domingo, agosto 30, 2020

 

Não olhar apenas para os problemas...


“Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.Mt 16, 24 Nem sempre consegui compreender estas palavras de Jesus. Mas com os anos, e após muito sofrimento, entendi o que é isto de carregar a cruz e seguir Jesus.

Enquanto olhei apenas para os problemas, questionando vezes sem conta por que razão tinha de acontecer isto ou aquilo, nunca consegui ter paz. Mas, após muita oração, meditação e aprofundamento da Palavra de Deus e partilha com irmãos e irmãs na fé, percebi que a postura não pode ser essa.

Jesus é nosso modelo. Sempre! O que Ele fazia perante o sofrimento? Perdia tempo a questionar por que razão aquilo acontecia? Não. Refugiava-se na oração, continuava a amar e a ajudar os outros, dava força a quem estava fragilizado, entregava o Seu sofrimento – sendo o maior o que passou na cruz – para a salvação de cada um de nós... Sem execção. Ele morreu também pelo maior dos pecadores...

Quer queiramos quer não, o sofrimento é uma realidade neste mundo imperfeito. Lutar contra esta verdade de forma cega aumenta os nossos problemas e fragiliza-nos, tira-nos as poucas forças que já temos. Mas se aceitarmos a cruz e entregarmos cada pena e dor pela nossa conversão e a dos outros – mesmo quando procuramos a solução -, tudo será mais fácil. Mais: esta entrega deve ser para completar as chagas de Cristo (Cfr. Cl 1, 24) e para reparar os males cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Com isto, a dor provocada por uma doença vai diminuir? Se calhar não, mas vamos com certeza ter mais paz interior, a paz de Jesus, que nos vai dar outra força e outra alegria. E, o mais importante, é que sei com toda a certeza – mesmo quando não sinto nada – que Jesus e Maria me dão a mão em cada segundo de vida, ajudando-me a seguir em frente, a caminho da Vida Eterna, a verdadeira Vida.

 

PS: Falo aqui do sofrimento que inevitavelmente surge na vida  e que não pode ser logo resolvido – ou nunca o poderá ser - e não de uma atitude sadomasoquista, de infligir sofrimentos a nós próprios só para chamarmos a atenção dos outros. E, claro, devemos procurar a solução para o que nos leva a sofrer, mas, enquanto não o conseguirmos, sigamos o exemplo de Jesus.

quarta-feira, agosto 19, 2020

 

E se estivermos mais longe de Deus do que aqueles que se dizem ateus? 



A Palavra de Deus é clara: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus.” (Cfr. Jo 3, 1-8) Mas o que é nascer de novo, do Alto? E quem precisa de nascer de novo? Estas questões têm-me ajudado na minha caminhada cristã. Chega a altura em que é preciso pedir a Jesus para nos tirar as escamas dos olhos e, com humildade e com plena confiança no amor e misericórdia de Jesus, pedir-Lhe para nos ajudar a deitar fora o homem/mulher velho (a) que há em nós.

A Palavra diz-nos que os mornos serão vomitados (Cfr. Ap 3, 16), mas infelizmente, muitas vezes somos nós esses mornos, que até vamos à Missa, ao Grupo de Oração, mas acabando sempre por sufocar a imagem de Deus em casa, no trabalho, entre amigos e vizinhos. 

Vou deixar, abaixo, links de pregações do carmelita Frei Gilson, que nos mostra, entre outras coisas, as características dos homens/mulheres cristãos, de Igreja, que são mornos. Vale a pena ouvir e meditar, assim como o que diz o Papa sobre santidade no mundo de hoje. Exemplos dessas características:

 - Participa no culto, mas em casa ou no trabalho impera a impaciência, a ira, a soberba, etc.

- Tem conhecimento de Deus, mas muito superficial. Não estuda a Palavra e apenas aceita algumas passagens. Adota inclusive valores contrários, misturando-os com os de Deus.

- Foge do trabalho na comunidade, reza apenas o essencial e sem ser de coração e preza muito a aparência e o “cargo” que tem na Igreja.

