terça-feira, julho 10, 2018


A verdadeira fé não nos afasta do mundo real. Jamais!




Estive a ler umas palavras de um psicólogo que comentava a importância da fé e da religião por causa das crianças e do treinador que ficaram presos na gruta. Ele dizia que até pode ajudar mas tem um senão, que é o facto de afastar as pessoas da realidade concreta. Este comentário surgiu por causa de o treinador ter recorrido à ajuda da meditação para que o grupo ultrapassasse aqueles momentos indescritíveis de sofrimento.

Mas este psicólogo errou e só demonstrou um mito/estereótipo que ainda perdura na nossa sociedade e que deve ser esclarecido: A verdadeira fé não nos afasta do mundo real. Jamais!

Não me focando no Budismo – que é mais visto como filosofia de vida e não como religião por muitas pessoas -, como cristã católica vou falar do exemplo de Jesus e de como Ele jamais nos pediu para nos alienarmos da realidade em que vivemos.

Jesus diz-nos, antes de mais, que veio para que “tenhamos vida e vida em abundância” (Cf. Jo 10,10). Quer que vivamos alegres em todo o momento, dando graças a Deus por tudo! (Cf. 1 Ts 5, 16-17) Mas também nos diz: “No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!” (Jo, 16, 33)

Jesus mostra-nos, por palavras e com o seu exemplo de sofrimento na vida e na cruz, que ter fé e acreditar em Deus não é viver alienado e negar o que se passa. Pelo contrário, é ter uma noção exata das coisas más, para das mesmas retirarmos coisas boas.

Mesmo quando a realidade nua e crua nos parece esmagar, Ele lembra-nos: “E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28, 20). Tal como dizia o apóstolo S. Paulo: “Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados.” (2 Co 4, 8-9

Muito poderia escrever sobre exemplos concretos de como a fé não nos afasta da realidade concreta deste mundo. Mas basta recordar que Jesus nos pediu para nos amarmos uns aos outros como a nós mesmos, o que implica estar atento ao nosso próximo, que é quem tem fome, quem tem sede, quem está nu, doente, na prisão … (Cf. Mt25, 31-46)



quarta-feira, julho 04, 2018



E quando a ira destrói tudo …




“Felizes os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5, 9) Estas palavras de Jesus levam-me a pensar naqueles momentos em que só nos apetece gritar e mandar tudo “à fava”, como se costuma dizer.

De facto, como cristãos devemos ser pacíficos, porque assim é o coração de Jesus: manso e humilde. E Jesus bem nos mostra como a mansidão e a humildade são a melhor resposta a todas as situações da vida, principalmente nas mais tempestivas.

Mas bem sabemos que nem sempre é fácil e como é difícil manter esta mansidão quando em casa não há paz, quando o desemprego dificulta o pagamento da renda da casa ou a compra de comida… Quando são injustos com os nossos filhos – mãe e pai têm o coração na boca, quando após muito empenho o patrão berra connosco sem nos dar qualquer valor…

O gatilho para a ira pode estar nas coisas mais comuns da vida: cansaço, doença, alterações hormonais no caso da mulher, problemas antigos mal resolvidos, no perdão que ainda não concedemos a nós próprios e aos outros…

E, em segundos, explodimos e acabamos por nos deixar levar por sentimentos que são tudo menos cristãos. Além de mancharmos o nome de Jesus, apenas ficamos com mais problemas.

A solução? Oração, oração, oração. Pedir muito o Espírito Santo ao longo do dia e, sobretudo, quando percebemos que o gatilho da ira se aproxima. Pedir muito a Jesus que nos ajude a ter autodomínio, um dos frutos do Espírito Santo (Gl 5, 22-23).

E se cairmos e não conseguirmos controlar a ira? Reconheçamos que fizemos asneira, peçamos perdão a quem magoámos e também a Deus, recorrendo ao sacramento maravilhoso da Reconciliação, onde Jesus nos espera de braços abertos.


Não é fácil – falo por experiência própria - mas se não desistimos de nos aperfeiçoarmos em coisas triviais e efémeras, porque não podemos colocar o mesmo empenho na luta pela felicidade já aqui neste mundo e na vida eterna que nos aguarda?



sexta-feira, junho 29, 2018




Testemunho na prisão: “Jesus é fantástico!”




