quarta-feira, julho 11, 2007

Uma das maravilhas és Tu, Jesus!

Mais um desafio. Desta vez da Sandra ( http://teologar.blogspot.com/) e do S. P. (http://sepadume.blogspot.com/) . Quais são as minhas 7 maravilhas... Aqui vai!


Deus
Era impensável não dizer que o Pai é a minha Grande Maravilha. Sim, Deus Pai, Amigo, Confessor... e não aquele deus que se tenta impôr como alguém castigador, intolerante e ditador. Esse não existe. Se Deus é Amor, porque se continua a insistir que Ele é mau e está sempre com um chicote na mão para nos castigar à mínima falha? A Sua Misericórdia é enorme! Está sempre de braços abertos, independentemente do nosso passado e presente! Se a Humanidade visse esta Misericórdia, de certeza que não haveria tantos fundamentalismos e tantas guerras...

Fé e Missão
Como gosto destas palavras! Não há nada como basear a nossa Fé na missão! A ida para os Missionários Combonianos foi uma prenda mesmo muito especial que o Pai me deu. É óptimo amar a Deus Pai, vendo Jesus Cristo no rosto do próximo. Há tantas pessoas a precisarem da nossa ajuda! Como seria bom que todos nós dessemos nem que fosse uma hora por semana a quem mais precisa...

Oração
Associado à fé e à missão tinha de estar a oração. É pena que nem sempre se saiba rezar. Devíamos pedir mais vezes a Jesus para nos ensinar a rezar, como fizeram os discípulos. Não vamos recitar apenas as orações que conhecemos. Vamos rezá-las, percebendo e pensando no que estamos a dizer e, claro, vamos tentar pôr em prática o que dizemos. Não esqueçamos que oração pode ser estar em silêncio, conversar com as palavras mais simples e banais... enfim há muitas formas de orar sem ofender a Deus Pai.

Família e Amigos
Associado a isto tudo estão a família e os amigos. Umas vezes a apoiarem-me mais na minha fé, outras vezes nem tanto... O que interessa é que os tenho junto a mim.

Os minhos bichinhos
Não me podia esquecer da minha cadela e da minha gata. São lindas e já estão comigo há 10 e 11 anos, respectivamente. Já são família.

Livros e Escrita
O meu grande vício. Ler, ler, ler.... Escrever, escrever, escrever... Há vícios piores! Eh!Eh!

Mar
Como é bom ver o mar! Ouvir o barulho das ondas, cheirar a maresia, escutar as gaivotas... E, claro, nadar. Sou um pouquinho patinha, admito! :)

domingo, julho 08, 2007

Olhar com outros olhos para os bairros sociais

Alguns missionários combonianos estiveram esta semana num bairro social. Brincaram com as crianças, mostraram-lhe o valor do Amor, deram mais força aquelas pessoas que lá vivem e que são alvo de discriminação. São-no por viverem num bairro onde há problemas graves, que trazem mau nome a todas as pessoas que lá vivem, mesmo que estejam inocentes.

Estive na missa de domingo. Gostava muito de ter estado a semana toda, mas o trabalho não deixou. Em conversa com os missionários não consegui deixar de me sensibilizar com os problemas destes bairros. É verdade que há problemas, por vezes graves, mas temos o direito de considerar que todos são iguais, que todos provocam conflitos? Já basta dizer que vivem num bairro social. A própia designação é discriminativa...

Regra geral, há instituições que se dedicam a tempo inteiro a estes bairros onde, muitas vezes, se cruzam culturas diferentes. Sejam instituições religiosas ou não, fazem tudo para que as pessoas sintam que devem lutar pela sua dignidade, que as crianças não têm de ter um futuro triste e de criminalidade...

Penso que devíamos olhar com outros olhos para os bairros sociais (maldito nome)... Já é altura de olhar para as pessoas que lá vivem como seres humanos de carne e osso, com sentimentos, tal como todos nós que vivemos em bairros "não sociais"... Muitas vezes, a chave está na aceitação de culturas diferentes... Como dizia o Padre João (comboniano), "há mais coisas que nos unem do que nos dividem". Temos de ter uma mente aberta para, como dizia uma irmã que está lá há alguns anos, saibamos ir ao encontro de ...

Nós, cristãos, queremos mostrar o rosto de Cristo. Aqui está uma oportunidade. Deixar que o Amor e a Misericórdia de Deus Pai se espalhe nos nossos corações para que chegue aos destes nossos irmãos que estão tão perto e ... tão longe.

O que fazer, então? Penso que, antes de mais, devemos mudar o nosso coração e a nossa mente, informando-nos sobre a realidade concreta destes bairros, tentando perceber o que está por detrás dos conflitos... Depois é ajudar. Há muitas instituições, religiosas e não religiosas, que precisam da nossa mão amiga que ajude pessoas que são seres humanos como eu e tu, que são filhos de Deus como eu e tu.

quinta-feira, julho 05, 2007


Amamos mesmo como Jesus nos pede?



Ao ler o post do meu amigo Nelson, no blog Jesus, meu Mestre (http://www.nelsonfnviana.blogspot.com/) lembrei-me de uma passagem que li num comentário do investigador José Dias da Silva que escreve para a revista Além-Mar dos missionários combonianos.

No final da sua crónica, ele deixa-nos uma pergunta bem pertinente:

"Por que será que, se acreditamos em Deus, damos tão pouca atenção aos pobres, já que o nosso Deus é primeiramente o Deus dos pobres e vai medir o nosso amor por Ele pelo amor que tivermos aos outros?"

Claro, que a pergunta tem mais em conta a atenção que se dá na prática, com gestos, palavras de conforto, companhia, resolução de problemas, enfim... agir como Jesus agia. Parece uma pergunta básica e já muito debatida, eu sei. Mas, aplicamo-la na nossa vida? Já nos questionamos bem sobre a nossa entrega aqueles que mais precisam?

segunda-feira, julho 02, 2007

Crianças que "brincam" ... com armas

"... fiz continência e corri para o fundo da fila, ainda a agarrar na arma mas com medo de olhar para ela. Nunca segurara uma arma durante tanto tempo e isso assustava-me. O mais parecido que tivera fora uma arma de brincar feita de bambu quando tinha sete anos." (página 140)


Esta é uma das passagens do livro "Uma Longa Caminhada", editado pela Casa das Letras. Relata a história real de um menino, Ishmael Beah, que brincava como qualquer outro e que, por causa da guerra, se tornou num menino soldado, que matava em nome de uma suposta justiça defendida pelo Governo do seu país, Serra Leoa.


Quantas crianças não vivem o terror que ele viveu? Infelizmente, é uma realidade bem comum em certos países. Mais do que nunca é necessário espalhar a Boa Nova de Jesus. E não me digam que isso é impôr uma fé. A Sua Boa Nova é o Amor, a Paz, a Tolerância... Dá para todos, independentemente da suas crenças. Mesmo quem não acredita em Jesus, mesmo quem diz matar em nome de um deus que não é o Pai - pois Ele só quer o nosso bem e que nos amemos uns aos outros - não pode deixar de admitir que se seguissemos os valores proclamados por Jesus, este mundo seria bastante melhor e não haveria crianças com armas na mão a matar.

O problema é que a ganância, o orgulho, a mania da vingança falam mais alto e já nem se poupa os inocentes de mancharem as mãos de sangue.




terça-feira, junho 26, 2007

Não dá para entender!

Cada vez entendo menos esta sociedade. Agora, não há taxas moderadoras para as mulheres que querem fazer um aborto voluntariamente! Compreendo que não haja em casos de risco de vida. Aí estamos perante situações delicadas. Mas, nos outros, em que a mulher aborta voluntariamente, sem estar a correr qualquer risco?

Não consigo compreender uma lei destas ao olhar para situações como as que vi há pouco tempo num hospital público e central. Uma senhora precisava de um determinado medicamento e só o teve, porque a filha o foi buscar a uma farmácia fora daquela unidade de saúde. Já para não falar que não há comparticipação em muitos medicamentos ou, pelo menos, não há a devida comparticipação. Quer dizer, para se fazer uma TAC, o pedido tem de ir para o director do centro de saúde, e só depois de ele aprovar é que podemos fazer o exame, e nestes casos facilita-se tudo. Por favor, uma coisa é uma mulher em risco de vida e que precisa mesmo de abortar, outra coisa é uma mulher que vai abortar porque quer pensar primeiro na carreira! Aí a escolha é dela. Não está em risco de vida, para ter estas regalias que deviam ser dadas a doentes que estão mesmo com falta de saúde. Isto não faz sentido nenhum!

domingo, junho 24, 2007

Os livros que me marcaram

Mais um desafio do meu amigo do http://abrigodossabios-paulo.blogspot.com/ . Desta vez, pediu-me para falar sobre livros. Vou deixar-vos com alguns que me marcaram especialmente.


Bíblia Sagrada - É inevitável não falar da Palavra de Deus. Infelizmente, nem sempre se sabe ler a Bíblia. Tem-se o preconceito de que é um livro diferente, onde tudo é lido à letra. Pois é, mas a Bíblia, tal como outros livros, contém imagens, parábolas, expressões, usos e costumes e deve ser lida, como é normal num livro, de forma integral e contextualizada. E, sem se perceber o Novo Testamento, dificilmente se percebe certas passagens do Antigo Testamento. Com Jesus a lei foi aperfeiçoada. E, claro, trata-se de um livro de fé. O amor por Deus e pelo próximo não se consegue exprimir sem adjectivos, comparações, etc. É uma sensação demasiado boa para falarmos sem sentimento.