E, com humildade, se percebermos que somos mornos, o que vamos fazer? Desesperar? Jamais! Sem vergonha, coloquemos os nossos defeitos nas mãos de Jesus e peçamos para fazer de nós homens/mulheres novos. E relembremos, meditemos e ponhamos em práticas as Bem-Aventuranças (Mt 5, 1-12), que nos vão ajudar a ser mais cristãos e mais anunciadores da Palavra de Deus, quer seja em palavras e/ou obras. Recordemos que as Bem-Aventuranças passam, entre outras atitudes, pela pobreza de espírito – relativizar tudo e todos e evitar a idolatria -; mansidão; pureza de coração; misericórdia, fome e sede de justiça...

Pregações do Frei Gilson: 

https://www.youtube.com/watch?v=DVf4uDMLX3o 

https://www.youtube.com/watch?v=DVf4uDMLX3o&list=RDDVf4uDMLX3o&start_radio=1&t=656

Gaudete et Exsultate – Sobre a chamada à Santidade no mundo atual (Papa Francisco)

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html

sexta-feira, agosto 14, 2020

 

Deus quer fazer uma obra nova em nós! Mas será que O deixamos?



“Não vos lembreis dos acontecimentos de outrora, não penseis mais no passado, pois vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais?
Vou abrir um caminho no deserto e fazer correr rios na estepe.Is 43, 18-19

 E se a vida não avança apenas por continuarmos agarrados ao passado, à falta de perdão aos outros, a nós próprios, a Deus? Dar um passo à frente nem sempre é fácil e pode inclusive implicar muitas mudanças. Mas a Deus tudo é possível (Mt 19, 26)

 Entreguemos assim nas mãos de Deus tudo aquilo que teima em nos incomodar e nos impede de ver a obra nova que Ele já está a fazer em nós. E sejamos felizes, tendo vida e vida em abundância (Jo 10,10).



segunda-feira, agosto 03, 2020


No meio da tribulação, Jesus “estende logo a mão”…




“Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou.” Mt 14, 22-36

Maravilhoso és Tu, meu único Deus! Mesmo quando perdemos a fé, Tu estendes logo a mão. Não esperas, agarra-nos de imediato... Perante um Amor tão perfeito, tão puro, resta-me pedir-Te: Aumentai a nossa fé, ajuda-nos a recordar que Tu nunca nos abandonas e que é precisamente nos momentos de maior fragilidade que agarras ainda com mais força a nossa mão. Ámen.



segunda-feira, julho 27, 2020


A fé e a esperança ainda estão vivas



 Queridos filhos! Neste tempo de inquietude, onde o diabo ceifa almas para atraí-las para si, convido-vos à oração perseverante, para que, através da oração, descubram o Deus do amor e da esperança.
Filhinhos, tomem a cruz em suas mãos. Que ela seja para vocês um estímulo de que o amor sempre vence, especialmente agora, quando a cruz e a fé são rejeitadas. Com suas vidas, sejam reflexo e exemplo de que a fé e a esperança ainda estão vivas e que um mundo novo de paz é possível.
Eu estou com vocês e intercedo por todos vocês diante de meu filho Jesus. Obrigado por terem atendido ao meu chamado.” Mensagem 25 de julho de 2020



sexta-feira, julho 24, 2020


Livros de autoajuda? Prefiro a Bíblia!




Ora vejam estes conselhos tão importantes. Qual é o que vos deixa mais a pensar? No meu caso é a alegria que não só faz bem, como ajuda na santidade…


“Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida.

Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade e afasta a tristeza para longe de ti, pois a tristeza matou a muitos e não há nela utilidade alguma.

A inveja e a ira abreviam os dias e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo. Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude.” Eclesiástico (ou Ben Sirá) 30, 22-27


terça-feira, julho 14, 2020


Prudência, mas sem temor e desânimo…



“Tem cuidado, mas não temas; não desanimes nem te assustes à vista desses dois tições fumegantes.” Is 7,1-9 São palavras de consolo as que podemos ler na 1.ª Leitura da Eucaristia de hoje.

Estamos numa fase complexa das nossas vidas. Um vírus tornou-se numa ameaça mundial, afetando todas as áreas: saúde, social, Economia, Cultura, etc. Muitas pessoas estão no desemprego, outras com doenças graves e possivelmente letais esperam semanas/meses a fio sem saberem se podem fazer uma cirurgia… Não há certezas e até se tem medo das previsões.

