segunda-feira, julho 01, 2019



Confissão: Não é preciso sentir vergonha! Recebamos a Paz e o Amor de Jesus!




Quando era mais pequena achava que não fazia sentido ir à Confissão. Para quê? Deus ouve-me em casa. Por que hei de falar com um padre, que também peca? Enfim… Hoje admito que o meu problema era só um: tinha vergonha de contar ao padre as minhas asneiras…

Quando voltei à Igreja decidi que me devia ir confessar. Se queria voltar, tinha de ser coerente. Lembro-me como se fosse hoje: estava bastante envergonhada e ansiosa. Há 15 anos que não me confessava… Naquele momento só pensava no que o padre me iria dizer por estar há tanto tempo sem ir ao sacramento da Reconciliação…

Para minha grande surpresa, foi um momento maravilhoso! O padre não me deu na cabeça por estar tanto tempo sem Confissão e acolheu-me como a ovelha perdida que tinha voltado ao redil. Hoje em dia – já lá vão uns anos – dou graças a Deus por aquela Confissão. Como é belo ter este momento de humildade que nos leva a pedir perdão a Jesus! Como é bom sentir que Jesus nos acolhe!

A Confissão ou Reconciliação é um sacramento de cura, que nos leva a refletir naquilo que temos de limpar da nossa vida! Quantas palavras abençoadas de padres na Confissão já me levaram a evitar erros ainda maiores … Quantas Palavras já me fizeram sentir mais amada por Deus …

Não tenham medo! Jesus espera-nos no Confessionário para nos lavar, purificar, moldar… Para nos fazer mulheres e homens mais semelhantes a Deus, com mais paz, harmonia e alegria no coração, mesmo quando o mundo desaba na nossa cabeça…

E, claro, este sacramento é da mais profunda Vontade de Deus. “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.” Jo 20, 22-23 Quando somos crianças também não entendemos muitas das ordens dos nossos pais… Mas, mais tarde, quantas vezes não as agradecemos? ;)



quarta-feira, junho 26, 2019



“Quando a tempestade não te estiver a fazer bem, Deus vai acalmá-la.” 




“Quando a tempestade não te estiver a fazer bem, Deus vai acalmá-la.” Ouvi estas palavras do Frei Gilson e percebi como fazem todo o sentido. Obviamente que no meio da tempestade dá vontade de perguntar: Mas a tempestade pode fazer-nos bem?

Sim, pode. Há uma tempestade na minha vida que já vai em 26 anos… Não sei quando é que Jesus vai dizer “Acalma-te”, apenas sei que o vai fazer. E, olhando para ela, com todas as dores e medos que sinto, vejo claramente como esta tempestade me trouxe o principal tesouro desta vida: Jesus. Não um Jesus como ideia, mas Jesus Deus, Amigo, Irmão, Aquele que está vivo e que é a Vida.

Esta tempestade trouxe coisas horrorosas, momentos de grande sofrimento, mas também foi com ela que Jesus me mostrou como Ele nos pode dar a graça do perdão de coisas horríveis. Aliás, devia ser obrigatório pedir a graça do perdão nas nossas orações, porque só Jesus a pode dar e só Jesus nos ajuda a perdoar, de coração sincero, situações demasiado cruéis… Passaram alguns anos até conseguir perdoar, mas foi muito libertador quando o consegui…

Essa tempestade já me fez chorar muitas vezes, viver muitas inseguranças e medos, trouxe a doença, mas, mais que isso, permitiu-me VER Jesus! Sim, é verdade! Foi no meio do sofrimento que fiz as orações mais sinceras e simples, que me mostraram um Jesus muito próximo, com quem podemos e devemos falar a qualquer hora do dia.

Não sei quanto tempo mais tenho de levar com esta tempestade, só sei que quando não me trouxer nada de bom, Jesus vai dizer “Acalma-te!” e o mar vai amainar. E, desde já agradeço a Jesus por essa libertação que há de acontecer no tempo e na hora certa, isto é, no tempo e na hora de Jesus!