Meditações sobre a Fé de Tadeusz Dacjczer, editado pela Paulus - Quem olha para o título, pensa que se trata de algo muito teológico, próprio para teólogos. Enganam-se! Este foi dos melhores livros que já li sobre religião. Numa linguagem simples e acessível, fala-se de Deus como Pai, Amigo, Confessor... enfim como Alguém que não é nenhum ditador. Infelizmente, esta ideia ainda existe na nossa sociedade.


O Príncipe e a Lavadeira de Nuno Tovar de Lemos sj, editado pela Tenácitas - Este é outro livro extraordinário que fala das questões mais pertinentes da fé de uma forma muito simples. É admirável a forma como o autor fala das questões da Fé.


O Preço de Uma Criança de Marie-France Botte e Jean-Paul Mari, editado pela Terramar - É um livro chocante, mas que conta a história real de uma voluntária de uma ONG que deixou o seu mundo de conforto e partiu para o mundo da prosituição na Tailândia. Tem passagens muito fortes, mas mostra o mundo terrível da pedofilia, um mundo que devemos conhecer cada vez melhor.



E, agora , passo o desafio a outros amigos:


http://laboratoriodafe.blogspot.com/

http://sede-de-deus.blogspot.com/

http://derrotarmontanhas.blogspot.com/

quarta-feira, junho 20, 2007

O Amor e a entrega total

Amor, Amor… O meu amigo do http://seguirjesus.blogspot.com/ pediu-me para falar de Amor.

Podia falar de muitos tipos de amor. Mas, vou falar do amor total a Deus de certas pessoas. Não quero menosprezar os actos de fé e de amor de todos nós, mas há um amor que me deixa arrepiada e que me sensibiliza bastante. O dos missionários que saem do seu país. Acho que o que aconteceu com eles foi o mesmo que aconteceu com o rapaz rico que perguntou a Jesus o que devia fazer para O seguir. Depois de mostrar que seguia os mandamentos, Jesus pede-lhe para deixar todas as riquezas (materiais e não só) e segui-Lo. Só que ao contrário desse rapaz, os missionários disseram ”Sim”

Não os quero tratar como heróis. Aliás, nem eles gostariam, afinal partiram porque receberam de graça e de graça querem dar, como nos pede Jesus. Mas, não consigo deixar de pensar nesta entrega total a Jesus. Eles partem das suas terras, deixam a família e os amigos (quantas vezes têm problemas familiares por não aceitarem a sua escolha), deixam o seu conforto, enfrentam muitas vezes perseguições e muitos tormentos, têm dificuldade em se adaptar ao clima, ficam doentes em locais onde nem sempre há grandes condições... Não é exagero. Em certas zonas, os cristão são perseguidos, presos e torturados. Isto ainda acontece em muitos países.

Tudo por amor a Jesus. E, por mais dificuldades que têm, mais amam a Jesus e mais O louvam. Não vamos olhar para eles como heróis, mas olhemos para o exemplo deles e vejamos a luz de Deus Pai nos seus rostos e nos seus exemplos. É impossível não haver um certo clique cá dentro de nós... Não acham?

Passo o desafio a:


http://confessioxxi.blogspot.com/


http://caminhandoaoencontro.blogspot.com/

http://fontez.wordpress.com/

domingo, junho 17, 2007



“Se estamos à espera de uma época melhor e de meios mais fáceis, desceremos ao túmulo sem ter feito coisa alguma.” (in S. Daniel Comboni, cartas).



Esta frase faz-me pensar. Não apenas por causa da campanha do Darfur.

Por causa de tudo. Jesus pede-nos para não enterrarmos os nossos talentos.

Será que estamos a enterrá-los a maior parte do tempo?

Será que estamos a deixar muita coisa para amanhã?

quinta-feira, junho 14, 2007

Para mim não faz sentido!



O Vaticano exorta os católicos a não ajudarem a Amnistia Internacional (AI) por dizer que esta organização humanitária é a favor do aborto.

Não consigo deixar de sentir indignação por isto, apesar de ser católica. Também sou contra o aborto, mas isso não significa que agora passe a não ajudar a Amnistia. Relembro que a campanha do Darfur inclui também esta organização. Não digo isto apenas por causa do Darfur. Simplesmente não concordo com esta atitude. Para mim, isto é o mesmo que dizer não ajudem ou não falem com quem é a favor do aborto.

Compreendo que peçam para que não nos envolvamos numa campanha sobre o aborto. Mas, isso não significa que não ajudemos esta instituição noutras campanhas.


Já sabem, a AI lançou o http://www.eyesondarfur.org/. Conheçam melhor o drama do Darfur e assinem a petição. Estes irmãos em Cristo precisam de toda a ajuda.

terça-feira, junho 12, 2007

Em Timor conseguimos. E no Darfur?

O genocídio continua no Darfur. Já se fala numa catástrofe pior do que o Ruanda.
É preciso agir! No terreno temos várias organizações que tentam ser uma gota de água no meio de tanta tragédia. Cá, em Portugal, e um pouco por todo o mundo tentamos ajudar através de campanhas que informem e sensibilizem as pessoas para o que está a acontecer a este povo.
Toda a ajuda é precisa. Em Portugal, ainda estamos no início de uma campanha que visa informar, sensibilizar e fazer com que cada um de nós possa agir em prol dos direitos do povo sudanês. Se tiver ideias ou se se quiser juntar à campanha, basta ir a http://plataformafrica.blogspot.com/.

Quando foi a campanha de Timor, no início, a maioria da pessoas não acreditava que se pudesse fazer alguma coisa. Mas fez-se. Ainda ontem, nas comemorações do 10 de Junho, o presidente timorense, Ramos Horta, agradeceu a Portugal por ter contribuído massivamente para que Timor se tornasse numa democracia.

E se fosse connosco? Não gostaríamos, de certeza, que silenciassem o nosso sofrimento.

quinta-feira, junho 07, 2007

Não tenhas vergonha Daquele que Te ama tanto

Neste dia em que celebramos o Corpo de Cristo, lembrei-me de uma questão que sempre me fez pensar.


Conheço várias pessoas que vão à missa, rezam, têm os sacramentos, casam pela Igreja, baptizam os filhos, mas têm vergonha de dizer que são cristãs quando estão junto de pessoas que não acreditam em Deus. Não quero censurar. No início também tive vergonha. Uma vergonha que me fazia sentir muito mal, mas que teimava em continuar dentro de mim. Felizmente com muita oração e com a ajuda de outras pessoas cristãs, deixei de ter vergonha e hoje digo sem medo que amo o Pai. Podem gozar comigo, podem rir-se, mas não quero saber. Afinal, feliz daquele que for perseguido em nome de Jesus, nao é verdade?


Só quero deixar esta mensagem. Se tens vergonha de ser cristão, de acreditar em Deus, entrega essa dificuldade ao Pai. Ele vai-te ajudar. Ele é nosso Pai. Vamos ter vergonha do Pai que nos ama tanto e que nos atura tanta asneiras? Não vale a pena...

segunda-feira, junho 04, 2007

E quem não ouve?
Estou de volta à vida activa, graças a Deus. Hoje gostaria de partilhar convosco uma preocupação que já tenho há algum tempo.


Quando assisti à missa em casa, reparei que havia tradução em linguagem gestual. Se há na televisão porque não há nas nossas missas na igreja? Nem que fosse apenas numa das cerimónias. Aliás, na missa e noutros encontros. Há outras religiões que têm sempre alguém a falar em linguagem gestual. Para mim, parece-me uma grave lacuna. Afinal, os surdos-mudos também têm direito a ir à igreja e saberem o que é que o padre está a dizer...




segunda-feira, maio 28, 2007

Ir à missa... mas não por obrigação

Há três semanas que estou em casa. Tenho estado doente. As coisas estão a correr bem, não se preocupem. Durante este tempo senti algo muito especial. A comunhão espiritual.

Como não tenho podido sair de casa, não tenho ido à missa... na igreja. Mas, vou mesmo aqui em casa. Ao domingo, de manhã, tenho assistido à Eucaristia através da televisão. Faço tudo como se estivesse na igreja. Tem sido óptimo. Sinto que Deus Pai me dá a comunhão na mesma. Afinal, ele sabe que não vou à igreja porque não posso mesmo.

Às vezes, em conversas sobre religião, há pessoas que olham deconfiadas para mim quando falo que gosto imenso de ir à missa e que quando estou doente e não posso sair faço questão de a celebrar em casa. Há vários comentários, mas o mais habitual é "não precisamos de ser muito obcecados".

A minha reacção é só uma: "A Eucaristia alimenta o espírito como o pão alimenta o corpo. Quando estamos na missa, perante Jesus e toda a comunidade de fiéis, estamos em comunhão com Deus Pai e com os nossos irmãos em Cristo. A partir do momento em que percebi que isto é o mais importante e que a Eucaristia nos alimenta para irmos em missão ajudar o próximo com oração, palavra e acção, senti que a missa fazia sentido. Faz tanto sentido que não vou à missa todos os domingos por obrigação. Vou por amor a Deus Pai."


Podemos não gostar muito do coro ou do padre, mas o mais importante é a comunhão. É receber Jesus. Acho que o grande problema da missa é que não compreendemos muito bem o que vamos lá fazer. Se calhar devíamos falar mais da importância deste sacramento...

quarta-feira, maio 23, 2007

Campanha Darfur

Já ouvi pessoas a dizerem que temos de ajudar Portugal e não o Darfur. O nosso país também tem muitas pessoas a precisarem de ajuda.