No meio do caos temos a vida bem real, que não para. Uns estão em casa por serem de risco; outros, mesmo sendo de risco, têm de andar todos os dias em transportes para darem comida aos filhos; e há quem esteja de tal forma assustado e em pânico que já precise de apoio psicológico. No meio de tanta angústia ficam ainda mais esquecidas as realidades bem cruéis – e que sempre existiram – dos refugiados, deslocalizados, imigrantes, violência doméstica, abuso sexual, maus-tratos infantis…

Mas, como Deus não está longe, e nos continua a falar por meio da Palavra Viva, diz-nos claramente: “Tem cuidado, mas não temas; não desanimes nem te assustes”.

Oração
Pai, dá-nos força para enfrentar a vida com alegria e sem pânico, nunca deixando de ser prudentes. Somos fracos, mas a Ti tudo é possível. Ajuda-nos a ir para a frente, nunca esquecendo de Te louvar e amar e de Te levar aos nossos irmãos e irmãs. Ámen.



quinta-feira, julho 09, 2020


Deus não desistiu de Mim, esperou na minha indiferença e salvou-me!




Trocando os nomes Israel e Efraim pelo meu, dou por mim a meditar na Palavra da 1.ª Leitura de hoje (Oseias). Também a mim Deus me amou desde criança e me chamou muitas vezes, enquanto eu me afastava. Nem percebia que era Deus, como um Pai amoroso, que, apesar da minha indiferença, me carregava nos braços, atraindo-me com laços de amor, dando-me de comer, estremecendo de compaixão… Obrigada, meu Único Deus Maravilhoso, por nunca teres desistido de Mim!


“Eis o que diz o Senhor: «Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; e, para o fazer sair do Egito, chamei o meu filho. Mas quanto mais Eu os chamava, mais eles se afastavam de Mim. Ofereciam sacrifícios a Baal e queimavam incenso aos ídolos.
Contudo, Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles. Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer.
O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão. Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir.”



segunda-feira, julho 06, 2020


E a Confissão/Reconciliação? Tão esquecida, mas tão importante…




As lágrimas vieram-me aos olhos quando entrei na Igreja e vi que podia confessar-me. A Confissão ou Reconciliação é um sacramento de cura, sobretudo interior, que nos leva a fazer um exame de consciência dos nossos atos, palavras, pensamentos, omissões… Todos os dias peço perdão a Deus, obviamente, mas é diferente quando se recebe o sacramento, instituído por Jesus (Jo 20,21-23).


É triste que muitos de nós tenhamos crescido com a ideia de que a Confissão é algo horroroso, chato, aborrecido, que nos obriga a contar os nossos erros a um padre. Mas não é nada disso! É um momento maravilhoso em que, de forma humilde – não humilhante -, abrimos o nosso coração, pedindo perdão. É um momento magnífico para sentir a misericórdia e o amor de Jesus e para aprender a ser mais humilde e a pedir perdão também aos irmãos que magoamos. Pode ainda ser – infelizmente, nem sempre acontece – uma forma de ouvir do sacerdote aquele conselho que nos vai dar mais força e orientação.

Há, aliás, muitos testemunhos, em grupos de cura e libertação e até de exorcistas, de pessoas angustiadas e desamparadas que, após uma confissão geral de vida (todos os erros da vida), ficam curadas, enchendo-se de vida e vida abundância (Jo 10,10).

Neste tempo de pandemia também as confissões ficaram confinadas. Obviamente que Deus é Pai e sabe bem que assim teve de ser. O próprio Papa realçou que ninguém deixava de ter a misericórdia de Deus. Mas penso que já se deveria voltar. Nalgumas igrejas isso já acontece, noutras não. Compreendo que deva haver cuidados, mas se é possível celebrar a Eucaristia, com segurança, por que não tentar o mesmo com a Confissão?

Pode haver casos em que, de facto, a Igreja não tenha espaço. Mas não existe uma alternativa? Nem que seja por videoconferência, telefone… Quem não se lembra das imagens de pessoas que, dentro do carro, num descampado iam ter com o padre para se confessarem?