Irmão e irmã, não é fácil, nada fácil… Há atrocidades muito grandes nesta vida e provas muito duras, mas lembremos a Palavra de Deus: “Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.” 2 Cor 12, 9



segunda-feira, junho 24, 2019


Ninguém é um fardo! Deus ama-nos desde o seio materno!




“Quem se interessa por mim? O que ando a fazer neste mundo? Só dou trabalho.” Já ouvi estas palavras mais que uma vez da boca de pessoas idosas e doentes. Estão cansadas do sofrimento e de não terem a ajuda de que mais precisam. Ou então até têm, mas quem trata delas deixa transparecer que elas são um fardo na sua vida…

Lembrei-me particularmente destas pessoas hoje, quando li na Liturgia Diária, esta passagem: “Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe” Jr 1, 5

É triste ver como esta sociedade, dizendo-se laica porque livre, afastou esta Verdade de Deus da vida de tantas pessoas. Quantas deixariam de desejar a morte - ou até de cometer suicídio – e de se acharem um fardo se soubessem que Deus as ama e as conhece profundamente, com qualidades e imperfeições, desde o seio materno…

É maravilhoso! Mesmo tão imperfeitos, Deus ama-nos! Ama-nos ao ponto de se fazer Homem, de sofrer horrores e de morrer na cruz… Deus não é masoquista, mas louco de amor por nós, daí que tenha aceitado o sofrimento para nos levar à Vida Eterna!

E será que mesmo nós que conhecemos esta passagem nos lembramos deste amor todos os dias? Falando por mim … nem sempre. Aliás, até me lembro, mas não deixo que esse amor me transforme. Não deixo que esse amor me toque todos os dias para, pelo menos à noite, dizer: “Isto não correu muito bem, mas Deus ama-me e isso é o que interessa. Vou dormir, deixando que a Sua paz e amor me reconforte.”

Enfim… Jesus, ajuda-nos a reconhecer, a sentir, a saborear este Teu amor maravilhoso que nos queres dar desde o seio materno! E que O demos a conhecer a todos aqueles que passam pela nossa vida, porque esse Teu amor é, muitas vezes, a única tábua de salvação de quem se sente amargurado e cansado desta vida. Ámen.  



quarta-feira, junho 19, 2019


Devoções que nos abrem a porta ao Amor, à Misericórdia e à Vida!



Há imagens que nos ficam para sempre na memória. No quarto da minha mãe – e no meu, porque a casa era pequena – esteve pendurado durante mais de 20 anos um quadro do Sagrado Coração de Jesus. Desde muito pequena, olhava para Jesus e ficava admirada com a Sua beleza. Havia alguma coisa naquele quadro que me deixava parada, em contemplação…  

Os anos foram passando e mesmo quando estive afastada da Igreja continuava a olhar para o quadro. Até que um dia descobri a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Mal podia imaginar como a minha vida iria mudar…

A participação na Eucaristia nas primeiras sextas do mês - para o Sagrado Coração de Jesus - e nos primeiros sábados do mês – para o Imaculado Coração de Maria – fizeram-me descobrir como é tão bom ir ter com Jesus na Eucaristia. Deixei de dar importância ao padre que celebra, ao coro, ao horário…

Estar com Jesus na Missa e no Santíssimo Sacramento passaram a ser um verdadeiro momento de adoração e não tanto um dever de católica. A oração tornou-se cada vez mais íntima, sem grandes floreados… E, o mais importante, comecei a ver os meus erros e a perceber como ofendia – e ainda ofendo – estes Corações e como preciso repará-los.

Acima de tudo, tenho sentido o Amor e a Misericórdia de Jesus e como Maria, nossa Mãe, está sempre junto do Seu Filho para nos levar ao colo nos momentos mais duros da vida e para sorrir connosco quando as coisas correm bem.

Aqui ficam os links onde se pode conhecer estas devoções que são uma porta para o Amor, para a Misericórdia, para a Vida… E que não fazem apenas bem a cada um de nós, mas também – e sobretudo – a Jesus e a Maria, que tanto sofrem por causa dos nossos pecados…









sexta-feira, junho 14, 2019


Saí a correr da Missa e deixei Jesus sozinho…




A Eucaristia terminou e saí apressadamente, pensando nas tarefas que tinha pela frente. A caminho, percebi o que tinha acabado de fazer e senti-me muito triste. Apesar de ter tempo, não fiquei mais um tempo para adorar Jesus, para Lhe fazer companhia.