É verdade que temos, mas o amor é infinito. Podemos ajudar os de cá e os de lá. Afinal, somos ou não todos filhos de Deus? Somos ou não todos seres humanos?

Os missionários combonianos têm projectos de ajuda a nível nacional e internacional. Lá está! O Amor é muito grande. Para quem é cristão, não se esqueça que ser cristão é estar em união com todos os povos. Vamos ajudar estes nossos irmãos. Não custa nada.

domingo, maio 20, 2007

A Tragédia do Darfur


20 euros. Sabem para que serve esta quantia? Para dar material escolar e uma sandes diária a uma criança do Darfur durante 3 meses. Muitas vezes, esta sandes é a unica refeição que têm por dia. O Darfur, para quem não sabe, é uma região do Sudão, em África, onde está a acontecer um genocídio. Não há comida, água, segurança, os desalojados são cada vez mais e as organizações e instituições humanitárias não têm mãos a medir.

A situação é muito grave. Como sabem faço parte do grupo Fé e Missão dos Missionários Combonianos. Um dos missionários que partiram para fora, está em Nyala, no Sudão. Ele pede ajuda urgente. As crianças e as mulheres são violadas e os acordos de paz não são respeitados. Por detrás de tudo isto está uma guerra entre os janjaweed (árabes) e os baggara (não árabes) que começou em 2003. Infelizmente, não se tem dado muita atenção a esta catástrofe, apesar de o Goveno sudanês já ter sido acusado pela ONU de cometer genocídio, um crime contra a Humanidade.

Como cristãos devemos ser cidadãos do mundo. Os Missionários Combonianos têm uma campanha para angariar fundos, mas também para divulgar e pedir às pessoas que rezem por estes nossos irmãos em Cristo. Em http://feemissao.blogspot.com/index.html#5918610998504689768 ficam a conhecer um pouco mais sobre o Darfur e esta campanha. Neste link podem também ver, no lado esquerdo, um vídeo onde retrata o que se passa lá e onde dá testemunho do missionário comboniano que está a tentar ser uma gota de água entre estes irmãos em Cristo.

Ajudem como poderem: fazendo uma doação em dinheiro, divulgando nos vossos blogs e entre os amigos, rezando. O importante é ajudar. Já morreram mais de 400 mil pessoas.

segunda-feira, maio 14, 2007

Ai, o sofrimento!

Por que razão temos de sofrer? Esta é a pergunta que há-de sempre atormentar a alma das pessoas. Penso que não há propriamente uma resposta muito conceta. O que a Palavra de Deus e a experiência de vida me têm ensinado é que tudo tem uma razão de ser. Nem sempre compreendemos certos acontecimentos à primeira vista, alguns nem sequer viremos a compreendê-los, só sei que sinto cada vez mais que se o Pai permite o sofrimento, é porque há uma razão bem específica. Nem sempre é fácil pensar assim. É algo que se vai construindo no nosso coração à medida que estamos mais com o Pai em oração, silêncio, diálogo, nos sacramentos, na leitura da Sua Palavra...

A vida não tem sido fácil, mas tenho sentido que é nos piores momentos que aprendo as maiores lições de vida. Tal como Jesus disse, naõ sofremos apenas pelas asneiras que fizémos. Há muitos inocentes que sofrem. O cego de nascença que Jesus curou também era cego para, ao fim de muitos anos, mostrar a glória de Deus.
Como diz a sabedoria popular, “Deus escreve direito por linhas tortas”. Ou como diz a Sua Palavra “se o mundo vos odeia, reparai que antes que a vós, me odiou a Mim. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu;mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi no meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia” (Jo15, 18-19)

Se calhar sofremos mais por que achamos que Deus nos vai dar tudo de bom já nesta vida. Mas não é assim. Ele pede para ascendermos à vida eterna. È nessa que esperamos toda a felicidade. Enquanto cá estamos, resta-nos a força e a consolação de que “...dou-vos a minha Paz. Não é como a dá o mundo” (Jo 14, 27-28). Isto é, o Pai dá-nos a Paz para enfrentarmos este mundo cheio de sofrimento. Não nos dá já a felicidade total. O nosso livre-arbítrio permite-nos fazer coisas muito boas, mas também permite fazermos muitas asneiras. Neste mundo, a felicidade total é impossível.

Se estás a sofrer, força! Não esqueças que o Pai te quer dar a Sua Paz para que enfrentes as dificuldades com uma maior leveza.

sexta-feira, maio 11, 2007


Adorar apenas a Deus Pai

Estamos no mês de Maria. São muitos os peregrinos que estão a caminho de Fátima. Rezemos por eles.

Há, no entanto, uma questão que não deve ser esquecida. Maria dá-nos um exemplo magnífico com a sua mansidão, humildade e generosidade, mas não nos podemos esquecer que, como diz o primeiro mandamento:"Adorar apenas a Deus". A própria Maria disse nas Bodas de Canaa: "Fazei tudo o que Ele vos disser". Ela intercede por nós e dá-nos um bom exemplo de como se deve dizer "sim" a Deus Pai, mas não é Deus. Sem Ele não consegue fazer nada. Os milagres são de Deus. Maria apenas intercede. Aliás, quem diz Maria, diz também todos os santos.

Não pensem que estou a menosprezar Nossa Senhora e os santos. Não! Como disse, ela é um óptimo exemplo para seguirmos o caminho de Jesus Cristo. Só chamo a atenção para esta questão, porque vejo muitas pessoas - muitas por desconhecimento das Escrituras, outras de forma inconsciente - que louvam mais Maria do que Jesus, tratando-a como se fosse Deus Pai. O mesmo acontece com os santos. As pessoas agradecem a Maria e aos santos por terem alcançado determinada graça, mas esquecem-se que o agradecimento também deve ser dado a Deus Pai. Afinal, Ele é que ouviu as suas intercessões e foi quem nos deu a graça. Por que razão há-de ser esquecido?

Olhemos para Maria e para os santos como os nossos ajudantes e os ajudantes de Deus Pai. Eles próprios assim o diziam, por palavras e acções. Não os estamos a reduzir ou a menosprezar por o fazermos. Estamos apenas a seguir a vontade de Deus Pai: "Adorar apenas a Deus!"

segunda-feira, maio 07, 2007

Amor atrai amor

Tinha 12 anos, se não me engano. Na escola onde andava havia uma rapariga que vivia zangada com o mundo. Todos nós tínhamos medo dela. Ninguém lhe podia dizer nada. Pessoalmente, cada vez que a via, afastava-me com medo que sobrasse para mim.



Um dia, estávamos na sala de convívio e eu, ao virar-me, não percebi que tinha alguém atrás de mim e pisei a pessoa. A minha primeira reacção foi pedir desculpa. Mal tive tempo de pedir desculpa, quando vejo que a pessoa que tinha pisado era essa rapariga. Gelei. Pura e simplesmente. Mas, ao mesmo tempo reagi calmamente. Olhei para ela sem medo. Era mesmo Deus com a Sua maozinha. Medrosa como era na altura, não conseguiria manter aquele olhar calmo se não fosse a ajuda Dele.



Primeiro olhou para mim com olhos de má, pronta a disparar mil e uma ofensas, mas depois, como viu que não tinha medo e olhava para ela normalmente, disse, muito calmamente, "Não faz mal!".


Isto foi verdade. Não se trata de uma estória inventada. Já passaram muitos anos, mas não me consigo esquecer deste momento em que o Pai me mostrou que amor atrai amor. Pode não ser logo à primeira como neste caso, mas o amor acaba por vencer, derrubando muitas barreiras que instalamos no nosso coração. Como Jesus nos ensinou, a política "olho por olho, dente por dente" deu lugar ao "amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei".

terça-feira, maio 01, 2007

Alegria Cristãos!

Não sei o que pensam sobre o assunto, mas não acham que as nossas missas e outras celebrações religiosas podiam ser mais alegres?

Sei que esta é uma questão que levanta alguma polémica, mas sinceramente quando vejo povos, como os africanos, com missas tão alegres, sinto que as nossas celebrações são demasiado murchas. Eu sei que se trata de uma questão cultural, mas acho que devíamos mostrar mais alegria quando, por exemplo, se canta o Glória, o Aleluia... Enfim, há momentos para estarmos em silêncio, para termos uma postura mais calma, mas também há outros que deviam ser alegres. Afinal, Jesus é alegria. O nosso Glória costuma ser tão pouco alegre... Se glorificamos a Deus Pai, se damos a paz de Cristo aos nossos irmãos em Cristo devemos estar contentes. Claro que não nos devemos comportar como se estivéssemos numa discoteca, mas devíamos ser mais expressivos.

Pode haver respeito e alegria. Uma coisa não impede a outra. Se há povos que conseguem, nós também conseguimos.

segunda-feira, abril 23, 2007

Pai, quero estar sempre Contigo!

Vivemos numa sociedade secularizada em que, consciente ou inconscientemente, há uma tendência crescente de Deus só estar presente na vida quando se reza no templo. No dia-a-dia só existe quando precisamos Dele.


O problema é que este relacionamento supérfluo afasta-nos de Deus. Estar com o Pai não é apenas quando se vai ao templo. É em cada momento da nossa vida: bom ou mau. Segundo a segundo. Só asim conseguimos estabelecer uma relação em que mostramos a Deus tudo o que sentimos e deixamos que Ele nos molde da melhor forma. Assim conseguiremos senti-Lo, mesmo quando parece ausente.


Mas esta relação forte com o Pai levanta outra questão não menos importante. Como chegar a este contacto tão próximo? Regra geral, quem já o consegue relata grandes experiências, mas não relata como chegou a esse degrau da Fé. Quem ainda não consegue esta relação próxima sente-se, regra geral, frustrado e acha que uma relação assim só é possível para os consagrados.


