Amamos Jesus por amor ou
por superstição e medo?
Jesus pede adoradores “em
espírito e verdade” (Cfr. Jo
4, 23). Mas o que quererá isto dizer? Na minha humilde opinião, a principal
mensagem deste pedido é este:
"Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros." Jo 13, 34-35
Amamos Jesus por amor ou
por superstição e medo?
Jesus pede adoradores “em
espírito e verdade” (Cfr. Jo
4, 23). Mas o que quererá isto dizer? Na minha humilde opinião, a principal
mensagem deste pedido é este:
Eis uma oração que devíamos fazer todos os dias… Rezar por uma (ou várias) crianças que ainda não nasceram e que podem vir a ser abortadas. Rezemos por elas e pelas mães, para que acolham a bênção que Deus lhes envia, ajudando-as nas dificuldades que possam sentir no momento.
Sejamos
padrinhos e madrinhas destas crianças. E, já agora, oremos também por quem, num
grande sofrimento, deseja a eutanásia e o suicídio…
Temos que anunciar Jesus para evitar falsos
padres…
Anteontem, quando vi uma reportagem sobre o falso padre do Fundão, lembrei-me como tudo seria diferente se nós, cristão católicos leigos, nos dedicássemos mais a aprender a Palavra de Deus e a ensiná-la aos outros…
Este suposto “padre”, que já o foi de facto, está proibido
pela Igreja Católica de exercer qualquer ministério. Mesmo assim, resolveu
montar uma pequena igreja em tudo semelhante a uma igreja católica, com imagens
de Nossa Senhora de Fátima e de santos. Aí pede 10 euros para rezar “missas”
pelas almas que apoquentam os fiéis, assim como garrafas de azeite e velas para
“curar” as maleitas. É tudo pago.
A celebração é tal e qual a verdadeira Missa, incluindo a
suposta “comunhão” na boca, cânticos católicos e paramentos católicos. Mas
também inclui muito espiritismo, bruxaria e dinheiro para o bolso deste homem.
Lá acorrem pessoas em sofrimento, desesperadas por vezes, e que desconhecem a
Palavra de Deus.
Como seria diferente se nós, cristãos católicos leigos, ajudássemos
os religiosos a levar a Palavra de Deus... Graças a Deus, há cada vez mais
missionários leigos – casados ou solteiros -, mas ainda temos que mudar muito
enquanto Igreja…
Ajudai-nos, Senhor, a ser mais firmes e constantes na nossa
fé! Ajudai-nos a conhecer a Tua Palavra para podermos anunciá-La com a rapidez
e o empenho que usamos, de forma errada, para contar a última fofoca… Ámen.
PS: A foto é do suposto padre. Não deixemos de rezar pela
sua conversão. Saibam mais aqui.
Ver Jesus nos momentos mais negros da vida de cada um
O Bom Ladrão, como é conhecido, reconheceu Jesus como o nosso Deus e Salvador (Cfr. Lc 23, 35-43). É impressionante como aquele homem, que era apontado a dedo por todos – sobretudo por religiosos – e que estava condenado à morte, conseguiu reconhecer Jesus...
Jesus estava coberto de sangue, "sem aspeto atraente” (Is 53, 2). Aos olhos humanos, parecia tudo menos Aquele que tudo pode... Mas aquele homem que era apontado como pecador – como se não fôssemos todos pecadores – foi capaz de O reconhecer.
Impressiona-me também que não tenha tido medo de Jesus por causa do seus erros. Aquele que diziam estar perdido, viu Jesus e compreendeu que até ao último momento se pode pedir perdão e ser salvo...
Que Jesus nos ajude a ver como o Bom Ladrão e a acreditar que qualquer um se pode salvar. Nem que seja no último momento... E tal como Jesus nos diz em Mt 25, 31-46 que também saibamos vê-Lo nos que não têm beleza aos olhos deste mundo... Aliás, quem sabe se os que têm menos beleza não seremos nós que achamos conhecê-Lo...
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Quem é mãe e pai ou quem
costuma cuidar de crianças sabe bem que o “Não” é muitas vezes a única resposta
que podemos dar. Ela pode chorar, berrar, bater o pé, dizer que somos maus, mas
não podemos dizer “Sim”.