Senti uma tristeza enorme e não me saía da cabeça como Jesus está tão sozinho … Ama-nos tanto, sofreu (e sofre) tanto por nós, tendo morrido na cruz completamente flagelado… E o agradecimento que recebe é este: vamos à Missa, oramos, mas, de preferência, de forma rápida, para depois irmos à nossa vida.

No caminho fui pensando como estava a ser ingrata. Jesus nunca me abandona, está sempre comigo e eu não fiquei mais um pouco… Apesar da minha ingratidão, Jesus perdoa-me e, no mesmo caminho, Jesus envia-me uns pardais lindos, a cantarolar… Ele sabe como gosto muito de contemplar os pássaros e como esses momentos para mim são um “Eu amo-Te muito” de Jesus... Naquele momento apaziguei a tristeza, agradeci a Jesus por me ter mostrado quão ingrata tinha sido e pedi-Lhe para me iluminar com o Espírito Santo para que veja – com olhos de ver – quando O estou a magoar.

Partilho este momento também para refletirmos sobre o modo como tratamos Jesus. Será que as nossas orações são de intimidade e de verdadeiro amor ou são mais meras palavras que vamos dizendo da boca para fora, para cumprir um preceito? Será que vamos à Missa para estar com Jesus ou limitamo-nos a cumprir um preceito e, de preferência, em pouco tempo? Cumprimos tudo isto e depois não nos lembramos mais de Jesus ao longo do dia?

Não tenhamos vergonha ou medo da resposta. Se não for a melhor, lembremo-nos que Jesus nos ama e nos perdoa e peçamos-Lhe a graça da proximidade com Ele nas 24h da nossa vida.


sábado, junho 08, 2019

Vem, Espírito Santo! Renova-nos, faz-nos viver em abundância!






Jesus disse que enviaria o Espírito Santo e assim foi no dia de Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos no Cenáculo em oração. Estavam confusos. Já não sabiam o que pensar. Não conseguiam compreender bem o que Jesus lhes tinha dito. A sua vida estava como que parada. Não sabiam o que fazer, como sair daquela situação. Viviam fugidos, apavorados com o presente e o futuro.
Mas continuavam a orar, apesar de não verem nada, a não ser obstáculos, obstáculos ... E naquela oração aconteceu o que Jesus lhes havia prometido: enviou o Espírito Santo. Um Espírito de Amor, Paz, Fortaleza …

E o que aconteceu?


Deixaram de ter medo, passaram a compreender o que Jesus lhes havia dito e o que Jesus lhes pedia para a Sua vida, ou seja, qual era a sua vocação. Precisavam do Espírito Santo para realmente verem, escutarem, falarem, agirem conforme a Palavra . Enfrentaram perseguições, o gozo dos outros, doenças, a morte dos amigos por serem apenas cristãos … Mas o medo e o desânimo já não os oprimia. Entregavam tudo para a maior glória do Pai. Quando o medo queria voltar, oravam e pediam para que Jesus enviasse o Espírito Santo para a maior glória do Pai.

E o que temos a ver com isto?Tudo! Somos homens e mulheres como eles eram. Temos medo, receios, o desânimo ataca-nos muitas vezes. As perseguições, o sofrimento, a doença são muitas vezes uma tormenta. Então sigamos o seu exemplo e continuemos a orar – mesmo sem nada ver – e peçamos o Espírito Santo. Para que, tal como os discípulos, nos tornemos apóstolos e vivamos a vida em abundância que Cristo nos quer dar ( Cfr. Jo 10, 10). Para que, tal como a eles, o Espírito Santo nos ilumine e nos fortaleça quando o medo quer voltar e quando as preocupações querem ocupar o centro da nossa vida, que deve ser guardado apenas para Cristo.

terça-feira, junho 04, 2019


Cuidar dos nossos, uma missão tão dura… mas tão bela, Jesus!