Mas, isso não é verdade. Cada vez mais sinto a Presença do Pai: nos bons e maus momentos e quando não O consigo escutar. Mas para chegar aqui não foi num estalar de dedos. Foi preciso estudar a Sua Palavra, tirar dúvidas, rezar muito (mesmo sem grande vontade e sem sentir a Sua Presença), fazer retiros, estar com os mais necessitados... Enfim, tudo requer um crescimento.


O importante é não desistirmos de procurar essa relação tão especial com o Pai. Não é fácil. Há momentos de desânimo, de euforia, de muita calma... Mas, com a ajuda Dele, com a ajuda de outras pessoas e com a nossa preserverança, vamos lá chegar.


E depois? Ficamos por aí? Nem pensar. Temos de continuar a crescer e a aprender a falar com o Pai. Devemos continuar a pedir-Lhe que nos oriente e que saibamos amá-Lo e amar o próximo. É preciso oração, palavra e acção constantemente, como dizia Stª Teresinha do Menino Jesus, para que a relação com o Pai não arrefeça. É tal e qual como manter uma relação com um amigo. Não se pense que vamos ficar fanáticos ou sentirmo-nos escravos de Deus. Pelo contrário, é quando descobrimos como Ele é de facto Amor e como o Seu jugo é tão suave.


Todos nós podemos conseguir isto. Não importa o passado, o presente, se somos consagrados ou leigos.

quarta-feira, abril 18, 2007

Para reflectir

Hoje deixo-vos apenas uma pergunta.

Na vossa opinião, o que é que contribui mais para que haja quem não acredite em Deus?

quinta-feira, abril 12, 2007

Descansem no colo de Jesus

É incrível o poder da oração e da meditação, ou seja, da sintonia com o Pai. Antes de O encontrar, vivia stressada por tudo e por nada. Mas, à medida que O vou conhecendo e lhe vou dando a mão através da oração, da meditação e da missão, sinto que este stress vai diminuindo rapidamente.


Nos últimos tempos tenho andado muito cansada. Estou mesmo numa fase de esgotamento físico. O trabalho é muito e com a situação laboral que vivemos neste país, não dá para parar muito. Antes de conhecer e amar Deus, vivia estes tempos da pior maneira. Andava sempre aborrecida, fechava-me em casa, discutia por tudo e por nada e ficava muito em baixo. Agora não. Nunca pensei vir a sentir isto, mas é verdade: desde que me aproximei mais do Pai o stress não tem um impacto tão negativo.


Estou extenuada fisicamente, mas sinto uma paz interior tão grande! Os problemas existem, o stress existe, o cansaço físico também, mas interiormente sinto a presença do Pai. Ele acalma-me e faz-me ter mais força para ultrapassar estes momentos. No fundo, o stress tenta ser o elefante, mas o Pai faz com que ele seja a formiga.


Claro que esta sensação não se alcança de um momento para o outro. Não basta estalar os dedos. É algo que se vai conquistando à medida que aumentamos o nosso conhecimento, amor e entrega a Deus Pai. Para estar a sentir isto, é preciso ter a humildade que estamos sempre a aprender, que Deus só nos dá aquilo que conseguimos aguentar e rezar muito. Mesmo quando já O conhecia e não rezava, o stress continuava a ser o elefante. A oração, o parar para meditar e escutar a Palavra do Senhor e ouvi-Lo responder às nossas questões é fundamental. Só assim conseguimos manter uma enorme paz de espírito, apesar do cansaço e dos problemas (que nem sempre são fáceis).


E o que ainda tenho para aprender... E a paz que ainda tenho para sentir.... Mas, de uma coisa tenho a certeza:


«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.» Mt 11, 28-30

segunda-feira, abril 09, 2007

Obrigado, Jesus, pela Páscoa que me deste!

Foi a melhor Páscoa da minha vida. Fui até Vila Nova de Famalicão passar esta grande festa cristã com os missionários combonianos na Páscoa Jovem. De quinta a domingo de manhã festejámos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus num ambiente de família, com as mais variadas pronúncias, com muita alegria, oração, meditação, descoberta e, acima de tudo, com a presença de Deus.


Foi uma experiência maravilhosa. Senti mesmo que Jesus gostava da maneira como O estava a louvar. Senti que Ele estava realmente presente no meio de todos nós que deixámos a família, os compromissos habituais da nossa paróquia, para estarmos ali a descobrir melhor o que é a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Todos aqueles dias foram muito intensos. Todos nós participamos na organização de cada celebração, o que permitiu que tivéssemos uma noção melhor do que é realmente a Páscoa.


De quinta a domingo de manhã vivemos cada momento de forma muito especial, pensando e reflectindo na entrega total de Jesus pela Sua Humanidade. Não esqueçamos que, apesar da Sua condição divina, era homem. Sofreu com a agonia no horto, com as flagelações, com a crucificação, mas principalmente, com a indiferença e a maldade da Sua Humanidade. Carregou a cruz do mundo inteiro, sem se importar com a nossa escolha: amá-Lo, odiá-Lo ou sermos indiferentes.


Na quinta-feira celebrámos a Ceia Hebraica. Foi muito bonito. Geralmente, pensamos na Páscoa a partir da entrega de Jesus, mas não nos podemos esquecer que a maior celebração cristã começou no tempo de Moisés, quando Deus pediu ao Seu povo que celebrasse a sua saída do Egipto. De seguida foi o Lava-Pés, aquela grande missa onde nos lembramos no maior mandamento de Jesus: "amar-nos uns aos outros". É bom reflectirmos sobre a nossa maneira de estar perante os outros. Será que também conseguimos lavar os pés, sem nos importarmos que se trata de um acto considerado indigno pela sociedade, como acontecia naquela época?


Na sexta-feira, o que mais me marcou foi o Elogio do Morto, quando perante a cruz reflectimos sobre a nossa vida e o papel que Jesus tem nela, oferecendo-lhe uma oração. A cruz é sempre vista como morte e sofrimento, mas, se pensarmos bem, a cruz traz também grandes lições e grandes descobertas. Jesus , com a sua cruz, trouxe-nos a salvação e o amor. É nós, como é que vivemos as nossas cruzes? Será que conseguimos ver as lições que elas nos trazem? Será que conseguimos ver a luz que está ao fundo do túnel? Será que sabemos esperar por essa luz?

A Via-Sacra também foi muito bonita. Foi feita por todos nós e fez-nos reflectir sobre a situação dos nossos irmãos nos vários continentes onde são tantas vezes alvo de grandes martírios e sofrimentos.


No final, foi a Festa. Nunca senti uma alegria tão grande quando chegou a meia-noite e o padre nos diz, com um sorriso:"É Páscoa!". Nessa altura é inevitável não festejarmos, não louvarmos o Senhor! Fazemos tantas festas por tudo e por nada e quando chega a altura de relembrarmos o sacrifício da cruz que nos trouxe a salvação, não fazemos uma grande festa...


Enfim, foi uma experiência incrível. Agora, depois das celebrações, não esqueçamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Não esqueçamos que, mesmo numa cruz, há uma luz. Não é fácil, mas com ajuda do Pai conseguimos. Força!

quarta-feira, março 28, 2007

A Misericórdia de Deus é Infinita

O ser humano tem uma tendência terrível para achar que os outros estão perdidos e que jamais poderão encontrar Deus. És toxicodependente? És prostituta(o)? És alcoólico? És leviano? Só vives para ti? Não acreditas em Deus? Muita coisa serve para se dizer a famosa frase: "Está perdido!".

Não sei o que pensam, mas eu não acredito neste discurso catastrófico. Como cristã não quero acreditar, porque, como diz a Palavra de Deus, "Eu não vim chamar os justos e, sim, os pecadores arrependidos." (Mt 9, 13) Se olharmos para os exemplos que a Bíblia nos dá e para o nosso próprio dia-a-dia vemos que há muitas pessoas que estavam perdidas, sem rumo e que encontraram Deus. Nem sempre é preciso ser crente desde pequenos.
Afinal, Deus veio para nos salvar a todos ou não?

Para a próxima, quando virmos "um caso perdido" pensemos que é, principalmente, nesse rosto que está Jesus. Por que é essa pessoa que precisa de ajuda. Ao Pai nada é impossível e todos podem ser chamados a segui-Lo, nem que seja já quase no final da vida. A Sua Divina Misericórdia e o Seu Amor são abundantes. Ultrapassam todas as barreiras deste mundo imperfeito. E se pensarmos bem, os maires santos foram pessoas que tiveram vidas consideradas perdidas. Vejam o caso de S. Paulo que perseguia os cristãos e estava presente na sua condenação à morte.

Nesta altura da Quaresma, Jesus relembra-nos que é o"Caminho, a Verdade e a Vida" e que quer dar-nos uma mão. E Ele quer que sigamos o Seu exemplo de Amor e Misericórdia. Santa Faustina relembra-nos isso no seu Diário. Jesus falou-lhe da importância de confiarmos na Sua Dolorosa Paixão. Jesus chegou a dizer-lhe isto: "Quanto maior o pecador, tanto maiores direitos tem à Minha misericórdia" (Diário da Santa Faustina, 723).

Para a próxima, pensemos duas vezes nos casos perdidos e peçamos ao Pai que encha os corações dessas pessoas de Amor e Misericórdia. Penso que seria importante pensar nisto, porque, quantas vezes, não somos nós cristãos a apontar o dedo e a dizer "Está perdido!"...



