segunda-feira, novembro 06, 2006

Sou contra o aborto!


O Expresso deste sábado trouxe uma reportagem sobre o aborto no masculino. Alguém que se lembre dos homens, não é verdade? O trauma é grande para as mulheres, mas também para os homens. Um dos casos dá mesmo que pensar: trata-se de um casal que abortou - tinha condições para ter a criança, mas resolveram pensar antes na carreira - e agora, apesar de todos os tratamentos, não conseguem ter um filho. A vida, às vezes, prega-nos grandes partidas...

Digam-me o que disserem, mas não consigo estar a favor do aborto. Não consigo deixar de pensar na vida que está dentro da barriga da mulher. Acho uma estupidez o debate que existe em torno da questão se já se pode considerar uma vida humana ou não. Ainda se está a formar, mas é uma vida humana! Claro que é! Aprendemos que nascemos da junção do óvulo e do espermatozóide e depois vêm com estas discussões!

Este fim-de-semana estive como voluntária numa instituição de crianças. Enquanto lá estive não consegui deixar de pensar no aborto. Estive a maior parte do tempo com uma criança com deficiência. Em todo esse tempo, não consegui deixar de pensar como a sociedade encara estas crianças. São um peso. Se se descobrir a tempo, aborta-se. Mas, porquê? Aquela criança e outras também sorriem, também brincam, também dão carinho, também ... Enfim, podem ter o problema que têm, mas são seres humanos que conseguem ser felizes e que fazem os outros felizes. Dão mais trabalho do que as outras crianças? Mas, por que razão, a vida tem de ser só facilidades? Jesus também só teve facilidades?

Não digo isto apenas por causa da experiência deste fim-de-semana. Conheço várias pessoas com as mais variadas deficiências e podem crer que elas são felizes. São elas que me o dizem. Como diz uma dessas minhas amigas: "Ainda bem que a minha mãe não aceitou fazer um aborto!"

5 comentários:

Paulo disse...

Apesar de já ter opinado sobre o assunto, concordo contigo. É verdade que nenhum pai (mãe) gosta de ter um filho deficiente mas, vivemos numa sociedade virada, cada vez mais, para o super-humano. Um humano cada vez mais perfeito fisicamente e espiritualmente mais pobre. Vivemos numa sociedade onde até é In usar roupa a dizer "eu abortei":(. Como já li algures, uma mulher que aborte até às 10 semanas tudo bem e se for com 11? É presa.

Catequista disse...

Têm amboas razão naquilo que dizem. E tal como alguns velhinhos já se tornam fardos pesados para as suas famílias, também os deficientes o são, com a agravante que estes podem ser "evitados". É importante alertar a sociedade para a evidência de que "aquilo" que está na barriga da mãe, com 1 ou 2 semanas ou mesmo 1 minuto após a fecundação é já uma VIDA a crescer. Mas também é importante alertar que uma mulher sozinha não a consegue gerar - a responabilidade deve ser assumida pelos 2 - homem e mulher.
Mas o que eu ainda não consegui compreender é como pode haver alguém capaz de acabar com a vida de um ser indefeso e seguir a sua vida de cara levantada. Como?

J disse...

O seu texto é basicamente tudo o que eu penso, a sociedade devia ajudar e incentivar as pessoas a terem mais filhos, em vez de desenvolverem uma cultura de Elite e de egoismo.
Um bébé de 4 semanas é menos bébé que um bébé de 14 semanas?
Obrigado pelo seu blog que me faz pensar.

Beijinhps

/me disse...

Maria João, é bom ver que tens um blog. Que respira humanidade como tu!

Flôr disse...

Eu sou sempre, PELA VIDA!

A Palavra de Deus diz-nos, que o Senhor nos conhece desde o ventre de nossa mãe!... logo, tenhamos o tamanho que tivermos.... fomos criados por Deus!

Beijinho Florido da Flor :-)