Odiar um idoso doente? É possível…
Pode haver alguém que não tenha compaixão por um idoso com pouca mobilidade, que precisa da ajuda do neto para se equilibrar, apenas por ser muçulmano e imigrante? Sim, há quem consiga chegar ao ponto de não sentir qualquer amor por esta pessoa, que é tão ser humano como qualquer um de nós.
Assisti a uma cena de ódio horrível, ontem, nas mesas de voto. Um homem demonstrou o maior desprezo por este idoso. “Mas agora os estrangeiros têm prioridade?” O neto é português e este idoso deve viver em Portugal há muitos anos, porque o seu português era impecável. Mas mesmo que não fosse, como podemos mostrar ódio e desprezo por um idoso combalido?
É triste ver ao ponto que se chegou por causa da política. Há crianças a serem maltratadas nas escolas por terem determinada nacionalidade ou por serem muçulmanos – alguns nem sequer o são, mas são apelidados como tal por ignorância.
Mas somos seres humanos ou somos máquinas de ódio? Cada um pensa o que quiser em termos políticos, mas ninguém pode maltratar outro ser humano. Não podemos deixar o ódio vencer. Não se trata de ideologia política ou da (velha) guerra entre Esquerda e Direita. Trata-se de Direitos Humanos.
Estou
indignada, mas a resposta cristã a estas situações só pode ser uma: orar para
que este homem deixe de ter um coração de pedra e não se deixe influenciar por
discursos de ódio e de mentira. Vamos lá! Nem que seja uma simples oração, um
Pai-Nosso. Esta é a melhor resposta ao ódio; é a resposta que Jesus nos ensinou
na cruz. “Perdoai-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem!” (Lc 23, 34)

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