PS: O Diário de Santa Faustina fala de alguns pedidos de Jesus, como rezar o Terço da Misericórdia, a novena que começa na Sexta-Feira Santa, a Festa da Misericórdia a seguir à Páscoa, entre outras coisas divulgadas pelo Papa João Paulo II. Se quiserem saber mais vão a http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/misericordia.php.

domingo, março 25, 2007

O melhor é não julgares os outros

Um dia, um pai com o filho de onze anos e um burro decidiram ir ao mercado. Mas, para lá chegarem, deviam atravessar quatro aldeias. O pai disse ao filho:

- Monta no burro, que eu vou a pé.

Passaram pela primeira aldeia, e as pessoas, vendo-os, começaram a murmurar:

- Vede, já ninguém se entende:o filho que é mais novo vai no burro, e o pai, pobrezito, vai a pé.

O homem ouviu e disse ao filho:

- Estas pessoas dizem mal de nós. Eu monto o burro e tu vais a pé.

Assim fizeram. Passaram pela segunda aldeia e ouviram as pessoas dizer:

- Ora vejam lá: o pai montado no burro e o filho a pé!

Então decidiram ir os dois montados no burro. Mas, ao passarem pela terceira aldeia, as pessoas murmuravam, dizendo:

- Pobre burro, com todo aquele peso! Já não há respeito pelos animais!

Desceram ambos do burro e foram a pé. Ao passarem pela quarta aldeia começaram a ouvir piadas:

- Que idiotas! Têm burro e vão a pé!

O pai e o filho olharam um para o outro e concluíram que seriam sempre criticados, fosse qual fosse o modo como se comportassem.



Li esta estória na Liturgia Diária. Quantas vezes somos o homem e o filho? E quantas vezes somos as pessoas das aldeias?

segunda-feira, março 19, 2007

E por que não eu?

Nós às vezes nem nos apercebemos como um convite pode mudar o rumo à nossa vida. Comigo foi assim. Em Dezembro passado recebi um convite para participar no Encontro Geral dos Missionários Combonianos. Na altura fiquei um pouco apreensiva. Devo ir? Mas, ao mesmo tempo, Deus dizia-me: “Aproveita esta oportunidade que te dou! Vai! Estou contigo!”. Decidi aceitar o Seu desafio. Levei uma amiga e lá fui.


Mal sabia eu que naquele dia Deus me ia mostrar e dar aquilo de que tanto precisava: a Sua Paz, o Seu Amor, a Sua União num grupo de jovens (dos 15 aos 30) que, como dizem (aliás, agora dizemos) são jovens, cristãos e missionários. Na altura andava triste, a sentir falta de um rumo. Sabia que o Caminho era Jesus, mas o que Ele me tinha dado até aí já não chegava. Precisava de mais. Precisava de viver e crescer muito na Fé e na Missão para espalhar a Boa Nova e para amar a Deus e ao próximo. Graças ao Pai, encontrei esse rumo no Fé e Missão, o grupo de Jovens dos Missionários Combonianos. Um grupo onde se respira Deus e o Seu Amor na oração, na Palavra e na acção missionária.

Ainda estou no início da caminhada, ainda tenho de aprender muito, mas sei que encontrei o rumo. A mensagem que deixo é esta: não desanimem, se se questionam do rumo que estão a levar, se calhar é por que o Pai tem algo mais adequado para vocês. É a altura de Lhe perguntar o que pretende de nós, de O ouvir e de dar o salto. Foi isso que fiz quando fui para os combonianos. Mas, não se esqueçam de uma coisa que é muito importante: não ponham para trás das costas o que vos foi dado até aí. Tudo o que sabem sobre Deus, tudo o que sabem sobre a Sua Palavra, tudo o que viveram foi dado por Ele. Se, nalguma altura, Ele nos pede para mudar de direcção na nossa caminhada espiritual, é por que Sabe que é o melhor para nós. Mais importante que isso: é por que sabe que é lá que somos precisos para ser a Sua Boca, as Suas Mãos e os Seus Pés.

Este mês vai haver outro Encontro Geral de Jovens nos Missionários Combonianos. Se quiseres ir, basta teres entre 15 e 30 anos, levares boa disposição e um coração aberto para receberes Deus. O encontro é no dia 24 de Março em Coimbra e Vila Nova de Famalicão e dia 30 de Março em Santarém. Se quiseres saber mais coisas, basta ires a

Podes também contactar-me através de mail.

Pode ser o teu rumo. Quem sabe? Mas, seja os combonianos ou não, o importante é não cruzares os braços. Reza, pede a Deus para Te dizer onde é que és preciso. Mesmo sendo difícil, espera com paciência, faz silêncio e escuta-O. E nunca te esqueças que Ele prometeu estar contigo até ao fim dos tempos e … AMA-TE MUITO! Não quer saber do teu passado. Simplesmente AMA-TE e quer-te dar a mão para que a vida tenha outro sabor.

quinta-feira, março 15, 2007

Eu creio por amor... não por medo

Costumo conversar várias vezes sobre religião com pessoas que se acham ateias e agnósticas.
E uma das coisas que mais me marca é a ideia feita de que quem acredita em Deus fá-lo por medo. Ou tem medo do Inferno, ou do castigo divino, ou de não conseguir que Deus não lhe dê o que mais quer...

Compreendo a razão de me dizerem isto. Durante muitos anos, a Igreja transmitiu muito a imagem do Inferno e do castigo, assim como outras religiões. Aliás, ainda hoje temos pessoas que vivem a Fé de uma maneira que parece que Deus está com o chicote à espera da mínima falha. Proliferam também por aí muitas religiões que transmitem esta imagem errada de Deus.

Enfim, erros e imagens deturpadas há-de haver sempre. Mas, isso não me impede de dizer que esta imagem de adoração a Deus não faz sentido. Deus não é assim. Ele é Amor e Misericórdia. Jesus Cristo mostrou isso. Ele vivia a pensar nos outros. E era homem. Sofria como todos nós, apesar da Sua condição Divina.

Aliás, há muitas pessoas crentes que vivem o seu dia-a-dia para Deus, vivendo para os outros. Quantos missionários não se deslocam para terras distantes, passando pelas mais variadas dificuldades, para ajudarem quem mais precisa? Ou mesmo no nosso país. Estou a falar de sacerdotes, religiosos e leigos. Todas estas pessoas professam a Fé em Deus e seguem o exemplo de Amor e Misericórdia deixado por Jesus Cristo.

Só quero deixar isto bem claro. Erros das religiões, erros de crentes sempre haverá. Somos seres humanos que erramos. Não é por isto que vou justificar muitas atrocidades que têm sido cometidas em nome de Deus. Obviamente! Só quero dizer que quando acreditamos de verdade, acreditamos por que amamos a Deus e ao próximo. Não por termos medo de castigos divinos.

Só aos 23 anos descobri realmente Deus. Antes acreditava Nele, mas não sabia quase nada de nada sobre Deus, religiões, a mensagem de Jesus Cristo, etc. Não estou a falar como alguém que sempre viveu imbuída nesta tradição de ter uma religião e adorar a Deus. Não! Aliás, questionei tudo e mais alguma coisa. Só acreditava em Deus. Mas, de resto, questionei a bíblia, a religião, enfim... praticamente tudo. E depois de muita busca e dúvida, percebi que o acreditar é amar. Acreditar em Deus é amá-Lo com liberdade. O Seu Caminho só nos leva ao Bem. E Ele só nos pede aquilo que conseguimos dar. Nunca nos pede impossíveis.

Se calhar está na altura de se olhar para quem crê de maneira difrente. E os que crêem de transmitirem mais o Amor e a Misericórdia de Deus.

sexta-feira, março 09, 2007

A Palavra de Deus

A Bíblia é a Palavra de Deus. Todos nós já ouvimos esta expressão vezes sem conta.

Não sei o que pensam, mas eu acredito que assim seja. Claro que a Bíblia é um livro de Fé, com histórias reais, mas também com muitas metáforas e parábolas que têm como objectivo deixar-nos a pensar sobre as coisas da realidade. O próprio Jesus utilizava muitas parábolas para que as pessoas entendessem melhor a mensagem que Ele queria passar.

E vocês? Acreditam na Bíblia? Costumam lê-la?






segunda-feira, março 05, 2007

Dar a mão ... à distância
Estejamos na Quaresma ou não, podemos e devemos dar a mão a quem precisa. Hoje deixo-vos mais um apelo: ser padrinho à distância.

O Centro para a Cooperação e Desenvolvimento aceita padrinhos que auxiliam crianças pobres de África. A ajuda permite dar apoio a nível educacional, com material escolar, assistência alimentar e acesso a cuidados médicos.

Os padrinhos podem, inclusive, ter contacto com as crianças através de cartas ou outros meios. Há mesmo quem se desloque ao país de origem para conhecer pessoalmente a criança e a sua família. Graças ao apoio dos portugueses, já foi possível construir uma escola em Chigamane, Moçambique, e construir dois poços em Macunhe, outra região moçambicana.

Se poderem, aceitem este desafio de mudar a vida de uma criança. Se não tiverem possibilidades, passem palavra. O importante é que não deixemos morrer a chama do Amor de Deus.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Pára, faz silêncio e escuta

Este fim-de-semana estive em retiro de silêncio nos missionários combonianos. Foi uma experiência nova. Tenho andado muito cansada, de mau-humor, triste, mas este retiro foi como água fresca para mim. Finalmente parei. Parei para escutar o Nosso Pai e saber o que Ele me queria dizer. E podem crer que me disse muita coisa.