A sensação de que algo na nossa vida não nos preenche totalmente e que o mar da vida está demasiado agitado não tem de ser algo muito negativo. Pelo contrário. Pode ser a resposta para aquela pergunta que fizemos um dia a Deus: “Mas qual é a minha vocação? O que queres de mim, meu Deus?”

É isso que tenho sentido nos últimos tempos. Deus tem-me mostrado como só consigo encontrar a felicidade verdadeira quando cuido dos outros. Não para ser “boazinha”, mas para ser realmente eu, filha de Deus, feliz, cheia de vida. E, neste momento concreto da minha vida, esse próximo é quem vive comigo, não tanto os outros.

Tenho passado por várias coisas que me obrigam, mesmo doente, a cuidar da minha mãe, além, claro, do meu filho. Não tem sido nada fácil… Conjugar o trabalho com esta necessidade de estar próximo da família não tem sido mesmo nada fácil… A exaustão, as noites mal dormidas, a falta de paciência por causa do sono, a sensação de viver na corda bamba pelos mil e um problemas que vão surgindo como cogumelos …

Mas, Deus é maravilhoso! No meio de tanta dificuldade, da falta de forças – admito que tenho dias que me apetece chorar de cansaço, Jesus mostra-me o caminho que me conduz realmente à felicidade. Tal como nos tempos da missão para com os outros que não partilham comigo o mesmo teto: nos Combonianos, na catequese, no grupo de jovens Palotinos...  

Sinto que Jesus me tem permitido todas estas provações para ver qual o caminho que me leva à felicidade e à Vida Eterna, recordando que a missão não tem de ser longe da nossa terra ou fora de portas. Resta-me pedir força e muita luz do Espírito Santo, para que consiga levar esta missão até ao fim e para me recordar sempre, principalmente nos momentos de maior angústia, que: “Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.” 2 Cor 12, 9


quarta-feira, maio 29, 2019



Jesus não desistiu de Pedro e não desiste de cada um de nós



Pedro estava esmagado por Te ter traído, Jesus. Achava que nunca mais iria ser o Pedro que dizia que faria tudo por Ti. Para ele tudo tinha acabado. E o que Tu, Jesus, fizeste? Perdoaste-o ainda antes de ele se ter perdoado a ele próprio e deste-lhe as chaves da Igreja, para apascentar as Tuas ovelhas.

Jesus, não desististe dele, mesmo sendo fraco e pecador. Pelo contrário, deste-lhe um enorme voto de confiança. Simplesmente era fraco, pecador, ainda não tinha recebido o Espírito Santo que o levou a pregar com e sem cadeias, que o levou a morrer por amor a Ti.

Jesus, Tu o capacitaste, o encheste do Teu Espírito, porque, como dizes, “Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza”. 2 Cor 12, 9

Pois é! É isso que fazes comigo, Jesus! Apesar da minha fraqueza, dos meus erros, Tu não desistes! Tantos desvios tenho feito, meu Deus, mas Tu continuas a insistir! Vem! Chamas-me pelo meu nome e recordas-me a Tua infinita Misericórdia! Recordas-me que “Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei…” Jr 1, 5

Assim fazes comigo e assim fazes com cada irmão e irmã que estão a ler este texto. Ajuda-nos a dizer o “Sim”!

quinta-feira, maio 23, 2019


“Mesmo com erros tens sido muito importante na vida do teu filho”



No Dia da Mãe, o Frei Gilson falou de 8 características que devem ter todas as mães. Meditemos em cada uma, independentemente da nossa fé. Os pais também o podem fazer… J E, como nos diz o Frei: “Mãe, és uma guerreira. Não é hora de te culpares e de achares que não és uma boa mãe. Mesmo com erros tens sido muito importante na vida do teu filho.”

1 – Entende o filho, reconhecendo que é diferente de si. Aceita-o como ele é e ama-o dessa forma.

2 – Acompanha as suas mudanças, estando atenta às alterações bruscas de comportamento.

3 – Não deseja realizar-se no filho: Deve-se aconselhar, mas também respeitar os sonhos dos filhos, mesmo quando não concordamos com os mesmos. Incentiva-o a fazer o que ele melhor sabe.