“Jesus é fantástico!” A frase foi dita vezes sem conta pelo Padre Dâmaso, conhecido como o “padre das prisões”. Faleceu recentemente aos 87 anos, mas a sua marca vai ficar por muito mais tempo nos corações de muitos reclusos e ex-reclusos.

Este homem de Deus nunca parou de mostrar a verdadeira imagem de Jesus: um Deus misericordioso que ama e que luta pela salvação – física, psicológica e espiritual – de todos nós, mesmo se cometemos um ou vários crimes.

No outro dia tive acesso a um testemunho de um recluso que conviveu com o padre e que agradecia por ele o ter ajudado e a outros “a chorar os nossos erros mas sem deixar de viver na esperança”. Continuando, relembra que o Padre Dâmaso lhe relembrava que “só há um Deus, o Deus do amor, do perdão e que nunca nos abandona, procurando-nos sempre”.

Este é um testemunho de alguém que cometeu um crime e que ainda está atrás das grades e que, na minha singela opinião, deve fazer-nos refletir. Até que ponto conseguimos transmitir esta imagem – a que é realmente verdadeira – de Deus? Se calhar até o fazemos com quem achamos que “se porta bem”. Mas será que o fazemos com quem já cometeu graves erros na vida?

Quando falo em erros graves não tem de ser obrigatoriamente daqueles que nos levam a tribunal e a uma prisão. Um erro grave pode ser simplesmente fechar os olhos perante uma mulher, nossa vizinha, que é maltratada pelo marido e a quem nunca damos a mão … Se for preciso até a condenamos, dizendo que “se calhar gosta de levar porrada” …

Que o exemplo deste padre nos leve a refletir e a meditar nas nossas próprias ações e na maneira como mostramos Jesus aos outros, independentemente dos erros cometidos ao longo da vida para que o nosso testemunho seja o de que Jesus é fantástico…

Como Ele próprio nos diz: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” Mc 2, 17


sexta-feira, junho 08, 2018



Que imagem de Jesus deixo refletir na minha vida?





Uma amiga contou-me uma história que me deixou triste, como cristã católica. E que nos deve levar a pensar na imagem que passamos de Jesus. Não falo dos erros que todos cometemos, mas daquelas falhas de amor que não devem ter justificação, se é que me entendem…

Esta amiga esteve recentemente em países onde há muitos budistas. Conviveu com uma cultura muito diferente da nossa, mas uma imagem ficou bem marcada no seu coração: A forma como as pessoas se ajudavam umas às outras. Por exemplo, às 5h30 da manhã vão para a rua distribuir comida aos monges que, por sua vez, a dividem com as crianças e famílias mais pobres.

Quando me falou disto, lembrou-se do que se tinha passado numa peregrinação que fez a pé a Fátima. Dessa vez, apesar de se ir em oração, houve quem tivesse reservas em deixar um outro peregrino, que caminhava sozinho, comer no mesmo local. A razão prendia-se com a logística, porque não se contava com o prato dele… Graças a Deus, tudo se resolveu e obviamente que aquele peregrino comeu com o grupo e a maioria do grupo não levantou problemas.

Com estes exemplos, questiono-me: Até que ponto, cada um de nós que nos dizemos cristãos, somo-lo de facto? Até que ponto deixamos a Palavra de Deus ser Vida em nós?

Jesus diz em Mt 25 que seremos julgados pelo amor ao próximo, como dar de comer e de beber a quem tem fome e sede… Mas depois acabamos por viver, muitas vezes, como não cristãos, não humanos, escondemo-nos nos nossos próprios interesses, fechamo-nos em regras que são tudo menos humanas e cristãs.

Não entendam este post como um julgamento, mas como uma reflexão para todos – inclusive para mim própria – sobre a imagem que passamos de Jesus e façamos como aquela mulher muito pobre que, após receber uma tigela de arroz da Madre Teresa de Calcutá, foi dividi-la com a vizinha, porque valia mais cada uma ter pouco do que só uma ter tudo e a outra não ter nada.

segunda-feira, junho 04, 2018


Satanismo? Até aí Jesus te vai buscar para te amar!




Testemunho de Isabel Margarita Rojas Leiva, do Chile, dos Missionários Leigos Consagrados no Espírito Santo, no decurso de uma das suas missões em Espanha.