A maior lição é a da Espera. Tenho andado triste e desanimada, porque não tenho obtido resposta da parte do Pai em relação a algumas coisas da minha vida. Mas, neste fim-de-semana, Ele falou. E porquê? Porque fiz silêncio e ouvi-O sem receio da resposta que iria receber. Esperar e ter paciência é algo que nem sempre é fácil. Queremos respostas imediatas. Sempre foi assim. Hoje em dia, com as novas tecnologias, mais do que nunca queremos logo a resposta.

Mas, nem sempre temos de ter logo a resposta. Às vezes, temos de esperar, ganhar folêgo, aprender lições, conhecer melhor a Palavra e a Vontade de Deus, para enfrentarmos o caminho que temos pela frente.

Neste fim-de-semana percebi que não posso ouvir o Pai se não fizer silêncio. Há que parar. Rezar e escutar. Não é preciso fazermos um retiro. Até no nosso quarto podemos fazer isto. Sei que não é fácil parar. Mas, se vier cá a Portugal a vossa banda preferida, não fazem tudo para conseguir arranjar tempo? Não se arranja tempo para o futebol e para as novelas? Não estou a dizer que não façamos nada destas coisas. Só estou a dizer que devemos também lutar e fazer tudo por tudo para estar com o Pai.

Neste retiro aprendi que o não parar leva, muitas vezes, ao cansaço, ao desânimo, ao mau-humor e, quem sabe, a pôr em causa a nossa Fé. Graças a Deus, não duvidei da minha Fé, mas pode acontecer… Tudo isto nos arrefece no Amor para com o Pai. E tudo isto nos leva a entrar por caminhos mais sinuosos, que poderiam ter sido evitados se tivéssemos escutado os Seus conselhos. Aprendi também que se não O ouvir posso estar a queimar etapas na minha vida e a perder tesouros que Ele me queira dar.

Ao princípio não é fácil parar, mas com o tempo e com muita oração, o Pai vai ajudar-nos e vamos conseguir fazer silêncio para o Ouvir. Se ainda não fizeram esta experiência de silêncio, tentem fazê-lo. Peçam ajuda ao Pai. Ele está sempre a bater-nos à porta. Tem muita coisa para nos dizer. Mas, não se esqueçam. Esta porta só abre por dentro. Temos de ser nós a abrir a porta. O Pai não nos força a nada. Apenas propõe.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Vamos viver a Quaresma!


Ontem foi dia de cinzas, como sabemos. Gosto de ir à missa neste dia. Não por obrigação, mas porque é um dia muito especial. É o dia em que começa a preparação para a Páscoa, quando Jesus, por Amor, se entregou ao sofrimento, morrendo na Cruz e ressuscitando ao terceiro dia.

Estava muito cansada. Aliás, tenho andado mesmo muito cansada. Mas, quando entrei dentro da igreja senti uma paz de espírito incrível. O cansaço passou para segundo plano. Tudo o que via à minha volta me confortava. A igreja estava a abarrotar de pessoas. Fiquei cá atrás, com a minha mãe, e, ao início, nem consegui ver o padre. Houve pessoas que ficaram cá fora. Levámos imenso tempo para conseguirmos receber as cinzas, mas não fazia mal. Aquela multidão de pessoas a rezar, a pedir a Deus que olhasse por elas e pelos outros era o mais importante.

Quando cheguei a casa sentia-me bem. O cansaço físico não tinha desaparecido, mas a Paz de Deus estava comigo. Estava mesmo. E como é bom senti-la!

Tudo isto me leva a pensar como é importante vivermos realmente o tempo da Quaresma. Prepararmo-nos para celebrarmos a Paixão de Cristo. Não podemos esquecer que para o cristão, a Páscoa é a época mais importante. Foi quando Jesus nos mostrou que todos nós, independentemente do nosso passado e do nosso presente, podemos ir ter com Jesus que está de braços abertos à nossa espera e que, tal como Ele, poderemos um dia vencer a morte e alcançar a vida eterna.

E a pensar nisto tudo vêm-me à cabeça estas questões:

- Será que vivo mesmo a Quaresma?

- Será que pratico apenas o jejum e a abstinência de alimentos? Ou também penso naqueles pecados que nunca me largam e que já deviam ter ido embora há muito tempo?

- Será que tenho mesmo noção de que nesta época estou a relembrar que Jesus morreu e ressuscitou para me salvar e me quer junto Dele, mesmo que tenha cometido as maiores asneiras?

- Será que faço o suficiente nesta altura para pedir perdão, recomeçar e continuar a louvar durante todo o ano o meu Pai do Céu?

domingo, fevereiro 18, 2007

Tal como a bolinha do Amor, os BCC católicos estão novamente em comunhão. Desta vez é para falar sobre os amigos. Tudo começou com um convite do Ci. Já passou por outros blogs e o SP
convidou-me para falar sobre este tema.

Amigos

Ter amigos é ter um tesouro. A expressão é velha, mas nunca deixa de fazer sentido. O que seria de nós se não tivéssemos, pelo menos um amigo? De certeza que a nossa vida não faria muito sentido. O ser humano foi criado para viver em comunhão. Precisa de ter alguém com quem possa desabafar e contar aqueles segredos mais recônditos. Precisa de um amigo que o oiça a qualquer hora e que lhe dê conforto. Um amigo é também aquele que diz sempre a verdade. Se estamos certos diz que estamos no bom caminho, caso contrário avisa-nos que devemos mudar de direcção.

O SP diz que amizade e amor têm de estar juntos. Concordo. Sem amor não conseguimos fazer amigos de verdade. Não estou a falar de conhecidos. Estou a falar daquelas pessoas que nunca esquecemos e que, por mais longe que estejam de nós, estão sempre no nosso pensamento. Regra geral, não temos muitos amigos. Mas, o importante é a qualidade e não a quantidade.

Não podemos esquecer que uma amizade mantem-se. É como uma flor. Temos de lhe dar água, sol, sombra, falar com ela... O amigo faz parte da nossa vida. Esteja longe ou perto está no nosso coração e na nossa mente. Será que estamos a cuidar bem dos nossos amigos?

E do Maior de todos? Sim, por mais amigos que tenhamos, Jesus Cristo é o Maior de todos. Está sempre connosco. A qualquer momento podemos falar com Ele. E Ele está sempre pronto para nos ouvir. Mesmo quando os outros amigos não nos conseguem ajudar, Ele tem sempre solução para tudo. Por alguma razão é o “Caminho, a Verdade e a Vida”.

Já agora devíamos também pensar nesta questão: como é que estamos a tratar o nosso melhor Amigo, Jesus Cristo?





Passo o desafio a outros BCC:

Doce Deleite




quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A luta pela Vida não parou

Acho que todos nós devemos reflectir sobre a campanha do referendo. Não vou falar para já da lei em si, já que ainda não foi regulamentada, embora ache curioso que o PS já tenha dito que não haverá aconselhamento, ao contrário do que diziam alguns defensores do Sim, e que o Sindicato Independente dos Médicos venha dizer que talvez seja necessário pensar em contratos com entidades privadas, já que as unidades de saúde portuguesas (que estão a fechar) poderão não conseguir dar resposta aos pedidos de aborto. Lembremos que muitos apologistas do Sim diziam que não nos tínhamos de preocupar, porque os abortos iam ser feitos em clínicas privadas e os nossos impostos não iriam contribuir para nada… A ver vamos.

Como cristã católica acho que é muito importante reflectir sobre o papel da Igreja nesta campanha. Na minha opinião teve momentos maus e bons. Começando pelos maus… Acho que o Cardel D. José Policarpo não devia ter dito que a Igreja não ia participar na campanha. Sei que não o fez por mal, mas a palavra campanha, em plena sociedade de informação, é muito vasta e muitos entenderam que os católicos (até parece que somos a única religião) não deviam tocar no assunto. Como perguntava um colega de trabalho:”Mas vocês falam da actualidade nas missas?” Lá está, a palavra campanha, hoje em dia, pode significar muitas coisas.

Outras coisas que correram mal… No início, a diocese de Coimbra fez um apelo ao voto do Não logo após as palavras do Cardeal. Ainda por cima houve uma polémica em volta de uma imagem de uma criança de uma apologista do Sim… As declarações também nem sempre foram muito felizes, nomeadamente quando aparecia um sacerdote a falar de excomunhão. Até parece que isto aconteceria na prática… Depois, para ajudar, surgiram católicos a dizerem que votariam no Sim (uma das pessoas que deu uma entrevista, nem era baptizada, mas dizia-se católica), assim como o padre de Lamego.

Coisas boas… A principal de todas é que a maioria dos cristãos estiveram unidos, contra tudo e contra todos, para lutarem por uma solução que pudesse levar a uma lei que protegesse a mãe e o filho. Não houve vergonhas, não houve desistências… Apesar da tempestade, lutou-se e mostrou-se que a preocupação pela Vida não deve ser só dos cristãos. Deve ser de todos. Afinal somos todos seres humanos. Falou-se também muito da Misericórdia de Deus. É pena que tenha sido abafada pelos media por causa das coisas más que apontei em cima. Diz-se tanto que a Igreja não tem influência na sociedade, mas nestas alturas querem-na sempre calada…Curioso... Já agora para quem defende que o Estado é laico, não se esqueça que o ser laico, em Portugal, é viver numa democracia onde temos liberdade de expressão.

E agora? Agora vamos para a frente e lutemos para que o aborto não seja a única solução para uma mulher. Vamos ajudar ainda mais as instituições que já existem e que têm feito um óptimo trabalho, divulgando-as, dando ajuda financeira, sendo voluntário… Enfim, arregacemos as mangas. Há muito trabalho a fazer. Deus está connosco. Não temamos!