4 – É carinhosa, amável e disciplinadora: Educa e repreende, mas sem ter vergonha ou medo de o abraçar e de lhe dizer, todos os dias, que o ama. Não bastam bens materiais, porque mesmo quando estes existem, se faltar o amor, falta tudo.

5 – Pede desculpa, porque a verdadeira educação é mostrar que todos erram. E assim mais facilmente o filho vai pedir perdão.

6 – Está presente, mesmo quando está ausente fisicamente. É o refúgio aonde o filho se dirige nos bons e maus momentos, confiando.

7 – Valoriza e elogia, compreendendo os esforços do filho. Não acha que ele faz tudo mal e anima-o.

8 – Mantém a harmonia no lar, evitando brigas. Constrói um lar onde o filho sente vontade de viver.

Aqui pode-se ouvir o ensinamento na íntegra.

quarta-feira, maio 08, 2019


Como a Mãe sofreu por Amor …




A devoção às 7 dores de Maria é muito bonita. A Mãezinha deixou algumas promessas a quem seguir esta devoção e que apresento – ou recordo – a seguir, sendo as mais importantes a da paz e da vida eterna. Mas acho que mais importante que rezarmos as 7 Avé-Marias diariamente, o mais importante é meditar sobre as suas dores.

A nossa Mãe do Céu nunca afastou o sofrimento, aceitando-o e, como diz a Escritura, meditando tudo no seu coração (Lc 2, 51). Já não bastava o risco de ser lapidada por aparecer grávida antes do matrimónio, Maria teve ainda de suportar um parto num estábulo, fugir com o Menino e José para o Egito, ouvir Simão dizer-lhe que “uma espada trespassará a tua alma” (Lc 2, 35), ver o Seu Filho ser ridicularizado, perseguido e morto da maneira mais atroz… Carregou o Seu corpo após a morte …

Principalmente quem é mãe – e pai - sabe como dói ver o nosso filho a sofrer. Como o nosso coração fica bem apertadinho quando os vemos chorar, doentes no hospital, perseguidos pelos colegas na escola …

Por isso não esqueçamos as dores da Mãe quando rezarmos as 7 Avés-Marias diárias. E peçamos-Lhe a graça de nos ajudar, com esta devoção, a querer fazer cada vez mais a Vontade de Jesus, que se baseia no Amor e na Misericórdia para com todos os nossos irmãos, principalmente aqueles mais difíceis…


Promessas de Maria a quem rezar 7 Avé-Marias, todos os dias, meditar nas suas dores e divulgar este gesto de Amor para com a Mãe a outros irmãos:

1. Porei a paz em suas famílias.
2. Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
3. Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições.
4. Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
5. Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
6. Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o Rosto de Sua Mãe Santíssima.
7. Obtive de meu Filho para os que propagarem esta devoção (às minhas Lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o meu Filho e eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Saiba mais aqui.

PS: Deixo também o link para a Oração de Consagração a São Miguel Arcanjo aqui.

segunda-feira, maio 06, 2019


Quando o trabalho se torna um deus…





Trabalho… Aqui está um tema muito delicado para mim nos últimos tempos. Já ouvi muitas vezes dizer que o trabalho pode ser um deus. Mas achava que isso só se aplicava a quem quer ter muito dinheiro para luxos ou quem vê a sua felicidade nos bens materiais. Mas, ouvindo algumas meditações do Frei Gilson percebi que eu também tenho tido este deus na minha vida …

Primeiramente, pensei: Como? Eu trabalho para pagar as contas, não para ter bens de luxo… Pois, mas o problema não está aí, mas na maneira como vejo o trabalho, ou seja, faço-o como se a força e o empenho não fossem uma graça de Deus. E isso leva-me a viver sempre stressada, arruinando a minha saúde.

Percebi que me falta entregar o trabalho a Jesus, para que, mesmo nos dias em que é preciso fazer muitas horas, eu possa ter o coração tranquilo. Posso estar exausta, mas se reinar a paz no coração da certeza de que nada me faltará, será muito mais fácil enfrentar o trabalho.