Esta pandemia tem-nos feito refletir sobre muitas coisas, além de ter, em muitos casos, aumentado a falta de paz dentro de casa, no trabalho, etc. Precisamos da Reconciliação, desta fonte inesgotável de vida, amor e misericórdia, que nos cura e nos fortalece…



quarta-feira, julho 01, 2020


Vazio, sensação de sujidade: O trabalhador do sexo também é um ser humano…





“Um vazio muito grande.” “Sentimo-nos sujas depois de estarmos com um homem…” Estas foram algumas das palavras que mais me tocaram no testemunho de uma mulher que conheceu a prostituição e que hoje em dia luta pela legalização dos trabalhadores do sexo, em dadas circunstâncias, para evitar o abuso de jovens adolescentes, que dão o seu corpo por 20 euros.

Não quero entrar aqui na discussão da legalização. Vou focar-me apenas nas palavras desta mulher que, num programa de TV, revelou o vazio que sente e a sensação de sujidade após se estar com alguém que paga para ter sexo. Di-lo em lágrimas… É uma mulher muito bonita, bem vestida, mas por dentro mostra como não está bem.

Enquanto a oiço penso na mulher apanhada em adultério e que foi salva por Jesus quando a queriam matar à pedrada. (Cfr Jo 8, 1-11) Jesus não se ficou pelo que habitualmente fazemos: julgar ou olhar para o lado, como se o negócio do sexo não existisse ou como se fosse coisa de gente que está condenada e que vai inevitavelmente para o inferno. Jesus começou por salvar a vida daquela mulher, evitando que fosse apedrejada até à morte. E foi mais longe ao propor – não impondo – outra vida. Percebeu e interessou-se pelos seus sentimentos, fraquezas, condições de vida. Compreendeu que ela mendigava amor…

Devíamos aprender com o Mestre, porque o mundo da prostituição é muito vasto e há de tudo um pouco: as que gostam, as que querem ter dinheiro para umas calças de marca, as que fora enganadas e que, em busca de melhores condições de vida noutros países, são alvo de lenocínio… É uma situação muito delicada e que só tem solução – nem que seja menos uma pessoa na prostituição já é salvar uma vida – se olharmos para o interior de cada uma estas mulheres – ou homens – e percebermos o que as levou aquela realidade.
Quem sabe se o problema está na ausência dos pais, que preferiram a carreira e o dinheiro, em vez de dar amor? Ou na infância vivida entre brigas, álcool, droga… que impediram o conhecimento do verdadeiro amor?

E, nós cristãos, julgamos ou amamos, procurando soluções? Será que a forma como amamos e damos atenção aos nossos filhos não os levará um dia a mendigar amor onde impera antes o vazio, quer seja na prostituição ou noutras escolhas erradas?


Conheçam o trabalho das Irmãs Oblatas nesta área: https://www.oblatasportugal.pt/

sexta-feira, junho 26, 2020


“... para que cada um de vocês possa descobrir a alegria de viver”





“Queridos filhos! Eu estou escutando os seus clamores e orações e estou intercedendo por vocês diante do MEU FILHO JESUS, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Retornem, filhinhos, à oração e abram seus corações neste tempo de graça e entrem no caminho da conversão. Sua vida está passando e, sem Deus, não tem significado. Por isso, Eu estou guiando vocês para a santidade de vida, para que cada um de vocês possa descobrir a alegria de viver. Eu amo a todos vocês, filhinhos, e estou abençoando vocês com a Minha Bênção Maternal. Obrigada por terem respondido ao Meu Chamado.”

Mensagem de Nossa Senhora em 25/06/2020 em Medjugorje através da vidente Marija Pavlovic


 


terça-feira, junho 09, 2020


Oração nas mil e uma tarefas!



Muitas vezes sinto culpa por não conseguir ter aquele momento de oração só para mim. Quantas vezes estou a tentar e lá oiço: “Mãe!!!” Ou aquele em que começo a rezar, após o meu filho adormecer, e acabo por também dormir... O cansaço não perdoa... Mas Jesus, hoje manhã, falou-me através da Santa Gertrudes de Helfta ;)…

