Abandonar o primeiro amor
Deus alerta-nos para algo muito importante em Ap 2, 1-7: podemos fazer muitas coisas por Ele, mas isso não significa que O amemos como no momento que O (re) descobrimos. “Conheço as tuas obras, as tuas fadigas e a tua constância (…) tens constância, sofreste por causa de mim e não perdeste a coragem. No entanto, tenho uma coisa contra ti: abandonaste o teu primitivo amor.”
E sabem qual é o principal sintoma deste abandono do primitivo amor? A oração torna-se secundária ou quase inexistente. As obras também são oração, se feitas em nome de Deus, mas é preciso que estejam sustentadas na oração silenciosa, contemplativa, na leitura orante da Palavra, nos sacramentos, na partilha entre irmãos.
O cansaço – ou exaustão – leva-nos
a ver a oração como um peso e facilmente desistimos. Afinal, pensamos: faço
tantas coisas por Deus! O primitivo amor torna-se facilmente ativismo puro e duro.
Sem oração, sem o Espírito Santo, rapidamente começamos a fazer aquilo que nós
achamos e não o que Deus quer.
Um exemplo: posso ser uma ótima oradora, mas se não tiver o Espírito Santo, os frutos não vão ser os mesmos.
É preciso parar e pensar se
a nossa caminhada com Deus está nesta fase. Se sim, peçamos a Deus coragem para
mudar. Tal como nos diz: “Lembra-te, pois, donde caíste,
arrepende-te e torna a proceder como ao princípio.” Ap 2, 5


Sem comentários:
Enviar um comentário