Com Deus é o mesmo: podemos
chorar muito, mas se Ele sabe que o melhor para nós não é aquilo que
queremos - por melhor que nos pareça –
ou que não é a altura certa de a receber, Ele mantém o “Não”.
“Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu.” (Ecl 3, 1)
Dai-nos, Senhor, a graça de
sabermos aceitar o “Não”, de esperar pelo tempo oportuno e de ver se aquilo que
queremos é de facto bom para nós e para o nosso próximo. Ámen.
Há uns dias tive uma crise de estômago meio complicada… Senti-me tão mal que nem conseguia dizer qualquer palavra. Naquele momento encostei a cabeça e, sem conseguir dizer nada, limitei-me a pensar em Jesus na cruz.
Fiquei assim durante uns momentos: Jesus consolava-me e Eu procurava consolá-Lo, entregando aquele momento difícil para completar as suas dores (Cl 1, 24).
Depois de tudo se compor, lembrei-me de uma senhora da minha paróquia que faleceu, há uns anos, com cancro. Ela contava-me que durante a quimioterapia só conseguia balbuciar no seu pensamento: “Jesus, Jesus, Jesus…”
São momentos e testemunhos
como este que me levam a dizer: Jesus, como preciso que me ensines a orar! O
que ainda tenho a aprender…
“Não deixarei que este sofrimento sufoque a bondade que há em mim”
Para meditar e para pedir a graça de conseguirmos pôr em prática o dom do perdão…
“O que o perdão traz? Vou dizer-te. O perdão traz paz. O perdão traz aceitação de si próprio, porque serás capaz de dizer: “Sim, aconteceu-me isto de mal. Sim, foi doloroso e senti dor por causa disso.”
Depois paras e dizes: “Não. Não deixarei que este sofrimento sufoque a bondade que há em mim. Não. Não permitirei que isto desvie a minha atenção daquilo que é a vontade de Deus para a minha vida. Não me portarei mal lá porque alguém se portou mal. Se o fizer, estou a ser enganado.”
Palavras de Santa Faustina a Anne, leiga franciscana
Em Português: https://www.santidade.net/
Em Inglês: https://directionforourtimes.
Em Espanhol: https://directionforourtimes.
Chão limpo, leite com chocolate no chão e uma oração!
Jesus ensina-nos a rezar das mais diferentes maneiras… No outro dia, depois de ter lavado o chão, derramou-se leite com chocolate. Havia pingas castanhas por todo o lado. Fiquei furiosa! Fartei-me de refilar. Como era possível? Tinha acabado de limpar!!!!
Eis que, de repente, me lembro da Santa Madre Teresa de Calcutá, que entregava cada foto sua que aparecia na comunicação social para salvar almas no Purgatório. Pensei então com os meus botões: e se cada pinga desta for para salvar uma alma?
Depois de tanto refilar, acabei a sorrir. Jesus, com a Sua infinita paciência, lembrou-me que devia aproveitar o momento para orar sem cessar (1 Ts 5, 17) e para refilar menos…
Ajuda-nos, Jesus, pela
intercessão da nossa Querida Mãe, a orar sem cessar e a refilar menos. Ámen.
Com Deus até perdoamos quem nos vai matar em poucos minutos
“Aqui há disparos por todo o lado ... Nos encontraremos no paraíso.
Estão incendiando a casa. Se não vos vejo mais, aproveito para pedir desculpas
pelas minhas faltas e para vos dizer que vos quero bem a todos vós. Lembrem-se
de mim nas vossas orações. Se o bom Deus me dará a graça, desde o paraíso vos
protegerei. Já perdoei a quem eventualmente me matará. E vocês façam o mesmo.”
As últimas palavras da irmã Maria di Coppi, missionária comboniana, antes de ser morta na noite de 6 de setembro deste ano, em Chipene (Moçambique).
Podem saber o que aconteceu nesta notícia da Ecclesia: Moçambique:
Freira italiana assassinada em ataque terrorista a missão católica - Agência
ECCLESIA
Ajudai-nos, Mãe Dolorosa, a afastar a mania de falar mal dos outros...
Ao ler a Sequência da solenidade de Nossa Senhora das
Dores, houve uma passagem que me fez parar:
“Oh
quão triste e tão aflita padecia a Mãe bendita, entre blasfémias e pragas...”
