normal estares cansado da tua dor. Mas foca-te no que o Pai te diz: “Nada temas, porque Eu estou contigo; não te angusties, porque Eu sou o teu Deus. Eu fortaleço-te e auxilio-te, e amparo-te com a minha mão direita e vitoriosa.” Isaías 41, 10

 

 

terça-feira, julho 14, 2026

 

A ameixa que me ensinou a Palavra de Deus

 


Devia ter 5 anos. Éramos muito pobres e não podíamos ter muita coisa, por isso a fruta que se comprava era sempre a mais barata. A minha mãe sempre me ensinou que a pobreza não é desculpa para roubar, mas naquele dia a bela de uma ameixa reluzia e chamava por mim no supermercado.

Não resisti. Peguei numa rapidamente e escondi-a. Os remorsos foram tomando conta de mim e só me lembrava do que a minha mãe me dizia. “Deus não quer isso!” A caminho de casa confessei o que tinha feito. A minha mãe, cheia de misericórdia, mas sem deixar de ser a mãe que educa uma filha, obrigou-me a voltar, a pedir desculpa e a devolver a ameixa.

Se houvesse um buraco, tinha-me metido lá dentro… Quando cheguei ao supermercado – onde todos nos conheciam – dirigi-me à empregada, entreguei a ameixa e pedi desculpa. A reação dela foi linda: pediu à minha mãe que me deixasse levar a ameixa. Ela tinha visto, mas ficou calada porque sabia da nossa situação. E disse-lhe: “A sua filha tinha ao lado imensos doces, mas quis apenas uma ameixa. Deixe estar.”

A senhora foi misericordiosa, graças a Deus. Mas, desde aquele dia, aprendi uma lição que me marca até hoje e que vai ao encontro do que está na Bíblia: "Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito” (Lc 16, 10-15)

Tendo em conta a situação, o que fiz não foi assim tão grave. Tinha muitas desagravantes. Mas é com estes pequenos gestos e desculpas que acabamos por aceitar comportamentos menos corretos, que um dia nos irão afastar de Deus. A misericórdia é importante, mas a fidelidade à Palavra de Deus também.

 

sexta-feira, julho 10, 2026

 

Mesmo com cancro de mama, deixa Deus sonhar em ti…

 


Pouco tempo antes de saber que tinha um cancro de mama, Aldina Cardeal teve um sonho com a música do Frei Gilson, que diz: “verás um caminho difícil demais/verás tempestades que te assustarão, mas quando o sonho é de Deus ninguém destruirá”.  

Mãe de uma menina pequena, imaginemos o susto e a tempestade… No livro “Deixa Deus sonhar em ti”, dá testemunho da sua luta vivida em Jesus e como até nos momentos de maior fraqueza e dúvida, Deus lhe permitiu ultrapassar o medo e ir mais além.

De forma muito concreta, testemunha Jesus na sua vida e como é importante não se achar que por sermos cristãos estamos livres de (grandes) sofrimentos. Jesus nunca disse isso. “No mundo tereis aflições; mas, coragem, Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33)

Podem contactar a Aldina através do email aldina.cardeal@gmail.com para pedirem o livro. É barato e tem um valor cristão inestimável.

À Aldina, muito obrigada pelo seu testemunho, que me aproximou ainda mais de Deus. A forma de lhe agradecer é divulgar a obra e rezar por si e pelos seus, sobretudo pela sua filhota!


quarta-feira, julho 08, 2026

 

Rezar o terço com doença de Alzheimer

 


Há uns anos, conheci uma senhora com doença de Alzheimer que já não se lembrava da maioria das coisas. A filha dizia-me que, apesar do esquecimento de pessoas e de atividades de vida diária, a mãe continuava a querer ir à Missa e a rezar o terço.

Já não sabia muito bem o Pai-Nosso e a Avé-Maria, mas os dedos tocavam cada conta com uma enorme delicadeza. Acredito sinceramente que a Mãe do Céu se deliciou com aqueles momentos de oração tão puros…

Se este gesto de oração ainda se mantinha na sua mente pela graça de Deus deveu-se, de certeza, à sua dedicação e firmeza diária de rezar o terço, como nos pede a Mãe. O terço (e mais concretamente o rosário) foi a Bíblia dos cristãos que não sabiam ler e escrever e que não tinham acesso às Escrituras. Em cada mistério meditavam uma passagem da Bíblia. A oração mariana é assim: conduz-nos sempre a Jesus…  


E, nós, se alguma vez perdermos a memória, será que vamos ter a mesma graça por termos prosperado na oração enquanto tínhamos consciência de tudo?