“Um certo dia, o meu bispo enviou-me pela primeira vez a uma prisão de jovens. Quando estava com eles, comecei a tocar guitarra. Aproximaram-se todos e formaram um círculo à minha volta, juntando as suas vozes à minha, excepto um jovem que ficou sempre no seu canto.

Quando os cantos terminaram, dirigi-me a ele, mas apenas me tinha aproximado, ele disse:
-Não se aproxime de mim! - vendo a minha surpresa disse de novo:
-Não se aproxime, eu sou mau. E mostrou-me uma tatuagem de Satanás nas costas.
Nesse momento, sem saber porquê tive a ideia de lhe perguntar:
-Diz-me, quando foi que a tua mãe te beijou pela última vez?
-Não o fez nunca - respondeu, e rompeu em soluços.
-Posso beijar-te?
Não sei porque lhe disse isso, pois eu tinha uma certa repugnância. Mas, apesar disso beijei-o. Depois falámos durante muito tempo sobre o amor de Deus. Quando chegou o momento da despedida, ele disse-me:
- Se me ama verdadeiramente, dê-me a cruz que traz ao peito!

Devo confessar que este pedido me causou um aperto no coração. Esse crucifixo tinha, para mim, um grande valor sentimental porque era a ultima recordação que conservava da minha falecida mãe. Mas senti que Deus me pedia esse sacrifício e, inspirando profundamente, respondi:
-Eu amo-te; toma-o fica com ele!

Despedimo-nos e depois perdemo-nos de vista. Sete anos mais tarde, encontrei-o no decurso de uma outra missão. Ele já tinha saído da prisão. Com a cara transfigurada e radiante de alegria, aproximou-se de mim e disse-me:
-Lembra-se de mim, Isabel? Conhecemo-nos na prisão. Ofereceu-me este crucifixo. Depois baptizei-me! Agora pertenço à Igreja e recebo regularmente os sacramentos.

Não consigo descrever a alegria que senti nesse momento. Compreendi então que a Misericórdia Divina é infinita. Os milagres acontecem quando nos abrimos à Misericórdia Divina. Quando nos damos sem esperar nada.”

Fonte: Notícias de Medjugorge. Foi publicado na revista Mensageiro da Divina Misericórdia, distribuída pela Paróquia de Odivelas.

domingo, maio 20, 2018


Vem, Espírito Santo! Renova-nos, faz-nos viver em abundância!






Jesus disse que enviaria o Espírito Santo e assim foi no dia de Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos no Cenáculo em oração. Estavam confusos. Já não sabiam o que pensar. Não conseguiam compreender bem o que Jesus lhes tinha dito. A sua vida estava como que parada. Não sabiam o que fazer, como sair daquela situação. Viviam fugidos, apavorados com o presente e o futuro.
Mas continuavam a orar, apesar de não verem nada, a não ser obstáculos, obstáculos ... E naquela oração aconteceu o que Jesus lhes havia prometido: enviou o Espírito Santo. Um Espírito de Amor, Paz, Fortaleza …

E o que aconteceu?


Deixaram de ter medo, passaram a compreender o que Jesus lhes havia dito e o que Jesus lhes pedia para a Sua vida, ou seja, qual era a sua vocação. Precisavam do Espírito Santo para realmente verem, escutarem, falarem, agirem conforme a Palavra . Enfrentaram perseguições, o gozo dos outros, doenças, a morte dos amigos por serem apenas cristãos … Mas o medo e o desânimo já não os oprimia. Entregavam tudo para a maior glória do Pai. Quando o medo queria voltar, oravam e pediam para que Jesus enviasse o Espírito Santo para a maior glória do Pai.

E o que temos a ver com isto?

Tudo! Somos homens e mulheres como eles eram. Temos medo, receios, o desânimo ataca-nos muitas vezes. As perseguições, o sofrimento, a doença são muitas vezes uma tormenta. Então sigamos o seu exemplo e continuemos a orar – mesmo sem nada ver – e peçamos o Espírito Santo. Para que, tal como os discípulos, nos tornemos apóstolos e vivamos a vida em abundância que Cristo nos quer dar ( Cfr. Jo 10, 10). Para que, tal como a eles, o Espírito Santo nos ilumine e nos fortaleça quando o medo quer voltar e quando as preocupações querem ocupar o centro da nossa vida, que deve ser guardado apenas para Cristo.

sexta-feira, maio 11, 2018


Até que ponto investimos na vida para que alguém peça a eutanásia?