Quem é mãe ou pai sabe como dói muito ouvir falar mal dos
nossos filhos. Imagine-se, então, a dor da Mãe ao ver o Seu Filho a ser
difamado, sem qualquer razão, e ao mesmo tempo a sofrer horrores no Calvário...
Lembremos, pois, como a Mãe se sente “triste e aflita”
quando falamos mal do nosso próximo... Não é fácil, eu sei. Todos nós temos a
mania de vez em quando – ou quase sempre – de dizer mal de alguém, sem pensar
primeiramente o que pode estar por detrás de determinado comportamento.
Mas, com a ajuda de Jesus e da Mãe, recorramos a estas
palavras da Sequência para que a nossa boca se abra mais vezes para louvar do
que para difamar ou apontar o dedo.
A criança no baloiço e ... a
nossa fé
Imaginemos: o nosso filho de
3 anos resolve colocar-se atrás de um baloiço do parque do jardim de infância. Nenhuma
educadora o corrige e ele vai continuar a fazer esta asneira sempre que lhe
apetece. Um dia, leva com o baloiço e fica gravemente ferido.
O que sente o pai e a mãe ao
saber que ninguém evitou aquela desgraça? Ficam furiosos e apresentam queixa. O sentimento de revolta, de que nada se fez
para evitar o pior, é inevitável.
E na vida de fé? Será que
evitamos desgraças ensinando, alertando, propondo com palavras e gestos Jesus,
que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo
14, 6)?
Oração:
Jesus, ajuda-nos a ter
coragem e audácia para corrigir, fraternalmente, os nossos irmãos, no tempo
oportuno e sempre com amor. Se não o
fizermos seremos chamados à atenção, como nos avisas (Ez 33, 7-9)... E, claro, não nos esqueçamos
de aceitar também a correção dos outros quando erramos. Ámen.
Mensagem de Nossa Senhora em 25 de agosto de 2022, Medjugorje
Abuso sexual na Igreja: O que diz Jesus às vítimas
“Eu só quero o que é bom para ti. Tu sofreste às mãos de
alguém que estava ao serviço do inimigo. Podes, claro, porque essa é a tua escolha,
aceitar o desespero. Ou podes vir até Mim, Jesus, e deixar que Eu cure o teu
coração e a tua alma e que restaure a dignidade que te pertence e que nunca te
pode ser tirada à força.”
“Vem até Mim e deixa-Me retirar a tua dor. Eu fá-lo-ei por
ti. E tu servirás o Reino em grande alegria.”
“O Reino de Deus precisa tanto de ti! Há almas em sofrimento
que tu podes ajudar.”
Estes são excertos do livro “O Céu fala às Vítimas de Abuso pelo Clero” de Anne, uma apóstola leiga. Tem o imprimatur da Igreja (ver † JCRK- Direction for Our Times). Que Jesus console cada irmão/ã que precisa, mais que nunca, do colo de Deus.
O livro:
Sem ver nada, a Mãe partiu para ajudar ...
Respeitar a natureza é ajudar a criança que tem sede
Há quem critique o facto de
o Papa Francisco falar sobre alterações climáticas e alertar para que cada um
de nós respeite a natureza. Consideram que isto não é o Evangelho.
Será? Vejam este exemplo da
Somália, onde se morre de fome e sede todos os dias: a água encontra-se a 1h de
distância e, sob um sol intenso – a seca é terrível –, o único que consegue
fazer o caminho de ida e volta (2h) é um
rapaz de 11 anos, mal-nutrido (Cf. Notícia do Expresso).
O problema da Somália não se
resume às alterações climáticas, mas a seca que grassa no território, sim.
Respeitar a natureza também é um dever do cristão, porque ao não poupar água
estou a contribuir para que o meu irmão mais pobre tenha sede.
A pandemia mostrou-nos bem
como um único comportamento menos correto num ponto do globo pode vir a afetar
da pior maneira quem vive no outro extremo. Não façamos da natureza um deus,
mas também não a desprezemos.