  • Instituições que ajudam as Mães



  • segunda-feira, fevereiro 12, 2007


    Muita coisa podia dizer... Mas, hoje, olhando à minha volta só me apetece pensar nestas palavras de Jesus, que É o Caminho, a Verdade e a Vida.

    «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»

    Mt 11, 28-30

    terça-feira, fevereiro 06, 2007

    Fala-se muito, mas…

    Faltam poucos dias para o referendo. A pergunta é “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” Tendo em conta a delicadeza da questão, devíamos estar perante uma campanha informativa. Já que o Estado está a usar tanto dinheiro dos contribuintes para repetir um referendo, então que sirva para informar bem as pessoas.

    Pelos vistos, isto não está a acontecer. Não é que não haja ninguém a tentar fazê-lo. Mas, se pensarmos que a maioria dos portugueses se informa através da televisão e dos noticiários, chegamos à conclusão que, de facto, não há muita informação. A não ser o mesmo de sempre: a Igreja deve estar calada, há católicos a favor do “Sim”, houve uma mulher que abortou e teve complicações, o partido A pensa isto ou aquilo, o B outra coisa…

    Então e que tal apresentarem também informações sobre as instituições que ajudam as mulheres a terem os filhos? Sim, nem todas as mulheres que abortam o fazem por não querer o filho. Fazem-no por estarem desesperadas e por acharem que não têm ninguém que as ajude. E que tal falarem da protecção que as mulheres têm quando são obrigadas pelos maridos ou namorados a fazerem um aborto? E que tal falar dos locais onde são dados métodos contraceptivos gratuitos? E que tal falarem das mulheres que, apesar das dificuldades, tiveram os filhos? E que tal falarem das propostas que permitem que mesmo que o “Não” ganhe, a mulher não seja penalizada?

    E que tal falarem da vida que está dentro da mulher? Independentemente da nossa escolha, num aborto estamos perante dois seres: mãe e filho. Ambos têm direito a protecção. Que protecção é que a lei que vai ser votada trás a ambos?
    Já agora, deixo mais umas perguntas. Que instituições legais são estas de que se fala na lei? As privadas? Vai haver parcerias público-privadas? Comparticipação por parte do Estado? A Saúde não tem dinheiro para quase nada e pode apoiar as mulheres que vão abortar?

    Além disso, não esqueçamos que a lei deve ser geral. Deve permitir a protecção de todos os intervenientes num processo. Neste caso a mãe, o filho e o pai. Esta lei traz protecção ao filho? Às dez semanas, segundo a ciência, o coração já bate e uma boa parte dos órgãos internos já estão criados… Já para não dizer que o pai, que deve sempre dar ajuda, nestes casos deve ficar calado…

    São muitas interrogações, mas acho que vale a pena pensar nisto… Já agora, vão votar. A ver se não temos de repetir o referendo novamente…

    sexta-feira, fevereiro 02, 2007

    As consequências das nossas acções


    O impacto das nossas atitudes pode ser terrível para os outros. Seja onde for. Na Igreja também. Sou cristã católica e nem sempre é muito fácil ouvir comentários de que um padre, um religioso ou um leigo fez isto ou aquilo que estava errado. "Que credibilidade é que a Igreja tem?", perguntam-me.

    Respondo dizendo que a Igreja não é perfeita, é feita de homens e mulheres imperfeitos, e todos nós podemos errar. Nem assim. Os comentários continuam. Claro, também é verdade que Jesus disse que não ia ser fácil e felizes daqueles que seriam perseguidos em Seu nome.

    Não é fácil sermos gozados por sermos cristãos católicos (isto também acontece com outras religiões, claro), mas vamos habituando-nos e Deus vai-nos dando forças para continuarmos. Faz parte. Jesus também foi perseguido. Mas, o problema central nem passa por aí. A questão está nos actos de todos nós que seguimos Deus.

    Afinal, se é verdade que todos nós erramos também é um facto que devemos ter muita atenção aos nossos actos, porque, regra geral, não nos afectam apenas a nós. Vão afectar todas as outras pessoas que seguem a nossa Fé. Se minto, se não costumo perdoar, se não amo, isso vai ser usado contra todos os outros irmãos que seguem Deus. Além disso, como é que conseguimos transmitir a mensagem de Deus com estas atitudes?

    Acho que devíamos pensar todos nas consequências dos nossos gestos e das nossas palavras. Sim, por que todos nós já contribuímos, alguma vez, para a imagem negra da Igreja e de Deus. Quer sejamos padres, religiosos ou leigos. Como diria Jesus, quem nunca o fez, atire a primeira pedra. Mas, claro, isto não deve servir de desculpa. Devemos pensar mais nas consequências das nossas acções. Que o Pai nos ajude!

    domingo, janeiro 28, 2007



    Dar as Mãos



    Era mais um final de dia. Ia apanhar o transporte. Às vezes pelo caminho costumo ver uma senhora, que é muito doente, a pedir. Como não gosto de dar só a moeda – afinal quem anda a pedir é um ser humano-, já há algum tempo que falava com ela. É uma pessoa que precisa muito de desabafar.

    Mas, neste dia, as coisas foram diferentes. Ela estava a chorar. E bastante. Dirigi-me a ela a perguntar se precisava de ajuda. Queixava-se das pernas. Dizia que estava cheia de vergonha de estar a chorar, mas as dores eram tantas que não aguentava. As pernas dela estavam muito inchadas, vermelhas e feridas. Estivémos a falar ainda durante algum tempo e tentei ajudar o melhor possível.

    No meio de toda esta situação o que mais me chocou foi ver que as pessoas passavam – e não eram poucas – e nem sequer faziam nada. Olhavam para ela, baixavam a cabeça e iam-se embora. Como se nada acontecesse. Aonde vai parar a sociedade em que vivemos? É assim tão difícil amarmo-nos uns aos outros? Deus só nos pede isto: amor. Até quem não acredita em Deus, consegue amar. É inato ao ser humano!

    Se calhar, o problema está na mudança que temos de operar em nós próprios antes de amarmos os outros. Não podemos esquecer que o amor tem de ser alimentado, tem de crescer... Temos de mudar muitas vezes a nossa maneira de ser, temos de evitar certos medos, como o da entrega. Não temamos entregarmo-nos aos outros, mesmo que eles sejam desconhecidos. O amor só traz o bem, mais nada. Por que razão não fazemos da nossa vida uma luta constante pelo amor? Foi isso que Deus nos pediu. É isso que Ele nos pede e continuará a pedir. E é tão bom, apesar dos problemas e das dificuldades...

    Acabei de chegar de um retiro do Fé e Missão, o grupo de jovens dos missionários combonianos. O tema do retiro foi “Dar as Mãos” e pensámos muito na importãncia do amor e da entrega ao próximo, como está expresso na parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37).
    Pensámos também como, por vezes, os cristãos viram as costas a quem precisa. Ainda ontem vimos isso no peditório que fizémos por hoje ser o Dia Mundial dos Leprosos. Quantos não saíam das missas e olhavam indiferentes esta causa. Ainda por cima no dia em que a II Leitura (1 Cor 13, 4-13) fala da importância da caridade, do amor ao próximo...

    segunda-feira, janeiro 22, 2007

    Um grande missionário que se tornou santo

    Hoje festeja-se a solenidade de S. Vicente Pallotti. É um santo pouco conhecido, mas foi um grande exemplo na Terra. Um exemplo que todos nós devemos seguir. Claro que não é fácil ser como ele, mas, pelo menos, inspiremo-nos na sua missão.

    Pallotti, desde pequeno, que viveu para seguir a palavra de Deus. Rezava bastante. Uma das suas orações preferidas era a Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos. Quando se tornou padre, andava com uma imagem da Nossa Senhora na mão e sempre que as pessoas lhe pediam para beijar a sua mão, era a imagem de Maria que beijavam.

    Para além da oração, Pallotti vivia para os outros. Um dia quando ia para casa viu um rapaz descalço. Sabem o que ele fez? Tirou os sapatos e deu-os. Sabia que em casa tinha outro par. Aquele seu irmão em Cristo não tinha. Gestos como estes é o que há mais na vida deste grande missionário. Um missionário que defendia que todo o baptizado deve ser um missionário.
    Levou tão a sério a sua missão que morreu por amor. Depois de sair de uma missa, viu um pobre cheio de frio. Nesse dia estava a chover muito. Pallotti não podia ver aquilo. Tirou a sua capa e deu-lha. Apanhou uma pneumonia e morreu.
    Este santo é o autor de uma frase que eu acho maravilhosa e que dá o nome a este blog. Assim, peço a Ti, S. Vicente pallotti, rogai por todos nós a Jesus, para que sigamos o teu exemplo de amor e entrega ao Pai e que consigamos viver como sempre defendeste: com "Deus em tudo e sempre".

    quarta-feira, janeiro 17, 2007

    Há sempre tempo para rezar
    Continuando a meditar sobre a oração... Muitas vezes diz-se que não se tem tempo para rezar. Mas se pensarmos bem, quando se reza, ou seja, quando se fala com Deus, não tem de ser com formalidades, não temos de marcar hora com a secretária, não precisamos de muitas palavras. Basta falar. estejamos na igreja, na sinagoga, na mesquita, na rua, nos transportes, na fila de trânsito...
    Tenho estado a pensar como estes momentos são tão importantes e como enriquecem a nossa conversa com o Pai. Em todos estes sítios, principalmente na rua, estamos em contacto com as mais variadas pessoas. Cada uma com as próprias necessidades. Podemos não perceber quais são, mas mesmo assim podemos pedir por elas.