Numa entrevista que fiz há uns dias, o entrevistado contava-me que tomou conhecimento de um caso de um doente, num país nórdico, que, após mudança de terapêutica deixou de pedir a eutanásia. Isto deveria interpelar-nos. Esta pessoa apenas precisou mudar a medicação para ver que podia morrer naturalmente, sem sofrimento. Sim, felizmente, já há forma de a pessoa morrer sem ter um sofrimento atroz. Basta para isso ter acesso a Cuidados Paliativos e a profissionais de saúde capacitados para o ajudar.

Outra história bem real. O cientista David Goodall pediu para morrer aos 104 anos, porque sentia as suas capacidades a deteriorem-se e já não aguentava mais ver-se assim. Quando li a notícia lembrei-me de imediato de uma coisa: Quando uma pessoa mais nova diz que não aguenta a vida que tem, costuma-se procurar ajuda psiquiátrica, porque as suas palavras demonstram que está com uma depressão. Isso aconteceu no caso do David Goodall? Não. Será que foi por ser velho e um "fardo"?

Admito que tenho muito receio de uma lei da eutanásia. Não se trata apenas de ser cristã católica e acreditar que Deus é quem decide quando devemos partir. Há uma questão que vai além de qualquer crença: o facilitismo com que este tipo de leis poderá levar ao “descarte” dos mais velhos e dos “menos capacitados”. Sinto que estamos a voltar aos tempos em que as crianças com deficiência eram mortas à nascença…

Volto a frisar, há maneira de morrer com dignidade e com menos sofrimento, se se tiver acesso a Cuidados Paliativos. Não estou a defender – fique bem claro – a distanásia, ou seja, o prolongamento da terapêutica quando já não faz sentido.

Perante tudo isto há uma questão que também não consigo deixar de fazer aos políticos e a cada um de nós, a mim, a ti, a todos. Quantas vezes lutámos pelos Cuidados Paliativos e por medidas de apoio aos mais fragilizados, para que não pedissem para morrer? Quantas vezes dedicámos o nosso tempo para que a pessoa ao nosso lado se sentisse amada no sofrimento?
Pessoalmente, admito, não o fiz as vezes necessárias… Se calhar todos somos culpados, de alguma forma, por se estar a discutir esta lei …


segunda-feira, abril 30, 2018


“Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida, nem alegria” – Papa Francisco





Partilho duas meditações da última Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate” do Papa Francisco, que nos impele a ser santos, quer seja como consagrados ou leigos - “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 11,45;cf 1 Ped 1,16).

“Cada um por seu caminho. Por isso uma pessoa não deve desanimar quando contempla modelos de santidade que lhe parecem intangíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf 1 Co 12,7).” (11)

“Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida, nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depender d’Ele liberta-nos das escravidões…” (32)



sexta-feira, abril 13, 2018


A revolta contra Deus pode estar numa dor muito forte




Como cristãos nem sempre nos lembramos que pode haver uma razão muito forte para não se acreditar em Deus. Penso que seja importante estar atento e perceber a razão dessa não crença, porque podemos estar perante uma dor muito grande.  

Recordo-me de um colega de trabalho que meteu conversa comigo por causa da cruz de madeira que trago ao peito. Começou logo por me atacar: “Então és daquelas que acreditas naquelas ideias parvas de que existe Deus?” A maneira agressiva com que disse aquelas palavras deixou-me a pensar. Não lhe tinha dito nada, mal nos conhecíamos, porque estava a trabalhar nessa empresa há muito pouco tempo. Por que me estava a atacar?

Num misto de calma e de angústia de quem não sabe o que fazer, disse: “Sim, acredito em Jesus Cristo!” Nesse dia não me disse mais nada, mas como tivemos que sair em reportagem, ele acabou por falar novamente comigo por causa da cruz.

Tentei explicar como acho o exemplo de Jesus maravilhoso e como sou feliz assim. Nessa questão, ele concordou. Jesus é maravilhoso.

Mas a raiva com que ele falava continuava a fazer-me confusão e lembrei-me dos tempos em que andei afastada da Igreja, quando também eu a atacava por me sentir magoada com o mau exemplo de uma pessoa muito próxima. Tentando manter a calma, continuei a conversa, deixando claro que respeitava o que sentia.