É preciso trabalhar, pois o trabalho dignifica o homem, mas este não deve ser o centro da nossa vida, nem nos deve destruir aos poucos. E isso é possível se deixarmos Jesus nos ajudar, oferecendo-Lhe cada tarefa. Tenho tentado fazer isto nos últimos tempos e acreditem que, apesar das muitas falhas e quedas, me sinto muito mais feliz. Nos dias em que trabalho para louvor de Jesus chego à cama e, mesmo muito cansada, sinto uma enorme paz interior. E é essa paz que vale a pena, porque vai contagiar quem está à nossa volta.

Termino com uma oração, porque só Jesus nos pode ajudar:

Jesus, dá-nos a graça de oferecer cada tarefa do nosso trabalho para a Tua glória. Ajuda-nos a confiar em Ti, a saber que a quem ama a Deus nada lhe faltará (Sl23, 1). Mesmo se vier o desemprego, Tu estás lá para nos dares a mão. Mesmo que as horas extra não sejam pagas, mesmo que o ordenado mal dê para pagar as contas, Tu estás connosco… Ámen!



segunda-feira, abril 29, 2019


Jesus tem saudades nossas…





Lembro-me como se fosse hoje, apesar de já terem passado quase 20 anos. Ia na camioneta para casa. No caminho passámos pela rua da Igreja onde fui batizada e onde fiz a Primeira Comunhão. Na altura estava muito zangada com a Igreja, mas não resisti em olhar para a porta. E senti um aperto no coração, uma saudade imensa…

Na altura não percebi. Achei que tinha apenas saudades de ir dentro de uma igreja para escutar o silêncio e ver as imagens. Mas não foi nada disso. Hoje sei que aquele aperto no coração, aquela saudade imensa, era Jesus a dizer-me: “Tenho tantas saudades tuas! Volta!”

Jesus é mesmo assim. Tem saudades nossas e, mesmo que os nossos erros sejam horrendos, Ele pede para voltarmos para os Seus braços, para nos curar nas Suas Santas Chagas (Is 53, 5) e para nos restituir vida e vida em abundância (Jo 10, 10).


Ontem foi a Festa da Misericórdia. Jesus disse que neste dia, quem se aproximasse de Si, através da Confissão e da Eucaristia, alcançaria o perdão total das suas culpas.

Quem não foi, NÃO DESISTA de procurar Jesus e de conhecer a Sua Misericórdia! Não é apenas uma devoção ou palavras bonitas lançadas ao ar! É Jesus a chamar cada um de nós para voltarmos para os Seus Braços por pior que sejam os nossos erros. Como disse: “Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” Mt 9, 13


Aqui podemos ficar a conhecer melhor tudo o que está em volta de Jesus Misericordioso. Não custa espreitar … ;) Houve um dia que espreitei e desde aí que é essa Mão de Jesus, cheia de Misericórdia, que me ajuda a viver cada dia que passa, com mais ou menos erros, com mais ou menos dificuldades…



sábado, abril 27, 2019


Festa da Misericórdia! Jesus, eu confio em vós!


Por maior que seja o nosso erro, Jesus espera por nós, amanhã, na Festa da Misericórdia! Procuremos Jesus na Eucaristia e na Confissão, CONFIEMOS Nele! Ele quer-nos dar vida e vida em abundância! Jo 10, 10
No link pode-se conhecer melhor esta Vontade de Jesus para nos mostrar o Seu amor! Quem não for amanhã, não desista e tente conhecer a Divina Misericórdia, que tantos tem salvo!


quarta-feira, abril 24, 2019



Se a vida fosse só este mundo, seria em vão…



Na Quinta-Feira Santa senti uma dor tão grande no coração quando retiraram Jesus do Sacrário… Era uma dor de saudade. Nunca tinha sentido isto. Naquele momento lembrei-me do que deviam ter sentido os discípulos quando ficaram sem Jesus ao verem-No morrer na cruz…

Nós sabemos e acreditamos que Ele está vivo, mas os discípulos ainda não sabiam o que era ressuscitar… Fiquei a pensar como eles se devem ter sentido completamente perdidos, vazios, sem qualquer orientação… Provavelmente até se sentiram traídos, a acharem que tinham acreditado em mais um profeta, igual a muitos outros.