    É fora do nosso quarto que conseguimos olhar à nossa volta com olhos de ver e perceber quem está a precisar da nossa oração ou agté de um sorriso ou de um gesto amigo. É cá fora que conseguimos ver um olhar triste, às vezes desesperado, um irmão com fome, aum irmão com frio, um irmão em plena solidão, um irmão doente...

    O nosso quarto deve ficar para o silêncio e para a meditação. Sim, não esqueçamos que falar com Deus também implica ouvi-Lo. além disso, já pensaram como arranjamos sempre tempo para falar com Ele quando as coisas correm mal para o nosso lado?

    quinta-feira, janeiro 11, 2007

    A Confiança na oração


    Sempre foi assim. O ser humano, limitado e insatisfeito, sempre sentiu necessidade de fazer pedidos a Deus. Todos nós o fazemos. Basta acreditarmos em Deus, no Pai que está no Alto, mas tão próximo ao mesmo tempo.

    O problema está no “Faça-se a Tua Vontade”, que nem sempre é a nossa, e na espera. Até poderemos vir a ter aquilo que queremos. Só que não tem de ser logo. Abraão e Sara também esperaram muitos anos até conseguirem um filho.

    Não é fácil. Principalmente quando o que pedimos pode ser decisivo para as nossas vidas ou para a dos nossos irmãos em Cristo. Fica-nos estas palavras de consolação.

    “Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á.

    Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?

    Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!” (Jo, 11, 9-13)

    Quando rezarmos não esqueçamos estas palavras. Sejamos capazes de esperar, tal como Abrão e Sara. Por mais difícil que seja ...

    terça-feira, janeiro 09, 2007

    Meu Deus, dai-nos voluntários!
    Hoje quero deixar um apelo. Se não estão em condições de ajudar, por favor, divulguem-no.

    As unidades de saúde portuguesas estão a precisar de voluntários. Principalmente nas urgências. A Saúde não está bem de saúde como se sabe, mas com mais voluntários é possível dar mais dignidade aos doentes.

    No outro dia tive de levar uma amiga ao hospital. O que mais me chocou foi ver pessoas, sem ninguém, a precisarem de ajuda. Para irem à casa-de-banho, para levarem a maca, para fazerem um telefonema a um familiar, para ouvirem uma palavra amiga… Aquelas pessoas estavam desesperadas. Já não bastava a doença e ainda por cima estavam sozinhas. Enquanto que na parede estava escrito “Queres ser voluntário?”…

    Mas isto não acontece só nos hospitais. Nos centros de saúde também. Infelizmente, ontem fui lá parar. Aí é que não há mesmo nenhum voluntário. E se as pessoas precisam! Principalmente as de idade! Nem que seja para lhes irem carimbar a receita. Sim, estive mais de meia hora para me carimbarem uns papéis…

    Se tiverem possibilidade de ajudar, façam-no. Se não, passem palavra. Também é uma forma de ajudar. Que Deus vele por todos os doentes!

    quarta-feira, janeiro 03, 2007

    Santíssimo Nome de Jesus

    Jesus! Doce palavra!
    Nela está contida o nome do nosso Salvador!
    Daquele que tudo sofreu para nos salvar!
    Daquele que se entregou na cruz para nos dizer:
    “Parem com tanta violência, com tanta mágoa!
    Amem-se uns aos outros. Só o Amor vos pode dar felicidade!
    Só o amor salva! Olhem o vosso irmão que precisa de ajuda!”

    Hoje celebra-se a solenidade do Santíssimo Nome de Jesus.
    Uma data que nem sempre é lembrada, mas que é tão importante!
    Hoje acordei a pensar como, de facto, este Nome é poderosíssimo.
    Quando chamamos “Jesus”, chamamos o nosso Senhor e o nosso Deus.
    Chamamos Aquele que está sempre de braços abertos à nossa espera a querer dar-nos um abraço do tamanho do mundo e dizer-nos “Amo-te tanto! Vem para junto de mim! Só tenho coisas boas para te dar!”

    Louvado sejas para sempre, Jesus!

    domingo, dezembro 24, 2006

    Viva Jesus Cristo!!!


    Podias ter nascido rico. Numa cama de ouro, quentinha, rodeada de criados.
    Mas, não. O Teu Amor por nós é louco, é infinito. Preferiste nascer num local sem condições. Nasceste pobre, numa manjedoura... Tão pobre e tão rico!

    Fizeste tudo isto por nos amares. Tudo por Amor! É incrível!
    Por que Te esquecemos tantas vezes, Jesus? Tanto sacríficio que passaste...

    Obrigado, Jesus, por toda a Tua entrega! Nascei ou renascei em mais corações!
    Despertai em nós Amor por Ti! Um Amor que deve estar em cada gesto, em cada palavra! Até a amar-Te, Tu pedes que amemos o próximo.

    Tu és assim! Louco de Amor pela Tua Humanidade que Te vira tantas vezes a cara!
    Vinde, Jesus! Lançai-nos um “feitiço” para que não Te esqueçamos e para que Te louvemos eternamente.

    quarta-feira, dezembro 20, 2006

    O Amor de Deus salta de blog em blog


    A Malu começou e pediu à Xana que passasse a bolinha do Amor.
    Como o discurso já vai longo tive dificuldade em colocar os textos todos da bolinha azul do Amor. Assim, juntando o útil ao agradável, deixo o link dos blogs que já aderiram a esta iniciativa. Vão lá ver a mensagem da bolinha que eles deixaram e, já agora, deliciem-se com todos estes blogs que respiram Jesus Cristo. Não se vão arrepender!

    E lá chegou a bolinha do Amor ao meu blog!
    Já está! Já a agarrei!
    A bolinha que vai de blog em blog iluminar o caminho de cada filho de Deus. Aceitai-a! Ela é a estrela que nos guia, de mãos dadas, para receber Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Sandra Dantas aceita este presente no teu cantinho!
    E, para acabar, desejo um Natal cheio do Amor de Deus.
    Deixai Cristo nascer em vós! Contagiai os outros com o seu Amor!
    Viva Jesus! Viva o Filho de Deus! Viva a vida que Deus nos dá!
    Sandra, consegues apanhar a bolinha?

    sexta-feira, dezembro 15, 2006

    Olhos nos olhos com Jesus


    Quando vejo os filmes de Jesus, começo a pensar no que faria se estivesse com Ele cara a cara, tal e qual como estiveram os apóstolos, Maria, as pessoas que viveram no tempo em que Jesus veio à Terra.

    Pessoalmente, acho que lhe olharia nos olhos. Deviam ser lindos! Deviam transmitir uma Paz incrível! De seguida, abraçava-O e chorava muito. De alegria, claro!

    E vocês? Se tivessem vivido naquele tempo, o que é que teriam feito quando O vissem?

    segunda-feira, dezembro 11, 2006

    Entreguemo-nos apenas ao Pai!


    Não adores nunca ninguém mais que a Deus.

    Não escutes nunca ninguém mais que a Deus.

    Não contemples nunca niguém mais que a Deus.

    Porque só Ele te pode saciar.

    A Acção de Graças da Missa de ontem foi esta música. Não consegui deixar de pensar nos falsos "deuses" que temos, por vezes, na nossa vida. Não são os do Olimpo, mas acho que são piores do que esses, porque passam despercebidos facilmente.

    Estou a falar da fé que temos em certas coisas ou pessoas e que nos levam, mesmo que inconscientemente, a esquecer que tudo depende de Deus. De que "deuses" estou a falar? Do dinheiro, da carreira, de um ídolo, de um astrólogo, enfim... A verdade é que, por vezes, damos tanta importância aos "deuses" falsos que ficamos cegos e não conseguimos ver que estamos a errar e a esquecermo-nos de nos entregar totalmente a Deus. Toda a nossa esperança está neles, mesmo que ao mesmo tempo digamos no Pai-Nosso "seja feita a Vossa Vontade".





    terça-feira, dezembro 05, 2006

    O verdadeiro espírito de Natal

    A Unicef está a pedir ajuda para vacinar as crianças. A Rádio Renascença está a pedir ajuda para dar enxovais de bebés a quem mais precisa. O Banco Alimentar esteve aí. Não tarda muito, temos o Natal dos Sem-Abrigo.

    Enfim, nesta altura do ano vêm-se imensas campanhas de ajuda aos mais desfavorecidos. Mas, porquê só nesta altura? As pessoas só têm fome no Natal? Só têm frio no Natal? As crianças só precisam de brinquedos no Natal? Hummm…Não sabia… Pensei que estas necessidades existiam durante todo o ano….

    Pois é! E existem mesmo. E que tal aproveitarmos este tempo de Advento para reflectirmos mais sobre o que damos aos outros? Será que só nos lembramos de quem mais precisa nesta altura? Será que é só nesta altura que damos dinheiro, roupa, comida, brinquedos, etc? Se calhar devíamos dar durante todo o ano, não é verdade?

    No meio destas reflexões, lembrei-me: a diferença pode começar já agora no Natal. Em vez de comprarmos só coisas para os nossos, que tal ajudarmos a Unicef na campanha de vacinação, darmos brinquedos na campanha Sorriso, irmos ao Natal dos Sem-Abrigo e levar roupa e um enorme sorriso… Enfim… ter um Natal diferente em que gastamos mais com os outros do que connosco e com os nossos. Que acham? E, claro, manter este espírito de solidariedade o resto do ano.

    Que grande prenda daríamos a Jesus! Não acham?