E foi aí que ele me disse: “Pelo menos, não tentas impor nada!” E começou a contar que a sua maior dor e revolta contra Deus, a Igreja e a religião estava na morte injusta do pai. O pai tinha morrido de cancro, num enorme sofrimento, por causa da exposição a materiais cancerígenos no local de trabalho. E a pergunta que ele levava dentro dele há uns anos era: “Se Deus existe, porque permitiu que o meu pai, homem tão bom, morresse daquela maneira?”

Quis partilhar esta história para que cada um de nós tente ver mais além a razão da descrença de cada um. Admito que não foi fácil conversar com ele, pois estava sempre a atacar-me sem lhe ter feito nada. Senti-me muito insegura e perdida e era muito grande a vontade de gritar “Podes respeitar a minha crença?” e deixá-lo a falar sozinho.

Que Jesus o ajude, que ele encontre a Paz de Cristo no meio daquela dor e que o Espírito Santo fale por nós nestas situações!

sexta-feira, abril 06, 2018



Aceitemos o abraço de Jesus este domingo! Mesmo que os erros sejam muito graves!





É já este domingo! Aproveitemos esta graça, vamos à confissão e aceitemos o abraço de Jesus, mesmo que os nossos erros sejam graves! 


“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que for à confissão e receber a Sagrada Comunhão obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate…
Palavras de Jesus a Santa Faustina




quinta-feira, abril 05, 2018


O passarinho que Jesus envia no meio dos “resmungos matinais”




Saí de casa de manhã cedo, como habitualmente. Para trás ficou o despertador às 6h da manhã, a correria de deixar o meu filho pronto. Enquanto vou a passo acelerado para o Metro penso: “A vida é um corre-corre, não dá prazer, estou mesmo cansada disto!”

Ia entretida nestes “resmungos matinais”, quando passo por umas árvores e oiço um passarinho. Naquele momento lembrei-me como Jesus nos ama, como mesmo no meio de “resmungos matinais” Ele nos oferece o canto de um passarinho para nos alegrar e para nos ajudar a despertar para mais um dia de trabalho. E lembrei-me como sou tão ingrata todos os dias …

Aquele passarinho fez-me lembrar que na Eucaristia recebo Jesus para O levar aos outros, seja através de um sorriso, de orações, de um trabalho feito com qualidade, de uma resposta menos torta quando estou sem paciência … Mas a verdade é que não o tenho feito … São mais as vezes que resmungo do que as que louvo a Jesus … São mais as vezes que não sinto ânimo para levar a cruz do que aquelas em que a abraço, como Ele fez no calvário…

Perdão, Jesus! Sabes que sou muito fraca, muito refilona! Sabes que ando numa fase da vida em que é difícil dar resposta a tudo, mantendo a serenidade. Peço-Te perdão por não sair de casa feliz por ter mais um dia de vida e por ir encontrar outros irmãos que precisam do meu sorriso…

 Peço, Jesus, na Tua Infinita Misericórdia e à beira desta grande Festa da Misericórdia - que acontece este domingo – que me concedas a mim e a todos os irmãos o dom de Te recebermos todos os dias no coração, seja através do passarinho que canta a caminho do Metro ou do senhor que refila no autocarro … Que saibamos louvar-Te pela vida em abundância que nos dás todos os dias! Dá-nos sabedoria para sabermos levar esta nossa vida em abundância (Cfr. Jo 10, 10) a todos os que se cruzam connosco!

Porque, como disseste, "Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros." Jo 13, 34-35


quarta-feira, março 28, 2018


Feliz Páscoa, cheia da Divina Misericórdia!




Jesus, ensina-nos a olhar os outros como nossos irmãos! Ajuda-nos principalmente com aqueles que mais nos magoaram! Aumenta em nós a graça do perdão e do amor, porque também nós gostamos ser perdoados e amados. Amén.

PS: A novena da Divina Misericórdia começa na Sexta-Feira Santa. Podem acompanhar aqui

sexta-feira, março 23, 2018



 No sofrimento, Jesus leva-nos nos seus braços, mesmo que não sintamos nada






Jesus, o Teu nome tem poder! Jesus …
Foram estas as únicas palavras que consegui dizer. Uma oração bem pequenina, mas tão intensa …

Ontem senti-me mal quando estava a conduzir o carro da minha empresa, em plena Ponte 25 de abril. Comecei a ficar muito tonta e temi o pior. Não tinha mais ninguém para me pegar no carro. Naquele momento senti o meu corpo a perder as forças … Não sabia no que aquilo ia dar. Tive medo, muito medo, sobretudo porque estava a conduzir e, ainda por cima, na ponte… Como ia sair dali?