“[Havia uma pessoa que] se preocupava com o facto de não conseguir dedicar-se à oração, devido às muitas preocupações que tinha com a sua atividade profissional. Ao rezar por ela, Gertrudes recebeu do Senhor a seguinte resposta:
«O que espero dessa pessoa não é que Me sirva uma hora por dia, mas que, durante todo o dia, esteja permanentemente na minha presença, fazendo todo o seu trabalho para a minha glória, no mesmo espírito em que gostaria de se dedicar à oração, e juntando-lhe este ato de piedade: que realize todos os seus trabalhos com o desejo de que quantos deles beneficiem, para além de se restabelecerem corporalmente, sejam levados, espiritualmente, a amar-Me mais e a fixar-se no bem. Sempre que agir desta maneira, essa pessoa estará a temperar todos os pratos, ou seja, os seus trabalhos e afazeres, com um sal a meu gosto, com um sabor de grande qualidade».
Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina



segunda-feira, junho 01, 2020


Queremos mesmo mudar e seguir Jesus ou Ele é uma ideia, uma mera tradição?
 

Cada um de nós sabe no seu coração o que tem a mudar para que o Espírito Santo o possa transformar… É um apelo da Mãe que se pode traduzir, de algum modo, nesta pergunta: Será que queremos mesmo fazer algum esforço para aceitar as bênçãos de Deus e para mudar o rumo da nossa vida?

Mensagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz, a Marija Pavlovic-Lunetti em 25 de maio de 2020

“Queridos Filhos: REZAI COMIGO para que todos vós tenhais uma vida nova. Filhinhos, nos vossos corações, sabeis o que deve mudar: RETORNAI A DEUS e aos Seus mandamentos, para que o Espírito Santo possa transformar a vossa vida e a face da terra, que tem necessidade de um RENOVAMENTO NO ESPÍRITO. Filhinhos, sede ORAÇÃO por todos aqueles que não rezam. Sede ALEGRIA por todos aqueles que não veem uma saída. Sede PORTADORES da luz, no MEIO DAS TREVAS deste tempo conturbado. Rezai e pedi ajuda e a proteção dos santos, para que também vós possais aspirar pelo céu e pelas coisas celestes. Eu estou convosco e vos protejo e abençoo a todos com a minha bênção materna. Obrigada por terdes respondido ao meu chamamento.”




domingo, maio 31, 2020



“O Espírito Santo não se explica, vive-se…”




Lágrimas de alegria escorreram-me pela cara esta manhã quando recebi Jesus na Eucaristia! Que saudades! A comunhão espiritual foi e é muito importante, mas não há nada como receber Jesus presencialmente na Missa, em comunidade! Dentro de mim senti alegria, paz… Senti vida e vida em abundância (Jo 10, 10)!

E no dia de Pentecostes, lembrei-me destas palavras iluminadas: “O Espírito Santo não se explica, vive-se…”. Ouvi-as, ontem, no encontro do Seminário de Vida Nova no Espírito da Diocese de Setúbal, que reúne, no Zoom, pessoas de diferentes partes do país e mesmo do mundo. Ontem, dia de Vigília de Pentecostes, tivemos a graça de nos reunirmos com pessoas de diferentes línguas de 5 continentes. Foi arrepiante! Cada um no seu idioma cantámos, louvámos, orámos e pedimos o Espírito Santo!

No final, já era tarde, mas só me apetecia cantar, dançar, sorrir, ir dizer ao mundo inteiro como temos um Deus Maravilhoso, que nos abraça, que nos embala e que nos diz sempre: “Amo-te!” Mesmo imperfeitos, Ele diz: “Amo-te!”

Jesus bem disse que tinha de partir para o Pai para enviar o Paráclito, o Consolador! (Cfr. Jo 16, 5-11) E como precisamos do Espírito Santo para ser testemunhas de Cristo no mundo, sobretudo no meio do sofrimento e da incerteza… Mas, infelizmente não O vivemos e procuramos mais explicá-lo, como se fosse uma teoria. Mesmo com vida na Igreja tendemos a não O pedir todos os dias, apesar de Jesus ser muito claro: “Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!” Lc 11, 13

Vivamos então o Espírito Santo, deixemos que se efundem os dons que recebemos no Batismo, para que ponhamos em prática os carismas para o bem de todos e para que os frutos do Espírito Santo brotem na nossa vida! E quais são? “Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio. Contra tais coisas não há lei.” Gl 5, 22-23