Pedofilia e abuso sexual na Igreja
“Como continuas a ir à Igreja quando há padres e leigos que abusam de crianças?” Esta é uma pergunta que muitos de nós já devemos ter ouvido nos últimos tempos. Eis a(s) resposta(s):
1.º: Estou a 100% com as vítimas, como é lógico. E incentivo todas a denunciarem a situação. Caso o crime já tenha prescrito, peçam na mesma ajuda psicológica se veem que não conseguem lidar com esse passado.
2.º: A grande maioria dos padres e leigos não são pedófilos ou abusadores. É uma barbárie e dos crimes mais hediondos, mas nem todos são iguais.
3.º: Vou à Igreja (sou Igreja, no sentido de comunidade e Corpo de Cristo), porque amo Jesus e a nossa Mãe. É por Eles que vou, não é por causa do padre ou do leigo X ou Y.
Espero sinceramente que os casos venham ao de cima – doa a quem doer – para que se faça justiça. A quem sofreu (ou sofre), lembro: Jesus e a Mãe nunca vos vão abandonar e amam-vos muito. Muita força! Coragem! Vocês vão vencer!
Estes são os contactos para “Dar Voz ao Silêncio”
Email: geral@darvozaosilencio.
Telemóvel: 91 711 00 00
Site: https://darvozaosilencio.org/
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O olhar atento de uma
criança dentro da igreja
Estava na igreja quando chegou um grupo de crianças que estavam a fazer um peddy-paper ou algo do género. O objetivo era ver onde estava uma pedra com umas letras. Um deles olhava para tudo como se jamais tivesse estado numa igreja.
Estava uma pessoa no confessionário, daqueles antigos, e ele, muito curioso, aproximou-se e perguntou-me: “O que é aquilo?” Apanhada de surpresa, tendo de falar baixinho, respondi: “As pessoas vão falar com o Sr. Padre sobre aquilo que fazem menos bem.”
Ele voltou a questionar-me: “E depois?” Admito que fiquei um bocado sem jeito, porque não sabia bem como explicar a Confissão, entre sussurros, a uma criança que se percebia não conhecer nada da igreja. Acabei por responder: “Depois, as pessoas sentem uma enorme paz.”
Entretanto,
ele teve de sair logo por causa do peddy-paper
e não consegui dizer mais nada. Mas guardo-o no meu coração e rezo por ele.
Vamos todos colocá-lo nas nossas orações?
Está na hora de perder para ganhar vida em abundância!
Mateus diz o “Sim” a Jesus logo que o Mestre o convida (Mt 9, 9-13). Pensando nesta passagem do Evangelho, questiono-me: Há quanto tempo estaria Mateus a tentar mudar de vida para seguir Jesus? Quantas vezes terá perdido a coragem para dizer que estava farto de uma vida vazia?
E, nós, seremos como Mateus? Temos a coragem de dar o passo para seguir Jesus, mesmo que isso implique perder a reputação, o poder, o (suposto) bom nome, os vícios que nos afastam do amor, da paz e do perdão?
Ajuda-nos, Jesus, a ganhar coragem para Te seguir.
Ajuda-nos a ver que tudo aquilo que podemos perder é para ganhar muito mais em
Ti. É para ter e partilhar “vida e vida em abundância” (Jo 10, 10). Ámen.
Não há mestre ou guru que nos ame tanto como Jesus
Deitemos fora a imagem do Deus distante e vingativo e deixemos Jesus amar-nos como só Ele sabe. Se fosse assim tão bruto, morreria por nós numa cruz? Sofreria horrores, apesar de estar inocente? Não há guru ou outro mestre que o tenha feito...
Hoje, é Dia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O padre, na Missa, lembrava algo que é fundamental na nossa fé. Deus não é um bruto, sempre pronto a castigar, como se pensou durante séculos. A Sua Palavra assim o demonstra, claramente, quando nos diz:
“Vinde a mim, todos os que estais
cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e
aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso
para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mt 11, 28-30
“Ao menos, tu, vem visitar-Me”, pede-nos Jesus...
Calor, sol, praia, campo, férias... Como é bom poder descansar e quebrar a rotina dos dias cheios de stresse! Mas, não esqueçamos, quem nos dá este descanso. Não abandonemos Jesus e a Mãe nos meses de verão!