Isto fez-me lembrar uma conversa que tive uma vez com uns jovens num momento de oração e de meditação. Acreditavam em Deus, mas tinham muita dificuldade em acreditar na ressurreição. Lembro-me que abri a Bíblia e lhes li: “Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados. Por conseguinte, aqueles que morreram em Cristo, perderam-se. E se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” 1 Co 15, 16-19

Nunca mais vi estes jovens, mas a sua dificuldade em crer na ressurreição é comum hoje em dia, infelizmente. É fácil acreditar no Deus Amor, mas quando se chega à ressurreição… Eu sei que é a linguagem do Espírito, mas, de facto, de que valeria a pena se Jesus não tivesse ressuscitado e se não pudéssemos caminhar para a Vida Eterna? Deus seria o quê? Sadomasoquista? Qual seria o sentido de se viver neste mundo imperfeito, de sofrimento, e depois tudo acabar?

Abramos o nosso coração e deixemos Jesus inundar-nos com o Seu Espírito para vermos que a ressurreição não é uma ilusão ou uma história da carochinha! Abramos o nosso coração para anunciar a Sua Ressurreição nos quatro cantos do mundo, não nos importando com quem possa gozar connosco! Lembremos: “Porque, se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos” Lc 9, 26

quinta-feira, abril 18, 2019

Jesus, eu confio em Vós!




 A novena da Divina Misericórdia começa Sexta-Feira Santa! Como disse Jesus a Santa Faustina: "Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate" (Diário de Santa Faustina, nº. 699)




segunda-feira, abril 15, 2019



"Já pensou como a Mãe sofreu ao ver o seu Filho em plena agonia, sem poder fazer nada?"




Há conversas que são autênticos testemunhos da Palavra de Deus. Enquanto o meu filho jogava à bola, fiquei a ler num banco. Apareceu uma senhora que já não via há muito tempo, com a neta. Só nos conhecemos da rua, por isso começámos pelas conversas banais.

Até que ela, senhora já de certa idade, começou a desabafar. Foi aí que percebi como vive num autêntico inferno. Não só ela, como também a neta. É daquelas vidas em que parece que nada corre bem. Desgraça vem após desgraça, afetando os mais inocentes.

Mas no meio do inferno que vive, impressionou-me sobretudo o amor que tem por Jesus e Maria. Não falo apenas de fé, mas de um amor muito intenso. Várias vezes me dizia, com lágrimas nos olhos: “Entrego tudo pelas chagas de Jesus e pelas dores de Nossa Senhora. Já pensou como eles sofreram? Já pensou como a Mãe sofreu ao ver o seu Filho em plena agonia, sem poder fazer nada?”

Fiquei a matutar nestas palavras. Quantas vezes penso no sofrimento de Jesus e de Maria quando estou em aflição? Poucas… Lembro-me mais quando passa a aflição, mas na altura nem sempre… Achei lindo o amor que ela tem por Jesus e Maria. Via-se nos seus olhos, não era apenas conversa bonita.

Peço assim ao Senhor que nos dê este amor, esta proximidade com Jesus e Maria, também no sofrimento. E peço por esta senhora, pela sua neta e por toda a família, que bem precisam…


quarta-feira, abril 10, 2019


“Fiz tanta asneira que não me achava digno de perdão”





O M. viveu no mundo da droga durante 20 anos. Do conforto da sua casa foi parar ao crime e à rua, onde dormiu durante anos a fio. Está recuperado há vários anos e, hoje em dia, ajuda outros sem-abrigo a sair da rua e toxicodependentes a deixar a droga, graças a Deus.

O que mais chamou a atenção no seu testemunho foram estas palavras: “Todos me perdoaram, a minha mãe, o meu pai… Mas eu não conseguia perdoar-me a mim mesmo. Fiz tanta asneira que não me achava digno de perdão e fazia-me confusão como todos me perdoavam e me aceitavam de volta, dando-me a mão para me levantar.” O M. diz que o perdão a si mesmo foi um processo muito complicado que só conseguiu resolver com a fé em Jesus Cristo.