Vinde, Espírito Santo como em Pentecostes! Afasta todo o medo e insegurança que surgem nas dificuldades da vida e que nos levam a enterrar os talentos! Afasta todo o pânico, cura as nossas feridas do corpo e da alma para sermos testemunhas de Jesus! Ámen


quarta-feira, maio 27, 2020


Respeitar não significa ficar calado, vendo o sofrimento de quem apenas quer amar a Deus…





“Apóstata! Porque Abandonei as Testemunhas de Jeová” foi o último livro que li. É sobre a história bem real do António Madaleno que foi TJ durante quase 40 anos. É um livro que recomendo a qualquer um, sobretudo pela sua marca “não-vingativa”, mas apenas elucidativa, com base em documentação.  

Começo por dizer que tenho amigos TJ, por quem hei de sempre nutrir um enorme carinho. Uma dessas amigas nunca mais entrou na minha casa desde que disse “Não quero mesmo ser TJ”. Mas sei que o faz por achar que está no caminho certo e a louvar a Deus. Não lhe levo a mal! Já basta todo o sofrimento que tem tido na vida…

O que me atraiu às TJ foi também o que me permitiu afastar-me e evitar situações como a de uma pessoa que conheci e que, após 26 anos, num momento complicado da vida, se viu abandonada por todos por ter deixado as TJ. Nasci numa família católica, mas muito mais por tradição e rotina, e vi nas TJ o que achava essencial: conhecer a Palavra de Deus. Mas também foi a partir da Palavra – cheguei ao ponto de comparar traduções da Bíblia – que percebi que estava a ir no sentido errado.

Porquê? Primeiro: a questão do sangue. Quando se fala da proibição do sangue na Bíblia, se tivermos em conta o contexto, percebemos que é bem claro que esse sangue não é o nosso, que pode dar vida a outros irmãos. Já com o Jornalismo nas veias, procurei muita coisa. Descobri que afinal não aceitam transfusões de sangue, mas alguns componentes … Qual o sentido?

Por maior respeito que se possa ter para com a ideia de cada um, não posso ficar calada ao ver que há vidas perdidas por causa de uma má interpretação da Palavra de Deus. Como cristã, como ser humano, devo alertar para esta crença errada. Como esta há muitas outras, incomodando-me especialmente o desprezo e o abandono de quem sai das TJ. Quantas pessoas estão em depressão…

Outra questão que me marcou foi a pedofilia. Atiraram-me à cara vezes sem conta que a Igreja Católica tem casos de pedofilia e que as TJ não têm. Mentira! Infelizmente, este mal grassa em todo o lado… Esconder é demasiado grave, porque isso leva – nas TJ, na Igreja Católica, seja onde for – ao sofrimento indescritível das vítimas e a que haja ainda mais crimes…

Podemos ser TJ, católicos, evangélicos… mas isso não significa que devamos ignorar a verdade por mais nua e crua que esta possa ser. Devemos admitir os erros e, em caso de crime, denunciar à polícia. A fé também não nos deve levar ao erro que é comum nas TJ e em muitos outros credos: só nós é que nos salvamos (Mt 20, 16). Também não deve levar-nos a olhar de lado “os outros que fazem aquelas asneiras”. Jesus veio para quem está doente (Mt 9, 11-13) e lembra-nos que, no final, o julgamento vai ter por base se vestimos os nus, demos abrigo, visitámos presos, doentes… (Mt 25, 31-46)

Convido a visitar https://www.desperta.net/ .



segunda-feira, maio 25, 2020


Quando a Mãe nos fala através de uma rosa especial...





No passado dia 13 de maio comprei uma rosa branca para oferecer à nossa Querida Mãe. Quando fui à florista já era a última! Trouxe-a e desde o início que sentia que era especial… Era um pouco estranho, mas sentia que Maria queria algo daquela rosa e cheguei mesmo a usar água benta, como oferta de amor a Maria. Não sei explicar, mas tinha de o fazer… Entenda-se que não estou a falar de feelings, mas de uma certeza muito grande no meu coração de que aquela rosa era de alguma forma especial para Maria e não apenas por ser uma prenda do dia 13 de maio.

