Ainda as Missas em latim…
Esta semana deixei um comentário num texto sobre Missas em latim.
Apesar de ter dito que respeitava a opção, não consegui grande diálogo, pois
fui acusada de reducionista, porque disse que a maioria das pessoas não entende
latim…
Esta questão parece não ter grande importância para muitas
pessoas, mas a verdade é que está a gerar divisões dentro da Igreja e isso é
demasiado triste. Não vejo qualquer problema que haja quem prefira a Missa em
latim, apenas não consigo aceitar, à luz do que está nas Escrituras e até da própria
Tradição da Igreja, que seja “a única Missa correta ou original” ou “aquela em
que há sempre respeito por parte dos fiéis”.
É preciso entender o seguinte: ainda há muitos católicos
que não tiveram catequese e ensino da Palavra de Deus. Jesus quando falava com
as pessoas adequava o discurso ao conhecimento de cada um. O fariseu sabia ler
e conhecia as Escrituras; a população entendia mais a linguagem do dia a dia,
da medida da farinha ou da pesca.
No Pentecostes, os apóstolos começaram a falar línguas diferentes
para que todos entendessem a Palavra de Deus (Act 2,4). Isto é bíblico! É por causa desta
passagem e do exemplo de Jesus, assim como da própria Tradição da Igreja, que não
acho que a Missa em latim tenha benefícios para levar a Palavra à maioria das pessoas. À maioria, sublinho! Não disse a todos!
Não se trata de menosprezar estes irmãos que optam por esta
Missa. Volto a repetir: respeito a sua escolha. Mas também é verdade que fico
muito triste que haja divisão por causa disto.
Paremos! Sejamos um como Jesus e o Pai (Jo
17, 21)! Com estas questões de língua e de ritos deixamos facilmente
de adorar em espírito e em verdade (Jo
4, 23-24) e acabamos por transmitir uma imagem errada da Igreja e de
Cristo. Procuremos mais divulgar a Boa Nova em palavras e gestos!







