Amar implica sempre
sentir “química”?
Amar como Jesus nos pede
não implica sentir sempre “química”. Quem a sente pelo inimigo? Ninguém! No
entanto, Jesus é bem claro quando pede para se amar e orar pelos que nos fazem
mal (Mt 5, 38-47). Outro exemplo: sentimos “química” por
todas as pessoas com quem convivemos ao longo da vida, mesmo que não nos façam
mal? Não.
O Amor de que Jesus nos fala é, acima de tudo, uma decisão e um compromisso com a Sua Vontade, ou seja, devemos sempre optar pelo respeito e evitar a vingança. Diria que é também uma questão de lógica e de razão, alcançável por qualquer pessoa, independentemente de ter ou não fé.
Porquê? Porque se amarmos os inimigos e aqueles por quem não sentimos grande “química”, vamos viver muito mais em paz. Amar, neste caso concreto, significa negar a vingança ou optar pela indiferença, respeitar o outro como ser humano. Quantas guerras, brigas, chatices seriam evitadas…
Obviamente, é muito difícil pôr em prática o Amor de que Deus nos fala. Mas se Ele pediu, não é impossível. O segredo para o conseguir (mais vezes) é orar e vigiar sem cessar (1 Ts 5, 17-18), aceitar as nossas limitações, percebendo quando nos devemos retirar para que as coisas não corram mal… Vale mais o sentimento de que se perdeu uma batalha do que enfrentar o sofrimento que se segue após uma explosão de raiva.
Em suma, é preciso pedir a
Deus a graça de não deixarmos a ira ir connosco para a cama (Ef
4, 26), acabando por se enraizar no nosso coração e na nossa mente. Imperfeitos
como somos, é preciso treinar, treinar, treinar com o grande treinador da nossa
Vida, a quem tudo é possível: Jesus Cristo.
Ajudai-nos, Jesus, pois
sabes que é mais fácil deixar-nos levar pelas emoções do momento…


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