 

terça-feira, junho 30, 2026

 

 

Pára um pouco e ora por esta rapariga…

 


De manhã, no metro, vi uma rapariga cheia de cicatrizes no braço, coladinhas umas às outras… A automutilação é um problema de saúde mental que está a aumentar entre os jovens. É a forma que o cérebro encontra de acalmar as dores da alma. É estranho para muitas pessoas, mas é um problema de saúde muito grave e que exige todo o apoio. 

O vazio existencial está a aumentar nesta sociedade que exige mérito desde os primeiros tempos de vida. Mérito, muita competição, muito foco na imagem exterior, muita autossuficiência… Poderia falar sobre mil e uma coisas sobre este vazio experimental, mas neste post apenas vos gostaria de pedir o que é mais importante: oração e escuta. 

Orem por esta rapariga e por tantos outros que sofrem na alma e que são desprezados por ainda se ver a doença mental como uma mania. E, por favor, escutemos o sofrimento destas pessoas, sem julgamento, ajudando a pedir apoio médico.

Que Deus permita a sua cura!

 

Se precisas de apoio imediato, contacta a Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS 24 (disponível 24h/dia) através do 808 24 24 24 (seleciona a opção 4) ou a Linha Nacional de Prevenção do Suicídio, através do 1411.


 

quinta-feira, junho 18, 2026

 

As alergias e a oração dentro (mas fora) da igreja

 


Gosto muito de entrar numa igreja e ficar em silêncio. Eu olho para Jesus e Ele olha para mim. Mas naquele dia não pude ficar a escutar aquele silêncio maravilhoso da igreja, porque sendo muito antiga, tinha um cheiro intenso a humidade. Estava doente, com rinossinusite, e comecei a ficar aflita.

Saí e lá voltei ao barulho dos carros e à agitação própria de uma grande cidade. Contudo, dentro de mim, sentia uma vontade muito forte em continuar a oração em silêncio, como se estivesse na igreja. Não se tratava da oração que se faz em qualquer lugar. Sentia que devia continuar como se estivesse dentro da igreja. Pensei em aproveitar o jardim ali perto. Mais um problema: estavam a cortar a relva e sou alérgica a gramíneas. Tenho crises muito fortes de rinossinusite, podendo afetar a respiração, por isso tive de abandonar o local.

Caminhando, fui falando com Jesus, tentei escutá-Lo, olhei para os pormenores do que via à minha volta na ânsia de Ele me dizer qualquer coisa. No final, senti uma paz enorme e alegria. Não sei explicar bem, mas percebi que Jesus se utilizou das minhas alergias e do quadro agudo da rinossinusite para me levar a um encontro diferente com Ele.

Naquele momento, lembrei-me dos muitos irmãos e irmãs que vivem em regiões ou países onde a fé é proibida ou onde não se consegue ter uma igreja por perto. Como é que eles fazem para estar em silêncio em frente a Jesus? Não há sacrário, mas Deus permite-lhes que possam entrar no seu quarto – que pode ser a rua, o jardim, etc. – para estar com Ele como se estivessem em frente ao sacrário.

São momentos como este que reforçam algo muito importante: o Pai quer adoradores em espírito e verdade (Jo 4, 23-24). Quantas vezes multiplicamos palavras, ditas a correr, sem viver a oração? Até podemos não o fazer por mal, mas é preciso orar com mais calma, com mais verdade, sem se sentir aquele frenesim interior de se ter de fazer todas as novenas e ladainhas. Cada oração, mesmo que seja uma novena e uma ladainha, não deve ser a correr. Deve sair do coração, sempre em espírito e verdade.

Ensina-nos, Senhor, a orar! (Lc 11, 1)



 

terça-feira, junho 16, 2026

 

 

Amar implica sempre sentir “química”?

 


Amar como Jesus nos pede não implica sentir sempre “química”. Quem a sente pelo inimigo? Ninguém! No entanto, Jesus é bem claro quando pede para se amar e orar pelos que nos fazem mal (Mt 5, 38-47). Outro exemplo: sentimos “química” por todas as pessoas com quem convivemos ao longo da vida, mesmo que não nos façam mal? Não.

O Amor de que Jesus nos fala é, acima de tudo, uma decisão e um compromisso com a Sua Vontade, ou seja, devemos sempre optar pelo respeito e evitar a vingança. Diria que é também uma questão de lógica e de razão, alcançável por qualquer pessoa, independentemente de ter ou não fé.