Quis rezar, mas não conseguia. Só tive a certeza que Jesus me estava a ouvir. Acabei por conseguir levar o carro até uma zona, onde pude telefonar a pedir ajuda. Como é que lá cheguei? Humanamente não sei… Só sei que Jesus me pegou ao colo, me abraçou e me colocou num sítio seguro, onde pude pedir ajuda.

Hoje, meditando no que aconteceu, percebo que, mesmo quando tudo parece congeminar contra nós, Deus está lá. Podemos não O sentir, podemos ter dificuldade em falar com Ele, mas Ele está lá. Podemos até questionar – como o fiz – “porquê isto agora, de repente, e aqui nesta situação tão delicada?”…

Mas Ele ouviu a minha oração, de poucas palavras, escutou o meu silêncio, aceitou a minha pergunta de revolta … Não me censurou, compreendeu que aquela pergunta vinha sobretudo da aflição e da sensação de estar na corda bamba … E assim me agarrou na mão e me carregou nos braços …

Ao sofrer, lembremo-nos que Jesus nos está a carregar nos seus braços, mesmo que não sintamos nada. Não tenhamos receio de nos sentirmos perdidos (as), desesperados (as), Ele compreende tudo isso e sabe que não é falta de fé e de amor por Ele. Quando a tempestade acalmar entreguemos tudo para a Sua maior glória e deixemo-nos envolver pelo amor e pelo abraço de um Deus que nos quer dar vida e vida em abundância (Jo 10, 10)…




terça-feira, março 20, 2018


Tens medo do conforto, de ser consolado?




Meditemos nestas palavras do Papa Francisco…


«Consolai, consolai o meu povo» Is 40, 1

“É curioso, mas muitas vezes temos medo do conforto, de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque na tristeza quase nos sentimos protagonistas. Na consolação o protagonista é o Espírito Santo! É Ele quem nos consola, é Ele que nos infunde a coragem de sair de nós mesmos. É Ele quem nos leva à fonte de qualquer consolação verdadeira, ou seja, o Pai. Esta é a conversão. Por favor, deixai-vos consolar pelo Senhor! Deixai-vos confortar pelo Senhor!”

Na íntegra aqui

quarta-feira, março 07, 2018


Pé ante pé com Jesus …






Num retiro da Aliança da Divina Misericórdia, o padre Antonello dava algumas “dicas” para vivermos mais próximos de Jesus. Falava, por exemplo, de um truque tão simples como ir dizendo ao longo do dia “Jesus, eu confio em Vós!”, “Jesus, Eu amo-te!”…

No fundo, com estas jaculatórias vamo-nos aproximando de Jesus, abrimos a porta para que Ele nos dê o grande dom de viver para e com Ele.

E, de facto, com o tempo vamos sentindo cada vez mais vontade de falar com Jesus ao longo do dia – e não apenas em jaculatórias -, de nos aconchegarmos no Seu colo, de O louvar pelas maravilhas da natureza, pelo sorriso dos nossos filhos…

Nos maus momentos vamos também sentindo outro à-vontade com este Deus que se torna tão próximo e que respeita o silêncio ou o choro no sofrimento…

Há momentos em que nem sequer temos de pensar, dirigimo-nos a Ele naturalmente…

E, com o tempo, vai crescendo em nós aquela vontade de estar mais com Jesus e percebemos, então, como o melhor alimento para a nossa fé é essa proximidade com este Deus maravilhoso, é esse amor (imperfeito) que Lhe queremos dar ao longo do dia …

quinta-feira, março 01, 2018


Jesus, ajuda-nos a ver a luz que irradia da janela!




Maria (nome fictício) tinha o apoio de uma psicóloga por causa da dor crónica. Vivia encolhida, porque as dores eram insuportáveis e chegou mesmo a perder o gosto de viver.

Um dia conseguiu olhar mais de frente para a psicóloga e reparou na bela paisagem que se via na janela. Além da vegetação, o sol e a luz eram maravilhosos. E pensou: “Quantas vezes, esta bela imagem estava aqui e eu não a aproveitei? Como teria sido muito mais feliz!”

