A amargura que vem da
dor que se esconde…
“Passa a vida a refilar,
até chateia!” De facto, (con) viver com alguém amargurado é muito difícil. Na
maioria das vezes, esse sentimento vem do fundo da alma e do coração. Há uma
dor intensa, demasiado enraizada, que se teima em esconder atrás de palavras rancorosas
ou até de sorrisos …
É preciso ir ao fundo do nosso poço e aceitar aquilo que dói há muitos anos. O que não aceitamos? O que nos revolta? O que ainda nos magoa? Quem ainda não perdoámos? Será que ainda não nos perdoámos por algo que fizemos no passado?
Há situações tão dolorosas que preferimos esconder e fazer de conta que já está tudo bem. Até podemos viver muitas anos a achar que a vida se recompôs. Ou então, na vida social sorrimos, e em casa choramos e refilamos… Jesus quer curar-nos, mas para tal é preciso aceitar o que está errado. Sem medo, sem vergonha. Perceber que entulhos pusemos em cima da dor ou da revolta que está bem enraizada na nossa alma e no coração e deixar que Jesus toque esse mundo escondido.
Jesus diz-nos: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância.” (Jo 10, 10) Mas enquanto não retirarmos as pedras ou rochas de cima do que nos magoa, não vamos ter essa vida em abundância…
Procura ajuda num grupo de oração. Pode também ser preciso ajuda psicológica. Não importa o processo até à cura, porque, no final, vamos sentir um alívio muito grande e vamos receber e levar vida cheia do Espírito Santo a muitos outros irmãos em sofrimento. Em suma: vamos ser curados, para curar!
Ajuda-nos, Jesus!


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