Há dois dias percebi tudo. Esta rosa, na qual deitei água benta, para oferecer à Mãe como um gesto de amor, era também um gesto de reparação para com o Seu Imaculado Coração e pelo Sagrado Coração de Jesus. Há muitos anos, uma pessoa da família entregou-me uma rosa branca “benzida”, para que a minha vida corresse melhor. Essa pessoa frequentava um astrólogo e disse-me que era uma pessoa muito boa, que fazia as coisas por Deus. Na altura, ignorante quanto à Palavra de Deus (Dt 18, 9-22) e afastada da Igreja, achei que não havia mal nenhum em aceitar a rosa…

Mas, como nos diz a Palavra, estava a adorar o maligno, aquele que dá e tira, aquele que nos destrói, depois de nos tentar com coisas supostamente boas e banais. Quando percebi isto, pedi perdão e … sorri, porque Jesus, através da Sua e Nossa Mãe, relembrou-me de uma coisa que aconteceu há muitos anos e que ainda precisava de ser reparada.

Repare-se que senti vontade de usar a água benta… A tal rosa, branca, que me foi dada, tinha sido “benzida” pelo tal astrólogo… Através da Sua Mãe, Jesus foi ao pormenor…

Com o coração cheio de amor e de gratidão, resta-me pedir: Jesus, através da Tua e Nossa Querida Mãe, ajuda-nos a ver o que ainda temos para reparar e confessar. Não apenas para a nossa salvação, mas sobretudo para reparar os muitos sofrimentos dos Vossos Corações! Ámen.



segunda-feira, maio 18, 2020


O que Jesus nos diz neste tempo de pandemia…





Há cinco coisas que Deus nos tem ensinado nos últimos meses:

1 – Necessidade de silêncio: No meio de tantas solicitações, do muito ruído do teletrabalho ou da telescola, Jesus mostra-nos que devíamos, todos os dias, parar e fazer silêncio para acalmar o coração, tranquilizar o corpo e para O escutar. Este silêncio tem de ser interior, em intimidade com o Deus que nos ama incondicionalmente, sem vergonha das nossas misérias e limitações. Podemos ter que procurar ter este tempo de silêncio, mas mesmo quando não é possível de todo – pais e mães compreendem o que quero dizer – devemos praticar o silêncio interior nos transportes, no carro, à hora de almoço…

2 – A Comunhão Espiritual tem-nos mostrado algo muito importante: ter a plena noção de que Jesus está vivo, de que está sempre connosco e que a comunhão presencial não é um mero rito… Acredito que vamos comungar de maneira diferente, com maior noção desta proximidade de Jesus…

3 – Oração de coração: Orar não é apenas deitar cá para fora várias palavras. É perceber o seu sentido, é deixar que fluam com amor…

4 – A importância da Igreja (os fiéis): Jesus bem sabia que a fé deve ser vivida em comunidade! Quantas saudades de estarmos juntos… para partilhar alegrias e tristezas, para fortalecermos a nossa fé… As plataformas digitais ajudam, mas não são a mesma coisa…

5 – Por último, mas não menos importante: Conseguimos unir-nos uns aos outros – apesar das muitas falhas – para lutar contra este vírus. Então por que razão não fazemos o mesmo quando escutamos os gritos dos refugiados, das crianças a morrer de fome e de doença na Síria, ou de outras catástrofes?



terça-feira, maio 12, 2020


Nossa Senhora quer que os Pastorinhos sofram? Ou está apenas a avisá-los?



Na minha procura por conhecer a Mãe e, principalmente, a Sua mensagem de Fátima, havia algo que sempre me atormentava. Mas a Mãe e Jesus querem que as crianças sofram? Como é que isto pode fazer sentido?

Em causa estava esta pergunta de Nossa Senhora aos Pastorinhos: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?”

Ao fim de uns anos, então percebi. Maria e Jesus não gostam obviamente de ver o nosso sofrimento, sobretudo quando somos crianças. Nesta pergunta, a Mãe não diz que Jesus vai enviar sofrimento, mas avisa-os que, face à sua realidade, para seguirem Jesus teriam que passar por vários obstáculos.

A nossa Querida Mãe avisa os pastorinhos do que está para vir e tem a delicadeza de lhes perguntar: “Quereis...” Eles não são obrigados. Ninguém é obrigado a seguir Jesus! Jesus nunca impôs nada, apenas propôs… Ao contrário de muitos de nós – penso que todos já caímos neste erro, mesmo que tenha sido por amor – já tentámos impor Jesus aos outros … Mas Deus é Amor e o Amor é livre, não pode ser forçado. À força, deixa de ser … Amor.