Este caso fez-me lembrar dois exemplos, um bom outro não tanto: Pedro e Judas. Ambos traem Jesus, mas enquanto Pedro, mesmo esmagado de dor pelo que tinha feito, consegue ver nos olhos de Jesus o Seu perdão, Judas nem se atreveu a olhá-Lo e desistiu por completo da vida…

Meditando no exemplo de Pedro e de Judas, surgem-me estas questões:

- Até que ponto, após cometer erros (mesmo os mais graves), consigo olhar para Jesus e deixar-me invadir pela Sua Misericórdia?

- Será que na minha vida mostro esta Misericórdia de Jesus para quem mais erra – principalmente quando as ações dessa pessoa me prejudicaram - de modo que também ela, filha de Deus, saiba que ainda tem salvação?

- Mesmo que todos me condenem, será que consigo ir até Jesus e, com toda a minha miséria, voltar para a Casa do Pai?


Relembremos que Jesus disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” Mc 2, 17



terça-feira, abril 02, 2019


Ser cristão não é apenas não matar e não roubar… é amar os inimigos




No tempo em que andei longe da Igreja costumava dizer que era católica não praticante e cristã. Católica não praticante, porque me habituei a ouvir isso. Cristã, porque supostamente fazia o que Deus pedia. Não matava, não roubava…

Hoje olho para trás e penso como me estava a enganar a mim própria. Ser cristão católico é de facto ser Igreja, estando presente, não vivendo uma “fé individual”. Como Jesus nos disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles” Mt 18, 20. Aliás, se se defende o amor de Jesus, que sentido faz viver uma “fé individual”!? O amor não existe sozinho…

Quanto à questão de que sou cristã, porque não mato ou não roubo … Será que é mesmo assim? De facto, podemos não cometer um homicídio, podemos não roubar nada … mas a mensagem cristã não se fica por aí. Além de que matar e roubar pode significar simplesmente matar e roubar a autoestima do outro com palavras.  

Ser cristão é muito mais. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo é dar a outra face, orar por quem nos faz mal… Em suma, amar os nossos inimigos, porque assim somos filhos de Deus, Aquele que dá o sol e a chuva aos bons e aos maus…  Mt 5, 44-45

E isso eu não o fazia quando tinha a minha “fé individual”. Hoje em dia já o faço? Sim. Consigo sempre? Não. Mas consigo mais vezes, porque em comunidade e com os sacramentos vou fortalecendo a minha fé e abrindo portas a Jesus, para que, na Sua graça, consiga amar quem me faz mal, por mais difícil que seja. Afinal, também eu cometo erros e gosto de ser perdoada…  


quinta-feira, março 28, 2019



 “Jesus, tenho uns sapatos novos!” – A oração pura de uma criança





“Jesus, tenho uns sapatos novos!” As palavras são de uma menina pequena que entra na Igreja e que, perante o altar, mostra para Jesus aquilo que para ela é o mais importante no momento. Esta história foi contada pelo diácono António quando fiz o Seminário de Vida Nova no Espírito. Já lá vão uns anos mas nunca mais me esqueci. Lembro-me de o diácono nos dizer que, naquele momento, aprendeu a orar.

Lembro-me muitas vezes desta história quando estou em oração, principalmente quando entro dentro de uma Igreja. Sorrio muitas vezes, olhando para Jesus no sacrário, perguntando-lhe: “Quais são os sapatos novos que te quero mostrar?”

São muitos, obviamente. Mesmo na dor, quando as lágrimas escorrem pelo rosto, posso agradecer pela vida, por Ele me dar força para superar aquele momento, por ter comida, água, uma cama para dormir, emprego… E, acima de tudo, por ter um filho maravilhoso, a melhor prendinha que Jesus me deu na vida.

A oração desta menina faz-me lembrar como, muitas vezes, torno os momentos com Jesus num autêntico monólogo monótono em vez de optar pela simplicidade e por palavras simples e sinceras, mostrando claramente o que vai cá dentro. Jesus sabe o que se passa cá dentro, mas gosta de nos ouvir. Ele também sabia dos sapatos novos da menina, mas como deve ter sorrido quando a ouviu falar!?

Já a Palavra de Deus nos exorta:

“Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.” Mt 6, 7-8

Enfim, resta-me pedir: “Senhor, ensina-nos a orar!” Lc 11, 1