Lembremos os Seus pedidos:
“Ao menos, tu, vem visitar-Me com maior frequência e toma essas graças que não querem aceitar, pois com isso consolarás Meu Coração. (...) para tudo têm tempo, apenas não têm tempo para vir buscar as Minhas graças.” – palavras de Jesus a Santa Faustina
“Tu, ao menos, vê
de Me consolar!” – pediu Nossa Senhora à Irmã Lúcia
PS: Esta partilha
tem por base um ensinamento maravilhoso que ouvi a Carla Barbosa Rocha, autora
do livro “A viagem de Jacinta Marto – A passagem da Pastorinha por Lisboa”, no
grupo de oração RCC “Imaculado Coração de Maria” do serviço Escuta Oração da
Paróquia de Carnaxide.
Diferentes vozes se levantam, cada um com uma sentença diferente. E isto tanto acontece fora como dentro da Igreja. No meio de tanta confusão, é preciso pedir a Jesus o Espírito Santo. Esta prece é sempre ouvida, como Jesus nos garante: “Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!” (Lc 11, 13)
É sempre bom, também, recordar duas ‘dicas” que vêm na I Carta de S. João para sabermos discernir melhor o que ouvimos ou lemos:
1 – Quem nos fala ama por palavras e por obras, apesar das suas imperfeições? (Lc 3, 11-24)
2 – Essa pessoa reconhece que Jesus verdadeiramente encarnou, ou seja, foi enviado pelo Pai para salvação do mundo? (1Jo, 4)
Que o Espírito
Santo nos ajude no meio de tanto ruído (des) informativo e opinativo ... Ámen.
Será que aceitamos a ajuda de outros cireneus?
Jesus cai mais que uma vez a caminho do calvário e é ajudado por Simão de Cirene (Lc 23, 26). Esta cena da Paixão de Cristo remete-nos para a ajuda ao próximo, principalmente aquele que ninguém quer, o excluído da sociedade, da família e do grupo de amigos. Mas também nos leva a refletir sobre outro ponto essencial:
Até que ponto temos a humildade de aceitar ajuda dos outros (física, psicológica e espiritual)? Uma ajuda que, às vezes, pode vir até daqueles que não nos são tão queridos...
Jesus, com esta
cena da Paixão, mostra-nos que há momentos que temos de aceitar, sem qualquer
sentimento de inferioridade, que precisamos de ajuda...
A cura acontece, mesmo continuando doentes…
Das maiores lições que tirei do sofrimento, é que Deus pode curar-nos de duas formas: ou ficamos sãos ou continuamos doentes, mas com uma força incrível para enfrentar esse espinho na carne, de que nos fala S. Paulo (Cfr. 2 Co 12, 7)
Em ambas as situações devemos louvar a Deus, porque o que Ele decide é, sem dúvida, o melhor para nós e para quem está à nossa volta. Nem sempre vamos entender a razão pela qual temos que passar por determinada situação, daí ser essencial pedir a graça de aceitarmos a cruz. “O espírito está preparado, mas a carne é fraca.” (Mt 26, 41)
Desde
que percebi isto, sinto-me muito mais leve, mais forte – apesar de tão fraca -,
mais perto de Deus – apesar de ainda estar tão longe. Ter vida em abundância (Jo 10, 10), não é viver sem
problemas, mas enfrentar as coisas más e boas de todos os dias, de mãos dadas
com Jesus e Maria. É ficar feliz por saber que tudo (bom e mau) pode ser uma
oração para a conversão de alguém, para o alívio e libertação das almas do
Purgatório e para a reparação dos ultrajes contra os Corações de Jesus e Maria.
Não seremos perdoados…
“Porque,
se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas
ofensas.” Mc 11, 26
Estas são palavras fortes…Será que nos lembramos delas? Perdoar uma ofensa pequena até pode ser relativamente fácil. Mas, e os grandes crimes? As ofensas que puseram em causa o nosso nome ou que provocaram sofrimento nos nossos filhos?
É
difícil, claro. Mas se Jesus nos pede isto, é porque sabe que somos capazes …
com a Sua graça. Peçamos a Deus a graça de reconhecer quem ainda não perdoámos,
a fortaleza para lutar contra a vontade de vingança e de ficar agarrado à mágoa!
Ajuda-nos, Senhor, a perdoar de todo o coração! Ámen.