Outro ponto muito importante: Maria ensinou-os o que fazer com esse sofrimento inevitável, pedindo que o entregassem para reparação dos pecados e para a conversão dos pecadores, ou seja cada um de nós. O sofrimento é inevitável, muitas vezes, mas pode ser usado para o bem de outros e, em última instância, para a nossa salvação eterna. E não se ficou por aí. Garantiu que “a graça de Deus será o vosso conforto”. Eles não estavam sozinhos.

Também, hoje, Nossa Senhora coloca esta questão a cada um de nós. “Quereis…” E como às crianças, garante que teremos na graça de Deus o nosso conforto.

PS: Para este texto muito contribuíram as meditações, em silêncio, de Peregrinos pelo Coração: https://www.fatima.pt/pt/pages/peregrino-pelo-coracao

sexta-feira, maio 08, 2020


Ser cristã … na violência doméstica!



Gritos, falta de paz, uma dor que esmaga o coração, alguma irracionalidade… Quem olha para a situação, estando de fora, acha que a pessoa é desumana e que vive do passado, marcado pela maldita violência doméstica. Mas não se trata disso. Esta mulher que está alterada só demonstra que está apavorada por ver que, perto da saída da prisão do seu agressor, ele mantém aquela chantagem psicológica, aquele dedo acusador mas tão angélico para os outros… E, claro, usando para isso os próprios filhos… Afinal, há maneira melhor do que esta para violentar uma mulher?

Olhando para esta situação concreta ou até para outras mais graves, como é que a vítima, sendo cristã, pode reagir? Jesus pede-nos para amar e perdoar. E assim deve ser, embora não esqueçamos que tanto o amor como o perdão não dependem da nossa força, mas da graça de Deus. Devemos pedir essa graça e pedir que as chagas de Jesus curem as muitas feridas do coração, da mente e até do corpo. Mais: humildemente deve-se aceitar que a cura pode levar muitos anos…

Mas, perante um caso de violência doméstica, em que a própria vida pode estar em perigo, como se pode fazer isto? A resposta está na prudência, como Jesus nos ensina (Mt 10, 16). Deve-se orar pelo agressor, procurar a graça do perdão, mas sabendo que a aproximação não é possível. Infelizmente, está provado que quase 100% dos agressores voltam a fazer o mesmo, nem que seja de forma subtil, sem deixar marcas físicas.

Jesus quer-nos dar, já aqui, vida e vida em abundância (Jo 10, 10). Perdoar ajuda-nos a ser mais felizes, a curar mais depressa as feridas, a viver em paz. Afastar-se o quanto possível do agressor é também viver em paz, sem ter medo de abrir a boca ou de ser agredida… É preciso conjugar amor, perdão, prudência.

PS: O exemplo é de uma mulher, mas podia ser de um homem. A violência doméstica afeta mais as mulheres, mas os homens também são vítimas. LINHA DE APOIO À VÍTIMA 116 006 | Chamada gratuita | Dias úteis 09h-21h


sábado, maio 02, 2020


Não desistas da vida, do amor! Jesus está a dar-te a mão! 

Dor, desespero, pânico… Há muitas pessoas a viver assim dia após dia, sobretudo por causa das consequências da pandemia. Quem se sentir assim, leia estas palavras de Jesus à apóstola Ana, no site do P.e Duarte Sousa Lara.

 “Os Meus filhos que estão no mundo podem sentir-se sem coragem e tristes. Meus queridos filhos, se vos sentis assim, tendes de vir até Mim e descansar as vossas preocupações no Meu coração. Não gosto de vos ver tristes, mesmo que a vida vos possa ser difícil.” 8 de agosto de 2005


“Não olhes para amanhã esperando que a dor de hoje se repita. Não tens a certeza que isso venha a acontecer. Não podes ter a certeza, porque Eu, Deus, posso mudar a tua vida durante este dia, durante o dia de hoje. Deves permanecer neste dia, no presente, porque Eu te dei graças suficientes para lidar com a tua cruz.” 29 de novembro de 2006