Esta história - que aconteceu mesmo – mostra como, por vezes, andamos curvados, sem ver o sol que nos pode iluminar. Repara, não estou a falar da luz ao fundo do túnel, mas do sol que irradia.

Jesus pede-nos para termos “vida e vida em abundância” (Jo 10,10), mas nós limitamo-nos a viver encurvados, a olhar para migalhas. Pode ser por distração, por um apego desenfreado a tudo o que é material, ou por situações muito dolorosas da vida, como é a dor crónica.

Mas o mais importante é ver a Luz, é ver Cristo que quer vida em abundância e que é Ele próprio a Luz.

Peçamos a Ele que nos tire as escamas dos olhos para conseguirmos olhar pela janela…

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

 
Que o jejum seja cheio de gestos de amor!




Começa hoje a Quaresma, o tempo de preparação para a Páscoa. Como todos os anos vamos ouvir falar muito de jejum e abstinência. Uns vamos optar por não comer carne à sexta-feira, outros vão deixar de beber café, outros vão deixar de lado o telemóvel durante mais horas …

Cada um sabe o que quer oferecer a Jesus. Mas é importante relembrar o que Deus nos diz sobre o jejum.


“O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injus­tamente, livrá-los do jugo que levam às cos­tas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opres­são, 7repartir o teu pão com os esfo­meados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não des­prezar o teu irmão.” Is 58, 6-7 

Até podemos não comer carne ou beber café, mas se chegamos a casa e não procuramos viver em paz, de que vale esse jejum alimentar? Se continuamos a ser preguiçosos no trabalho ou a desviar o olhar dos mais pobres ou a desligar o telefone a um amigo que precisa de atenção, de que vale a pena o jejum de comida e de bebida?


E, lembremo-nos, que mesmo no jejum da comida, da bebida e das asneiras, devemos reforçar a nossa vida de oração. 



segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Obrigada, Jesus, nunca desistes de me amar!





A maior certeza da minha vida é que Tu, Jesus, não desistes de mim. Tu não Te cansas de me ir buscar, mesmo que seja no meio do lixo, onde caí, porque preferi a beleza passageira deste mundo.

Por isso, em minha oração, Te peço: “Jesus, eu confio em Ti, mas não em mim; por isso agarra-me, ajuda-me a nunca Te abandonar e a amar-Te cada vez mais.”

Sabes como ainda estou demasiado agarrada a coisas passageiras, Jesus! Sabes como ainda desespero com aquele espinho, que teima dentro de mim… Um espinho que ainda não saiu, porque, admito, ainda não me consegui perdoar a mim mesma… Ajuda-me a perdoar-me, porque Tu já me destes esse perdão há tanto tempo…

Quero muito ser cada vez mais o Teu rosto, mas sou fraca, pecadora … Dá-Me o Teu Espírito Santo, para que Te possa levar a mais irmãos, que estão sedentos de Ti …

Aqui estou, Jesus, com o meu nada. Molda-me como Tu queres, porque, apesar de ser tão imperfeita, Tu sabes o quanto Te amo e quanto quero levar-Te aos meus irmãos!


Dá-me, Jesus, o Espírito Santo! Enche-me de rios de Água Viva para que tenha a tal vida em abundância (Jo 10, 10), para a maior glória do Pai! Amén. 



quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Como é bom estar aqui, Contigo, meu Jesus!



Sentada no banco da Igreja olho para Ti, Jesus! Estás ali na custódia, tão perto! Já não bastava seres homem, sofrer, morrer na cruz … foi preciso Seres  Pão que anda em tantas mãos …

Falo muito pouco… Sabes que gosto de estar ali, sem grandes diálogos. Talvez porque falo demais e ando sempre a correr. Ali estou Contigo, querendo fazer-Te companhia, mas desejando mais que sejas Tu a minha companhia…

Como fica tudo tão mais fácil, mesmo que esteja tudo a desmoronar-se… Limpas-me a mente, tiras-me as escamas dos olhos e incendeias-me com o teu Espírito…

Que paz, Jesus! Uma paz que continua dentro de mim mal saio à porta da Igreja, porque Tu não deixas de estar comigo…


Obrigada, Jesus!