Porquê? Porque se amarmos os inimigos e aqueles por quem não sentimos grande “química”, vamos viver muito mais em paz. Amar, neste caso concreto, significa negar a vingança ou optar pela indiferença, respeitar o outro como ser humano. Quantas guerras, brigas, chatices seriam evitadas…

Obviamente, é muito difícil pôr em prática o Amor de que Deus nos fala. Mas se Ele pediu, não é impossível. O segredo para o conseguir (mais vezes) é orar e vigiar sem cessar (1 Ts 5, 17-18), aceitar as nossas limitações, percebendo quando nos devemos retirar para que as coisas não corram mal… Vale mais o sentimento de que se perdeu uma batalha do que enfrentar o sofrimento que se segue após uma explosão de raiva.

Em suma, é preciso pedir a Deus a graça de não deixarmos a ira ir connosco para a cama (Ef 4, 26), acabando por se enraizar no nosso coração e na nossa mente. Imperfeitos como somos, é preciso treinar, treinar, treinar com o grande treinador da nossa Vida, a quem tudo é possível: Jesus Cristo.


Ajudai-nos, Jesus, pois sabes que é mais fácil deixar-nos levar pelas emoções do momento…



quarta-feira, junho 10, 2026

 

Perdoar o pai que tenta matar a mãe?



O pai tentou matar a mãe, mas não conseguiu porque um rapaz se pôs à frente. Acabou ele por morrer. Após este episódio trágico, a mulher virou-se para as drogas e a filha foi para uma instituição. Foi aí, e depois numa família adotiva, que conheceu Jesus.

A história é real e foi notícia durante a visita do Papa a Espanha. A rapariga confidenciou que, apesar da fé, sente dificuldade em perdoar o pai. A resposta do Papa foi extremamente humana e concreta. Não foi contra a Palavra de Deus, que pede para se perdoar sempre (Mt 18, 21-22), mas demonstrou compreensão e compaixão por uma dor tão grande.

E lembrou algo muito importante: o perdão, sobretudo nestes casos, só é possível com a graça de Deus (Mt 19, 26). E pode ser necessário pedir essa graça até ao último dia da nossa vida… O perdão cura, mas convenhamos que nestas situações é muito mais difícil, apesar de não ser impossível.

Meditemos nas palavras do Papa Leão XIV e olhemos para a resposta pensando naquilo que mais nos magoa…

“Precisamos de aprender a ver no perdão um poderoso remédio contra o mal que cura as nossas feridas interiores, como parte de um processo, de uma viagem. Acima de tudo, precisamos de invocar o perdão do Senhor; precisamos de continuar a pedir — talvez por toda a vida — que o Senhor expanda o espaço do amor dentro de nós, precisamente onde fomos magoados; que Ele nos ajude a reconciliar-nos connosco mesmos e com esta parte da nossa história marcada pelo sofrimento; [e] que Ele transforme lentamente o ressentimento em misericórdia e compaixão. É um longo percurso, um processo que exige muita paciência. E é preciso não desanimar: no perdão, avança-se com pequenos passos.”


 

segunda-feira, junho 01, 2026

 

As dores horríveis e a fé aos 6 anos



Com 6 anos tive de ser operada. Estive muito mal, com uma perfuração no intestino. As dores eram indescritíveis e os exames eram muito dolorosos. Escusado será dizer que a fraqueza de mal conseguir comer ainda piorava mais as coisas. Vivi o inferno. Nem tinha vontade de brincar.

Das coisas mais assustadoras que vivi, foi ficar sozinha à noite no hospital. Não permitiam que as mães ou os pais pernoitassem. Nesses momentos, o que mais me salvou foi a fé que a minha mãe me tinha transmitido. Hoje, entendo que era uma fé profunda, indizível. Sem ter frequentado a catequese, sem conhecer a Bíblia, Deus ungi-a para que transmitisse o amor de Deus aos seus filhos.

Nas noites terríveis de solidão, no escuro dos monstros que enchem a cabeça de uma criança de 6 anos, agarrava-me a Jesus.  Recordo-me como se fosse hoje da cara de duas enfermeiras: estava a fazer um tratamento muito doloroso e elas tentavam mimar-me. Eu dizia-lhes: “Só Deus sabe o que é melhor.” Elas olhavam muito admiradas e comovidas e calavam-se… O que lhes iria na cabeça naquele momento? Não sei… Se calhar, questionavam a sua própria fé. Ou então criticavam a minha mãe por me ensinar que Deus existe.

Hoje, olhando para esses momentos, penso como falar de Jesus não basta. É preciso que Ele transpareça dentro de nós, apesar das nossas imperfeições. A minha mãe não conhecia a Bíblia. Mas, apesar de vir de uma terra onde imperava o ateísmo e a superstição, ela conseguiu entender quem é Jesus.

Será que nós também entendemos quem Ele é? Será que O deixamos transparecer nos nossos gestos e palavras? Será que temos coragem de criança para falarmos Dele sem vergonha?